História O Casamento do Meu Melhor Amigo - Capítulo 6


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Categorias 19 Days
Personagens Jian Yi, Zhang Zhen Xi
Tags 19days, He Tian, Jian, Jianyi, Lemon, Mo Guan Shan, Old Xian, Romance, Ruivo, Yaoi, Zhanzhengxi, Zheng
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Palavras 2.455
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


O-LÁ meus amoriiiiiiiis.
Well, eu sei que eu demorei muito mais do que deveria, e eu aceito as pedras. A verdade dessa vez não foi a faculdade como empecilho (afinal, to de férias) mas foi um bloqueio maldito que minha mente criou que eu não conseguia desenvolver nada. Esse capitulo ja estava pronto há umas 2 semanas mas eu não consegui postar por falta de auto estima. Mas cá estamos nós.
Ás vezes esses surtos acontecem, mas saibam que se tem alguém com a qual eu sou comprometida esse alguém é... O ZHAN ZHENG XI, puts, que homão! Eu queria ser o Jian Yi só pra poder me jogar em cima dele todos os dias, nossa. (provavelmente ele não iria gostar muito disso, mas tudo bem)

Espero que possam gostar do capitulo e que ele absorva um pouco da frustração de vocês com esse nosso desejado casal (desejado mesmo, porque a old parece que só quer deixar no "desejado" mesmo; canon, que é bom, nada)

Capítulo 6 - Incomodo


— Para com isso, Jian Yi! — grunhia enquanto era segurado pelo mesmo ainda na porta. Ele sentia seu interior queimar em nervosismo, tanto pelo que acabara de vivenciar, quanto pelo sentimento sufocante de estar cometendo um tremendo pecado em mentir para a sua esposa. Mentir, não, omitir. Mas de acordo com a igreja selecionada por Chen para o casamento, para qual haviam passado a ir, omissão também se tratava de uma mentira. Queria vomitar.

   — Então esse é o tipo de pessoa que você é? — aquelas palavras ressoaram bem em seus ouvidos e o fizeram parar de tentar fugir, adotando um semblante sério. Jian Yi continuou: — você claramente aceitou o meu beijo e inclusive correspondeu, e agora vai sair despreocupadamente como se isso não fosse problema seu? — ele sorriu em tom de deboche, logo soltando-o. — Ou… você por acaso está indo lavar a boca? Vai limpar seu corpo de mim indo encontrar Chen?

   Porém, agora Zhan Xi não queria mais ir embora, ainda que lhe fosse cedido. Jian Yi estalou a língua e virou as costas, com uma expressão que fez com que sentisse seu coração ser pisoteado: menosprezo. Seu olhar dizia que já esperava tal ação de si, seu corpo transpassava o sentimento de decepção.

   “CARALHO!” gritou desesperadamente em seu subconsciente. Aquilo incomodava, e incomodava demais. Não era assim que as coisas deveriam ser, e definitivamente não era assim que gostaria de ser reconhecido. Que seu melhor amigo de infância possuísse desestima por ele… Isso era simplesmente doloroso. Não sabia o que fazer, definitivamente, porém, ao vê-lo se afastando e adentrando na escuridão do apartamento, apenas tentou correr e alcançá-lo, como se sua vida naquele momento dependesse daquilo; dependesse de Jian Yi.

    E… O que?

   — O que?! — gritou ao sentir um peso sobre seu corpo, afastando-o para o lado. Sentou-se e levou a mão até a testa: estava suando. Olhou assustado para o lado, não encontrando quem esperava. — Wei… — suspirou, aliviado por estar acordado. — Está fazendo o que aqui?

   — Como assim “o que”? Eu sempre estou aqui, esqueceu? — ela tocou-lhe a testa, notando estar quente e grudenta. — Teve um pesadelo, amor?

   Zheng volveu o olhar para frente, engolindo saliva. Estava feliz por ter acordado até então, todavia, ao ver o rosto de sua noiva tão cedo em sua cama, recordou-se de todos os problemas e contratempos que estava encarando. Sentia que se a beijasse agora, estaria, de alguma forma, traindo os sentimentos de Jian Yi. E, caso decidisse volver sua atenção para Jian Yi, então ele estaria traindo o seu noivado.

   Precisava clarear seus pensamentos. Levantou-se e dirigiu-se primeiramente ao banheiro para que se livrasse do suor. Ao sair, alertou a Wei que precisava ir trabalhar — o que não era verdade, uma vez que fazia quatro dias desde que fora dispensado de seu trabalho por conta das últimas faltas. Sentia necessidade de que se afastasse daqueles dois indivíduos de sua vida, podendo ter uma maior chance de ser imparcial.

   Mas, ao se sentar no banco de um shopping cuja entrou, percebeu não ter capacidade de ser imparcial como gostaria. Existia diversos fatores que confundiam sua cabeça e o impossibilitava de tomar uma decisão. Para começar, onde Jian Yi se encaixava exatamente? Ele era seu melhor amigo, e Zheng Xi o beijou. Sua cabeça estava uma confusão, mas sobre uma coisa ele não poderia negar: fora bom o suficiente para que ele dormisse se lembrando da sensação. De como exercia uma pressão fraca por conta da insegurança de nunca ter beijado, e ainda assim fosse atrevido o suficiente para que invadisse com a língua escorregadia, conduzindo-o. Podia se lembrar do outro puxando seu lábio inferior lentamente, o que acarretou em um arrepio em seu corpo. Ele passou a mão pelo próprio braço, contendo-se. Por outro lado, existia Chen Wei. Zhan Zheng Xi gostava de sua personalidade simples e, sinceramente, transar com sua esposa — quando acontecia — era algo bom. Durante o tempo em que seu único amigo esteve afastado, Zheng Xi pôde se permitir conhecer outra pessoa e inclusive aprendeu a desenvolver seus sentimentos, ainda que não soubesse quais. Mas, com a volta de Jian Yi e apenas uma noite, ficou a questionar-se:

Ele aprendeu a desenvolver seus sentimentos com Chen Wei, ou apenas teve consciência sobre o que sente agora, tendo Jian Yi como parâmetro?

   Bom, independente da resposta, ela sabia que alguém sairia ferido no final. Pensativo, ele não percebeu a expressão corporal que transpassava enquanto estava sentado em um banco no meio do shopping com os cotovelos apoiados nas coxas e cabeça baixa, exatamente como um desesperado.

   — O que você está fazendo? — o timbre daquela voz conhecida fez com que seu corpo tremesse instantâneamente. Não esperava encontrá-la ali, por isso foi levantando a cabeça lentamente. — Zheng Xi Xi.

   Zheng Xi sentiu-se envergonhado por ser atrapado, e ao mesmo tempo sentia-se bem por ouvir a voz de Jian Yi, calma e monótona — algo que não era normal de sua parte, principalmente quando faziam o primeiro contato no dia. Todavia, franziu a sobrancelha ao vê-lo mais detalhadamente, notando o quanto estava bem vestido em um casaco college e calças camufladas. Abaixo de seus olhos era nítido vestígios de uma noite mal dormida; e ele poderia entender perfeitamente, pois provavelmente estava do mesmo jeito.

   — Eu só… estava andando por aí.

   — Sentado?

   — E quanto a você? — desconversou — O que veio fazer?

   — Encontrar uma pessoa. — Jian Yi enfiou as mãos nos bolsos, olhando ao redor. Zheng Xi estagnou naquelas palavras. Que pessoa Jian Yi poderia estar esperando, uma vez que sua roda de amigos era a mesma de Zheng Xi? Ficou pensando sobre isso enquanto, incontrolavelmente, continuava a reparar sobre como Jian Yi parecia apessoado e, mais do que isso: indiferente perante ele. Quer dizer, para o seu melhor amigo até então dito apaixonado por si, não era comum que estivesse tão desligado quando haviam trocado carícias e beijos desmedidos no sofá de sua casa há um dia atrás. Ou talvez estivesse agindo tão friamente por que estavam em um local público? Zheng Xi juntou as sobrancelhas. Besteira. O Jian que conhecia era tão sem noção que não se preocupava minimamente com as atitudes que tomava no meio de uma multidão, como o ato de pular em seu colo, ou puxar suas calças, ou lhe dar um beijo indireto ao colocar o pirulito que estava usando em sua boca.

   Tão idiota, pensou, enquanto ainda o fitava. Mas, o homem parado à sua frente agindo como se ele não estivesse ali não parecia ser o idiota de sempre. Por que estava o evitando? Zheng não conseguia entender, e notando em como o garoto parecia preocupado com a vinda de alguém, sentiu-se ainda mais incomodado.

   — Ji-

   — Jian Yi? — repentinamente, no mesmo instante em que Zheng ameaçou chamá-lo, um sujeito duas vezes maior que ele o fez primeiro, colocando uma mão sobre o ombro de Yi, que virou-se surpreso. O rapaz possuía um porte que o lembrava He Tian, e uma marra em sua expressão que por um segundo o deixou consternado. Ele pensou em se levantar, perguntando o que diabos estava acontecendo — possuía esta paranoia desde o dia em que seu amigo fora sequestrado.

   Todavia, quando Jian Yi sorriu, cumprimentando-o, Zheng enfim entendeu o que estava acontecendo. Uma enxurrada de constatações óbvias vieram a sua mente, sem que ele conseguisse pronunciar uma palavra. Jian Yi dizia gostar dele > Jian Yi supostamente gosta de homens > Jian Yi está a esperar uma pessoa no Shopping > Esta pessoa é um homem = Jian Yi e este homem estão em um encontro.

   Enquanto seu melhor amigo e o até então desconhecido sujeito entravam em uma conversa que claramente se assemelhava em um flerte, Zhan não pôde evitar encará-lo e, pior do que isso, comparar-se. Afinal, o homem aparentava medir um metro e oitenta, enquanto ele mal estava em seu um e setenta, seus braços eram como os braços de alguém dedicado a academia, enquanto Xi apenas jogava videogames, além da aura estranha de sensualidade, que possuía a certeza não haver em si. Os movimentos de seus lábios e de seus braços o lembravam um ator de algum filme famoso, cuja o protagonista apesar de denominar-se simples, trata-se de um alguém repleto de qualidades incontestáveis. E isso era irritante pra caralho.  Ao seu lado, Zheng Xi parecia um pequeno rato.

   O incômodo que preenchia seu corpo fez com que lançasse um olhar não muito amigável para o desconhecido, sem que percebesse. Ele, no entanto, percebeu. Ao contrário do que imaginou acontecer (ele assustar-se) o rapaz sorriu presunçoso para si.

   — Oh, sinto muito, seu amigo? — perguntou, estendendo a mão. Seu jeito de cumprimentar o lembrava um príncipe, algo bem distante de seus próprios comportamentos. — Me chamo Li Chang.

   — Sim, meu melhor amigo de infância, Zhan Zheng Xi. Não se deixe abalar pela carranca — riu, tocando-lhe o ombro. Algo que não passou despercebido aos olhos de Xi. — No fundo, é uma pessoa muito atenciosa.

   — Imagino. — Sorriu ao juntarem as mãos. Zheng, no entanto, continuou sério.

   — Bom, o filme vai começar daqui doze minutos. Vamos indo? — tocou-lhe a cintura, puxando-o. Zheng aproximou-se, quase cedendo ao impulso de parar Jian Yi segurando-o pelo braço, porém volveu a si, ficando para trás. Não possuía nenhum direito de impedi-lo de sair com outra pessoa.

   Porém, por que aquilo machucava tanto? Sentia-se… traído. E somente ao virar as costas, colocar seu capuz e aceitar o fato de que Jian realmente havia saído com um homem desconhecido em um provável encontro, percebeu poder estar sentindo infimamente o que seu amigo esteve sentindo durante anos: a sensação de impotência, de não se poder fazer nada ao ver algo que não é seu, esvair-se seus braços. Ou, de uma forma direta e não tão poética…

    Ciúmes.

   Ele arriscou olhar para trás uma última vez antes de voltar para sua casa, encontrando o olhar de Jian Yi a acompanhá-lo. Sentiu uma pontada de esperança, no entanto, logo o outro voltou a concentrar-se em seu andar, e entraram no cinema.

   Inferno.

   Ao entrar em casa, Chen Wei foi abordando-o sobre o que havia acontecido para que estivesse tão cedo de volta, porém Zheng Xi não se sentia de ânimo a forçar uma falsa simpatia, ao que foi direto para seu quarto. Quando insistido pela noiva, apenas soprou um “fui demitido” como resposta, sem que lhe entregasse motivos ou informações. A garota logo entendeu que não estava disposto a conversar, logo procurando uma desculpa para que fosse embora.

   E, enfim, Zheng Xi podia “curtir” seu modo aturdido. Afinal, se Jian Yi o amava, por que estava saindo com outro homem? Sentou-se, tampando o rosto. Era tudo tão confuso. Por que estava cobrando de Jian Yi que agisse com exclusividade, quando ele mesmo não fizera isso com Yi?

   Pouco a pouco, a conscientização de seus atos impensados eram jogados sobre si. Ele foi irresponsável desde o início por ter deixado com que seu amigo continuasse a mergulhar nos sentimentos que nutria por si, com medo de que perdesse sua amizade. Como resultado, agora era ele quem estava sentimentalmente perturbado.

   Sentiu uma enorme inclinação em mandar uma mensagem para Jian Yi questionando-o sobre o que caralhos estava fazendo — não se supõe que era dele quem gostava? — mas era impedido pelo pensamento de ser algo egoísta de sua parte exigir que alguém da qual sempre fingiu não notar suas intenções, lhe dê satisfações.

   Droga, mil vezes droga! Deveria entrar no papel de amigo e dizer que estava preocupado? Não! Isso seria muito óbvio, inclusive para ele. Iria dormir, era isto o que iria fazer. Precisava lembrar-se de que era noivo. Um homem comprometido com uma rara personalidade feminina que o agradou.

   Isso, ele pensou. Todavia, ao imaginar que no cinema, possivelmente na ultima fileira, no escuro, em alguma cena não tão relevante, ou pior, uma cena romantica, poderia desencadear um beijo entre aquelas duas pessoas… Surtou. Internamente, mas ainda assim era um surto. Ele não podia aceitar que os lábios macios e até a noite anterior virgens de Yi pudessem tocar outros lábios. E se, pior do que isso, aquela pessoa lhe tomasse o corpo de Jian Yi? Sua primeira vez sendo com um homem musculoso, alto, de sorriso prepotente e voz grossa. Suas mãos grandes tocando Yi em lugares que não conseguia verbalizar. Imaginar isso era muito bizarro, mas mais bizarro que isso, era o fato de que não podia aceitar.

   Talvez estivesse sendo apenas manipulador, mas pouco se importava.

O que está fazendo? Pensei que estivesse
            apaixonado por mim, Jian Yi.

 

   Respirou fundo ao mandar a mensagem, enfiando-se debaixo do cobertor exatamente como um covarde, já arrependido pelo que havia feito. Pensou em desligar o aparelho e ir dormir, pretendendo que nada tivesse acontecido, mas a rapidez com que a mensagem retornou o impossibilitou de que se fizesse se desentendido, fazendo com que seu coração, ansioso, batesse mais rápido.

 

E eu pensei que você estivesse noivo, Zhan Zheng Xi.
Por que se importa agora com o que eu sinto?


 

   Zheng mordeu fortemente os lábios, sabendo merecer aquela punhalada em forma de mensagem de texto. Sentiu o peito ainda mais ansioso, em busca de alguma solução, porém não vendo saída, uma vez que ele estava errado, em todos os cenários.

 

Não se faça de vítima agora, Jian Yi.
            Você também pecou, você se atirou em mim.
            Ambos estamos nessa, então por que caiu fora?

 

Porque eu decidi desistir de você. Estou
disposto a confessar meus pecados, e não
cometê-los outra vez.

 

Jian Yi. Precisamos conversar
            pessoalmente.

 

Para quê?
Eu vi ontem, você não consegue me aceitar.
Pode me beijar, mas não consegue me tocar.
Fica com aquilo que te apetece, fique com sua
noiva.

 

Inferno, isso tudo é novo para mim, okay?
            Eu nunca estive com um homem, nunca beijei
            um homem, nunca toquei um homem, e nunca
            senti um outro pau tão próximo de mim. Isso é
            assustador!

 

Então faça exatamente o que eu disser, e
tudo vai ficar bem.

Tira da sua cabeça a ideia de que pode foder
com um homem só porque seu amigo por acaso
é um homossexual que gosta de você.

Desligue a tela do celular, e o coloque dentro
da gaveta. Vá dormir com a sua futura esposa,
quem sabe transar. Daí então se recorde do que
você é e do que gosta, e para de se confundir sexualmente.

Seja um homem e, sobretudo, um amigo responsável.
Tenha uma boa noite, Zhan Zheng Xi.


 

   Após alguns segundos de incredulidade, Zhan Zheng Xi saiu da cama em um pulo. Que tudo fosse para o inferno, pensou, talvez um pouco fora de si. Sua racionalidade havia se esvaído por conta da inaceitação de que aquele que disse o querer, pudesse tê-lo trocado tão facilmente.

   Talvez fosse de fato um irresponsável, mas pouco se importava.

 


Notas Finais


Beijinhos e até a próxima!


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