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História O bibliotecário - Capítulo 3


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Notas do Autor


Olha eu aqui novamente hihi, até parece que vai ser assim todos os dias, mas bora aproveitar.

Boa leitura pra vocês💛

Capítulo 3 - Burlando as regras.


POV'S THOR

Novamente estou deitado sem nada para fazer, como eu disse, não tenho um hobby como faculdade, ler ou até mesmo dançar. Acho que até dança agradaria mais meu pai, do que eu ficar a tarde inteira dormindo ou apenas assistindo. Rolo no enorme sofá branco e macio da sala, e acabo deixando meu celular cair no chão. Estou sem a menor disposição para levantar.

A campainha toca me fazendo murmurar algo e me aconchegar num canto, parece não ter ninguém em casa, o que é estranho já que não é o dia de folga da Dorothy. Contando que ninguém além de mim está nessa casa, me levanto e vou até a porta principal. 

- Oh, obrigada menino Thor. - Era Dorothy com duas pessoas atrás de si, eram dois homens com caixas aparentemente pesadas. - Eu esqueci as chaves e como tranquei a porta da cozinha também, estava trancada para o lado de fora.

Apenas ri sem saber o que falar e cedi espaço para os três entrarem. Realmente aquelas caixas pareciam pesadas, já que fizeram um baque oco ao serem repousada no chão de madeira, a parte descoberta pelo tapete branco. O mais novo dos dois, que tinha um cabelo castanho - quase alaranjado - me direcionou uma prancheta.

- Assine aqui, e aqui. - Indicou os locais e eu verifiquei do que se tratava, eram livros para uma instituição que meu pai cuida. - Obrigado. 

Dito isso os acompanhei até a saída, vendo um terceiro homem na direção do carro que entregava a mercadoria. Ele tinha um leve ar de desinteresse e parecia impaciente, parece que já o vi em algum lugar. Talvez em uma dessas baladas que frequento, enquanto estou bêbado e sem noção do meu próprio nome. 

Fecho a porta, volto até o sofá e apanho meu celular que estava quase debaixo do mesmo. Freya uma amiga minha, me manda mensagem para irmos até uma boate nova, no centro da cidade. Eu não poderia perder, depois eu me entendo com o papai.

Ela me manda o endereço e o horário, após eu confirmar que iria. Eu havia combinado que a encontraria numa cafeteria próxima, assim teria como dizer ao meu pai que iria a um encontro e não em uma festa. Assim fica mais simples de eu ir. Maravilhoso, eu sou um gênio.

Tenho duas horas para ficar pronto e a encontrar.

Subo tranquilamente as escadas e entro no quarto, pego uma calça jeans preta com rasgos nas coxas e uma camiseta vermelha quase justa, mas folgada o suficiente para respirar. Pego um Adidas branco e uma cueca, e vou para o banheiro tomar um banho rápido.

Me despi ao entrar no banheiro e tomo um banho quente, lavando os cabelos e todo o corpo. Enrolo os cabelos e o corpo em toalhas, aproveitando para aparar a barba. 

Ao terminar, me visto e penteio os cabelos. Para deixá-los secar naturalmente ao vento do final do dia. Pego minha carteira verificando se meus documentos e cartões estão todos em dia e saio do quarto. Coloco o celular no bolso traseiro e desço, dando de cara com Odin entretido no meio dos livros.

- Vai sair? - Me perguntou sem nem estar olhando para mim.

- Tenho um encontro na cafeteria. - Sorri na intenção dele não captar meu nervosismo. 

- Bom encontro, filho. - Sorriu minimamente, e voltou a olhar os livros, analisando a integridade deles. - Aproveite, muito. - Sua risadinha abafada, mais saiu como uma risada apavorante.

- Tchau papai. - Falei ao ouvir a buzina ao lado de fora.

Eu decidi pedir um táxi, talvez eu conseguisse voltar antes das 01h30 da manhã e em plena consciência. Ainda era 18h40, e o horário de abertura da boate era as 20h00. 

Daqui até a cafeteria do ponto de encontro, é exatamente 30 minutos. Tudo certo, a pior parte já passou e agora e só seguir para a segunda etapa. Entrei no táxi, desejando boa noite e me aconchegando no banco atrás do motorista. 

Fiquei acompanhando as casas passando rapidamente, conforme a velocidade ia aumentando gradativamente assim que as pistas iam ficando vazias. Mas acho que ninguém sai assim, para uma balada, numa segunda-feira de noite. Já que nesse horário, muitos estariam voltando a suas casas para descansar.

Às vezes minha consciência me traí, fazendo-me pensar se não deveria procurar algo para fazer e parar de ir a festas com essa frequência. Mas ao mesmo tempo, me dá uma preguiça, é uma pena. 

O carro para e eu dou o dinheiro, descendo em frente a cafeteria bem iluminada. Ao contrário de uma casa noturna num início de uma semana, a cafeteria até que está bem cheia. Olho por fora ainda, tentando localizar Freya, mas sem sucesso.

Entro buscando ela no meio do movimento, ando sem nem ao menos me atentar e pela segunda vez no dia, esbarro em alguém. Mas dessa vez, sinto um líquido quente me atingir o peitoral e fecho os olhos em sinal de agonia. 

- Você de novo. - A voz de mais cedo, mais irritada ainda. - Qual o teu problema em prestar atenção por onde vai?

- Ei, fica tranquilo aí. - Falo ao abrir os olhos e vê-lo com o rosto avermelhado. - Você não sabe relaxar não? 

- Você é o tipo que acha que só um desculpas é o suficiente. - Bufou. - Com licença, vou tomar café em outro lugar.

- Se tudo isso for por conta de um café, eu posso comprar essa cafeteria se quiser. - Abri os braços, dando um giro. - Você tem que deixar de achar que só você tem problemas.

Ele apenas e ignorou e saiu, me deixando plantado e olhando para o nada, e com muitas pessoas me olhando também. Foi quando Freya tocou meu ombro e me arrastou para fora dali.

- Se não arrumasse um problema, por noite, não seria você. - Comentou com um tom satírico. - Vamos Thor, ainda temos que enfrentar uma fila.

- Vamos. - Olhei para o rapaz que acabei de trombar, e ele falava no celular, enquanto desencostava a bicicleta da parede. - Calma Freya. - Pedi ao sentir ela me puxar. 

Pelo visto a noite será longa e divertida.


Notas Finais


Obrigada por lerem💛


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