História O Canto da Sereia - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Personagens Originais
Tags Abo, Baby, Bangtan Boys (BTS), Boyxboy, Fluffy, Gay, Gravidez, Jikook, Jimin, Jimin!top, Jk!bottom, Jm!top, Jungkook, Jungkookbottom!, Jungkookgravidinho, Kookmin, Mpreg, Yaoi
Visualizações 101
Palavras 3.236
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


olá ❤ essa fanfic foi originalmente postada no wattpad, mas agr eu estou postando aqui :) então... Prazer! hehe, eu sou a redmonie, e eu espero que gostem da minha história ❤❤ boa leitura, anjinhos!

Capítulo 1 - Pó mágico


Enquanto eu ainda era uma pequena criança, acreditava que o mundo era constituído por reis e rainhas, servos e castelos gigantes. Que existiam árvores da cura, e até fadas que nasciam de dentes-de-leão, como a Tinker Bell. Acreditava que o mundo era perfeito, que nele não haviam erros. Um verdadeiro conto de fadas que sequer existia, a não ser em minha própria imaginação de criança. Eu cresci amando a literatura clássica, e o meu maior sonho quando completei doze anos, era me tornar um grande escritor de livros infantis. Que trouxesse a magia, a vida do que não era real, de algo perfeito e as asas á imaginação criativa e imensa que era a de uma criança.

Mas, mesmo com sonhos tão inocentes, sorrisos para todo o lado e certeza que a vida era um conto de fadas, tudo isso acabou.

Tudo acabou, e eu não sei saber exatamente o que desencadeou minha falta de interesse no mundo mágico que existia na minha cabeça.

Adolescência é uma fase meio complicada. É uma fase de descobertas, medos e amadurecimento. É aonde você descobre que não há mais a inocência, os sonhos e preconceitos. Em que você descobre que definidamente, deixou de ser uma pequena criança que acredita em monstros do lago Ness, para tornar-se um adolescente chato com problemas e medos demais. Mais medo de si mesmo do que seria o mais chamado "monstros embaixo da cama". Eu fui um desses adolescentes, em que passava dias chorando embaixo da minha cabaninha de cobertas me perguntando do por que da vida ser assim. Eu tinha medo do meu futuro e dos pensamentos das pessoas à minha volta. O meu maior medo foi ser classificado como idiota no momento em que fosse revelado que meu maior sonho era escrever sobre contos de fadas e universos que sequer existiam, ser taxado como um sonho bobo.

Por isso eu escrevi um livro chamado "sonhos azuis" em que eu bordo temas de como a adolescência é sensível em relação a tudo, e pode ser um bom gatilho para você desistir dos seus maiores sonhos apenas por achar que é impossível aos olhos de todos. Ou seja, é um livro contando a história sobre um garoto que sabe que a adolescência é uma merda, um momento em nossa vida em que sabemos de devemos passar, apesar de que mesmo que mais triste que tudo possa ser, tudo passa e envelhece. Alguns dos seus costumes mudam, você amadurece, você passa por constrangimentos, comete erros, se auto deprecia, e então, seu momento de paz finalmente chega dependendo da forma como você borda seu futuro como uma linha no bordado da sua vida.

Enfim, esse livro nunca foi publicado, nunca teve um final feliz, até por que eu parei de escrevê-lo na metade. Além disso eu acredito fielmente que minha vocação não seja essa. Eu escrevia sobre lugares encantados, com personagens bobos e com características marcantes. Totalmente o oposto do que a realidade apresentava. Mas eu gostava. Não era sobre um adolescente qualquer, com uma vida normal e chata demais. Eu ao menos sabia como planejar um futuro para um jovem assim, como os demais milhares e milhares de adolescentes no mundo. É tudo a mesma coisa, tudo segue um padrão. Mas temos sonhos, e se você não tiver, vai ter algo com que queira fazer muito. Seja impossível ou apenas muito improvável.

Entretanto, eu não escrevia sobre sonhos em meus livros. Não escrevia sobre sentimentos reais, por que crianças ainda não entendem sobre o que é viver em sociedade da maneira certa, então nós precisamos mascarar tudo isso por que ainda é muito cedo para elas lidarem com essa infinidade de problemas. Crianças gostam de lugares mágicos, lutas com espadas e criaturas místicas. Ou princesas e sereias. Então eu escrevia sobre isso, e elas adoravam.

As maiores sagas da minha vida foi "O Gorgon Solitário" e "As Sereias Que Não Cantavam". A segunda saga é a minha favorita que apresenta um romance entre duas alfas fêmeas. É, não tinham príncipes que se apaixonavam pelas sereias. As sereias criavam bonitas pernas nos lugares de suas escamas e rabos de peixes, mas não para que se transformar em espumas do mar pela salvação de um homem. Era um romance minimamente explícito entre duas alfas, mas é claro que a aventura que elas passavam era mais marcante. Mas qualquer adulto que lesse, perceberia o romance que há ali, já as crianças ao menos notam ou ligam para isso. E eu agradecia internamente por não ter criado alguma polêmica que fosse me prejudicar tanto. Claro que já perceberam, mas deixaram de lado por não ser tão representado.

Um dos meus maiores sonhos era publicar um romance erótico entre dois alfas machos, mas acho que seria meio impossível por conta da minha fama de garoto inocente que escrevia livros para criancinhas dormirem.

Eu não era inocente, muito menos burro. Porém, mesmo depois de anos, a maioria dos meus "amigos" continuam a tirar uma com a minha cara por escrever livros infantis demais. Eles agem como se eu fosse uma criança que não sabe o que é sexo ou que nunca tivesse passado por um rut, sempre se mostrando surpresos quando apareço flertando com alguém ou namorando. Cara, eu sou um alfa adulto de vinte e dois anos que sabe o que quer para a própria vida, mas eles gostam de frisar que eu sou uma criança. Mas procuro não me rebaixar por isso, pois é algo que me deixa bem, e eu gosto de pensar que fiz alguma criança dormir ou que pensa na minha história de forma inocente.

—Jimin, por que você está olhando pro nada com essa cara? Tá dando medo. —Disse Taehyung, com as bochechas cheias de salgadinho.

Kim Taehyung é um alfa lúpus, e meu melhor amigo. Tem um estilo um tanto quanto peculiar para roupas — se veste como um velho na terceira idade — e pinta o cabelo com cores vibrantes que nos deixam quase cegos. Seu cheiro é o cítrico de frutas vermelhas. Enfim, ele é legal, apoia em todas as minhas decisões e é um dos únicos que não me zoam por motivos bestas. Nos conhecemos na faculdade. Ele quer ser um músico profissional, e eu o apoio já que ele gravou uma música que eu, particularmente, gosto bastante. E eu acho que é isso que nos faz tão unido; o apoio. A falta de desconsideração com o sonho um do outro. E olhe onde nós estamos: Eu sou um dos maiores escritores de contos infantis da Coreia e Taehyung, um dos maiores compositores.

—Eu estava pensando... —Falei com a voz um tanto quanto alta, já que a música de Baby Shark que tocava no volume máximo para entreter as crianças naquela festa estavam quase me deixando surdo. —O que acha de crianças?

—Crianças? —Assenti, o observando sentar—se ao meu lado. —Não gosto delas, são chatas.

—Aish, Tae. Por quê, não? Elas são inocentes, e não mentem. —Fiz careta. Eu gostava de crianças, mas faltava adjetivos para que pudesse convencê-lo. Nos assustamos ao ouviu uma criança berrar, olhamos em sua direção e a cena era de uma garotinha mais nova sendo arrastada pelos cabelos por um garoto um pouco mais velho, e a mãe de Taehyung tentando separa-los.

—Não entendo que tipo de inocência você se refere. —Ele franzia o cenho, encarando com uma expressão assustada a guerra de comida que começou no outro canto da festa. —Mas por que isso do nada? Quer ter filhos?

—Quê? Não!

—Então o que é? Tem medo de ter engravidado algum ômega ou beta por acidente? —Soltou um riso soprado, abocanhando um pastel de carne em seguida.

—Não, Taehyung. —Revirei os olhos. —O que isso tem a ver?

—Sei lá. Eu acho que é por que quando isso acontecer, você vai me fazer de babá para cuidar dos seus filhos. —Deu de ombros.

—Claro que não. Eu não confio em você pra isso. —Cruzei os braços, abrindo um sorriso cínico quando ele bufou. —E eu não vou ter filhos. Não agora.

—Tá bom, eu entendo sua preocupação. O que é então?

—É que...

Antes que eu pudesse falar algo, Hoseok, um ômega muito sorridente, surgiu em nossa frente sorrindo de orelha a orelha. Fitei Taehyung com uma expressão de tédio, este que encarava Hoseok como se ele fosse a coisa mais preciosa do mundo. Os dois são namorados a quase quatro anos, mas agem como se fossem o primeiro amor um do outro e não tivessem confessado seus sentimentos. Eu até achava super bonitinho no começo, mas depois passou a ser irritante por que eles são perfeitos, e isso me causa inveja.

Queria poder amar e ser amado de volta, se apaixonar todo o dia como se fosse a primeira vez cada vez que via o rosto do meu amado, assim como Taehyung e Hoseok.

—E aí? Estão curtindo a festa? —Perguntou, pousando sua mão delicadamente sobre o casaco Cambridge da Gucci de Taehyung.

—Demais. —Meu melhor amigo respondeu, ainda encarando o outro fixamente com seus olhos brilhando. —Festona.

—Tá uma merda. —Murmurei, mas pareceu que Hoseok ao menos ouviu ao sentar-se ao lado do lúpus e começar a sussurrar em seu ouvido, sendo recebido com risadinhas. Ótimo. Fui feito de vela por esses dois safados.

—Taehyung, vamos embora. —Pedi com um bico emburrado, puxando a manga de seu casaco. Porém ele apenas se remexeu para me soltar, me arrancando um bufar alto.

—Desculpa, Jimin, mas eu tenho meus olhos e ouvidos apenas para o meu ômega agora. —Disse, sorrindo cínico. —Come um docinho, seu azedo.

—Não suporto doce, vou pegar um pastel. —Levantei-me da cadeira.

—Vai lá. —Respondeu, como se me despachasse dali, sem antes me dar um tapa na bunda. O encarei feio, e ele apenas me deu a língua. Argh, odeio quando batem na minha bunda.

—Idiota, acha que tem o direito de ficar esfregando na minha cara que tem um ômega perfeito. —Resmunguei, enquanto colocava vários salgadinhos sobre o meu prato de plástico. —Ai, Hoseok me comprou uma jaqueta da Gucci. Hoseok me comprou uma cueca da Calvin Klein. Olha que linda, Jimin. Não fica perfeita na minha bunda? —Tentei imitar meu amigo de cabelo vermelho, engrossando a voz. —Merda de Kalvin Klein. Cuecas da lojinha de conveniência são bem melhores e...

—Com licença? —Senti ser cutucado pelo ombro, me assustando. —Aceita um cupcake?

Virei-me rapidamente, sendo recebido por um homem sorridente mais alto que eu, com uma bandeja cheio de cupcakes fofos e decorados. Perdi a fala por um momento, com a boca entreaberta, sem conseguir falar algo. O sorriso daquele garoto me era estranhamente familiar. Percebi também seu cheiro doce de rosas brancas, identifiquei-o rapidamente como ômega.

—Obrigado, mas eu não como doce. —Pendi a cabeça para o lado, franzindo o cenho. —Eu te conheço?

—Hum, acho que não. Mas eu conheço você. —Riu baixinho, exibindo seus dentinhos avantajados. —As crianças te adoram.

—Ah, sim! —Estalei os dedos. —Você é pediatra da instituição que fui semana passada, certo?

—Você lembra de mim? —Ele perdeu a compostura por um momento, arregalando os olhos levemente. Mas logo pigarreou, balançando a cabeça. —D-Digo... Eu te vi lá, mas não pensei que fosse lembrar de mim. Nós nem conversamos.

—É claro que lembrei, você... É difícil não lembrar do seu... —Engoli em seco. Será que seria estranho demais dizer que seus dentinhos de coelho marcaram presença na minha memória? Não queria parecer ofensivo, além de que não tenho intimidade para isso, mas ele tinha um sorriso realmente bonito. Isso ninguém poderia negar isso. É algo que destaca em seu rosto.

—Do meu...? —Tentou me incentivar a terminar a frase, confuso.

—D-Do seu nome! —Respondi rapidamente, nervoso. —É difícil não lembrar do seu nome. Eu li do crachá que estava usando naquele dia.

—Lembra mesmo do meu nome? —Franziu o nariz, como se estivesse com uma vontade imensa de rir. —Como ele é?

Eita, porra.

—É... —Cocei a nuca, segurando o pratinho de plástico em mãos fortemente, quase quebrando-o. —Alguma coisa com Min... Kim. É Kim Jungshook, não é? Acertei? —Soei muito animado, mas sabia que estava fazendo papel de idiota.

—Não, Park Jimin. —Riu soprado, com as bochechas coradas e o cenho franzido. Ele parecia estar se esforçando muito para não rir e eu sabia que parecia patético. —Prazer, meu nome é Jeon Jungkook.

—Ah... —Murchei. Respirei fundo, fechando os olhos fortemente por um momento. —É um prazer conhecê-lo. E me desculpe por errar o seu nome.

—Tudo bem, tem muitos pediatras lá. É normal se confundir. —Sorriu sem mostrar os dentes, o que me deixou um pouco aliviado. —E sobre aquele dia... Confesso que fiquei surpreso.

—Surpreso?

—Sim. —Se aproximou mais, colocando a bandeja na mesa ao seu lado. —Achei que fosse um velho sem criatividade que faz sempre as mesmas piadas toscas para as crianças rirem. Mas vejo que me enganei...

—Se enganou? —Crispei os lábios, meio nervoso com sua aproximação. —Pensei que estivessem rindo internamente pela forma como eu estava me apresentando. —Encolhi os ombros, inseguro. —Meu humor é péssimo, e eu não sei lidar muito bem com crianças, por mais que escrevesse contos infantis. Achei que estivesse sendo tosco também.

—Talvez. Mas não foi nem um pouco pra mim. —Tocou meu ombro, o que me fez suar frio. Ele é uma pessoa muito bonita, e pessoas bonitas me intimidam. —É mais jovem que pensei. Tem quantos anos, Park?

—Vinte e dois.

—Oh, eu tenho vinte. Você é o meu hyung. —Ele sorriu aberto. E ali estava: O sorriso de coelho. —Sabe, eu... Eu gosto muito de As Sereias Que Não Cantavam, é interessante. Retrata o romance entre duas alfas de forma tão sutil, mas precisa.

Sorri imediatamente com sua citação. Também não deixei de notar sua empolgação, como se ele estivesse conhecendo seu maior ídolo pela primeira vez e perguntei-me se ele realmente não me conhecia antes.

—V-Você leu? —Gaguejei, me sentindo verdadeiramente feliz.

—Antes de cumprir meu horário, SeokJin me permitia pegar um livro seu para ler em casa. —Uniu as mãos, olhando para cima com um sorriso encantador. —E eu amava. Eu tinha apenas dezoito anos.

—SeokJin?

—Ele é meu irmão mais velho e dono da instituição.

—E o que você achou de O Gorgon Solitário? —Questionei, pendendo a cabeça para o lado. Percebi seus olhos brilharem como pequenas estrelas cadentes e achei isso adorável.

—É bom, as crianças adoram. Mas As Sereias Que Não Cantavam é meu favorito.

—Hum... Temos um fã meu aqui? —Brinquei, e ele riu baixo.

—Pode ser. Na verdade, já te vi muitas vezes na tv. Você é bonito e prendeu minha atenção muito fácil. —Seu tom de voz abaixou, e eu senti um leve nervoso em meus eixos. Ele estava flertando comigo?

—Você me chamou de velho sem criatividade para piadas indiretamente, ou é impressão minha? —Fiz uma feição desacreditada, colocando minhas mãos na cintura. —Além disso, você já me conhecia bem antes.

Ele apenas negou com a cabeça, sorrindo sem mostrar seus dentes avantajados em seguida. Seu rosto era fofo, com feições delicadas. E seus olhos grandes e inocentes como uma pequena criança me deixaram admirado. A boca vermelhinha e o cheiro de rosas brancas me cativaram a me aproximar para poder sentir mais. Ele era lindo, verdadeiramente lindo. Um sentimento estranho me preencheu quando ele pegou a bandeja de bolinhos novamente, como se soubesse que ele teria que embora. É claro. Claro como água e sua forma de flertar comigo de forma discreta. Entretanto, eu era bom em desvendar pessoas. Eu era bom em entender o que ele queria dizer com tudo aquilo.

Ele queria algo de mim, eu só não saberia dizer o que.

—Até mais, hyung. —Ele disse, apenas dando alguns passos para trás e caminhando para longe, indo embora. Eu não consegui responder, estava admirado com sua aura tão doce e forte, fazendo meu coração disparar como se estivesse passando por um momento de adrenalina. Mas não era. Eu estava apenas conversando com Jeon Jungkook. Apenas isso.

Mas eu sentia como se Peter Pan tivesse me jogado uma dose de pó mágico sobre minha cabeça, me fazendo voar, cheio de coraçãozinhos a minha volta.

Não era possível que eu só conversei com ele por cinco minutos e eu já estou apaixonado.

—Uh-uh... Por que está vermelho? —O ômega de Taehyung perguntou quando voltei para perto deles. Agora eles estavam afastados, Hoseok mexendo no celular e Taehyung me encarando com um sorriso malicioso.

—Vermelho? —Toquei minhas bochechas com as costas da minha mão pequena. —Não estou vermelho.

—Está sim. O que aquele ômega falou pra você? —Hoseok perguntou, com o cenho franzido.

—Não é óbvio, Seokie? Eles estavam flertando. —Colocou o braço sobre o ombro do ômega. —Que bonitinho.

—Parem com isso. Eu não estava flertando. —Revirei os olhos. —Vamos embora. —Me virei para a saída, me assustando ao receber uma bofetada na bunda. Me virei com fogo nos olhos, vermelho de raiva.

—Você é um alfa baixinho, bundudo e ranzinza. —Taehyung disse, enquanto Hoseok ria. —É adorável.

—Grr! Parem com isso, merda! —Rosnei, apertando minhas mãos em um punho. Dei pulinhos no lugar, enquanto os dois ainda riam.

—Vai ficar fazendo ceninha na frente do teu macho? —Ele apontou para um canto da festa. Segui seu olhar, sentindo meu coração falhar uma batida ao perceber que Jungkook me encarava com um olhar que eu não sabia identificar qual era. Suas orelhas estavam vermelhas, e um sorrisinho dançava em seus lábios.

Era inegável que Jeon Jungkook nutria uma espécie de admiração por mim, pela forma como ele parecia tão animado por falar sobre os meus livros, e me encarar quando eu ao menos percebo. Ao notar esses mínimos detalhes, entrei em combustão, sentindo minhas bochechas queimarem. Eu sou um alfa tímido, que cora facilmente e coração mole como uma gelatina, onde tem como ponto fraco crianças e gatinhos. E isso não é algo que me deixa envergonhado, só me impede de fazer certas coisas, como encarar Jungkook de volta, retribuindo seu olhar amável.

Porém, eu apenas desviei o olhar. Queria que ele parasse de me encarar daquela forma, sentia como se isso fosse me derreter inteiro como calda de chocolate.

—Ele não é meu macho. —Mas poderia ser. Completei em minha mente, suspirando.

—Ele é meu primo. É lindo, não acha? A beleza é de família. —Taehyung brincou, convencido. —Por que não pega seu número?

—Tenho vergonha. —Respondi baixinho, brincando com os meus dedinhos. —Vai que ele pense que eu só quero engravida-lo?

—Jimin, ele é um ômega, não um objeto de reprodução. —Revirou os olhos. —E você é um alfa, não deveria ter vergonha.

—O que tem isso? —Uni as sobrancelhas, irritado. —Eu sou tímido por natureza, você sabe disso. Não é por que sou um alfa que deveria ser diferente. E aquele ômega... Tem mais atitude que eu.

—Que fofo. Quer que eu fale com ele?

—Parem de querer se meter na minha vida pessoal. —Resmunguei, finalmente desistindo dos dois e caminhando em direção á saída. Ainda segurando o prato rosa de plástico, meio quebrado por tê-lo apertado. Nossa, eu estava mesmo tímido.

—Jimin! —Ouvi Taehyung me chamar, mas apenas ignorei.

Mesmo irritado, eu abri um sorriso fraco. Seria gratificante ter aquele ômega fofo só para mim, se tivesse uma chance. Sentir seu cheirinho de rosas brancas, e poder me apaixonar cada dia mais por aquele sorriso. Mas eu era tímido demais e provavelmente, eu não conseguiria mantê-lo e ele escaparia de minhas mãos como água corrente de um lago.



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