História O Campo Vermelho - Capítulo 41


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Alice, Anna, August Wayne Booth (Pinóquio), Capitão Killian "Gancho" Jones, Cora (Mills), Cruella De Vil, Daniel, David Nolan (Príncipe Encantado), Elsa, Emma Swan, Henry Mills, Ingrid / Rainha da Neve / Sarah Fisher, Lacey (Belle), Malévola, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Mérida, Paige (Grace), Personagens Originais, Princesa Aurora, Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Sr. Gold (Rumplestiltskin), Tinker Bell, Vovó (Granny), Xerife Graham Humbert (Caçador), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Emma Swan, Ouat, Regina Mills, Swanmills, Swanqueen
Visualizações 366
Palavras 4.209
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, FemmeSlash, LGBT, Magia, Mistério, Orange, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi, como vocês estão? Eu quero pedir desculpas pelo sumiço que não foi por muito tempo assim, né? As aulas voltaram, é o último ano na escola...aquele caos todo, fora a preguiça que sempre surge, mas saiu, finalmente saiu o capítulo que dá o início para a reta final da fic :(
Não vamos sofrer agora, né? Eu tenho lido os comentários, as mensagens, alguns tweets de vocês ( eu vejo tudo) e tudo o que eu sinto é gratidão por todo esse carinho, por todo esse amor pela história, por cada personagem, por mim...Me sinto plena.

É muito bom quando vemos que o que escrevemos toca o coração de alguém a ponto de trazer uma certa mudança pra vida dessa pessoa. E se a história ajuda vocês de alguma forma, seja pra distrair do mundo lá fora, das confusões dentro do coração ou qualquer outra coisa, eu continuarei tentando melhorar e ajudar de alguma alguma maneira. OCV é muito importante para mim e é muito, muito, muito gratificante saber que é para vocês também. Meu coração transborda. Enfim, falando agora desse capítulo, eu desejo boa leitura, foi revisado, mas talvez tenha algum erro, sorry. Antes de tudo, ele é super importante para o resto do andamento da fic. Leiam com atenção e amor, ok? Kkkk

Não sei quando eu volto, eu realmente não sei, mas eu não deixarei a história de lado como alguns já perguntaram. Longe de fazer isso!! Nada feito com pressa fica bom, não é? E às vezes também precisamos de um tempinho pra cuidar de nós. Tem Poesia do Amor, quem está lendo, hein? Está sendo uma delícia escrever essa história com a Elis, passem lá quando der!!

Agradeço as meninas do grupo de EALEAC, vocês são uns anjinhos!! Obrigada a soul, nic, mills, Gih e isah por ficarem em cima de mim pedindo att kkkkk viu, ela chegou!! Amo vocês 💙

Boa leitura e obrigada novamente!

Capítulo 41 - A new self


David era anunciado no salão do castelo de Rumple, seus passos eram silenciosos, carregava um semblante impassível e seus cabelos um pouco crescidos, caíam sutilmente sobre os seus olhos verdes como os da princesa. Rumple, sentado em seu trono, deixou o seu olhar cair no homem que caminhava em sua direção ao lado de seus guardas. Estava sozinho, sem a sua própria guarda real.


- Demorou para procurar a minha ajuda, David… - Rumple soltou a sua risada sarcástica quase fechando os seus olhos. -...Veio procurar um meio para separar a princesa de sua rainha favorita? - provocou. - Engraçado… Nós nunca nos demos bem e agora você me aparece procurando por ajuda…


- Eu quero algo que a faça esquecer de vez de Regina e tudo o que a ligue aquele reino podre. Você deve ter alguma poção… - sua voz era quase um sussurro. Rumple pensou, olhou para o homem à sua frente e o encarou firmemente. A tensão era grande, era tão palpável que David levou a mão a espada para prevenir-se.


- A rainha má esteve aqui procurando pelo mesmo que você e a julgar pela sua visita, Regina saiu vencendo mais uma vez… Fazer a Rainha mudar de ideia…- deixou no ar. David respirava fundo e, mesmo inutilmente, tentava manter seu controle. -...Ela levou a poção, mas…


- Faça outra! - pediu com autoridade. Rumple o encarou e com a sua magia, sem deixar de rir diante da irritação de David, fez aparecer na palma de sua mão outro vidrinho com a mesma poção. - O que vai querer em troca?


- Um dia eu precisarei de algo, meu caro… - riu novamente. -...Uma única gota e tudo sumirá da mente da princesa, como se ela fosse outra pessoa…


- Eu terei a minha filha, não essa garota…- disse com repulsa.


- E Regina...Bem, enfraquecerá, sendo assim, será mais fácil de ganharmos a batalha final…Que dará fim a tudo, principalmente, ao reino dela.


Encararam-se, gargalharam juntos, formando uma aliança mesmo que os pés estivessem atrás, mesmo que a desconfiança fosse grande. Era tudo um jogo. E, assim, David deixou o reino de Rumple naquele início de tarde, carregando consigo a poção que mudaria tudo.


~*~


- Ande, Regina! - Regina estava na porta do prostíbulo junto com a rainha observando a prostituta de cabelos castanhos ao longe.


- Já disse que não irei! - Regina rolou os olhos e olhou pelo vidrinho triangular da porta que dava a visão para dentro. De costas, a prostituta era bem semelhante a Belle.


- Você está com medo…- ajeitou o capuz vermelho em sua cabeça. As duas estavam vestidas da mesma maneira, a diferença eram as cores. Uma usava o vestido bordô e a outra usava o vestido negro com algumas pedrarias pesadas.


- Se você encher a minha paciência, eu desisto dela e fico em cima da Emma… - deu um sorriso safado e Regina bufou ao bater o pé como uma criança contrariada.


- Você pode estar perdendo o seu final feliz… Você já construiu seu castelo, você já tem uma nova vida e está aos poucos recomeçando… - disse baixinho.


- Regina, e se eu já tiver o meu final feliz? E se isso trouxer problemas? - ambas suspiraram ao espiar novamente a prostituta. - Eu tenho a Hope, tenho a nossa… A nossa família… E se eu não mudar realmente? Você confia muito em mim. Confiar é eficaz, mas confiar demais, é cair em um abismo…- a rainha tinha um tom triste em sua voz. Estava tudo tão bem, estava tudo tão mexido dentro de si…


- Bem… Eu estou confiando em você, não deixarei você sozinha, não mais. Lutaremos juntas, Regina! Você nunca se escondeu de nada…Claro, você não precisa de um alguém para ser feliz, mas você talvez tenha a chance de… De ser amada como eu sou pela Emma. - sorriu e olhou para a prostituta que agora andava para os fundos. Apesar de também estar mexida, Regina estava feliz. Anos atrás, não pôde viver uma vida com Belle como queria e agora a rainha estava ali, podendo ao menos conhecer a jovem mulher que tomava conta de seus pensamentos. - Pelo menos o nome… Pergunte o nome. - abriu a porta devagar e a rainha respirou fundo.


- Se eu me arrepender, Regina… - rosnou ao arrumar o capuz e pôr seus cabelos para frente.


- Você não irá…


Trocaram um olhar cúmplice e a rainha atravessou a porta entrando no prostíbulo. Devagar, a porta fechou-se e pelo vidro, Regina a espiou indo até a prostituta. Seu coração acelerou e nem percebeu uma lágrima escorrer pela sua face quando a prostituta virou-se devagar, deixando escapar um sorriso tímido para Regina. A cor da pele, do cabelo, dos olhos… O corpo esbelto, o olhar fascinado e encantador. O sorriso… Regina secou o rastro molhado em sua face e respirou fundo. Tudo estava caminhando para o caminho certo. Em sua fumaça, sumiu, louca para voltar pros braços daquela que amava. Louca para ouvir as gargalhadas de Hope ao brincar pelo campo vermelho. Louca para amar e ser amada. Sentiu-se grata por todas as mudanças extraordinárias e mágicas que estavam acontecendo em sua vida. Gratidão era o sentimento dentro de seu peito. Era um sentimento puro. 


Em um dos quartos do prostíbulo, haviam dois corpos nus entre os lençóis brancos. Os toques eram sutis, os gemidos eram sôfregos e o suor escorria pelo pescoço passando por entre os seios fartos e compostos por manchinhas e pintas amarronzadas. A cama chocava contra a parede, as pernas descansavam sobre a outra e uma dança sensual era feita sobre o corpo alvo e belo estirado na cama, sendo tocado, desejado, cuidado e amado como jamais foi. Conforme seu vai e vem intensificava sobre a prostituta, Regina tinha a cabeça tombada para trás, os lábios entreabertos sentindo as unhas cravando em sua pele com força do jeito que gostava, segurando e apertando a sua cintura ao ditar o ritmo lento de seu rebolado,  aumentando assim, o tesão de ambas. Seu olhar caiu na mulher sob si, suas mãos pousaram uma de cada lado da cabeça da prostituta e com uma delas, sem deixar de esfregar-se com vontade, tocou a lateral da face da prostituta e observou as expressões, os traços e as sardas pelas maçãs do rosto. Inclinou-se mais ao ser preenchida por dois dedos e ajeitou-se sobre o corpo que movia-se com maestria fazendo-a sentar sobre o colo da prostituta de pernas abertas. Os lábios roçaram seu pescoço, tocando a sua pele com paixão, desceram aos seus seios e as estocadas intensificaram-se. Afastou os cabelos castanhos da face da jovem moça e olhou nos olhos dela sentindo o seu coração acelerar ainda mais. Segurou o rosto da prostituta em suas mãos e fechou seus olhos com força quando o seu orgasmo viera avassaladoramente. Os corpos tremeram, agarraram-se com força e gemeram juntas ao encostarem as testas para recuperarem o fôlego perdido. Regina respirava alto e seus seios roçavam nos da prostituta causando arrepios em ambas. Estava de olhos fechados, processando o que estava e havia feito, até sentir seu polegar ser molhado com uma lágrima. Abriu os olhos e olhou com ternura para a moça ao enxugar com carinho a pequena lágrima.


- Por que está chorando? - perguntou baixinho ao voltar a olhar nos olhos claros. - Eu fiz algo errado? Machuquei você?


- Não, mas você machucará… Você me tocou como eu nunca havia sido tocada, desde a nossa primeira vez no quarto daquele… - rosnou com raiva ao se lembrar de Rumple. -...Você precisa ir agora… Seu horário já acabou. - balançou a cabeça ao ver que estava sendo idiota e tentou tirar o corpo sobre si, mas Regina não deixou.


- Não… Quero que seja minha pelo resto do dia… - um pouco hesitante ao ver medo no olhar claro, tocou os cabelos castanhos e sorriu fraco. -...Eu não machucarei você… Eu sinto muito, mas eu estou aqui. - disse baixinho tentando acalmá-la. - Você pode ficar comigo o resto do dia? - perguntou com receio. Estava tão vulnerável que isso a assustava.


- Por que está fazendo isso? - desviou o olhar.


- Eu não sei… - deu de ombros. -...Você me encantou e eu quero conhecer mais de você… Não precisamos fazer nada, podemos ficarmos juntas, se for isso que desejar, querida. Eu sei que deve ter ouvido muitas coisas sobre mim, mas eu estou tentando recomeçar e gostaria de conhecer você… - com cuidado, tocou seus lábios na ponta do nariz arrebitado e a viu sorrir envergonhada. -...Você me conhece, sabe meu nome, não é? - a prostituta assentiu. - Eu quero saber o seu, por favor…


- Lacey… - direcionou os olhos claros para Regina vendo-a encantada com a sua beleza e o seu jeito. -...Me chamo Lacey, Regina…


- Minha Lacey... - sorriu. -...Minha doce Lacey… - tocou as laterais da face em suas mãos fazendo um carinho e ambas sorriram fraco ao fechar os olhos. Queriam eternizar aqueles toques suaves e os ritmos acelerados dos corações.


No mar vermelho, deixando seus rastros ao meio das tulipas, Hope corria com a mão na cabeça para a sua coroa não cair e gargalhava alto ao brincar e correr de Emma. Eram duas crianças. As duas tinham ficado boa parte do tempo juntinhas dentro da casa de Emma e tinham saído um pouco para curtirem a bagunça da melhor forma. Corriam, gritavam, gargalhavam e nem percebiam Perséfone atravessar a fronteira carregando Regina sobre si. Regina sorria, seus cabelos voavam e a capa presa ao seu vestido também. Estava feliz por ter Perséfone de volta.


-...Pare, querida… - sussurrou para a loba. Perséfone esperou Regina descer e caminhou ao lado dela ao aproximarem-se das duas princesas que, agora, caminhavam em sua direção.


- Mamãe! - Hope correu para o colo de Regina e ao ser levantada, deu um beijo molhado na bochecha da mãe. - Cadê a outra mamãe?


- A outra mamãe… - Regina olhou para Emma e voltou a olhar para a filha. -...Ela foi ver uma pessoa, mas ela voltará.


- E eu posso ficar com ela no castelo quando ela chegar, mamães? - perguntou ao apertar as bochechas de Regina. Emma, que estava rindo da animação da menina, nem percebeu Perséfone atrás de si.


- Pensaremos, certo? Sua mãe acabou de construir o castelo dela, ainda está arrumando e protegendo-o para você ficar em segurança…- Regina tocou o nariz da filha e olhou para a princesa. -...Olha quem está atrás de você, querida… - Emma virou-se devagar e chegou para trás ao levar um susto com a loba. -...Você nunca perde esse medo, não é? - Hope ria e ria.


- Ela não gosta de mim, eu já disse… - resmungou ao fugir da loba.


- Você poderia tentar subir nela, amor… - Regina acariciou a loba junto com Hope. -...Isso é coisa de sua cabeça, ela se diverte com o seu medo, por isso implica com você…Me dê a sua mão, por favor…- arrumou Hope em um braço e segurou com delicadeza a mão de sua princesa levando-a até a loba. Sorriu ao olhar para Emma e acariciar Perséfone junto à ela. Um carinho gostoso que arrepiou toda a pele da princesa. -...Sinta…Feche os olhos, querida…- Hope estava distraída sobre o ombro de sua mãe, enquanto suas elas trocavam carícias. Aos pouquinhos, Regina ia afastando a sua mão para Emma poder tocar a loba sozinha.


A princesa sorriu, nem percebeu que a mão quente de Regina já não estava mais sobre a sua. O calor transmitido havia ficado. Perséfone deitou um pouco a cabeça e Emma ficou encantada com o gesto. Olhou para Regina, olhou para a loba e ousou encostar a sua outra mão na pelagem negra. Perséfone uivou e Emma sorriu ao rir.


-...Acho que ela gosta de mim mesmo… - aproximando-se devagar, Regina passou o braço pela cintura da princesa e a trouxe para perto fazendo-a rir e pôr o cabelo para trás. -...Eu senti sua falta… - tocou o rosto de Regina e espiou Hope que mantinha os olhos fechados. -...Fico tão aliviada quando você volta para mim sempre que precisa sair…Eu fico tão preocupada, Regina…


- Eu sinto o mesmo quando você sai, Emma… - alisou a cintura da princesa. -...Sinto até mais quando você vai ao reino de seus pais….


- Você poderia ir comigo amanhã, amor… Sabe, podemos assumir para todos… - Regina respirou fundo, olhou nos vibrantes olhos verdes arregalados e balançou a cabeça.


- Não quero correr mais riscos… É melhor assim, Emma…


- Tudo bem, mas eu queria que você fosse comigo… - deixou um beijo no queixo de sua rainha e fechou seus olhos ao roçar os seus lábios lentamente contra os dela.


- Não faça isso… Aqui não é um bom lugar… - apertou a bunda da princesa e riu. -...Vamos para o castelo. Amanhã você irá cedo para aquele reino… - fez cara de nojo.


- Eu vi você apertando a bunda da mãezinha! - Hope assustou as duas e pôs a mão na boca ao segurar sua risada. - Apertou a bundinha da mamãe Emma! - cantarolou ao gargalhar da careta que as duas fizeram.


- Vou arrancar pedacinhos de você, princesinha! - Emma olhou para Regina e a imitou quando ficava brava.


- O que você está fazendo?! - Regina gargalhou das caras e bocas que Emma fazia ao mexer as mãos no ar ameaçando usar a magia. - Está parecendo um bicho com raiva!


- Imitando você, oras! É exatamente assim que você fica, Regina. - gargalhou alto ao ver Regina ficar emburrada. Hope chorava de tanto rir.


- Vocês duas estão muito engraçadinhas… - resmungou ao entregar Hope para Emma e subir em Perséfone logo em seguida.


- Nos deixará aqui, majestade? - Emma riu e ajeitou Hope atrás de Regina. - Segura, filha…- Hope assentiu.


- Minha vontade é de tacar uma bola de fogo em você, mas eu tenho maneiras melhores de castigá-la, senhorita Swan…E podem ser dolorosas. - esperou Emma subir na loba e gargalhou deixando o riso ecoar por todo o lugar.


- Que susto, mamãe… - Hope disse baixinho ao agarrar a cintura de sua mãe.


- Me mostre suas outras formas de me castigar, majestade. Me tem aos seus pés para o que desejar… - rebateu ao segurar Hope enquanto Perséfone andava em meio às flores que balançavam de um lado ao outro. Regina gargalhou novamente e olhou por cima do ombro.


- Você não tem medo do perigo, princesa Swan? Não sabe com o que está mexendo… - a loira fez um biquinho, olhou para o pôr do sol que  acontecia e negou.


- O perigo é nulo quando estou em seus braços ou ajoelhada aos seus pés, entre as suas pernas… - Regina ergueu a sobrancelha, sorriu de canto e suspirou. Hope estava quietinha observando as criaturas da floresta e nem prestava atenção nas mães. -...Ajoelho-me apenas perante a ti, minha rainha. À você, toda a minha honra, lealdade e entrega. Marque-me da maneira que anseia. Pertenço a você… Coração, corpo e alma.


Com o coração acelerado, Regina deu ordens para Perséfone continuar o caminho e cuidou de seu palavreado naquele momento para que Hope não aprendesse. Não negava que as palavras proferidas pela princesa haviam despertado os seus desejos e pensamentos impuros. Ao fechar os olhos, conseguiu vê-la ajoelhada entre as suas pernas esperando as suas ordens. Estremeceu e riu baixinho. Emma ainda era curiosa demais e não pensava no perigo daquilo.


Quando a noite caiu, todos jantaram em harmonia e nada da Rainha aparecer, Regina sabia bem o motivo e apesar da cena no prostíbulo ter mexido consigo, estava muito feliz por ela. Pela manhã, tinham construído o castelo com a magia no antigo lugar onde era o reino de Daniel. Após usarem a magia juntas, depois de já terem erguido as muralhas em volta do castelo e enfeitado o jardim com tulipas para Hope poder brincar, resolveram ir atrás da prostituta que tomava conta dos pensamentos e do coração da rainha. E agora, sentada à mesa, junto a sua família e Perséfone ao canto devorando o resto do animal, Regina percebeu que sentiu falta da presença dela. Sorriu, ao menos ela estava bem.


Ainda no quarto do prostíbulo, a Regina estava deitada na cama acariciando os fios jogados em seu peito. Era novo e muito assustador sentir aquela conexão tão intensa com Lacey, não só por ela lembrar a Belle, mas por sentir que tê-la em sua vida, conhecê-la e querer estar com ela, estava sendo bom, estava sendo o anseio de seu coração. Respirou fundo ao continuar olhando pro teto pensando em sua vida como se ele lhe desse respostas para todas as suas dúvidas e medos naquele momento. Não sabia lidar com o que sentia, sempre teve o controle de tudo, mas não havia controle ali mais. Queria conversar com Zelena, talvez até com o Graham, mas Regina parecia ser a única que a queria ouvir… Sentiu-se triste e sozinha com os seus questionamentos e medos em sua cabeça. Só sorriu quando o corpo sobre o seu mexeu-se agarrando-a com mais força. Lacey não queria deixá-la ir, não queria ter que se deitar com outras pessoas além da rainha. Desde a primeira vez delas, o desejo de apenas deitar-se com ela havia sido grande e não queria que aquele contato acabasse, por mais que fosse assustador e incerto. Com ela havia carinho, havia um lugar seguro.


~*~


Na manhã seguinte, Emma já estava despedindo-se de sua mãe para poder ir ao reino de Branca vê-la e saber como ela estava. Ainda não havia desistido dela e nem iria. Ingrid ficava sempre com o coração na mão quando a filha saía, não que Emma não soubesse se defender, mas preferia Regina por perto. Emma recusou a guarda real, visto que as meninas estavam bem cansadas. Quando beijou Regina para se despedir, rolou os olhos para as piadinhas feitas por Zelena, Ruby e Robin.


-...Manda um abraço para a vovó, mamãe Emma… - Hope abraçou as pernas da mãe e Emma sorriu ao apertar a bochecha da menina.


- Eu mando sim, amor. Fique de olho na sua mãe por mim! - piscou e a menina deu a mão a Cora. - Não está chateada, não é? - perguntou baixo ao aproximar-se de Regina.


- Claro que não, meu amor, mas eu fico preocupada. Peça para que Branca venha aqui na próxima vez, por favor. - cruzou os braços. - Você tem treinado a sua magia, ao menos está lendo os livros? - a princesa assentiu. - Não hesite em usá-la se necessário, por favor…Agora venha cá novamente… - puxou a jovem para um abraço apertado. -...Eu amo você e odeio ter que dizer isso como uma despedida… Prometa que é a última vez que vai pra lá, por favor… - beijou a testa de Emma.


- Eu prometo… Prometo que será a última vez, amor… - tocou a face de Regina e respirou fundo. -...Eu também amo você, minha rainha…- olharam-se por mais um tempo e ambas fizeram uma breve reverência. Emma sorriu e virou-se deixando Regina para trás.


E tudo o que Regina viu foi Emma em cima de Malévola indo para longe. Levou uma mão ao peito, segurou a mãozinha que Hope estendia para poder levá-la para brincar e a apertou de leve sentindo o seu coração acelerar à medida que perdia Emma por entre as nuvens e ouvia o rugido de Malévola ficar cada vez mais distante.


~*~


David estava indo em direção a cozinha do castelo onde o chá estava sendo preparado para ser entregue à rainha e a princesa assim que elas se reunissem para conversar na varanda do quarto que era de Emma. Ao chegar na cozinha, percebeu que August não estava atrás de si como havia estado horas antes. Sabia muito bem que Branca que havia pedido para ele ficar por perto. Quando elas acordassem, ele saberia o que tinha acontecido. Em cima da mesa de madeira, estava a bandeja de prata com as xícaras e o chá quente quase transbordando. As criadas estavam alheias ao que acontecia em volta e David carregava consigo um sorriso vitorioso. Não importava o preço que pagaria a Rumple, tinha que pingar as gotinhas daquela poção no líquido e assim o fez até que esvaziasse o vidrinho em suas mãos. Não só a Emma, mas a Branca também se esqueceria de tudo, até mesmo da conversa que tivera com Regina.


Ao lado da mãe, Emma caminhava até o quarto real onde pudessem conversar com mais privacidade, nem mesmo Malévola estava junto, havia voltado para o reino de Regina. Quando chegaram ao quarto real, onde a maioria das coisas eram de ouro e bem brilhantes, com uma grande cama cheia de lençóis de linho limpos, tudo aconchegante e belo, digno de uma princesa, foram para a varanda apreciar o dia.


-...Quando eu conhecerei os seus anões, Branca? - Emma perguntou após sentar em uma cadeira e observar o vasto reino de seus pais. Tanta fartura e muitos outros não tinham nem mesmo nada… Doía em seu coração.


- Ah, querida… Eu espero que em breve, você gostará deles… - Branca sentou-se também e cruzou suas pernas. Seus olhos refletiam o dia lá fora e um sorriso acabou escapando. -...É tão bom estar perto de você, Emma… Às vezes eu não acredito que você está aqui, sabia? - olhou para a filha e sorriu ternamente. -...É bom ter você…


- É bom conhecer você mais um pouco também, Branca… - disse baixinho sentindo seus olhos lacrimejarem. -...Me desculpe por não conseguir chamá-la de mãe, é que é tudo tão novo…


- Oh, querida… Está tudo bem. - levantou-se um pouco e pôs sua cadeira mais perto de Emma. -...Posso? - Emma assentiu e deixou que um dos braços de Branca passasse pelo seu ombro. Encostou a cabeça nela e respirou fundo deixando uma lágrima escorrer e pingar na pele de sua mãe. -...Não chore, Emma… As coisas irão melhorar.


- Irão mesmo? Está tudo tão bem, eu estou feliz de poder ter essa aproximação com você, mas às vezes parece que isso acabará por conta do David, sentir isso dentro de mim, saber que o meu pai me odeia sem motivo algum… Isso é tão ruim… - Branca respirou fundo e engoliu em seco. -...Eu sempre quis um pai, por tempos o imaginei como um herói, não como um alguém mascarado que manipula as pessoas, principalmente a esposa… - disse baixinho e a olhou. -...Por que não vem conosco? Regina não se importará de você ficar com a gente, ainda mais agora que a Rainha, a versão dela tem o próprio castelo…


- Ela construiu um novo castelo? Emma, isso é ótimo! Ela quer mesmo recomeçar, não é? - sorriram.


- Sim… - suspirou. -...Você também pode recomeçar, podemos fazermos isso juntas, Branca… Eu sei que não parece, mas eu gosto muito de você, não é a toa que eu venho aqui sempre que posso…


- É complicado, Emma… Veja, se eu for com você, todo esse reino, pessoas, crianças, sofrerão… Eu que mantenho a ordem, fora o seu pai… Ele ficará muito bravo…


- A senhora abriria mão dele para estar comigo? Para sempre? - olhou profundamente nos olhos de Branca.


- Sim, Emma… Mas ainda tenho um povo, não posso largar tudo isso, você me entende? - Emma assentiu cabisbaixa.


- Tudo bem… Eu entendo você, eu só… Só fico preocupada com o que David possa fazer com você,  como punição por estar próxima de mim, de Regina… Você é tão diferente…Eu… - foram interrompidas pelo bater na porta. Ashley estava com a bandeja de prata nas mãos e esperava o aceno de Branca para que pudesse entrar.


- Obrigada, querida… - Branca disse assim que Ahsley, em silêncio, deixou a bandeja sobre a mesa da varanda.


- Com licença, altezas… - fez reverência para as duas. Emma sorriu fraco, olhou para as xícaras e cerrou os olhos. Viu Ashley sair e Branca apanhar a xícara entre as mãos soprando o líquido quente.


- Esse é um dos momentos mais favoritos do meu dia… Não tomará o seu chá, querida? - Emma sorriu fraco e segurou a xícara de porcelana decorada entre as mãos com tamanho cuidado. - Está uma delícia… - Branca tomou mais um gole e fechou seus olhos.


Emma soprou o líquido por um tempo, olhou para ele e o cheirou. Tinha um cheiro doce e estava tão quentinho que não aguentou e levou a xícara à boca. O líquido desceu queimando a sua garganta e eriçando toda a sua pele. Gemeu em satisfação.


- Está ótimo… - sorriu e deu mais um gole.


Seu sorriso morreu ao ver a sua mãe fechando os olhos devagar, como se estivesse desmaiando. Quando Branca deixou a xícara cair ao chão, Emma gritou ao deixar a sua sobre a mesa, mas antes mesmo de chegar até ela, sentiu uma forte tontura, sua visão ficou turva e seu corpo já estava ao chão. Adormeceu e quando acordasse, nada mais seria como antes. Seria uma nova vida.





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