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História O caminho até você - Capítulo 50


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Notas do Autor


Gente, como vcs estão com o corona? Preocupados? Prestes a surtar tipo eu? Não aguentando mais ficar em casa? Com mt tempo livre? Converswm comigo pfvvvv kkkkk

Capítulo 50 - Meu amor épico


Hope, precisamos falar com você. - Os três entraram na enfermaria com os rostos tensos, isso a fez ficar apreensiva. Será que alguém havia a visto sair de lá mais cedo?
- O quê foi?
- Me dê o aparelho. - Brenda entregou a Newt um tocador de fitas. Ele apertou um botão e o entregou a Hope, a fita começou a rodar.
Ouviu alguns ruídos ao fundo, uma pessoa fazendo um teste de som como se fosse começar uma entrevista, então uma mulher se pôs a falar. Era sem dúvida alguma Ava Paige.
- Estamos aqui reunidos para discutir sobre o futuro da cobaia A 17, conhecida como Hope. Antes de começar, vamos deixar bem claro o quê se sucedeu com os experimentos no labirinto.
Outra voz tomou o lugar principal, agora um homem era quem falava, Hope não sabia dizer quem era.
- O indivíduo em questão foi introduzido na clareira afim de atuar como uma variável, estimulando reações antes não vistas pelos imunes. Mas algo deu errado no meio do exprerimento, e ela se lembrou rápido demais do caminho de volta. Agora não só os resultados obtidos com as reações delas estão comprometido, como todos os dos demais. Ainda não estávamos preparados para analisar tais taxas de adrenalina e confiança nas cobaias.
A doutora Paige começou a falar novamente.
- Os testes ainda estavam longe de acabar, quando as memórias dela voltaram. Na verdade, a maioria das lembranças voltaram rapido demais, logo nos primeiros dias. Fomos obrigados a mudar os planos, antecipar os testes. Mas agora ela sabe que tudo isso é um experimento, e como o senhor Nixon explicou, isso afeta os resultados.
- Mas ainda podemos descobrir coisas novas a partir disso. - Hope tremeu ao ouvir a voz de seu tio. Há quanto tempo ela não o ouvia falar... - Como a senhora mesmo disse, chanceler Paige, temos que improvisar agora.
- O senhor não entende. - O homem era quem falava agora. Aquele que a doutora chamou de senhor Nixon. - Ela comprometeu os resultados, disse para todos na clareira que era tudo um teste. E agora as reações deles com os desafios podem não ser tão verdadeiras.
- E qual solução o senhor nos dá?
- Diria para apagar a memória deles, mas é arriscado pois poderíamos apagar mais que o necessário e teríamos que começar os testes novamente. A essa altura, não nos sobra muitas saídas, mas Hope ainda é um problema. Ela com certeza tentará escapar, poderá colocar tudo a perder, tudo o quê nós construímos.
- Ela não vai fazer isso.
- Pode nos garantir isso, Janson? - Questionou a doutora Paige.
- Posso. Vou cuidar dela, façam quantos testes forem necessários, introduzam novas variáveis, mas não vou permitir que façam o que estão planejando.
- E o quê seria isso?
- Não vou deixar que vocês matem a minha sobrinha. - Hope respirou fundo. Ele era tão hipócrita. Mas sentiu um arrepio ao saber que por pouco não foi assassinada pelo CRUEL.
- Sinto que não temos outra alternativa. - Lamentou a mulher.
- Sempre tem outra alternativa. Não faz sentido descartar um inume.
- Espero que apresente esta alternativa rápido, pois neste momento eles estão correndo pelo labrinto prestes a achar uma saída.
- Vamos buscá-la lá. Tirá-la de lá, continuar os testes aqui. E assim estaremos adicionando uma nova variável aos imunes: A saudade. Eles nunca foram submetidos a este sentimento.
- Certo. - A sala pareceu ficar em silêncio por alguns instantes. Por mais que fosse apenas uma fita de som, algo dizia a Hope que a atmosfera do lugar estava pesada. - Chame uma equipe de busca. - Ordenou a mulher para alguém que parecia não fazer parte da conversa, a voz soara distante.
- Não. - Se prontificou Janson. O som de uma cadeira arrastando, como se ele tivesse se levantado rapidamente. - Eu mesmo vou buscá-la.
- Algum motivo especial para isso?
- Não vou deixar ninguém encostar um dedo nela. E com todo respeito, chanceler, mas se alguém fizer isso, eu mato com as minhas próprias mãos.
- Tudo bem. - Concordou a doutora sendo seguida pelo senhor Nixon. - Mas lembre-se Janson: ou encontre bons resultados com esses novos testes que pretende fazer com ela, ou nós vamos ter que descartá-la. Mantê-la aqui pode ser perigoso.
- Tem a minha palavra, doutora.
E a fita parou de rodar.

- Hope, você está bem? - Perguntou Thomas.
- Eu... eu não entendo.
- No dia que você se lembrou da saída, eles estavam planejando te matar. Mas Janson impediu. Por isso eles fez tantos testes... ele tentou te salvar. - Explicou o garoto.
- Sim, isso eu entendi. Mas o que eu não compreendo é por quê ele não me disse que era para minha própria segurança?
- Variáveis. - Respondeu Newt. - Suas reações não seriam verdadeiras. Sabe Hope, acho que esse tempo todo o maldito experimento não era os testes que faziam, mas sim analisar sua relação com seu tio. Isso com certeza daria mais resultados.
- E se você soubesse que ele estava te protegendo, a sua raiva seria menor. - Continuou Brenda. - O ódio é um ótimo combustível.
- Ele era uma pessoa horrível, mesmo antes de eu entrar no labirinto ele me tratava como... como só uma "cobaia". - Hope podia argumentar o quanto quisesse, mas no fundo sempre havia algo que lhe dizia que seu tio um dia a amou. Podia não ser um amor normal, saudável, mas na cabeça dele era amor. Só na cabeça dele algo tão destrutivo poderia ser considerado um sentimento tão puro.
- Não estou falando que ele era bom. Mas ele salvou sua vida. - Disse Thomas.
- É. Para atirar em mim depois.
- Seu tio é um desgraçado, Hope. - Se adiantou Newt. - Mas você não sabe o quê o fulgor faz com alguém. - Ele olhou de canto de olho para Thomas, a cabeça baixa.
- Isso era para eu me sentir menos culpada por me afetar com a morte dele?
Talvez saber que esse tempo todo, as coisas que ele fez com ela nem se comparariam com o que o CRUEL planejava, livrasse a consciência dela um pouco.
- Era. Mas ficamos com medo de você ficar ainda pior com a morte dele.
- Ele não é o mocinho. Nunca foi. Pode ter me protegido mas ainda matou dezenas de inocentes. - Eles concordaram com a cabeça. - Sabe de uma coisa? Destrua isso. Não importa mais, isso é passado e eu preciso me concentrar no futuro. Eu cansei de tentar entender a mente perturbada do meu tio.
Ela estava se sentindo mais leve. Ainda confusa, mas mesmo que refletisse sobre isso durante o resto da sua vida, nunca acharia uma resposta satisfatória. Então para que se preocupar? Teve medo que essa mudança de pensamento fosse passageira, mas não era. Provavelmente tinha a ver com a carta que ela escreveu, de algum jeito isso a ajudou a se desprender de Janson, a achar um desfecho para aquela história.
Agora finalmente ela podia seguir em frente.
...

Hope estava sentada na janela, uma das pernas pendurada para o lado de fora. Não aguentava mais ficar na cama, mas os médicos não a permitiam sair.
Newt adentrou o lugar, a viu com olhos presos no vazio, parecia estar tão infeliz. Suspirou pensando se havia algo que pudesse fazer para ajudá-la, ela era forte, mas mesmo os mais fortes precisavam de ajuda para enfrentar algumas batalhas.
- Você tá bem?
- Estou. - Ela se concentrava no mar ao longe, nas ondas quebrando e na imensidão azul.
- Quer conversar sobre a fita? - Hope fez que não com a cabeça.
- Vem aqui. - Pediu quase como uma ordem. Esperou alguns segundos, quando percebeu que ele não havia se movido, se virou para ele. - Vem, Newt. - Ela riu e fez sinal para que ele se aproximasse.
- O quê foi? - Ele encarou o mesmo ponto fixo que ela, bem no meio do mar, mas não viu nada demais.
Hope se virou para ele, agarrou a sua cintura e colocou a cabeça em seu peito. E Newt retriubuiu o abraço, beijou sua cabeça, mesmo não entendo o porquê de ela estar daquele jeito. Mas ele amava quando ela o abraçava sem nenhum motivo especial, quando ia buscar refúgio nele. Aquele era o melhor tipo de abraço. O quê mais representava o quanto ela precisava dele.
- O quê foi, Hope?
- Fica aqui? - Ela bateu na madeira ao seu lado, fazendo sinal para ele se sentar.
- Fico. Claro... - Ele se sentou, e no mesmo instante segurou sua mão. Entrelaçou seus dedos. Hope o encarou como se aquele gesto fosse a coisa mais linda que alguém pudesse fazer. E talvez fosse mesmo.
- Você está bem?
- Sim, eu só tava... - Ela parou a frase no meio. Deu um risada.
- Estava o quê?
- Pensando em um nome para o bebê.
- Já escolheu algum?
- Ainda não. Tem alguma sugestão?
- Nenhuma ideia. Mas ainda ainda vamos ter muito tempo para pensar. - Sorriu para ela. Arrumou uma mecha de seu cabelo atrás de sua orelha, fez carinho em sua bochecha com o polegar. - Eu estou muito feliz por você estar viva.
- É, você já disse isso.
- E você ainda não tem ideia da minha felicidade. - Os olhos de Hope cintilaram, toda a doçura dele derretia o seu coração. Ela tinha uma sorte imensa por ter Newt ao seu lado.
- Você é um namorado perfeito, sabia?
Newt deu um sorriso meio bobo, orgulhoso.
- É, eu sabia. - Aproximou o rosto dela, beijou seus lábios. Em um ritmo lento, ele a beijava como alguém que acaba de se apaixonar, que realmente a ama. Um beijo que faria qualquer um se convencer de que Hope era, e sempre seria, a única garota no mundo que ele beijaria daquele jeito. A única que ele amaria. Ela afastou o rosto, sorriu para ele.
- Thomas achou isto aqui também. Parece que é uma carta da sua mãe. A Rose já leu. - Newt lhe entregou um pedaço de papel dobrado ao meio.

"Para minhas filhas maravilhosas,
À essa altura o fulgor já deve ter consumido quase que meu cérebro inteiro. Por isso uso esse momento, um dos últimos de sanidade muito provavelmente, para escrever esta carta, e a deixo para que Janson a ache e entregue para vocês.
Eu sinto muito não poder fazer parte da vida de vocês tanto tempo quanto eu gostaria, mas esses cinco anos foram os melhores que eu poderia pedir. Vocês me derem felicidade em meio a tanta tristeza, me fizeram ter fé em um mundo já destruído, acreditem quando eu falo: vocês são o meu maior orgulho.
E eu espero, de coração, que aproveitem a chance que estão tendo. Não será fácil, eu sei, mas vocês são fortes. Se eu encontrei um meio de ser feliz entre tantos problemas, vocês também vão. Eu acredito nisso com todas as minhas forças.
Vivam sabendo que nada é para sempre, que tudo gira em torno de uma palavra: Instabilidade. Mas sejam felizes. Eu lhes imploro, tentem o máximo possível achar coisas boas nesse mundo.
E não pensem tanto em mim, pois a vida é para os vivos a viverem. Um dia, eu sei, - não me pergunte como, eu apenas sei - vamos nos reencontrar. E as mocinhas vão estar muito encrencadas se não tiverem me obedecido.
E quando eu as ver novamente, espero que tenham ótimas histórias para contar, e pelo menos, um amor épico. Por que podem tentar lhes convencer do contrário, ma o amor é o sentimento mais belo e forte que existe. Move barreiras que você nunca se quer pensou em ultrapassar. E todos precisamos de um amor épico.
Espero que no futuro vocês possam olhar para trás e dizer: valeu a pena.
De sua mãe,
Liliana."

Hope levou a mão até a boca emocionada, apertou seus olhos e balançou a cabeça como se prometesse seguir os conselhos da mãe.
- Eu acabei de perceber uma coisa, Newt.
- O quê?
- Você é o meu amor épico.
- Ah, Hopezinha. - Ele abriu os braços e Hope o abraçou. Agradeceu por ele estar ali, por ele existir.
- Eu sempre soube. Quando você saiu daquela caixa, como uma fedelha assustada e teimosa, eu soube.
- Soube o quê?
- Que você seria o grande amor da minha vida.


Notas Finais


Espero q gostem ❤


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