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História O Brilhante Mundo de Ethan - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Espero que vocês gostem dessa nova história.
Boa leitura♥

Capítulo 1 - Francamente Ethan


Fanfic / Fanfiction O Brilhante Mundo de Ethan - Capítulo 1 - Francamente Ethan

"Às vezes amo pouco,  mas quero ser amado demais

 Seria eu egoísta, por querer sempre mais? 

 Será que começo a guerra e depois clamo por paz? 

 Quem eu sou? O que sou?"


Meu nome é Ethan,  mas você pode me chamar de ET (Um apelido bem bonito né galera? Adorei). Eu tenho 16 anos e os meus pais são divorciados, estudo em uma escola particular Católica e a minha família é preconceituosa e para encerrar... eu sou gay. Bem-vindos ao meu mundo. Brilhante não?  

Bom, por onde eu começo a contar a história da minha vida conturbada? Pela minha brilhante escola tóxica? Pelos meus amigos brancos classe média alta? Pela minha família conservadora? Ou talvez por tudo ao mesmo tempo? 

- Filho vem tomar seu café -  A voz da minha mãe me tira dos meus pensamentos, me lembrando que está na hora de ir para minha maravilhosa escola.

Levanto um pouco rápido demais e o efeito da festa de ontem aparece fortemente, fazendo com que eu me escore na parede até me recuperar. "Não devia ter bebido tanto" penso levando a mão até a minha testa. Colocando a cabeça para baixo, localizo meu celular em cima de uma bancada, o pego e começo a vagar pelas conversas do meu WhatsApp até que passei pela conversa da minha tia:

"No dia de hoje Deus pede a todos os seus fiéis que não compactuem com o pecado da carne, que não caiam em tentação. Deus ama o pecador, mas não ama o pecado."

 Ela com certeza será a primeira a me expulsar da família se algum dia eu me assumir. Pego uma roupa qualquer que está largada em uma cadeira e vou para o banheiro.  Meu cabelo cacheado está definitivamente bem bagunçado, passo a mão tentando arrumar, e parece que ele fica ainda pior, então decido deixar como está. 

Você deve estar se perguntando, qual a minha aparência? Bom, eu sou negro, tenho olhos castanhos, lábios carnudos, narizinho de batata e meus cabelos são cacheados. Quer representar as minorias? Pode me chamar eu seria perfeito na encenação. 

Desço as escadas e enfim me sento para tomar meu café da manhã: 

- Bom dia meu amor - Diz minha mãe depositando um beijo na minha testa.

Senhorita Andressa definitivamente poderia ser uma modelo. Minha mãe é linda, negra, cabelos pretos bem curtinho (Black power, vale ressaltar), magra, baixinha e com curvas bem definidas. Eu tenho medo de deixar meus amigos sozinhos com ela  e eles decidirem "agir de má fé", se é que vocês me entendem.

- Bom dia Madame Andressa.  - Falo brincando, sabendo que ela odeia que eu não a chame de mãe.  

- Seus olhos estão vermelhos, andou chorando ontem a noite? - Minha mãe não sabe que eu fui a uma festa ontem a noite, ela não havia deixado, portanto eu esperei ela dormir e fugi pela janela.  Então,  falar que bebi e fumei em uma festa que nem deveria ter ido, não me parece uma idéia. 

- Não mãe,  é apenas uma coceira nos olhos. - Minto descaradamente e torço que ela mude de assunto.

- Seu pai ligou... - Essa frase pausada, normalmente vem antecipando uma notícia negativa. - Ele não vai poder vir te buscar esse fim de semana.

- Ah, igual todos nos últimos dois anos? - Rio ironicamente enquanto como um pedaço de sanduíche. - Sem problemas,  algum dia ele simplesmente assume que não quer mais saber de mim, eu também prefiro ele longe.  

- Filho,  seu pai te ama, apenas anda meio ocupado. 

- Mãe,  não tente enganar a mim e muito menos a si própria. Cleber me odeia. - Ela parece tentar contestar, mas congela antes de dizer qualquer coisa porque no fundo ela sabe que estou falando a verdade. Então apenas dá um suspiro prolongado e se levanta retirando a mesa. 

- Tô saindo, Beijo.  - Deposito um beijo em sua bochecha,  pego minha mochila e saio em direção a parada do ônibus. 

 Não falo com meu pai há dois anos, desde que ele minha mãe se divorciaram. Ele me culpa pela separação deles e também desconfia da minha sexualidade, então vocês já devem imaginar como funciona nossa relação.  Nunca nos demos bem, portanto não seria agora que as coisas mudariam, então sinceramente?  Não importo nenhum um pouco com isso tudo.

Chegando na parada de ônibus encontro em frente aos meus olhos o homem mais bonito de todo universo sem dúvida nenhuma. Alto, Branco, olhos azuis, cabelos castanhos, uma roupa esporte. O menino está usando fones de ouvido branco e se balança levemente ao som da música. A visão dos céus está bem na minha frente, se esse é o paraíso, Deus eis de me levar de uma vez.

Me aproximo delicadamente para não chamar uma atenção desnecessária, mas essa foi definitivamente uma ideia que deu errado, porque assim que chego próximo ao garoto, eu escorrego em uma poça d'água e parto em direção ao chão. Pelo menos, era no chão onde eu deveria estar, mas o "menino visão do Paraíso" me segurou antes que minha pessoa batesse com a cara com asfalto.

Erga o rosto, e me deparo com seus olhos azuis turquesa me encarando, enquanto ele ainda me segura em seus braços.

- Você está bem? - Ele pergunta com voz suave e ao mesmo tempo grossa. Me perco na sua voz por alguns instantes, antes de tomar a consciência racional do meu cérebro. 

- Estou sim, foi só um deslize. - Falo meio gaguejando,  enquanto me levanto e me solto dos braços do garoto.

- Você é um pouco atrapalhado não é? - Ele comenta lançando o sorriso mais lindo que já vi em toda a minha vida (Com exceção do sorriso de Justin, mas não quero pensar nele agora). Estoy enamorado meus amigos. 

- Um pouco chega a ser um elogio. - Respondo no mesmo tom entusiasmado que ele.

Antes que eu pudesse perguntar seu nome, um ônibus encosta na parada e ele fala rapidamente, já entrando no mesmo: 

- Foi um prazer te conhecer, atrapalhado. 

Passo alguns minutos olhando o ônibus distanciar-se, e enfim recupero a noção: 

- Fracamente Ethan, você nunca mais vai ver esse garoto. Esqueça isso.- Comento comigo mesmo. 

Meu ônibus chega uns cinco minutos, e eu entro procurando por Natalie, a minha melhor amiga.

- Ethan, tô aqui. - Grita uma menina de cabelos vermelhos flamejantes e sardas no rosto inteiro, ela chama a atenção em qualquer lugar.

 - Você sabe que é impossível não te ver né?  - Falo rindo assim que me sento ao seu lado. 

- Sabia que você é um estraga prazeres?  

- Sempre soube. - E damos risadas juntos.

- Você nem sabe o que aconteceu ontem, depois que você foi embora. - Natalie diz num tom de desgosto fora do normal, e isso me deixa levemente preocupado. 

- Conta logo. 

- Justin ficou com a Kimberly. - Natalie, eu e Justin somos melhores amigos desde quando tínhamos seis anos,  porque sempre moramos no mesmo bairro e estudamos na mesma escola. Kimberly atormenta Nati todos os dias,  por motivos inexplicáveis, e também sempre me chamou de bichinha, ssem eu nem ter noção do que significava essa palavra (ela descobriu minha sexualidade antes mesmo de mim mesmo, chocado. E dos meus a mais também, que não sabem até hoje), mas contra Justin ela nunca fez nada em específico,  ainda assim ela não tinha o direito de ficar com ela. 

- Você tá bricando com a minha cara? - Falei praticamente berrando. 

- Como eu queria estar. - Ela fala revirando os olhos.  - Logo após você ter ido embora,  depois de ter causado toda aquela confusão. - Ela me olha de cara feia e eu ignoro,  não quero falar sobre esse assunto. - Justin ficou muito mal, subiu pro quarto da Dian,  quando eu estava indo atrás dele, a Kimberly me empurrou e falou "deixa eu cuido disso ruivinha" - Natalie fala imitando a voz arrogante de Kimberly. - E então ela subiu, esperei uma meia hora e subi para vê-lo,  afinal ele é meu amigo né? E aí encontrei eles no maior amasso.

Faço a minha maior cara de nojo possível, e Natalie me acompanha, não consigo acreditar nisso.

- Como ele pode fazer isso? - Falo jogando a cabeça pra trás e escorando no banco,  tentando respirar com calma e não surtar. 

- Talvez ele tenha feito isso pra se vingar de você...

- Sei onde você quer chegar com essa suposição, pergunte de uma vez Natalie. - Falo ainda sem a olhar,  e continuo com a cabeça no banco. 

- Por que você falou aquelas coisas pro Justin ontem? - Respiro fundo, olho para janela e deixo os pensamentos sobre a noite passada invadirem minha cabeça...


Flashback on:


A música adentra meus ouvidos com fervura, sinto o chão tremer sob meus pés, as pessoas parecem borrões na minha frente, e tudo parece girar com imensa rapidez. Alguém ou algo se esbarra em mim fazendo com que eu cambaleei para o lado, minha cabeça pesa para trás e sinto que vou cair.  Encontro uma parede e me escoro nela, piscando repetidas vezes, enquanto o olho para cima, observando um céu estrelado.  Sinto uma mão tocando meu ombro e abaixo os olhos para ver quem é.  Minha visão segue turva e tenho que fazer um esforço para reconhecer os traços e até mesmo os cabelos cor de fogo da Nati.


- Você está bem? - Ela pergunta com uma voz estranha, parecendo um robô,  mas acho que são meus ouvidos que não estão bem certos. 


- Definitivamente não. 


- Vem comigo. - Antes que eu possa responder qualquer coisa, ela me puxa pelo braço e me guia pela casa lotada de adolescentes bêbados. 


- Senta aí. - Ela diz assim que me joga em um cadeira, aparentemente da cozinha.


- Diz que você tem alguma coisa que cure álcool em excesso no sangue. - Digo pronunciando as palavras com dificuldade e apoiando a cabeça nas mãos, sentindo que ela vai explodir a qualquer momento.


-Talvez um tapa na sua fusa, pra você aprender a ter controle. Nunca te vi assim Ethan.  - Ela diz, me entregando um copo de água com algo que aparenta ser açúcar. - Toma, beba. - Bebo sem nem pestanejar. Nati me dá mais alguns copos, até que pelo menos eu consiga enxergar as coisas ao meu redor.


- Desculpa ter bebido tanto. - Falo com a mão na cabeça tentando amenizar a dor que se focaliza ali.


- Eu só não consigo entender o que deu em você. 


- Nada, só besteira de adolescente. - Tento afastar da minha cabeça, a imagem de Justin beijando aquela garota, passando a mão pelos seus cabelos. Mas quanto mais eu tento afastá lá,  mais ela grita na minha mente.


- Você não é um adolescente qualquer Ethan. Eu te conheço muito bem para saber que aconteceu alguma coisa.


- Eu apenas vi algo que não queria ver... Decidi beber para ver se apagava da memória. - Seu cabelo preto sendo puxado levemente pelos dedos daquela garota que eu nem conhecia. 


- O que você viu de tão sério pra te deixar nesse estado? -  Ele apertava a bunda dela com força,  trazendo-a para si. 


- Você sabe que não lhe satisfações sobre tudo que acontece na minha vida? -  Eles se beijavam com tamanha ferocidade, excitação e desejo. 


- Meu deus Ethan, é impossível conversar com você nesse estado. - Ele me vê quando se afasta da morena para recuperar o ar,  e me lança um sorriso, aquele sorriso que eu tanto amo, mas que naquele instante é tudo que eu não queria ver, porém mesmo assim  sorrio de volta. Tento demonstrar apoio a ele,  mesmo não apoiando nem um pouco. 


Justin entra na cozinha com os braços em volta da cintura da garota, meus olhos se demoram na mão dele naquela cintura,  até que ele me chama me fazendo olhar para si:


- Ethan? Você tá legal cara? - E foi aí que eu perdi o controle.


- Legal? E desde quando você se importa se eu tô "legal"? - Falo enquanto levanto cambaleando e sigo até ele.


- Ei cara, o que tá rolando? 


- Você nunca se importou se eu tô bem Justin, vai se importar agora. - Minha cabeça gira tentando me obrigar a sentar, mas eu sigo me aproximando dele.


- Você não está em condições de discutir Ethan. -  Ele diz virando as costas para ir embora, mas o seguro pela sua jaqueta de couro intocável,  fazendo-o se virar para mim:


- Isso mesmo Justin, foge, foge como você sempre faz quando sabe que os outros têm razão.


- Você tá bêbado,  não vou discutir. 


- Tô bêbado sim, mas não tô burro. Já percebeu que eu sempre faço de tudo por ti? Que te cubro nas tuas burrada?  Te apoio todos os minutos do meu dia? Deixo de falar sobre os MEUS problemas para ouvir os SEUS. E você?  Só se importa consigo mesmo.  - Falo berrando, enquanto tento segurar algumas lágrimas que estão insistindo em cair.


- Não, o egoísta aqui é você Ethan. - Ele diz se soltando da garota e se aproximando de mim, nos deixando a centímetros um do outro. - Quer que as pessoas se importem somente contigo, e quando não fazem isso, aí você tenta se passar como vítima. - Ele nitidamente também acabou de perder o controle.


- Me diz UMA, uma vez que eu me importei somente comigo Justin. 


- Quando sua bisa morreu, quando seus pais se divorciaram, qquando você quebrou o braço e EU cuidei de você por três meses inteiros. Quando você tirou notas baixas em química, e EU deixei de estudar,  porque VOCÊ precisava de ajuda. - Ele bate com o dedo no peito, fazendo com que eu cambaleei um pouco, mas me mantenho firme. Mas quando vejo uma lágrima discreta escorrer dos olhos dele, eu me arrependo de cada palavra que deixei sair da minha boca.


- Tem razão Justin, aproveita tua festa. Com licença. - Tenho que passar por Justin para sair pela porta, mas quando estou passando, ele segura meu braço,  encurtando a distância entre nós, me pressionando contra seu peito, fazendo com que eu o olhe.


- Eu não queria ter tido tudo isso. - Ele olha bem fundo nos meus olhos, com seus pretos como a noite,  eu sustento seu olhar por alguns instantes,  até que volto à realidade e me solto de suas mãos.


- Nem eu. - É única coisa que consigo dizer quando já estou quase saindo. 


Assim que saio e chego na esquina, desabo  no meio da calçada e choro abraçado nas minhas próprias pernas. Por que eu fiz isso? 


Flashback off: 


- Eu não sei.. - Digo saindo dos meus ppensamentos.


- Como assim não sabe Ethan? 


- Não sei Natalie, simplesmente não sei o que deu em mim. - E realmente não sei,  já vi o Justin beijando garotas outras várias vezes,  sempre me senti meio desconfortável,  mas eu nunca dei um show como ontem a noite, por algum motivo (ainda oculto para mim) na noite passada foi diferente, alguma coisa pareceu se quebrar dentro de mim, porém não tenho nenhuma noção do que e nem por quê.  

E naquele instante, ele entrou no ônibus, usando um óculos escuros, sua intocável jaqueta de couro preta, calça jeans preta e uma mochila branca.










Notas Finais


Bom primeiramente gostaria de explicar que cada parte da história, irá se iniciar com uma poesia. Então esse período da história do "Francamente Ethan" é essa poesia, quando passar pra próxima fase a poesia muda,
Segundo, espero que vocês tenham gostado desse primeiro capítulo, essa história eu já tô escrevendo a muito tempo, mas é a primeira vez que decido postar, então realmente espero que vocês gostem♥

Deixem suas opiniões♥
(Na capa desse capítulo, o personagem representado é o Justin)


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