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História O cara da loja de vinis - Capítulo 2


Escrita por: _Melinoe_

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 2 - Uma inegável atração


 

Ao chegar em casa pôs-se a observar o primeiro vinil de muitos que estariam por vir...

 

A curiosidade sobre o mais novo artefato adquirido era grande, mas somente agora que ousou pensar sobre o fato de que ele não possuía uma vitrola e se recusava veementemente a ouvir a música de qualquer outro modo se não aquele, sentia como se estivesse traindo a confiança e felicidade do homem ao lhe indicar aquele objeto em questão.

 

Logo no dia seguinte decidiu ir a loja novamente, mesmo que não fosse um dia de seu curso estava ansioso não somente para ouvir o disco que lhe foi recomendado mas também pela súbita esperança de poder rever aquele que lhe fez tomar a atitude impensada de comprar o maldito vinil. Porém, se surpreendeu ao não encontrar o rapaz daquela vez... Mil e um pensamentos invadiram sua mente para tentar em vão justificar a falta do homem em questão e decidido a escutar o disco que se encontrava em seu lar, abriu mão de uma parte de sua economias e levou para casa uma vitrola naquele mesmo dia.

 

E novamente se surpreendeu, quando enfim estreou o antigo toca discos ao anoitecer, de fato era um bom álbum, e escutou com certo afinco a faixa que lhe foi recomendada. Seu único propósito com esta atitude era o de desvendar um pouco mais do gosto do agradável atendente, mas o destino era irônico, e quem diria que Law se apegaria tanto por algo que comprou por um simples acaso do destino.

 

Já durante a noite, foi quase impossível frear seus pensamentos que insistiam em se perguntar aonde o belo funcionário esteve durante aquela tarde, e se forçou a acreditar de que apesar de pequena, ainda existia uma chance de o reencontrar.

 

E apesar de negar, se sentia esperançoso com essa possibilidade.

 

 

***

 

 

Depois daqueles acontecimentos, não se passou nem uma semana em que o tatuado não visitasse a loja de souvenirs, mas para o desagrado do mesmo, o funcionário que tanto queria ouvir não voltou a falar consigo, e ele continuou por muito tempo falhando... Falhando em criar coragem para iniciar o mais simples diálogo que fosse.

 

Mas apesar de seu inevitável fracasso, estava contente por ao menos poder lhe observar. Era adorável o jeito como ficava centrado em tudo que fazia e gostaria de saber se o bom-humor do rapaz era sempre presente em sua vida como parecia, era contagiante e se dependesse de Trafalgar, poderia passar noites em claro apenas para relembrar do sorriso e alegria que ele emanava.

 

Era fantástico o misto de sensações que tal homem causava em si, estava fissurado naquele que não aparentava ter mais do que 24 anos, e se sentia um tolo não somente por estar vidrado em alguém claramente mais novo que si, mas também pelo fato de que nem em sua adolescência se pusera em uma situação como aquela. De fato, parecia um adolescente apaixonado por um daqueles jovens que todos admiravam, mas que eram poucos a poder desfrutar de sua companhia. Lembrava bem de todas as vezes em que caçoou de seus colegas que se encontravam em uma situação parecida, e se sentia um hipócrita apenas por pensar que um dia havia afirmado que jamais aquilo aconteceria consigo. 

 

Realmente, a vida adorava lhe pregar peças e isso era algo que nunca se acostumaria.

 

 

***

 

 

Sinceramente, ainda estava impressionado consigo mesmo, poderia até mesmo ser presunção sua, mas nunca havia passado por tal situação, aonde a pessoa para quem direcionava seu apreço nem ao menos demonstrava o notar... De fato, se considerava um homem atraente e que inevitavelmente atraía olhares dos quais preferia evitar, mas ali, naquele contexto, tudo o que mais desejava era atenção. A atenção dele.

 

Apesar dos 31 anos de vida muito bem vividos, jamais tinha se encontrado naquele estado, suplicante apenas por um mero olhar. Quem diria não é mesmo, mas ali estava ele, Trafalgar D. Water Law, observando ao longe o belo funcionário por quem suspeitava sentir uma boba paixão. O moreno aos poucos perdia toda a compostura e racionalidade apenas ao ver seus lábios se moverem graciosamente ao se dirigir a outros clientes, e foi ali, quando se viu imaginando como seria sentir aqueles lábios sobre os seus que finalmente teve certeza...

 

Aquilo definitivamente não era apenas uma fascinação.

 

 


Notas Finais


yhohoho espero que tenham gostado e até a próxima ^^


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