1. Spirit Fanfics >
  2. O bibliotecário >
  3. O blefe.

História O bibliotecário - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


Espero que estejam gostando.

Capítulo 2 - O blefe.


POV'S THOR

Acordo horas depois com meu corpo bem mais leve e a dor de cabeça inexistente, meu quarto está inteiramente escuro devido as cortinas de tecido pesado e as janelas fechadas. O vento do ar-condicionado deixa tudo mais agradável ainda, eu só quero mesmo saber que horas são. 

Tateio os dedos pela mesinha ao lado da cama, derrubando algumas coisas que estavam ali e finalmente acho meu celular. Senti-me na beirada da cama e esfrego os dedos nos olhos, afastando a visão turva e confirmando ser 18h00. 

Meu estômago ronca, denunciando minha fome e acabo por ignorar as mensagens, por ora. Levanto com os pés descalços e o tronco nu, resolvo amarrar meus longos cabelos loiros. Odin vivia me pedindo para cortar eles, mas acho que se acostumou, pois até acaricia às vezes. Desço as escadas, presenciando o silêncio, pois nem Dorothy a governanta, está  com algum eletrodomésticos ligado. 

Pego uma maçã ao chegar na cozinha e abro a geladeira, procurando alguma sobra pra comer. Quase não como em casa e quase não sei o que meu pai come. Odin é um homem ocupado, mas caseiro, evita ao máximo jantares e festas de negócios. Já eu, não posso ver um open bar, que estou dentro.

Acho um macarrão com almodegas, ainda na panela. O que significa que fora feito hoje de tarde, horas depois que eu caí no sono. Coloco uma boa quantidade no prato e logo o levo para o microondas, enquanto ainda devoro a maçã. Não é muito fácil não ter muita fome, quando se tem minha altura e minha massa muscular. Enfim, não gosto muito de ficar me gabando, mas não posso fazer muito se sou irresistível.

O apito do microondas me atenta a ir pegar o prato, e acabo comendo aqui mesmo, em pé, enconstado em uma das bancadas. Deixo o prato na pia, Dorothy lavará depois. 

Subo novamente para o meu quarto e volto a pegar o celular em mãos, as mensagens são inúmeras e me permito ler as mais recentes. Meus amigos não param de falar dessa festa que terá hoje, mas para o meu estranhamento, eu só quero voltar a dormir. Sinto o sono se apossar do meu corpo novamente e nem sequer luto contra, volto a me cobrir e durmo novamente.

No dia seguinte, acordo com a luz do sol batendo contra o meu rosto e a presença de meu pai, parado me olhando, enquanto girava na cadeira da escrivaninha. Pisco os olhos, tentando distinguir sonho da realidade, e ele calmamente continua tirando e girando, enquanto me olha. 

- Bom dia, meu filho. - Seu sorriso é estranho. - Dormiu bem?

- Bom dia, papai. - Pronuncio com a voz rouca. - Dormi. - Me sento. - O que houve?

- Nada, só quis me certificar de que não havia saído essa madrugada. - Bocejou, sua aparência era cansada e agora reparando bem, ele estava de pijama e roupão. - Eu acabei dormindo aqui.

- Como assim, pai? - Questionei desacreditado, ele ficou me monitorando.

- Você achou que eu estava brincando? - Riu num tom tenebroso. - Espero que se alerte e se policie em suas ações, eu estarei por aqui, quando menos esperar. - Se ergueu majestosamente e saiu sem ao menos se despedir.

Isso parece um filme de terror, e eu sou a vítima.

Me levantei, já que todo o sono havia se esvaido e fui para o banheiro, após pegar uma troca de roupas. Não tinha planos, ao menos não ainda e nem pela manhã, então peguei um conjunto de moletom. Acho que preciso correr, é, boa ideia, irei correr. 

Tomo um banho rápido, arrumo meu cabelo e o prendo em um rabo de cavalo. Me olhando no espelho, concluo que preciso aparar minha barba, está grande demais, não combina comigo. Enfim, tomo um banho gelado para expulsar os vestígios de sono e ficar mais disposto para a corrida.

Após estar totalmente pronto, saio me despedindo do meu pai e pegando uma maçã, novamente. O dia está um tanto agradável, o sol da manhã não está muito quente, pois ontem aparentemente teve uma tempestade de neve, as calçadas estavam cobertas de neve que estavam derretendo. Quase escorreguei ao me distrair, mas logo aumentei o ritmo e dei umas voltas no quarteirão.

Eu acompanhei o ritmo da música que tocava, estava tão focado e alegre que não prestei atenção, acabei fechando os olhos e parei ao trombar contra alguém. Ao abrir os olhos, vi um rapaz largado no chão com as compras espalhadas pela calçada. 

- Me desculpe, de verdade. - Estendi a mão, mas ele me ignorou. 

Agachei para pegar as compras e lhe entregar, sua expressão era carrancuda e parecia estar apressado. 

- Me desculpe. - Repeti. - Não foi minha intenção. 

- Tome cuidado da próxima vez. - Esbravejou a continuou com seu caminho, sem sequer olhar para trás. 

As pessoas estão cada vez mais mau humoradas e apressadas atualmente, levam tudo na ignorância e não aceitam mais ajuda. Dou de ombros ao ver ele sumir na esquina afrente e continuo correndo até dar cinco voltas no quarteirão. Não esbarrei em mais ninguém, e estou morto.

Há quanto tempo não corro? 

Estou tão cansado, e ofegante. Preciso retomar com um estilo de vida saudável. Entro pela cozinha, apesar de morar na casa, e ela ser luxuosa e linda, eu adoro entrar pela cozinha. Facilita pra comer, e beber água, como estou fazendo agora, bebendo muita água.

O suor escorria por minha nuca, me deixando extremamente agoniado.

Eu preciso de um banho, urgentemente.


Notas Finais


O que estão achando do Thor?

Quem acham que foi o rapaz derrubado pelo loiro?

Acham que ele ainda tem jeito de se concertar?


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...