História O caos no teu universo - Capítulo 1


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Categorias EXO
Personagens Sehun
Tags Homofobia, Oneshot
Visualizações 3
Palavras 495
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: LGBT, Violência
Avisos: Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


— hello, amores :3
Hoje no colégio minha professora pediu para que fizemos uma redação sobre a violência e o preconceito com a comunidade LGBT, e como sou "diferentona" fiz isso aqui. É um pouco complicado de entender mas para mim ter um significado muito forte. Espero que gostem e boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo Único: Eufemismo


Fanfic / Fanfiction O caos no teu universo - Capítulo 1 - Capítulo Único: Eufemismo

Conheço a confusão em sua cabeça, parece muito com a bagunça no seu quarto, basta tirar os pôsteres de carros e motos das paredes coloridas. Você está jogado no chão com um braço atrás da cabeça e outro sobre o peito sentindo as batidas do próprio coração ao som de Oceans, a única música no seu walkman, porque é a única música que te acalma da mesma forma que te deixa insano, mas você flexiona a perna e começar a bater o pé rindo por sentir o chão tremer minimamente.

Você continua de olhos fechados porque sabe que não é preciso olhar para saber o que está acontecendo no andar debaixo. E então o chão para de tremer, a música acaba e tudo o que resta é o silêncio na casa. E você abre os olhos, rindo, levantando-se e jogando o walkman na cama. O silêncio fala que sua hora chegou.

A porta do quarto abre e você fecha os olhos jogando-se no colchão, Você tem todos os motivos para revidar, porém não o faz, apenas permanece deitado deixando os tons verdes invadirem sua mente enquanto os tons escuros marcam sua tez. Não há nada além do sol se pondo lá fora, fugindo por não querer ver tons felizes deixarem marcam em você.

O quarto está pintado em cores alegres, igual a bandeira de arco-íris escondida no guarda-roupa junto aos vários polaroids do seu herói favorito. Aquele mesmo, que mora descendo a rua. Ele está dormindo igual aos outros garotos que foram baleados por usarem piercing e fumar pirulitos de sabor cereja.

Agora seu corpo dói, aqueles tons verdes vão embora do quarto igualmente à sua felicidade, mesmo que você continue sorrindo. As árvores em seus pulmões param de florescer, não há mais oxigênio e as flores caem sobre as manchas escuras, logo você está coberto por pétalas, florescendo sozinho.

E antes que as raízes o prendam na cama, você é capaz de ouvir um grito.

— Seu filho é uma vergonha para essa família! Estou indo embora!

A lua já está lá fora, tentando roubar a atenção das pessoas que passam na rua e infelizmente descobrem o que acontece naquela casa. Alegre por fora e triste por dentro. Você deseja um pirulito de limão, sente-se amargo por fora e deseja sentir o amargo por dentro enquanto aquelas raízes já tocam o chão e vão até o teto.

A vizinha idosa do outro lado da rua liga o rádio enquanto faz crochê e coincidentemente a música que toca é sobre um viajante do tempo que se perdeu nas próprias horas e não aproveitou os segundos. Já eu estou no meu quarto terminando de pintar a última linha do arco-íris com meu pirulito de morango nos lábios. O tiro e olho através da minha janela o garoto coberto de flores dormindo.

— Floresça comigo... — sussurro.

É o que está escrito na lapide do herói.

O pai vai embora de casa, a mãe chora e o filho está morto.



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