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História O cantor e a aeromoça - Capítulo 1


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Notas do Autor


Não tenho costumo de escrever por aqui mas.... por hoje e por ela eu faço isso KKKKK
AAAAAAA minha miguxa suprema @EsposaDoShor_r5! Devo tanto a ti, te amo demais da conta <3 se eu me der o botão verde de declaração pra ti, eu vou fazer uma long fic só nas notas KKKK então vou parando por aqui afinal tenho ainda outro cap pra postar nessa double aqui neh
Espero que goxte :) boa leitura!

Capítulo 1 - Reencontro;


No meio do oceano, chegando no litoral da Austrália, Caroline se controlava ao máximo para não roer as unhas de tão empolgada que estava. Esta seria sua primeira oportunidade no trabalho em viajar para a Austrália - infelizmente por pouquíssimo tempo - mas já era alguma coisa. Ao menos poderia riscar da lista dos lugares que queria ir como aeromoça - e também de turista, mas isso depende do dinheiro que lhe falta para tal viagem turística -.

Ouviu o copiloto autorizar o momento alimentício, então foi junto com suas amigas e parceiras aeromoças, deslizar com o carrinho de comida do avião por entre os assentos da aeronave, com o mesmo discurso ensaiado de antes. Passageiro por passageiro, ela passava perguntando o que iriam querer, tendo ajuda de Bianca - uma aeromoça argentina -.

Ao chegar no trio de assentos 45, 46 e 47, Caroline se sentiu como se estivesse com uma vertigem ao encontrar com os olhos castanhos do loiro do assento da beirada. Balançando sua cabeça de um lado para o outro levemente, decidiu ignorar isto e fazer as perguntas costumeiras. 

— Boa tarde, o que gostaria de beber? Temos refri, suco natural e água. — forçou sua voz mais profissional que pode, para não transparecer o quão nervosa ela estava ao olhar para aquele cara que lhe parecia tão....com alguém que fora muito especial pra si anos atrás, mas aquilo seria impossível afinal ele provavelmente estaria em um jatinho particular curtindo sua vida profissional de cantor.

— Uma água pra mim está bom, Caroline. — observou-o enquanto o mesmo percorria seu olhar sob a mesma.

Ela não podia acreditar no que ouviu. A voz poderia ser um pouco mais grossa mas.... era ele, tinha certeza disso agora, ainda mais ao ouvi-lo dizer seu nome de um jeito....único, do qual ela nunca se enganaria. O mundo pareceu parar naquele momento e Carol só saiu do seu transe ao ser batida no ombro por Bianca, esta que já tinha até entregado a água e a comida para o loiro.

Sem conseguir mais olhar pro lado dele, virou centrada pra frente, seguindo para os próximos passageiros.

.

.

.

Caroline sentia a pequena tremedeira de estar sobrevoando o céu naquela enorme aeronave, mas estava acostumada a esse tipo de situação. Já havia comido um pouco para tirar a fome que antes sentia e agora só queria ficar quieta em seu assento especial de aeromoça e descansar acima de tudo.

Estava tão no mundo da lua que mal percebeu uma presença nova e inesperada chegar perto de si, só se tocando quando deu de cara com o bendito-maldito loiro que tanto parecia ser um antigo amor seu.

— Hãn....com licença, poderia me dizer aonde é o banheiro?

Oh sim, como aquela pergunta era idiota! O quão burro aquele ser era até ter a capacidade de vir ao seu encontro e perguntar algo tão....simples?

A morena suspirou, controlando-se para não soar rude contra o passageiro e o lançou o sorriso mais sutil possível.

— A seta vermelha vai te indicar aonde é o banheiro.

— Sou daltônico. — ele deu de ombros e por míseros segundos, ela jurou ter visto ele dar um sorrisinho de canto.

Carol revirou os olhos, enfim se levantando da cadeira que passara horas afim sentada olhando pro nada, e o empurrou com sutileza pelos ombros largos do homem.

— Siga reto e vire a direita quando chegar bem ali.... — apontou o banheiro com o dedo. — Viu? Mais alguma coisa?

O loiro pareceu ficar desapontado, pois soltou uma lufada de ar antes de abrir um sorriso lindo e se aproximar perigosamente da viajante, fazendo-a se assustar e acabar corando.

— V-Você....

— Quando foi que a Caroline Mello que eu conhecia, se tornou... essa?

O ar da aeromoça pareceu faltar como se fosse uma asmática. Atordoada, mal viu quando foi puxada pela mão destra do loiro e levada até o local apontado, o banheiro unissex do avião, sendo ambos trancados ali, naquele cubículo de lugar chamado banheiro.

— Q-Quem você pensa que é pra me arrastar assim e....

— Ora essa, perdeu a memória, Mello? Ou por acaso ficamos tanto tempo longe assim pra você simplesmente me esquecer? — os olhos dos dois se conectaram de um jeito, como se pudessem ler a alma um do outro.

Carol não tinha escapatória, a não ser passar por aquele cara mais alto e mais forte que ela para então destrancar a porta, o que seria um tanto missão impossível. E olhando bem naqueles olhos mais pra cor de mel, ela teve a certeza que tanto martelava na sua cabeça.

— R...Ross?

— Em carne e osso, pequena.

— Como... o q-que....

— Loucura não? Depois de que? Cinco anos? Aqui estamos nós....

— Como você....amadureceu. — os olhos da morena subiram e desceram sob o corpo inteiro do maior.

— Hum? Eh... você também. 

“Que merda! O sorriso dele parece ainda mais bonito que antes!” Pensa Caroline, se martirizando por dentro por ter esse pensamento.

— E Ross....daltônico, sério? — ela arqueou a sobrancelha e depois riu junto com ele.

— Foi o que pensei na hora, ta legal? Afinal, não é todo dia que você entra em um avião qualquer de sempre e se depara com antiga paixão e melhor amiga, não é?

Ela arregalou os olhos, desacreditada pelo o que acabara de ouvir vindo daquela boca que tanto sentira saudade de beijar. A jovem mulher, abriu e fechou a boca, sem saber direito quais palavras pronunciar diante de tal reencontro e revelação.

— Sabe.... quando estávamos tendo aquele.... caso entre nós, eu nunca te disse o que realmente sentia e o pior é que fui perceber só quando me vi indo embora pra longe junto com a gravadora enquanto você também ia pra longe em busca do seu sonho de ser aeromoça, que ai eu percebi.... que eu te amava e merda eu ainda te amo! Te amei durante todo esse tempo longe de você e... — Ross a encurralou na parede apertada e mal feita do avião, prendendo-a com seus braços um de cada lado dela. — Não acreditei quando te vi ali, no corredor desse gigante avião, trazendo o lanche.

— Loiro você....

— Acho que minha ficha demorou demais da conta pra cair que era realmente você, porque parecia surreal, sabe? Céus! Qual seria a probabilidade de eu te encontrar....desse jeito? — ele riu fraco e a pegou de surpresa ao segurar o rosto de boneca em suas mãos grandes porém macias e surpreendentemente, quentes. — Eu senti sua falta, Carol e.... porra eu to falando mais do que devia, porque você não fala nada? — ele se sentia suar por dentro, aflito, ansioso por alguma palavra dela.

Como sentira falta daquela morena! Amava-a sem medidas e sem tempo determinado. Quis inúmeras vezes largar tudo da música e correr atrás dela, mas sabia que fazendo isso, estaria arruinando tanto seu sonho quanto o dela. Sua vida atual podia até ser um mar de rosas por ter um sonho realizado e contínuo, só que.... seu coração - apesar de ser um pensamento muito gay - batia e pedia pelo dela, sem limites ou controle.

Ross não sabia quando aquela ideia de levá-la ao banheiro veio, só....seria o único lugar - nada apropriado - que os deixaria a sós dentro daquele avião imenso e repleto de pessoas que não mereciam ter consentimento daquele reencontro entre amigos e antigos amantes.

E tudo, como em um passe de mágica, deixou de existir, deixando somente ela na sua frente, quando a mesma o beijou. O mundo parou, o avião parou e o seu coração também parou.

Não demorou muito para que ele a correspondesse da mesma maneira, maneira esta que foi intensificada segundos depois, aonde ambos sentiam vontade de devorar suas bocas. Sentimento esse, vindo pela tamanha falta que sentem, de estar assim.

O famoso Lynch a prensou ainda mais contra a parede e seu corpo, colocando-os o máximo possível, fazendo o ar ficar em falta tanto pelo lugar extremamente pequeno e pelo beijo que por incrível que parecesse, foi iniciado por ela.

— E-Espero que .... — fez esforço para recuperar o fôlego perdido e sorriu travesso pra ela. —... você não seja assim também com outros passageiros loucos que te puxam pro banheiro ambulante no ar.

Carol boquiaberta, acertou um tapa no ombro largo do cantor e fez um bico engraçado.

— Idiota...é claro que não.

— Então....Estamos bem? — o sorriso dele iluminou e refletiu nos olhos dela.

— Bem como? — ela sentiu vontade de rir. — Não está achando que, nesse simples reencontro, eu vá abrir meu coração e pernas de volta pra você...., ou está? Por que se estiver....

— O que? Vou estar tão errado assim? 

— Hm...absolutamente....não.

Ross abriu um sorriso de mostrar seus perfeitos dentes brancos, antes de puxá-la pelo pescoço e beijá-la.

E ele não tardou em pedir passagem e sua língua buscar por uma intensa pesquisa prática em que responderia todas suas perguntas, como se a boca dela ainda se encaixava perfeitamente na sua. O que de fato, não demorou muito para ser descoberto e concretizado, e Ross se segurou ao máximo para não cometer grande erro que era gemer ali, quando a língua dela iniciou uma batalha árdua contra a sua pelo espaço entre as duas bocas sedentas e famintas pela outra.

Caroline passou sua mão também quente, por dentro da camisa dele, sentindo assim o quão bom o tempo fora pra ela, pois os gominhos que antes eram poucos vistos e sentidos ali, apesar de presentes, agora estava mais do que nítido o quão forte, bonito e gostoso Ross Shor Lynch se tornara.

Ela os separou quase como se estivesse fugindo de um monstro e ele a fitou sem entender o motivo da brusca separação, ainda que tentava regular a respiração e o compasse do coração.

— Eu... e-eu.... não te disse antes mas... toda noite antes de dormir, selecionava a bendita playlist interiamente sua e a ouvia repetidas vezes antes de dormir, tentando imaginar que era você ali comigo, como nos velhos tempos, acariciando meus cabelos bagunçando enquanto cantava baixinho uma música infantil só pra quebrar o clima fofo entre a gente...., em seu primeiro disco, fiz questão de comprar mesmo gastando mais do que deveria em comprar com um combo, que vinha acompanhado de imagens impressas suas junto ao CD....e....bom isso é um pouquinho da minha triste rotina sem ter meu melhor amigo por perto pra compartilhar todas as conquistas e lugares novos que fui ao conseguir finalmente realizar o meu sonho e....— Carol respirou profundamente, sentindo seu peito se apertar sem querer. — E.....eu senti MUITO a sua falta porque.... porque.... eu te amo, muito mais que um melhor amigo ou um amante qualquer. — rolou os olhos escuros. — Te amo por....

— Já chega....— Ross colou suas testas e tapou a boca dela com dois dedos, tendo um sorriso amoroso estampado no rosto. — Fala mais baixo, antes que você arrume encrenca pra nós aqui...

— Eu? Arrumar encrenca? Ai olha aqui Lynch não foi eu que....hum...

— Bom saber que me ama, esquentadinha. — ele riu baixo e em um movimento rápido, silencioso e certeiro, a deixou encima da pia - se é que poderia dizer isso - do banheiro com cuidado por estarem em um avião e sussurrou perto do ouvido dela. — Eu vou te amar daquele jeito que só você sabe como é, só... por favor, colabore e não solte tanto barulho, apesar de eu querer, afinal estamos em um avião e você não deve querer acabar com a minha reputação de anjo e a sua carreria profissa de aeromoça, certo?

— Certo!


Notas Finais


Espero que tenham goxtado :)
Kisses da Uchiha <3


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