História O Caminho para Redenção - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Teen Wolf
Personagens Aiden, Alan Deaton, Allison Argent, Bobby Finstock, Chris Argent, Cora Hale, Danny Mahealani, Derek Hale, Erica Reyes, Ethan, Hayden Romero, Isaac Lahey, Jackson Whittemore, Jordan Parrish, Kate Argent, Kira Yukimura, Liam Dunbar, Lydia Martin, Malia Tate, Marin Morrell, Melissa McCall, Mieczyslaw “Stiles” Stilinski, Peter Hale, Scott McCall, Sheriff Noah Stilinski, Vernon Boyd
Visualizações 180
Palavras 7.262
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Romance e Novela, Sobrenatural, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá... Voltei... Sei que estava sumido, mas para compensar, hoje eu trouxe não um mas dois lemons para vocês! Espero que compense a demora em postar. Dedicado à nossa nova leitora AlgelLeto e os parceiros veteranos da fic: CassWNovak, AndersonGS, Mara_Matsukaze, MyrtleSW, starsolebery, Marce1a, Carlosteenwolf6, LuluChanSnape e lukinhas 100...
Aproveitem e até as notas finais!

Capítulo 8 - Capítulo VIII - Toda a Forma de Amar é Sublime


Fanfic / Fanfiction O Caminho para Redenção - Capítulo 8 - Capítulo VIII - Toda a Forma de Amar é Sublime

                A reunião com os garotos, apesar de ter sido um pouco tensa, foi rápida na opinião do xerife, que estava recostado no sofá assistindo televisão, ainda na sala de Chris Argent, bebericando o resto de sua garrafinha de cerveja, que tinha vindo entre outras no pedido de pizzas que os mais velhos fizeram ao término da reunião com os garotos.      

                Na casa outrora cheia, se encontrava agora apenas o xerife e o caçador. Peter, que estava temporariamente morando com eles, tinha saído a pouco tempo e levado Alisson, Isaac, Malia e Cora para jantarem fora e conversarem. Jordan tinha ficado com o turno daquela noite na delegacia e por isso não ficou por muito tempo ali para aproveitar as pizzas. Melissa foi outra que também ficou por pouco tempo, pois a enfermeira tinha ficado com o turno daquela noite e aproveitou a carona que Alisson havia oferecido à morena. Marin e Alan logo em seguida a enfermeira, se despediram e também tinham ido embora.

                Chris tinha ido lá fora levar os restos do que eles comeram, mas logo voltou para a sala, sentando ao lado do xerife para lhe fazer companhia. John apenas sorriu de leve ao perceber a presença do caçador e continuou focado nas notícias do telejornal que estava assistindo. E apesar de olhar para a televisão, Chris mal prestava atenção no âncora do telejornal, com seus pensamentos em outros assuntos.

                Um de seus pensamentos era justamente sobre o homem ao seu lado. Apesar de terem iniciado um amizade recente, Chris, mesmo com toda aquela pose de áustera que tinha, ainda se sentia intimidado pelo homem da lei ao seu lado. Talvez intimidado não seja a palavra correta para descrever o que o Argent pensava do Stilinski. Estava mais para admiração. Sim, pois o homem, apesar de praticamente ter sido jogado de cabeça no mundo sobrenatural, estava lidando com tudo com calma e frieza, ao contrário do que o caçador pensava, que ele não iria ter estrutura física e mental para lidar com esse mundo, essa nova realidade para os olhos dele.

                Após um longo silêncio, onde o único som da casa era o aparelho à frente deles, Chris resolve quebrar o silêncio:

                - John, quer um café? - O caçador pergunta, quebrando o silêncio que tinha se instaurado entre eles.

                - Claro... - O xerife responde sorrindo e volta sua atenção para a TV, o silêncio retornando ao cômodo.

                Chris se levantou do sofá e foi para a cozinha, o que não o levou muito longe, já que a sala e a cozinha eram apenas separadas por um balcão de alvenaria revestido de mármore cinza de mais ou menos um metro de altura. Enquanto o loiro preparava o café, ele volta e meia relanceava o olhar para o mais velho sentado em seu sofá.

                Não demorou muito e logo ele estava colocando o líquido preto e fumegante em duas xícaras e em seguida se dirigindo até a sala. Mas antes que pudesse chegar até John, a ponta do sapato que usava, entrou debaixo do tapete que decorava o cômodo e ele tropeçou, derramando uma das xícaras na camisa do xerife. Desesperado, o Argent corre para a cozinha, onde molha um pano de prato e volta para a sala, passando o tecido molhado no local em que o café caíra.

                - Droga, droga, droga! - O caçador praguejava enquanto tentava limpar sem sucesso aquela mancha escura da camisa clara que o outro estava usando. - Me desculpa, John! Você se queimou?

                - Não se preocupe, Chris. Eu estou bem... - O xerife responde, confuso como aquilo aconteceu e confuso por estar gostando daquele contato com o caçador.

                - John, acho melhor você tirar a sua camisa. Vou colocá-la na lavadora, não vai demorar muito. - O Argent se oferece.

                Relutando um pouco, o xerife aceita a idéia e dabotoando sua camisa, a entrega ao caçador, que se dirige até a lavanderia, onde dá umas esfregadas no local da mancha e faz o que alguém sem muita experiência em lavar roupa faria: coloca-a para lavar, colocando quase meio quilo de sabão em pó dentro da lavadora.

                Enquanto o ciclo do aparelho não terminava, o caçador volta para a sala, completamente constrangido e quando ia se desculpar novamente, fica sem fala com o que estava vendo. Ele não tinha reparado quando o mais velho tinha tirado a peça de roupa, mas agora ele podia ver com perfeição o peito desnudo do Stilinski. Apesar de já ter uma certa idade, o abdômen do xerife era definido, sem qualquer tipo de exagero como esses ratos de academia e a princípio parecia ser liso, porém afirmando a vista, o tronco do mais velho era recoberto por minúsculos fios dourados, como a cor dos seus cabelos.

                Chris já estava no sexto "gomo" definido contado, quando percebeu que ainda estava em pé, perto do sofá. Rapidamente, ele se senta novamente ao lado do xerife, que apenas dá uma olhada de relance para o caçador. Ambos então voltaram para a inconsciente e enfadonha tarefa de ouvirem as notícias, que agora estavam em sua parte sensacionalista.

                Mas ao contrário do xerife, que estava imerso nas notícias, a atenção de Chris ora estava na TV, ora estava apreciando o belo corpo do homem ao seu lado. "Belo corpo? O que está acontecendo com você, Argent?", pensa o caçador, que até então nunca tinha visto o amigo com "outros olhos". Querendo afastar esses pensamentos da cabeça, o caçador não percebe que tinha dado uma bufada de exasperação, que foi percebida pelo xerife.

                - Algum problema, Chris? - O loiro de olhos azuis pergunta, o olhando com certa preocupação e confusão em seu rosto.

                Chris gostaria de dizer: "Sim! Você está sem camisa e eu nunca tinha percebido o quanto você é gostoso!", porém se limitou a apenas responder:

                - Não... Não é nada, John... - O caçador responde reticente. - Eu apenas estava pensando...

                - Em quê? Quer compartilhar seus pensamentos? - O homem da lei pergunta.

                Chris começa a gaguejar uma resposta:

                - Hum... é... hum... não é nada...

                - Tem certeza? Parece-me que há alguma coisa o incomodando... - O xerife rebate, dando um meio sorriso para o caçador.

                Aquele sorriso teve o poder de fazer o caçador se sentir estranho e se perguntar se ele estava adquirindo algum tipo de sentimento  a mais por ele. E o caçador nem percebe que havia desviado a atenção do xerife e mergulhado novamente em pensamentos, até ser interrompido pelo pai de Stiles:

                - Chris? Ei, companheiro! Você está bem mesmo? Não quer que eu chame a Melissa?

                - Perdoe-me, John... Voltei a mergulhar em pensamentos novamente.

                - Eu percebi. - O xerife responde dando uma risadinha, o que o fez o caçador se sentir estranho de novo. - E então dessa vez irá me contar do que se trata tantos pensamentos?

                Chris respira fundo, antes de entrar em um terreno bastante perigoso, pois o xerife tinha uma arma e sabia atirar muito bem. Mas... O que seria da vida sem as famosas tentativas, não é mesmo?

                - Sabe, John... Eu estava pensando... Depois da morte de Cláudia, você já pensou ou se imaginou fazendo sexo com... outro homem?

                As últimas palavras saíram rápida e sem permissão da boca de Chris, que queria se auto infligir uma tortura de tapas em sua face. Não era isso que o caçador queria ter perguntado, mas parece que sua linha de reciocínio anterior queria que isso acontecesse, independente do bom senso do pai de Alisson. Todavia antes que o pensamento dos tapas viessem a se tornar realidade, o caçador foi surpreendido pela resposta do outro homem:

                - Para ser sincero... já.

                - Hein? - Chris achou ter ouvido mal a resposta do xerife.

                - Calma, Chris. Eu já pensei, porém até agora eu nunca fiz ou tive a oportunidade de fazer. - O xerife suspira, como se lembrasse de algo bom. - Para ser sincero... Desde a morte de Cláudia, eu não tive qualquer tipo de relação sexual.

                - Sério? - Chris se espanta. - Tanto tempo assim? Eu também, desde que Victoria morreu, porém isso é mais recente. Cláudia morreu há vários anos, certo?

                - Sim... Stiles ainda era uma criança quando isso aconteceu.

                Um silêncio de saudade se apoderou dos dois homens, cada um relembrando com carinho de suas companheiras. Porém foi logo quebrado quando o xerife devolve a pergunta ao caçador:

                - E você, Chris? Já se imaginou tendo relações com outro homem?

                - Pra ser sincero também... já. E dependendo de quem fizesse a proposta, eu aceitaria de bom grado.

                Pronto. A sorte estava lançada e só restava esperar no que isso tudo ia dar.

                - Como assim, Chris? - O xerife pergunta, com certo brilho no olhar.

                - Se fosse um cara legal, de confiança, dispost a levar isso adiante e ser cúmplice desse segredo, eu toparia...

                - E esse cara... - O xerife pergunta como quem não quer nada. - Ele tem algum perfil definido? Você já o encontrou?

                - Sim John... Eu o encontrei...

                - E posso saber quem é?

                - Claro que pode... Ele é você...

                Pronto! A sorte foi lançada, ou melhor, escancarada de vez e era tudo ou nada. Antes que o xerife se recuperasse da franqueza da resposta do caçador, Chris se aproxima do mais velho e delicadamente coloca a mão por trás do pescoço do loiro e o traz gentilmente para um beijo.

                E... Que beijo! Lento, delicado, delicioso e literalmente de deixar qualquer um sem fôlego. Chris se afasta minimamente do xerife para poderem ambos tomarem fôlego e poder observar a reação do homem da lei. O que Chris viu, o deixou ainda mais excitado do que já estava. John estava ofegante, porém com um cara que demonstrava satisfação plena com aquele ato inesperado do caçador.

                E para a surpresa do Argent, que reinicia o beijo de ambos é o policial. E agora foi ao contrário, foi um beijo agressivo, uma verdadeira luta de línguas, que quem saiu vitoriosa foi a do policial. Novamente respirar se fez necessário e enquanto ambos se reabasteciam seus pulmões com o ar fresco da noite, ficaram de testas coladas um no outro, aproveitando aquele momento único e aquele sentimento poderoso que estava brotando em seus corações tão feridos por tragédias pessoais. Mas hoje... Parecia que a cada beijo que trocavam, esse sentimento crescia cada vez mais, espalhando um bálsamo caloroso que tirava as dores e cicatrizavam as feridas que ambos tinham abertas por tanto tempo.

                Mas aquela noite ainda seria de muitas surpresas para o Argent. Pois em um gesto de puro carinho e galanteio, o policial o pega em seus braços e sobe as escadas com cuidado, rumo ao quarto do caçador. Chegando no ambiente, John deposita o corpo do caçador com cuidado sobre os lençóis, recomeçando em seguida um tortura, que se alternava entre beijos e chupões por toda a extensão da pele do pescoço alvo do Argent.

                Chris teve a camisa que usava, tirada com calma pelo xerife, que quando se fartou daquela carne tenra, foi descendo pelo também definido peito do caçador, que ostentava alguns parcos fios dourados, assim como seus cabelos. A língua quente do xerife percorria o peitoral do caçador, até chegar em seus mamilos, os circundado-os, fazendo o loiro de olhos verdes arfar com o prazer que estava sentindo naquela região tão sensível. O corpo do caçador tinha um cheiro peculiar. Um cheiro puramente másculo, que estava levando o policial a loucura.

                O xerife foi descendo ainda mais a sua língua, passando pelos gomos da barriga do caçador, até chegar em seu umbigo, local que fez o Argent arfar mais uma vez de tesão. Finalmente a língua marota do xerife encontrou um obstáculo. O cós da calça que o outro usava e escondia ainda parte de seu belo corpo. Porém sem cerimônia, o xerife abre o cinto e em um piscar de olhos, retira a calça que o outro usava, deixando-o nu, como viera ao mundo. Ao ver a avantajada ereção pulsante do caçador, John não se fez de rogado e começou a dar a devida atenção aquela parte da anatomia de Chris. Lambeu toda aquela extensão alva, sentindo pela primeira vez o gosto peculiar daquela região, mas que o estava enchendo de desejo. Chegou até a sua glande e estimulou-a com movimentos circulares, os quais fizeram Chris grunhir de prazer.

                Um gemido de descontentamento veio do caçador quando teve seu membro abandonado por alguns segundos, urrando guturalmente logo em seguida ao ter o seu membro abocanhado pelo xerife. Aquela boca quente e convidativa acabou por destruir por completo a resistência do Argent, que não demorou muito e se derramou na boca do xerife. A princípio, John achou que iria sentir nojo, mas qual foi  a sua surpresa ao constatar que apesar de viscoso e meio salgado, o gosto que saía do Argent era bom. E foi sem muitas dificuldades que ele coseguiu engolir toda a semente do caçador, que tinha o corpo convulsionado por extremos espasmos de prazer percorrendo seu corpo de uma forma voraz e potente.

                John se deita ao lado de Chris, com um sorriso de pura satisfação em seu rosto, esperando o corpo do caçador se recuperar dos tremores de prazer que sentia. O xerife passava os dedos com delicadeza pela face do caçador, o olhando com carinho e... amor? Será? Será que algumas trocas de palavras e um momento tão glorioso de prazer foram capaz de reacender a velha chama do amor que o Stilinski achava que estava extinta dentro dele? Bem ele deixaria que o John do futuro cuidasse dele pois o John do presente agora queria aproveitar esse momento maravilhoso que lhe estava sendo proporcionado pelo caçador.

                John estava imerso nesses recém descobertos pensamentos, quando de repente sente seu corpo ser arrebatado. Um pouco assustado, ele logo relaxa ao perceber que era Chris que tinha invertido as posições entre eles e começava a proporcionar ao xerife o mesmo prazer que tinha recebido, só que de um modo lento e calmo, quase torturante. Imediatamente o corpo do policial reage, ficando com os pêlos eriçados ao sentir o calor da língua do Argent agora percorrer o seu corpo.

                Chris percorria de modo calmo e lento, cada extensãozinha de pele, como se quisesse memorizar cada parte daquele corpo, rijo e maduro. O caçador se demorou um pouco mais quando chegou no umbigo do xerife. Ali, ele começou a circular o local com a ponta da língua, deixando um rastro suave de saliva quente para logo em seguida soprar levemente sobre esse caminho, causando um prazeroso choque térmico de prazer em John, que arqueava o corpo cada vez que sentia a boca do Argent em sua pele.

                Se fartando, ele percorre a pequena trilha de pêlos dourados que o xerife tinha abaixo do umbigo e descia até a base de seu membro, naquele momento oculto pela calça que o mais velho usava, que logo foi retirada pelas mãos hábeis e inquietas do caçador, que surpreende ao finalmente ter a visão do membro liberto do policial. Era grande, com algumas veias aparentes e naquele momento, estava completamente ereto e pulsante.

                Sorrindo sacanamente, o caçador continua a trilha abaixo do umbigo do oficial até chegar ao emaranhado de pêlos presentes na base daquele pênis pulsante. O cheiro que exalava dali estava deixando o caçador louco de tesão, pois além do cheiro característico do local, John era como ele, cuidava bem da higiene daquela parte tão íntima, que ainda dava para sentir o cheiro, ainda que fraco, do sabonete que o mais velho usava. E os pêlos? Pelo emaranhado que estavam, Chris achou que seriam crespos, porém eram macios e sedosos, ficando lisos e grudados na pele do policial cada vez que passava a língua por eles.

                John já estava quase ficando tonto de tanto prazer ao sentir apenas a língua do caçador em si, porém o xerife achou que ia dessa para a melhor quando sem aviso nenhum, o loiro abocanhou com força e volúpia o seu pênis, até então negligenciado. Chris alternava entre hábeis chupadas e lambidas naquele membro duro e pulsante, arrancando gemidos roucos do dono dele. A boca úmida e quente trabalhava com tanta maestria, que logo o xerife se derrama dentro da boca do caçador, que não se faz de rogado e engole aquele líquido branco-perolado assim como o xerife tinha feito consigo.

                Satisfeito o caçador se deita arfante ao lado do xerife, que ainda tremia devido aos espasmos de prazer que o tinha acometido durante aquele ato prazeroso proporcionado pelo Argent. Quando o corpo de ambos se acalma, os dois se encaram, olhos nos olhos, cada um com um sorriso de satisfação em seu rosto. John achou que esse momento ia ficar por ali mesmo, quase "uma brincadeira entre adolescentes", mas que havia avançado uns dois ou três níveis. Porém foi surpreendido quando teve sua mão tomada pelo Argent, que lambia cada um de seus dedos, os deixando bem lubrificados.

                O caçador vira de costas para o xerife, levantando sua perna, deixando à mostra, sem vergonha nenhuma, a sua entrada rósea e enrugada para o policial. John entendeu aquele convite e com cuidado, introduziu um dedo naquela abertura virgem. A princípio, ela não queria ceder às investidas do xerife, porém o dedo de John enfim foi acolhido ao interior do caçador quando o mesmo imprimiu um pouco mais de força naquele local. Ao sentir o dedo do mais velho entrar, Chris arfa, em um misto de dor e prazer. Porém ele logo acostuma com a sensação e pede que o xerife continue. Atendendo ao pedido do caçador, John logo tinha três dedos inseridos em Chris, estimulando-o para não ficar desconfortável quando ele introduzisse o seu membro no lugar dos dedos.

                O caçador estava se contorcendo de prazer com os movimentos circulares que os dedos do xerife faziam em seu interior, fazendo-o empurrar seu corpo inconscientemente ao encontro dos dedos do oficial, querendo que fossem mais fundo. Sentindo isso vindo fdo caçador, John resolve prolongar ainda mais aquela tortura, deixando o loiro ansiar por mais e mais do xerife. Até que finalmente chegou o momento esperado por ambos. John procura os olhos do caçador e logo é encarado pelos magníficos olhos verdes de Chris. Ali naquele momento, ambos não precisavam de palavras, pois entendiam qualquer comunicação entre eles apenas um olhando nos olhos do outro. E tendo o entendimento certo, o caçador sorrindo, concorda com a cabeça ao pedido do oficial de olhos azuis.

                Mudando sua posição na cama, Chris deita de costas e levanta as pernas, deixando a sua entrada completamente exposta e vulnerável para o mais velho, que não se faz de rogado e se coloca entre as pernas do caçador. Ajeitando seu pênis na entrada ainda apertada, o xerife começa a se introduzir no interior do corpo do caçador. A entrada aperta ainda reluta em receber tamanho volume, mas logo vai relaxando e aos poucos, toda a extensão do xerife estava vencendo a resistência daquela entrada virgem, e não demorou muito para depois estar sendo comprimida pelo interior quente, úmido e aconchegante do caçador.

                Ao sentir o mais velho completamente dentro de si, Chris não conseguiu segurar e do fundo de sua garganta, um urro, primal e poderoso escapou de sua garganta, deixando ambos mais extasiados de prazer e volúpia. Sentindo que o homem abaixo de si estava relaxado, John começa a estocar no caçador a princípio em um vagaroso, porém delicioso vai-e-vem, quase se retirando por completo e logo em seguida se afundando novamente naquele interior apertado.

                Todavia a um sinal de Chris, o mais velho começa a acelerar seus movimentos, arrancando suspiros e gemidos ininteligíveis dos lábios do Argent. E em um estocada particularmente forte e profunda, John acerta um ponto em Chris que faz o caçador quase perder os sentidos de tanto prazer que aquele ponto lhe provocou. Adorando ver o caçador tão indefeso daquele jeito, o xerife acerta mais e mais vezes aquele ponto, fazendo o Argent perder qualquer rastro de sanidade que possuía até ali.

                Ao sentir que estava próximo de seu ápice, John começa a masturbar o membro de Chris, negligenciado até aquele momento, pois o policial queria que ambos chegassem juntos ao orgasmo. E quando os indícios de que este chegaria logo, John acelera tanto suas estocadas quanto os movimentos que fazia no pênis do Argent. A sincronia dos corpos estava tão perfeita que John sentiu o pênis de Chris inchar ao mesmo tempo que o caçador sentiu o do xerife inchar e dobrar de tamanho dentro de si e logo ambos chegavam ao ápice, com o Argent se derramando nas mãos hábeis do mais velho e com o Stilinski se derramando no interior do caçador que o acolhera tão bem e prazerosamente. O grito que ambos dão ao mesmo tempo fora alto, mas nenhum dos dois sabia se alguém tinha ouvido. E para ser sincero, se alguém tivesse ouvido, que morresse de inveja, pois os gritos foram o resultado de um ato entre dois seres humanos, feito com o mais sincero amor que alguém poderia imaginar.

                Os dois se deitam abraçados, esperando seus corpos voltarem ao ritmo normal, aproveitando o calor maravilhoso que emanava um do outro. John sorri para o Argent e começa a lhe dar um beijo, calmo e lânguido, sem pressa e apaixonado, quando eles ouvem o apito da lavadora lá embaixo soar, avisando que a camisa do xerife estava lavada. Sem conseguirem se conter, anbos gargalham e se levantam, indo em direção ao banheiro do Argent para tomarem um banho relaxante e depois irem comerem algo, pois ambos mereciam depois daquela queima intensa de calorias de minutos atrás.

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                Tão logo a reunião com o xerife havia terminado, Ethan foi um dos que tomaram a dianteira e pediu desculpas a Peter. Ele aproveitou a deixa e foi o primeiro, junto com seu namorado Danny, a deixar a casa do Argent. Ao contrário do temperamento explosivo do seu irmão, Aiden, Ethan era calmo e pensava muito antes de tomar uma decisão. Ele havia levado Danny para casa e agora se encontrava em seu local preferido para refletir e colocar os pensamentos em ordem, andando pela Reserva Florestal de Beacon Hills.

                O gêmeo mais novo sempre preferiu espaços amplos e silenciosos, pois isso acalmava a sua mente e o seu coração, dois fatores que ajudavam e muito quando o loiro tinha esses momentos de reflexão. Sendo sincero consigo, Ethan não havia concordado com aquelas punições que a alcatéia queria impor ao Hale mais velho. Mas depois que tanto ele quanto o irmão haviam perdido o status de alfa, eles fariam de tudo para ser parte de uma alcatéia, não querendo voltar ao status antigo deles de ômega, o status proscrito entre a hierarquia lupina, onde sofriam todo o tipo de abusos ou acabavam na pior das hipóteses, sendo mortos por caçadores inescrupulosos como Gerard Argent.

                Mesmo contrariando seu coração de que aquelas "leis" eram absurdas, o jovem lobo votou a favor de impô-las ao Hale mais velho, tentando ganhar com esse gesto, mesmo que minimamente, um fiapo de aceitação por parte de Derek e Scott. Mas depois das duras porém verdadeiras palavras do xerife Stilinski, ele se sentiu envergonhado por ter agido com egoísmo e medo de voltar a ser o que ele luta para esquecer.

                Querendo exorcizar isso de sua mente e corpo, o loiro começa a tirar a sua roupa, ficando completamente nu, recebendo em seu corpo quente, a brisa fresca que soprava por entre as árvores. Uma característica que ele e Aiden tinham, mesmo quando eram ômegas, era que os dois podiam se transformar em lobos completos, assim como Thalia e Derek. Isso era raro, porém poderia acontecer em uma geração ou outra. E Ethan se trasnformou em um belíssimo lobo de pelagem clara, que lembrava a cor das areias de uma praia, com olhos azuis elétricos.

                Se alongando um pouco, o lobo começa a trotar calmamente pelo caminho coberto de folhas, para logo em seguida correr a toda velocidade, saboreando a brisa que passava por entre os pêlos do seu corpo. Havia muitos obstáculos naturais na floresta, como pedras, rochas gigantes, árvores, troncos caídos, mas mesmo naquela velocidade, o ser lupino desviava com graça e elegância deles, suas patas tocavam tão suavemente o chão que davam a impressão que o lobo flutuava.

                Quando o jovem lobo se fartou de tanto correr, o animal se dirigiu calmamente ao lago de águas cristalinas que havia no centro da reserva, próximo ao Nemeton. Parando na margem do lago, o lobo observa suas águas naquele momento calmas, refletindo com exatidão o céu estrelado acima, um perfeito espelho líquido. O lobo toma um gole daquelas águas, criando pequenos círculos que quebram o efeito reflexivo de até agora há pouco.

                Na margem, no lugar onde estava o jovem lobo que quebrara a calmaria das águas, se encontrava agora um belo rapaz, deitado na grama, observando as estrelas brilhantes no céu da noite, negro como o mais profundo ébano. Tudo estava tão calmo e tão sereno, que por alguns momentos o jovem esquece-se de todos os problemas que passou e que eventualmente virão, até que um barulho chegou até os seus ouvidos apurados. O loiro vira sua cabeça em direção ao som e relaxa ao ver que era o seu namorado, Danny, que pelo visto o havia seguido, pois estava com suas roupas nos braços e uma mochila nas costas.

                O moreno recém-chegado se dirige até o namorado, deitando na mesma posição que ele, só que com o corpo virado para o loiro. Pelo visto, Danny compartilhava do mesmo pensamento que Ethan teve sobre o fatídico julgamento e como ele estava ali para espairecer.

                - Danny... Está tarde e é muito perigoso aqui, meu anjo. - Ethan quebra o silêncio, acariciando as covinhas existentes na face do humano.

                - Pode ser... - O moreno responde, aproveitando aquele carinho tão bom. - Mas eu não me preocupo, pois tenho um lobo forte e poderoso que sempre irá me proteger.

                - Hum... Quer dizer que ele é forte? - Ethan pergunta marotamente.

                - Sim. Estando com ele, eu não tenho medo de nada. - O rapaz diz com siceridade para o lobo, que intimamente se regozija de prazer com aquela revelação.

                Porém o que veio a seguir, deixou o lobo sem reação. Danny começou a tirar suas roupas e quando ficou no mesmo estado que o namorado, atacou com voracidade os lábios carnudos e convidativos do loiro, que apesar do susto inicial, logo passa a aproveitar a demonstração de carinho e afeto que estava recebendo. Logo Danny começa a distribuir beijos calmos e úmidos por toda a face do amado, descendo com a língua para o pescoço macio e forte do lobo. Sabendo que ali é um ponto muito sensível para os lobos, Danny raspa de leve seus dentes sobre parte tenra da carne onde era feita a marca de companheiros de almas ou alma-gêmeas como os lobos gostavam de falar.

                Ao sentir mesmo com suavidade os dentes do namorado ali, Ethan deixa escapar um gemido estrangulado de prazer, o que incentivou o moreno a ir mais fundo em suas carícias. Fazendo uma trilha com sua língua, Danny chega até o peito definido, circulando logo em seguida, um dos mamilos rosados do gêmeo mais novo, começando a sugá-lo com vontade logo depois. O mesmo foi repetido com o outro mamilo e em ambos Ethan teve seu corpo percorrido por arrepios de puro tesão e prazer.

                Danny então foi contornando cada gomo definido do abdômen do lobo, deixando uma trilha quente e úmida com sua língua, assoprando log depois, dando um gostoso choque térmico na pele do jovem lobo, que a essa altura já estava entorpecido de tanto tesão. Sabendo disso, Danny ousa mais e começa um revezamento entre lamber e mordiscar de leve o umbigo do loiro. O moreno sorri ao sentir o corpo do namorado se retesar, tentando segurar todas aquelas sensações que ele estava provocando e com lentidão começa a traçar o caminho abaixo do umbigo de Ethan até chegar nos poucos porém macios pêlos que circundavam a base e parte das bolas do membro do lobo.

                O membro de Ethan era grande, grosso, com grossas veias, quase saltando-o dele. Sua cor era igual o restante do corpo do mais novo, morena e apenas sua glande, apresentava uma leve coloração rósea, de onde da fenda que havia no meio do membro, começavam a cair as primeiras gotas do liquido branco-perolado do pré-gozo do mais novo. Danny apenas observa por questão de segundos o pênis do amado, para logo deixá-lo sem fôlego ao abocanhar com força e voracidade. O moreno tentava colocar todo aquele volume em sua boca, mas era praticamente impossível, devido ao tamanho descomunal daquele órgão.

                O corpo de Ethan era uma bagunça só de sentimentos: amor, tesão, carinho, volúpia, que mesmo se pedissem para o loiro classificá-las da mais intensa para a menos intensa, o loiro era incapaz de fazer tal classificação. Os movimentos de sucção de Danny estavam em um ritmo não muito lento nem rápido demais, porém ao sentir o membro em sua boca praticamente dobrar de tamanho, o moreno acelera seus movimentos pois isso era sinal de que o namorado já ia chegar ao seu ápice.

                E dito e feito. Como o moreno previu, não demorou muito e algumas chupadas depois, Ethan se derrama dentro da boca de Danny, dando um poderoso urro de satisfação, que arrepiou o moreno dos pés a  cabeça e poderosos espasmos que percorriam o corpo do lobo, sacudindo-o com força e até mesmo, uma certa violência. O humano não ia desperdiçar aquela semente jorrada tão fartamente em sua boca, tanto que o moreno engole tudo com prazer evidente em seu rosto.

                Deitados lado a lado, sentindo a brisa da noite os refrescarem daquele ato quente, Ethan espera seu corpo se normalizar, porque agora quem iria ser torturado era o moreno ao seu lado. E quando o loiro promete alguma coisa, a missão pode-se dar como cumprida. E Danny sentiu na pele a maravilhosa tortura imposta pelo lobo, que diferente dele, não tinha pressa e fazia tudo com calma e paciências dignas de Jó. O lobo repetiu quase tudo o que foi feito consigo, acrescentando algumas coisas ali, mudando algumas aqui e explorando locais novos acolá. Tudo feito com maestria, pois logo Danny se derramava dentro da boca quente do lobo, que assim como o namorado fez, não desperdiçou uma só gota, engolindo tudo.

                Mas os dois ainda não estavam completamente satisfeitos e Danny sabia disso. Apenas olhando profundamente nos olhos castanhos do namorado, fez Ethan saber o que o moreno queria. E ele não deixaria seu companheiro esperando. Ele ia satisfazer todas as suas vontades.

                Deitando o moreno gentilmente de barriga para cima, Ethan lubrifica um dedo e começa a massagear e entrada rósea de Danny, que estava exposta, pois o moreno havia levantado as pernasem direção ao seu peito. Percebendo que o local estava relaxando, Ethan introduz um dedo dentro do interior de Danny, arrancando uma arfada de prazer do humano. Com calma e os estímulos certos, logo o interior de Danny não abrigava um mas três dedos do lobo, que massageava suavemente a entrada, alargando-a para não ter muito desconforto quando ele substituir os dedos pelo seu membro.

                Momento esse que havia chegado. Utilizando um pouco de saliva, Ethan posiciona seu membro onde antes estavam os seus dedos e começa lentamente a introduzir seu pênis em Danny. O lobo encontrava um pouco de dificuldade pelo fato do local ser apertado, mas em questão de alguns minutos, ele estava por completo dentro do namorado, que arfou descompassadamente ao sentir a extensão avantajada do lobo dentro de si. Era maravilhosa a sensação de ter o interior, tão quente, úmido e ao mesmo tempo aconchegante de Danny, esmagando com força aquele intruso que havia penetrado em seus domínios.

                Ethan inicia as estocadas ao sentir o moreno relaxar, um começo lento e vagaroso, que logo se transforma em movimentos rápidos e necessitados. Em várias estocadas, Ethan acertava em cheio o ponto sensível dentro de Danny, que a cada acerto gritava livremente de prazer, gritos que Ethan achava que toda a Beacon Hills pudesse ouvir, mas ele não estava nem aí. O importante agora era satisfazer a si e a seu companheiro.

                Ethan então começa a masturbar o também avantajado membro de Danny, pois o lobo sentiu que ele chegaria ao orgasmo logo, logo e queria compartilhar desse momento ao mesmo tempo que o amado. Danny sentiu o pênis de Ethan praticamente inchar em seu interior, denunciando que logo o lobo iria gozar e por isso, choca seu corpo contra a ereção pulsante em interior, querendo que o lobo fosse mais fundo em si. Isso foi o estímulo necessário para Ethan segundos depois se derramar com profusão dentro de Danny, que veio logo depois nas mãos do loiro, sujando ambos os abdômens.

                Ao sentir o último jato de sêmen sair de dentro de si para o interior do seu amado, Ethan se retira de dentro de Danny, procurando sua boca e dando um terno e longo beijo no humano, por ter lhe proporcionado tamanho prazer aquela noite. Após o beijo, o lobo pega seu humano no colo e com ele em seus braços, entra no lago, onde o lobo banha o seu companheiro com calma e amor.

                Depois de terem se banhado, ambos saem do lago e Danny se enxuga com uma toalha extra que ele sempre levava em sua mochila e coloca suas roupas, deitando logo em seguida na grama que cobria as margens do lago. Nesse momento, uma brisa gelada sopra e o humano inconscientemente se arrepia de frio. Isso faz Ethan se transformar novamente no lobo cor de areia e deitando ao lado do companheiro, faz com que o mesmo se aconchegue em seu corpo e pêlos quentes para se aquecer antes de levá-lo em segurança para casa.

--xxxXxxx--

                Estava sendo uma manhã de sábado bastante tranquila, pensava Maurizio, sentado no saguão do hotel, esperando que Gianfabio terminasse de fazer o check-in deles. O vôo deles do Brasil até os Estados Unidos, apesar de ter tido algumas leves turbulências e uma escala não programada no México, foi em sua totalidade tranquilo. Enquanto aguardava o retorno do irmão, Maurizio se recosta na poltrona que estava sentado e rememora a conversa em família que tiveram alguns dias antes, na mansão deles no Brasil:

                "- Fabio... Fabio... - Maurizio chamava com suavidade o irmão, que havia adormecido em seu colo. - Acorda meu irmão... Já chegamos em casa.

                - Hum... Mas já? - Diz o mais novo, ainda sonolento e dando um longo bocejo. - A viagem foi mais cansativa do que pensei...

                - É o fuso-horário, maninho. Eu também me sentia assim, até que finalmente me acostumei.

                - Sorte sua... - O mais novo responde ao mais velho, fazendo bico, que apenas faz o mais velho sorrir.

                O carro da família cruzava o longo jardim, passando por árvores, arbustos e até mesmo uma grandiosa horta, todos muito bem cuidados e aparados. Os irmãos iam conversando amenidades, até que finalmente a opulenta mansão, que ainda conservava os traços da época em que o Brasil era uma colônia pertencente a Portugal, pintada em tons brancos, creme e azul-royal, aparece em uma pequena elevação mais a frente. Mas o motivo do sorriso que apareceu nos lábios do moreno mais velho, não era a visão da casa onde passou parte da infância, que foi alternada com estadias no vinhedo que possuíam na Itália. Mas sim, a mulher parada nas escadarias que levavam a porta de carvalho maciço, a entrada da mansão.

                Apesar de ainda ser relativamente cedo em São Paulo, ela já estava vestida, em um estilo clássico de saia preta com uma blusa imaculadamente branca, abotoada quase até o pescoço. Sobre a blusa, ainda vestia um terninho da mesma cor da saia, tendo em seu lado direito, preso com maestria um camafeu que Maurizio lembrava que fora presente de seu pai pelo nascimento do segundo filho, Gianfabio.

                A aparência áustera, quase severa contrastava com o imenso sorriso que adornava o belo rosto da senhora. Um sorriso espontâneo somada a imensa alegria que sentia ao reencontrar seus dois filhos tão amados por ela. Assim que o carro para na base das escadas, Maurizio não perde tempo e pulando os degraus de dois em dois, logo fica de frente a sua mãe e sem esperar a senhora tem seus quadris segurados com força pelo filho, que a arrebata do chão, a girando para logo em seguida, dar-lhe um imenso abraço de saudade, o que arranca gargalhadas gostosas e contagiantes da mulher.

                - Mamãe! Que saudades! - O rapaz dizia com a voz abafada por estar com o rosto enterrado nos cabelos da mãe.

                - Mais do que as minhas, você não está, meu guri. - A velha senhora retruca para o filho mais velho.

                - Tem certeza, dona Vitória? - Maurizio pergunta zombeterio.

                - Mas é claro, senhor Maurizio Leonardo Oliveira Martelli! - A senhora diz, usando o nome completo do filho, que apenas faz uma ligeira careta para esse fato.

                - Vixi... Falou o nome completo... - Zomba Gianfabio, que havia subido as escadas e dirigia um grande abraço na mãe. - O que ele aprontou, mamãe?

                - Oras... Ele não falou nada Gianfabio... Rafael Oliveira Martelli Júnior... - A senhora zombeteriamente completa o nome de Gianfabio, o que foi a deixa para Maurizio:

                - "Vixi... Falou o nome completo... O que ele aprontou, mamãe?" - O mais velho remenda as palavras ditas alguns segundos antes pelo irmão.

                O mais novo apenas rola os olhos para aquela provocação e dona Vitória rindo do comportamento dos filhos, os chama para entrarem.

                - Vamos garotos... O café está na mesa e acredito que vocês estão com fome não é mesmo? - Ao ver a afirmativa de cabeça dos filhos, a senhora completa. - Eu pedi para Sabrina fazer o curau de milho verde que vocês gos...

                A senhora não teve nem tempo de terminar a frase, pois ao ouvir a palavra "curau", os dois rapazes correram para dentro da casa, vendo quem ia experimentar primeiro o maravilhoso curau que só a cozinheira deles, Sabrina, sabia fazer. Mesmo ficando sozinha na porta de entrada, Vitória sorri com a atitude dos filhos e apenas murmura um divertido "crianças" e logo vai se juntar a eles.

                A matriarca encontra os filhos já sentados à mesa posta do café da manhã, cada um com uma taça enorme contendo o doce cremoso feito a base de milho verde. Os dois sem excessão não se decidiam se comiam ou elogiavam a cozinheira da casa, Sabrina, sobre o quão estava gostoso doce. Sorrindo, Vitória se senta em seu lugar a mesa e pega apenas um pãozinho caseiro, que a velha senhora não permitia deixar faltar, passando sobre o alimento uma quantidade generosa de geléia de morango.

                Começando a comer, a velha senhora observa os filhos comerem. Apesar do marido ser italiano e ela brasileira, os garotos puxaram o gosto culinário mais para o lado da mãe. Lógico que como todo bom descendente de italiano, eles adoravam massas e vinhos, mas a culinária simples e variada do Brasil era a que eles mais gostava. Uma inesperada saudade se apodera do coração de Vitória ao lembrar do marido naquele instante. Gianfabio, mesmo nome que o mais novo de seus filhos carregava,  foi o seu primeiro e único amor, ambos poderiam estar ali agora, aproveitando a presença dos filhos e serem uma família. Mas graças a um infeliz acontecimento do destino, o pai dos garotos e seu amor, sua alma gêmea, descansava no jazigo da família, no famoso cemitério da Consolação, já há quinze anos.

                Limpando discretamente uma lágrima que caía de seus belos olhos castanhos-amendoados, a matriarca espanta a tristeza para poder tratar de negócios e vendo que os garotos estavam satisfeitos, resolve que esse era o melhor momento a fazê-lo.

                - Então, Gian... - A matriarca começa, após limpar os lábios com um guardanapo. - Pelo que entendi em sua ligação, você conseguiu rastreá-lo?

                - Sim, mamãe. - O mais novo responde. - Não foi muito fácil, ma sfoi surpreendente o modo como consegui rastreá-lo.

                - Como assim, Fabio? - Maurizio questiona o irmão.

                - Ele se movimenta em uma rapidez incrível, Maurízio. Ele quase não fica muito tempo no mesmo lugar. Quando meus contatos conseguiam encontrá-lo, já era tarde demais, pois logo em seguida ele sumia do mapa. -  O mais novo dá uma pausa para tomar fôlego, mas retomando logo em seguida. - Foi assim na Bélgica, Ucrânia, Nepal e Grécia. Ao que tudo indica, ele está atrás de uma forma de aperfeiçoar a lenda licantrópica de Lycaon.

                - Aquele desgraçado! - Maurízio exclama, dando um soco na mesa. - Perdão mamãe... Não era a minha intenção perder a cabeça agora.

                - Não se preocupe, meu filho... Eu te entendo... - A mais velha dá um sorriso tranquilizador ao mais velho, se voltando logo em seguida para o mais novo. - E como conseguiu rastreá-lo agora, Gian?

                - Por causa do surgimento de um alfa-genuíno, mamãe. Mais precisamente um alfa-genuíno adolescente.

                - Adolescente? - Se surpreende Maurízio. - Essa é nova...

                - Novo, porém não impossível né irmão. - Gianfabio se dirige ao irmão. - Nós mesmos também somos uma excessão à regra, se lembra?

                - É verdade... Do jeito que a carruagem anda hoje, não duvido de mais nada, nem do surgimento desse adolescente alfa-genuíno. - Maurízio fala para a mãe o irmão.

                - E mais importante, meu filho. Onde esse alfa-genuíno mora? Pois se o encontrarmos, certeza que também o encontraremos. - Dona Vitória questiona o filho.

                - Nos Estados Unidos, mamãe. Em uma cidadezinha chamada Beacon Hills...

                - Beacon Hills? - A velha senhora se espanta. - Mas é onde a Família Argent está morando, ou o que sobrou dela pelo menos.

                - Chris Argent, mamãe? O amigo de infância do papai? - Gianfabio pergunta impressionado.

                - Exato, Gian. Podemos pedir a ajuda dele. Sei que ele não vai se negar. - A velha senhora se anima ao lembrar do caçador, porém ficando séria logo depois. - Mas se não me engano, Beacon Hills fica no mesmo estado ou próximo a Lawrence...

                - Eu acho que sim, mamãe. Por que a pergun... Ah....

                - Sim Maurízio... Precisamos ser rápidos antes que aqueles irmãos descubram o sobrenatural em Beacon Hills, pois isso pode fazer nosso alvo ou ser morto ou fugir sem deixar vestígios. E essa é a nossa melhor chance, pois pro ritual dar certo, ele precisa fazer isso em Junho e felizmente estamos em Março. Ele terá que esperar até lá. - A matriarca diz ao mais ao mais velho.

                - Certo, mamãe... A senhora entra em contato com o Argent, que amanhã mesmo tomaremos um vôo rumo a Beacon Hills. - O mais velho finaliza a conversa."

                E agora eles estavam em Beacon Hills, dois dias depois de terem tido essa conversa com a mãe. O mais velho ainda estava imerso em pensamentos, que não sentiu a presença do irmão ao seu lado.

                - Maurízio... Vamos? Já estou com as chaves do nosso quarto. - O mais novo fala suavemente ao irmão.

                - Hum... Vamos sim... Eu brinquei com você a respeito do fuso-horário no Brasil, mas quem precisa de dormir um pouco sou eu...

                O mais apenas ri desse comentário do irmão e segurando em seu braço para apoiá-lo, se dirige até o elevador para subirem para o quarto reservado de ambos.  


Notas Finais


Pois é... Espero que tenham gostado e um feliz ano novo a todos e nos vemos no ano que vem... Segunda-feira... kkkk
E como sempre, aquele recadinho do coração:
Dêem uma passadinha nas minhas outras fics:
Destiel 1: https://spiritfanfics.com/fanfics/historia/fanfiction-supernatural-a-maior-forca-do-mundo--o-amor-4804283
Destiel 2 Universo Alfa/Beta/Ômega: https://spiritfanfics.com/fanfics/historia/fanfiction-supernatural-encontro-de-almas-gemeas-4975791
Abraços e até a próxima!!!!


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