1. Spirit Fanfics >
  2. O cara da loja de vinis >
  3. Um diálogo indireto

História O cara da loja de vinis - Capítulo 3


Escrita por: _Melinoe_

Notas do Autor


E por fim, o último capítulo... Boa leitura meus amores <3

Capítulo 3 - Um diálogo indireto


 

Depois de vinte e três novos discos, e consequentemente, vinte e três novas idas a loja, finalmente conseguiu algum progresso ao o ver no caixa. Pela primeira vez em semanas conseguiu o cumprimentar e ver novamente aquele sorriso grandioso direcionado a si, mas tão rápido quanto ele veio, também desapareceu de sua vista quando o homem abaixou o rosto e se ocupou com seu trabalho, mas apesar disso sua felicidade naquele dia foi impossível de controlar, já que conseguiu desprender sua atenção do homem a sua frente para enfim ler o que sempre tentou descobrir, mas que por conta da distância nunca havia obtido sucesso: seu crachá.

  Monkey D. Luffy, esse era o nome daquele que tirava seus pensamentos e ações mais juvenis.

 

 

***

 

 

Puta merda, estava definitivamente ferrado.

 

Parecia uma criança vivendo sua primeira paixão. Não queria desgrudar seus olhos do rapaz, vivia pensando em como suas vestimentas lhe proporcionavam um ar jovial e cheio de vida, e em como seu sorisso aparecia em seus pensamentos a todo instante tal como um lembrete de que deveria revê-lo o quanto antes possível. Não suportava mais as atitudes incoerentes e olhares afoitos que dava quando estava na presença do mesmo. Luffy deveria o achar um completo idiota. 

 

Ao decorrer de suas diversas idas a loja, acabou por concluir que Monkey com certeza sabia de sua existência. Em várias ocasiões em que tentava se aproximar discretamente do atendente, o via soltar uma risadinha abafada no mesmo instante em que movia seus pés em direção a algum cliente claramente perdido no paraíso dos álbuns de vinil.

 

Será que o mais novo havia percebido seus olhares curiosos acerca de si? Ou pior, será que ele já tinha noção do - já óbvio - interesse que nutria pelo mesmo? Bom, se dependesse de sua coragem e aptidão para iniciar conversas, jamais saberia. Desde novo, sentia-se muito bem sozinho e nunca tinha se preocupado em aprender como se portar diante daqueles por quem sentia o mais leviano interesse. Mas agora, se arrependia amargamente de nunca ter escutado seu pai e os conselhos ridiculamente românticos que sempre pareciam ter o intuito de o envergonhar.

 

Mas o que poderia fazer quando via-se perdido perante o jeito encantador com que Luffy se ocupava em arrumar as prateleiras, em como seus lábios se moviam ao falar sorrindo com os clientes e na forma como ajeitava seus cabelos castanhos vez ou outra parcialmente escondidos por dentro de um chapéu de palha que parecia carregar a sua mais pura essência. Tudo nele era interessante e se perguntava se Monkey no mínimo havia se questionado... Ao menos em algum momento, qual era o seu nome do cliente já tão familiarizado no local.

 

 

***

 

 

Novamente, o estudante de fotografia espiava por entre as prateleiras a procura do conhecido sorriso que iluminava seus dias instantaneamente, porém ao não avistar o costumeiro atendente, resolveu observar o que outrora deveria ser seu objetivo com aquela ida ao local, os vinis. Eram tantos, das mais belas e variadas cores, organizados de uma maneira que nem se preocupava em entender, todos eles traziam ao lugar uma aura incrivelmente agradável aos olhos do tatuado. Ele se sentia bem no local, com mesas de café ao lado de uma bela vitrola amadeirada tocando uma música calma ao fundo da loja. As prateleiras, sempre em ordem e sendo constantemente observadas por olhares curiosos de crianças interessadas nas capas coloridas, e olhares atenciosos dos funcionários que pareciam trabalhar com a plena certeza e convicção de que faziam o que gostavam. Todo aquele ambiente lhe fazia muito bem, mas no fundo, sua verdadeira motivação para a visita ao local era outra, e infelizmente, ela não estava presente.

 

E, se Luffy não estava ali, de que adiantaria ele continuar a vagar pelos corredores a troco de nada? Somente lhe restava ir embora levando mais uma peça para sua coleção. Porém, para sua completa surpresa lá estava ele, em seu belo uniforme que somente agregava a beleza do mais novo, esperando o vinil que carregava consigo para ser embalado e devidamente custeado. Parecia ter surgido magicamente em sua frente, já que o mais velho tinha certeza de que ele não estava ali segundos atrás, mas também não era como se estivesse insatisfeito com este fato.

 

E lá estava ela, a vergonha tão característica que obtinha na presença do rapaz, novamente não conseguiria falar com o funcionário, nem mesmo um reles elogio era capaz de pronunciar, e por céus, se sentia completamente retraído ao pensar em chamar a atenção do mesmo. Angustiado, ele se preparava para atravessar a porta do estabelecimento quando de repente foi impedido por uma mão de pequenas proporções segurando em seu pulso e dizendo que havia deixado um papel cair no chão. Que raios de papel aquela criança falara? Não se lembrava de carregar nada semelhante consigo, mas surpreendentemente, aos seus pés havia um pequeno rasgo de papel amassado com os seguintes dizeres: 

 

"Sabe, eu espero descobrir o nome do cliente desnorteado que a tanto me observa, e já que pelo visto você não vai tomar nenhuma iniciativa..."

 

E logo abaixo, estava um porção de dígitos que só poderiam ter um significado quando relacionados ao sorriso que o atendente lhe dirigia diretamente do caixa. Luffy havia lhe passado seu telefone.

 

 


Notas Finais


Me desculpem mas eu nunca consigo dar um desfecho fechado as minhas histórias, esse é apenas o meu jeito de escrever e sinto muito se não agrade a todos... Enfim, espero que essa história agrade alguém assim como me foi divertido escrevê-la.

Até a próxima!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...