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História O bom da vida - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Bem ao lado


Fanfic / Fanfiction O bom da vida - Capítulo 1 - Bem ao lado

BAKUGO

Estava de frente pro Yong, o meu psicólogo desde os 7 anos. Digamos que ele é o meu melhor amigo ou é, tecnicamente, o meu diário, afinal ele sabe de tudo sobre mim... Levei uns dias pra realmente se abri com o Yong, mas agora tudo o que me acontece, o Yong sabe. 

Yong: Teve problemas na escola? 

Eu: Foi a minha mãe que te falou, não foi? 

Yong: Katsuki, sua mãe está bem preocupada devido as suas brigas na escola. 

Eu: Sei disso. 

Yong: Pode me falar o que houve naquela hora? 

Eu: Ele me chamou de monstro e só me dei conta quando... Tava sendo puxado pelo Kirishima. 

Yong: E o que sentiu? 

Eu: No início foi raiva, mas depois eu simplesmente não sentir nada. 

Yong: Nada? 

Eu: As vezes, eu simplesmente fico vazio e penso rápido demais pro meu corpo acompanhar. Naquele momento eu apenas bati nele sem pensar. 

Yong: Entendo... Katsuki, você não deixou de tomar os remédios, né? 

Eu: Não. Minha mãe não esquece e consequentemente eu também não esqueço. 

Yong: Bem, bem... Estávamos indo bem, mas seu ataque repentino de agora nos atrasou, hein. 

Eu: Se bem que aquele idiota tava merecendo levar uma surra. 

Yong: Katsuki, lembre-se que você anda muito agressivo e isso pode ser bipolaridade. Eu não quero ter que aumentar mais remédios. 

Eu: Não sou bipolar. - me irritei um pouco - Apenas tenho tendência a se irritar e isso é de família. 

Yong: Só que você é pior do que sua mãe, então... Talvez você precise de calmantes, tentar fazer uma atividade diferente. 

Eu: Vou pensar nisso. 

Yong: Você é um garoto difícil. 

Quebra de tempo

Tinha chegado na frente de casa e então eu desci do carro, mas ai eu vi a minha mãe se despedir de um garoto que logo entrou na casa da nossa vizinha. Cheguei na porta de casa e a minha mãe entrou comigo, dizendo que meu pai tinha saído e que ela tava de saída. 

Eu: Quem era aquele menino? 

Mitsuki: Ah, sabe a Inko, a nossa vizinha? - afirmei com a cabeça e ela sorriu - É filho dela, o Izuku. 

Eu: Hnm... 

Mitsuki: Porque a pergunta? Você não é de se importar com isso. 

Eu: Só deu curiosidade, ué. 

Mitsuki: Estou indo. Não esqueça de tomar os remédios. Beijos. 

Desde criança que não sou do tipo que gosta de abraços e beijos. Nem minha mãe me abraça e só me dá algum beijo se me avisar, ou se for de longe. Também evitei namoros e pegação com qualquer pessoa, pois essas coisas só me deixam louco. O pior de tudo foi minha descoberta sobre sexualidade e como não gosto de proximidade, já viu, né? Foi a pior fase da minha vida! 

Saí da cozinha sem tomar os meus remédios, então tomar um banho e coloquei roupa confortável. Queria dormir um pouco, mas escutei uma voz encantadora cantando uma música que eu nem sequer prestei atenção. Eu fui até a varanda e a voz ficou mais alta, então sentei e fiquei apenas escutando. Porém, a música parou, então olhei ao redor em busca do dono daquela voz e os meus olhos pararam no garoto que estava com a minha mãe quando cheguei em casa. 

O garoto estava no jardim da casa da Inko, parecia distante daquele lugar apesar de estar lá. Ele nem sequer se deu o trabalho de olhar ao redor, mas foi até bom, afinal o garoto voltou a dedilhar no violão em busca de outra música... Sentir uma estranha sensação de querer falar com ele, ou ao menos ouvir a sua voz mais de perto, mas preferi me conter. 

Kirishima: Eai Bakugo! - entrou no quarto - O que faz ai? 

Eu: Shhh... Fica calado. - falei um pouco baixinho. 

Kirishima: Hnm... Quem é? - falou baixinho - Nunca o vi antes. 

Eu: É o filho da Inko. A minha mãe disse que ele se chama Izuku. 

Kirishima: Ele canta bem. 

Eu: Hnm... 

Kirishima: Ei, ei... - passou a mão na minha frente - Estou aqui. 

Eu: Ah... O que você quer?

Kirishima: Vamos sair? O Denki e eu estamos indo na sorveteria.

Eu: Vou ficar de vela, né?

Kirishima: Por favorzinho! O Denki não vai se formos sozinho porque ele é muito vergonhoso comigo.

Eu: Tá bom. Me espera um pouco lá na sala... Vou trocar essa roupa.

Kirishima: Valeu! - falou alto e o esverdeado olhou ao redor.

Eu: Idiota. - puxei ele pra baixo e se escondemos - Eu estava vendo ele escondido pra ele não parar e você praticamente grita, é? - sussurrei bem irritado.

Kirishima: Desculpe, desculpe.

Eu: Vai logo.

Saímos da varanda e o ruivo foi me esperar na sala, então eu troquei de roupas. Desci até a sala e saí de casa com o ruivo, mas segurar vela foi tedioso.. O Kaminari era tímido com o Kirishima e isso era patético, então eu soltei um longo suspiro de tédio. Como isso é possível? Não dá pra existir alguém mais patético no requisito de timidez que esse loiro e isso é tedioso.

Depois de muitíssimo tédio, romantismo e timidez, decidiram voltar para casa... Odeio quando tento ser um bom amigo já isso sempre me deixa de mau humor. Só que... Por algum motivo, não pude evitar de lembrar do esverdeado cantando, então eu fiquei calmo. Respirei fundo e me deitei, então eu adormeci e acabei passando direto até a manhã do dia seguinte. Ah é, as vezes durmo demais e as vezes durmo de menos, resultado de uma melhora - talvez piora - da minha situação.

Mitsuki: Katsuki, você vai chegar atrasado na escola.

Eu: Porque não me acordou?

Mitsuki: Pensei que você já tinha acordado com o despertador do seu celular.

Eu: Meu celular tá com você, não lembra?

Mitsuki: Ah, só vai rápido. Tenho que falar com o diretor sobre sua advertência.

Eu: Tá, tá...

Peguei uma maçã e saí de casa no carro com a minha mãe, então a Mitsuki me levou pra casa. Depois daquela briga, minha mãe decidiu que eu não posso dirigir como meu castigo e ainda tomou o meu celular também. Ao chegarmos na escola, fomos direto pra diretoria onde eu tive que ouvir mais reclamações da minha mãe e do diretor. Depois de reclamações e mais reclamações, o diretor permitiu que eu fosse pra aula, finalmente.

Quando eu ia saí da sala, alguém se esbarrou comigo e então caímos em um posição inusitada, comigo por baixo e o garoto de quatro por cima de mim. A minha mãe ficou preocupada, afinal o garoto tava tendo muito contato comigo e isso me deixaria irritado. Porém, meus olhos se cruzaram com os olhos do garoto e eu fiquei surpreso... Era o filho da Inko.

Ele corou violentamente quando se deu conta da posição em que caiu por cima de mim. Sabe quando eu falei que não existe ninguém mais patético no requisito de timidez do que o Kaminari? Pois é, existe. Ele é ainda mais tímido e... Ah não! Ele é muito fofo assim! E o pior, eu não me irritei com o seu contato. Como isso é possível?

Mitsuki: Você vai estudar na U.A, Midoriya? - ajudou o garoto a se levantar e se afastar.

Midoriya: Mitsuki-san, me chame de Izuku. Ah, esim, eu vou estudar aqui agora. - ele estendeu a mão na minha direção e minha mãe me olhou um tanto preocupada - Desculpe.

Eu: Han... - segurei sua mão e ele me ajudou a se levantar - Tenho que ir pra sala.

Sair da sala e quando me afastei da sala, respirei fundo. O que foi aquilo? É a primeira vez que não me irrito com alguém quando me toca demais. Eu preciso ficar longe desse garoto porque sou como uma bomba relógio e, por mais que com ele eu não fique irritado, eu posso acabar com a vida dele como faço com todos. Perdi vários amigos só pela minha falta de controle e eu não quero nem imaginar em fazer amizade com ele.

Midoriya: Oi! - mostrou um sorriso meio forçado - Katsuki, né?

Eu: É. - falei rude.

Midoriya: Pode me ajudar? Nunca estudei em uma escola e como você está acostumado...

Eu: Me deixa ver seu cronograma escolar, vai? - peguei o papel da mão dele - Fala sério... Você ficou na minha turma?

Midoriya: Isso é ruim? Talvez não, até porque preciso de ajuda.

Eu: Vem logo. - saí andando com pressa - Já deve está começando o segundo horário.

Midoriya: Katsuki, porque a sua mãe ficou preocupada quando eu caí com você? Nem foi tão grave.

Eu: Han... - parei de andar e ele bateu contra minhas costas - Não gosto de contato físico com outras pessoas, então fico irritado.

Midoriya: Ah! - se afastou - Nada de contato físico, né? Tô ligado.

Eu: Só vou te ajudar por hoje. Eu não tenho muita paciência, então amanhã você se vira.

Midoriya: Tá.

Caminhamos até a sala de aula e ao abri a porta da sala, todos me olharam surpresos por ver que eu cheguei acompanhado. Ah cara, o Midoriya por perto é estranho. Ele ficou atrás de mim, constrangido pelos olhares de todos. Fiquei um pouco irritado e todos desviaram o olhar rapidamente. Me sentei no meu lugar e o Midoriya sentou na cadeira de trás que sempre ficou vazia. O Kirishima estava surpreso e logo veio falar comigo antes que nosso professor chegasse.

Kirishima: Não me diga que virou amigo dele? - falou baixinho.

Eu: Que? Não. - quase gritei.

Kirishima: Shhh... - tampou minha boca - Silêncio, né? - sussurrou.

Eu: Não somos amigos. - sussurrei irritado - Só estou ajudando ele porque ele nunca estudou em uma escola e não sabe como é.

Kirishima: Ohh... - ficou de frente para o Midoriya - Eu me chamo Eijiro, Kirishima Eijiro, e você?

Midoriya: Ah, M-Midoriya Izuku.

Kirishima: Sou amigo do TNT aqui, então não hesite em falar comigo.

Midoriya: V-Valeu... Kirishima.

Kirishima: Ah, evite tocar nele. O Bakugo é uma bomba instável.

Midoriya: Ah, ele já falou.

Aizawa: Alunos, sentem-se. Ah, e Bakugo, sua mãe pediu pra avisar que você deve esperar o Midoriya pra irem pra casa com a mãe dele.

Eu: Ahh... - suspirei - Tá bom.

***



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