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História O Bosque - Capítulo 1


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Notas do Autor


Oii pessoas!
Essa é a segunda fic que escrevo na vida, a primeira que eu fiz era muito ruim,kk.
Sempre senti muita dificuldade na escrita, mas percebi que só aprenderia a fazer as coisas na pratica, então resolvi trazer essa fic. Eu tinha a ideia dela a muito tempo já, mas só consegui por no "papel" agora.
Eu to me esforçando bastante para escrever isso, mesmo que as vezes pareça algo que uma criança de 10 que fez (ou não kk).

Espero de coração que vocês gostem! Boa história! <3

Capítulo 1 - Prólogo


A garota acordou no meio da noite após ouvir alguns barulhos, podia jurar que haviam sido correntes, mas resolveu ignorar e voltar a dormir, muito provavelmente era algum filme que sua mãe assistia na televisão.

Algum tempo depois ela ouviu um som ainda mais alto, assemelhava-se a um móvel batendo oco contra o piso. Achou melhor levantar para caso sua mãe tivesse caído e se machucado, aos poucos seu corpo, ainda preguiçoso, se levantava.

 Olhou rapidamente no relógio digital ao lado de sua cama e constatou que era um pouco mais de duas da manhã. Andou até a porta do quarto que dava a um pequeno corredor. O quarto de sua mãe era logo em frete ao seu, deu três batidas na porta e chamou por ela:

- Mãe, está tudo bem? – A única resposta que recebeu foi o silencio - ... eu vou entrar.

Abriu levemente a porta e tateou a parede até o interruptor, a luz do quarto se fez presente, e viu sua mãe deitada na cama, percebeu que a matriarca estava levemente descabelada e o abajur ao lado de sua cama havia ido ao chão.

Sua visão focou em algumas cartelas de comprimido que estavam espalhadas pelo lençol, e naquele momento seu coração errou uma batida. A menina foi correndo até sua mãe e começou a chama-la e sacudi-la, a sensação de desespero se fez presente e ela não conseguiu conter as lagrimas que vinham aos seus olhos.

- Mãe, por favor acorda, isso não é uma brincadeira – ela sentia o corpo de sua matriarca ainda quente, mas os lábios já estavam totalmente sem vida – você não pode me deixar, você prometeu que não ia me deixar.

Saiu correndo até o seu quarto em busca do seu telefone, ligou para a primeira pessoa que veio em mente que poderia ajudar. Shizune, a melhor amiga de sua mãe que também era medica.

- Shizune, você precisa vir aqui para casa. – Sua voz saia enrolada devido ao choro constante.

- Calma Sakura, me diz o que aconteceu – a mulher do outro lado tentava ficar calma, mas sentia todo o desespero da menina.

- É a minha mãe, ela não acorda.

A partir daquele momento as coisas aconteceram muito rápido, ou sua mente havia ficado muito turva para que se lembrasse. Em um dado momento agarrava-se desesperadamente ao corpo de sua mãe, já sem vida, enquanto chamava por ela, e no outro via três para médicos acompanhados de Shizune chegarem e tirarem sua mãe de si.

- Ela está sem sinais vitais – disse o mais alto dos homens.

 – Hora da morte, aproximadamente, duas e trinta e sete da manhã. – Shizune declarou olhando em seu relógio, ao mesmo tempo que passava seu braço esquerdo por cima do corpo de Sakura, tentando passar algum conforto.

Ao ouvir aquelas palavras parecia que toda verdade, que já estava em sua frente, fora escancarada e aquilo havia sido como um soco no estomago. Começou a sentir falta de ar, céus a anos que não tinha uma crise asmática. Sentia aquela dor no peito cada vez mais crescente e conforme a falta de ar crescia sentia sua visão ficar turva. Abraçou Shizune não só pelo acalento, mas também como uma forma de permanecer de pé, só que então tudo escureceu.

 

Estava do lado de fora de uma casa, reconheceu aquela sendo uma antiga casa de campo onde passava feriados com seus pais. Fazia tanto tempo que não iam lá, desde que seu pai havia morrido. Estava de noite e a única luz presente era uma que vinha da janela da sala, sentia muito frio e por isso foi correndo para dentro.

 Ao entrar pode ver a casa toda revirada e na cozinha observou duas sombras turbulentas, era como se lutassem. Ouviu a voz de sua mãe, soou como um urro de dor. Correndo até a cozinha viu sua mãe e seu pai brigando, ela segurava uma em suas mãos, mas algo lhe chamou ainda mais atenção, os olhos de seu pai, aqueles lindos olhos verdes a quem puxará, estavam amarelos, quase que laranja.

De repente o homem cai no chão gritando de dor, levando às mãos aos seus cabelos, viu sua mãe querendo se aproximar, mas acabou sendo empurrada com brutalidade.

- Fica longe de mim, eu não consigo, não consigo Mebuki – ele falou olhando para sua esposa – não consigo me controlar, o veneno já é mais forte  do que eu, você terá que me executar.

- Não, você tem que lutar, nós vamos pra longe – a voz da mulher era uma mistura de desespero e choro – vamos fugir da Ambu.

- Não posso, eu vou acabar machucando você e a Saku...

A porta da casa é arrombada, dela passam dois homens com roupas pretas e mascaras parecidas com o que seriam animais, em ambos os homens Sakura pode perceber uma tatuagem do que parecia ser um seis ou nove, os dois, meio que mesclados, aquele desenho era vagamente conhecido por ela, mas não lembrava de onde. Um dos homens, de cabelos brancos, tirou uma katana que estava em suas costas e apontou em direção ao pai da garota.

- Se afasta Kakashi, você não pode fazer isso -  Mebuki foi parou em frente ao seu marido.

- Me desculpe, mas são ordens, Kizashi se tornou um risco. É melhor você não interferir, a menos que queria ser acusada de traição.

- Está tudo bem – Kizashi apoiou-se no balcão da cozinha para levantar – assim é melhor, não é a morte mais honrada que eu poderia ter, mas pelo menos você não irá sujar suas mãos com meu sangue – andou até a esposa e deu-lhe um beijo na testa – eu te amo, sempre amei, cuide da nossa pequena flor por mim, não deixe ela entrar para esse mundo.

Então ele andou até os dois homens e se ajoelhou, aceitando a sentença que lhe foi dada.

 


Notas Finais


Coitadinha da Saky :c
Sei que esse capitulo ficou muito forte, desculpem por isso. A pesar de ser uma fic de drama/mistério, os próximos capítulos vão ser mais leves.


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