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História O Bruxo e o Príncipe - Capítulo 4


Escrita por:


Notas do Autor


Muito obrigada seres humanos por estarem a ler esse negócio, cada comentário aquece meu coração e minha pressão sobe.

Agora são onze horas e tecnicamente quarenta minutos da noite e aqui estou eu.

Creio que esta fic está sendo mais um desabafo do que qualquer outra coisa, estou passando por uma situação em que estou me sentindo tão inútil e impotente quanto Loki nesse momento, e o que eu escrevo para ele é mais ou menos o que eu estou dizendo para mim.

Vou tentar manter esse ritmo e postar todos os dias, mas quando não der, certamente postarei no outro, mas não pretendo abandonar.

Obrigada por lerem, de coração, só assim para eu sentir que alguém se importa kskss

Eu estou meio na bad, mas estou rindo, porque já dizia Erasmo de Rotterdam
"Para que olhar as coisas apenas pelo lado trágico se podemos rir delas?"

Boa Leitura.

Capítulo 4 - O que faria se não estivesse com medo?


         

Descendo as escadarias para as masmorras, Loki percebeu que talvez, o cheiro do laboratório de Merlin não fosse tão ruim assim. Embora devesse admitir que os porões de Asgard cheiravam melhor do que os de Jotunheim.

Capitão Rogers seguia à frente dos quatro, Thor estava ao lado do moreno, num mudo dizer de apoio moral, já Peter seguia atrás. O Capitão era um rapaz atraente, loiro, corpo forte, olhos azuis, e até agora mesmo sua voz era encantadora. Loki se sentia mal ao passo que conhecia o povo de Asgard.

Esse maldito lugar só tem gente bonita?

– Fala Wade! — Thor cumprimenta o homem logo no final da escadaria. — Como está?

– Estou ótimo! O que traz os senhores ao meu pequeno pedaço do inferno? — Fala com um sorriso no rosto que não coincidia com suas falas.

– Loki, primo de Leonora, quer falar com a ré – Adianta o capitão.

– A mãe de quem!? — Wade aproxima os ouvidos dramaticamente fazendo Loki e Peter segurarem o riso.

– Loki — Steve aponta para o jovem atrás dele. — O único prisioneiro de Jotunheim. Devemos pegar o depoimento dele depois, mas por agora ele deseja falar com sua prima...

– Desculpe Rogers — Ele se põe à frente do rapaz em um pulo. — Parei de ouvir a partir do Loki…

Thor segura a mão direita do moreno antes que ele corra ao sentir sua mão esquerda ser segurada por um completo desconhecido, mas não impediu o pulo de medo que este deu pela aproximação.

– Se acalme, querido — Sem tirar os olhos das esmeraldas, Wade beija o dorso de sua mão em uma referência exagerada. – Gostarias de tomar uma água comigo?

– Ele pode tomar água em qualquer lugar, Wilson — Disse Thor, sem soltar a mão de Loki.

– Acontece, alteza, que é tudo o que eu tenho para oferecer, porque CERTAS PESSOAS… — Olhou para o capitão. — Tiveram diarréia de miséria e limparam a bunda com o meu salário!

– Wade, vai nos deixar entrar ou não? — Steve o questiona entediado.

– Claro que irei! Ah, oi Pitty Delícia! — Wilson acena com os dedos antes de abrir a porta da cela. Peter acena e se encolhe envergonhado.

– Deixaremos você entrar sozinho se quiser, mas qualquer coisa, não hesitaremos em entrar — Uma barreira mágica permitia que todo o som ficasse dentro da cela, mas era possível ver a moça jogada no chão, observando as paredes com um sorriso psicopata no rosto.

Assentindo para o capitão, Loki solta sua mão do aperto de Thor e entra no calabouço, sendo seguido pelo olhar delirante da prima:

– Olha só quem resolveu se juntar à plebe! Praga! — Ela ria em deboche.

– Onde eles estão, Leonora? – Talvez sua prima pudesse ser sincera com ele ao menos uma vez agora.

– Eles quem? — Ela se fingia de louca, não que no caso dela precisasse de muito esforço. — Os gigantes de gelo não são um grande problema, Asgard é feita de imbecis. Sabe quem veio me ameaçar hoje?

– Quem? — Loki a pergunta com interesse, e Leonora responde novamente com a mesma voz embriagada:

– Aquele principezinho idiota! Vocês se conhecem à quanto tempo? 12 horas? Já está dando o cu, Loki? Eu sabia que você gostava!

– Cale a boca! — Loki não poderia deixar que ela o humilhasse, não como as outras vezes. Ele deveria fazer alguma coisa. Então por que seus olhos estavam ardendo? Malditas lágrimas mentirosas!

– Loki, Loki… Você sempre foi tão burro…

– Eu não sou... — Lágrimas já caíam de seus olhos, o que estava fazendo ali? Realmente achou que nessa posição Leonora teria um mínimo de bom senso?

– VOCÊ SEMPRE FOI BURRO! SEMPRE! — Ela gritava cruelmente. — Um ignorante, uma vergonha à nossa Sophie. Nosso tio Vanir pobre diabo, tinha de recorrer à não sei quantas prostitutas porque nem para chupar um pau você serve!

Thor do lado de fora, dá um passo em direção à porta, pronto para abandonar as lições de sua mãe e atravessar com o Mjölnir a cabeça daquela mulher desgraçada. Capitão Steves, entretanto, o conteve. Confiando de que Loki poderia enfrentar aquilo sozinho.

– Fomos até Hemera, em Álfheim, atrás de burros de carga, e acabamos encontrando você lá. Nos venderam algumas cabeças por quinze aríans e doze néfydes cada. Sabe quanto você custou?

– Sete...

– Sete? Três foi a proposta de Laufey, e por pouco ele não paga dois. Estavam dispostos a dar-lhe de graça se fosse preciso.

De repente, algo clicou na cabeça de Loki, Álfheim era o reino dos elfos claros, Hemera, uma área destinada à fadas de sangue ainda mais puro, ao menos foi isso que ouviu de relance em alguma conversa acima do porão. Supondo que tenha nascido lá, por que sua família o venderia por tão pouco se a espécie tinha tão bom coração?

– Por que estavam me vendendo?

– Não seja idiota! Amigos contam mentiras de vez em quando. É engraçado ver Asgard passando por cima do perigo e nem mesmo saber de sua existência — Amigos? Saberia ela de Fenrir e Ziz?

– Me responda — Loki não admitiria que nenhuma outra dúvida sua ficasse presa à sua mente. — Por que me venderam?

– Ninguém vai querer um maldito aborto! As fadas não conseguiram fazer com que você tivesse magia, os elfos também não, e nem mesmo nós, gigantes de gelo. Você conseguiu três famílias em torno da sua vida, e conseguiu envergonhar as três.

– Por quê? Por que está falando isso? — O pobre rapaz agora soluçava.

– Porque eu adoro ver como é fácil te fazer chorar como um nenenzinho patético — Sem aguentar ouvir mais, ele corre até a barreira, e Wade rapidamente a abre, o moreno se dirige à passos largos até o corredor buscando as escadas. Precisava sair dali, não podia acreditar no que fez.

De forma ridícula, comprovara os dizeres de Leonora indo até sua cela. Ele realmente pensou que ela iria dizer algo útil ou revelar qualquer coisa que não fosse sua face orgulhosa de sempre. De fato, ele era burro.

Thor agarrou sua cintura, o puxando para si antes que disparasse pela escadaria. Loki gritava e batia nos braços fortes para tirá-los de lá. Era pedir muito querer paz para se matar agora? O mundo não precisava de mais um aborto.

– Me solta!

– Calma, você não pode sair assim — Talvez estivesse mesmo desesperado, até Wade havia perdido a pose brincalhona ao ver o estado do moreno.

– Me deixa em paz! – Loki não tinha família e se não bastasse também não tinha utilidade, não sabia de veria seus amigos de novo e nem mesmo poderia tentar a vida em Asgard. Não era como Peter, que entendia um mínimo das coisas. Pelos deuses! Loki teve dificuldades até para usar o sanitário!

– Peter poderia fazer um chá para ele, por favor? — Thor se vira para o adolescente que saiu em disparada para o andar superior. – Vamos, me desculpe qualquer coisa Steve.

O capitão acenou e Wade flertou Loki novamente, arrancando um risinho do moreno, mas este logo voltou a ficar sério.

Chegando até seu quarto, Loki se atira na cama, agarrando-se aos travesseiros e enterrando o rosto neles.

– O que ela disse? – Thor senta ao seu lado, colocando a mão em seu ombro e tentando ver as jades nas orbes dele.

– O óbvio…

– O que…

– Pelos deuses! Não está claro! – Loki acaba gritando sem paciência. — Eu não presto para nada! Nada! Entendo sua generosidade em ter me tirado de lá, mas de nada adiantará pois não passo de um aborto.

– Loki, não fala assim… — O loiro segura seus braços puxando-o de volta, e só agora o mais jovem percebera que estava em pé. — Você é uma pessoa incrível, não pode deixar que essas coisas te afetem.

– É fácil falar…

– Sim, eu admito que nada posso dizer pois não conheço nem metade do que você passou, mas pense comigo, o tempo que está perdendo se martirizando poderia estar fazendo qualquer outra coisa – Os olhos esmeraldas sobem para os azuis pela primeira vez. — Eu não me importo em te ensinar as coisas, somos amigos agora, não somos?

Sua boca se forma naquele sorriso que deveria ser proibido por lei, e Loki no impulso acaba sorrindo junto.

– Posso entrar? — Peter batia na porta com uma bandeja pequena na mão e parecia bem preocupado. — Você está bem?

– Estou – O moreno sorri para seus novos amigos. Gostava dessa palavra, e achava que Ziz e Fenrir se dariam muito bem com eles. Assim que conseguisse fazer algo que prestasse, ele procuraria os dois. — Muito obrigado…

– É para isso que amigos servem… — Peter põe a mão em seu ombro sorrindo gentilmente.

Os dias foram passando. Loki conheceu Odin e Frigga, pais de Thor e reis de Asgard; e apesar de guardar más lembranças das masmorras, ia lá todos os dias com Peter para jogar conversa fora com Wade, encontrando o Capitão Rogers de vez em quando. Não encontraram a família real de Jotunheim e Loki não quis nenhum médico para tratar de seus traumas pois sentia-se doente com um.

Via também o velho Merlin, que lhe tratava como um pai, e tivera de aturar Stephen, que parecia ter uma piada para tudo na ponta da língua. Conheceu também Tony Stark, um carinha louco por máquinas que roubava algumas coisinhas ou outras da torre de Merlin.

Sua relação com Fandral, Volstagg, Sif e Hogun também era boa, mesmo que não se vissem muitas vezes. Mas quem realmente deixava sua cabeça confusa nos últimos dias era Thor. Não entendia direito como a vida funciona e o loiro fazia questão de ensiná-lo pacientemente.

Sentia-se estranho perto dele, mas não intimidado, apenas esquisito. Mas resolveu deixar esses pensamentos de lado, colocando-se em outra posição:

Queria aprender magia…

Inferno, nem mesmo assim esquecia de Thor, que o tratava como se fosse um irmão mais novo. Lembrou-se das conversas que tinham no quarto do moreno toda a noite, e ouvia a voz grave dizendo:

– Não deixem as pessoas dizerem o que deve ou não fazer…

E foi com esse pensamento que rumou junto de Tony e Peter para a biblioteca. O primeiro ia porque precisava de livros para uma pesquisa, já o segundo agora porque não saía mais da cola de Loki mesmo.

Aprenderia magia, deixaria Merlin orgulhoso de si, deixaria Thor orgulhoso de si. Esfregaria na cara de Stephen que ele não era toda a bosta que acreditava ser e esfregaria a cara de Leonora no asfalto para pensar duas vezes antes de zombar dele.

Loki sentiu medo durante toda a sua vida, e ele o impediu de fazer muitas coisas, como por exemplo, resistir contra seu cárcere.

Mas agora, no ambiente alegre e aconchegante de Asgard, ele se perguntava:

"O que faria se não estivesse com medo?"


Notas Finais


Foi isso, me perdoem quaisquer erros, obrigada por ler, se você chegou até aqui. Até a próxima.


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