História .o bom masoquista - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Angst, Desabafo, Originais
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Palavras 328
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia)
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


autoexplicativo, boa leitura.

Capítulo 1 - O tempo passa e os vícios mudam.


Eu sou bom nisso, de esconder o que sinto.

E é engraçado, sofrer acabou se tornando meu hobby preferido. Desse jeito, dou os últimos suspiros sôfregos de alguém que desistiu de si mesmo. Irreversivelmente os anos passaram, e, com eles, os vícios ridículos aos quais me prendi numa tentativa completamente falha de dar algum significado a esta triste existência apenas foram sendo transformados, mas nunca deixados de lado:

Troquei a lâmina por um cigarro de menta, a brasa queima, lembro de aspirar fundo a fumaça e soltar calmamente, a garganta protesta.

Troquei os socos vãos que eu descontava na pilastra de concreto do meu apartamento pelas drogas. Doem menos, com certeza.

Mas a melhor troca foi a do coração partido por uma puta sem nome, qualquer uma que dê o acalanto a esse ser patético que eu inevitavelmente me tornei.

E todos aqueles dias gastos olhando para o céu em busca de algo que minimamente se parecesse com uma resposta, um guia nesse mar de escuridão ou qualquer coisa, foram apenas isso: tentativas vãs de mais um jovem fodido pela vida, desacreditado com o mundo e sem fé no próprio futuro, desperdiçando seu talento em coisas que não lhe agradavam.

Tsc, a que ponto me tornei tão negligente comigo mesmo? Penso que, talvez, o melhor caminho seja aquele mais fácil. Mais uma madrugada. É vazio, eu sei, mas eu não posso evitar, quem nasceu pra viver nesse vício, sábado à noite, balada cheia, ficar em casa é difícil. E o ciclo repete: um beck na boca, um copo na mão, todos os problemas e incertezas não existem mais a partir daí.

Existe apenas o agora.

E desistir, em um todo, não é tão ruim como dizem. Há algo bonito em deixar o caos reinar e o fluxo seguir, de qualquer forma.

Mas, termino aqui com o seguinte pensamento: se o bom sadista é aquele que espanca sem deixar marcas, me sinto um bom masoquista. Afinal, ninguém vê minhas cicatrizes.



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