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História O casamento falso - Capítulo 18


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Capítulo 18 - "Vocês estão suspensas..."


Pov Bruna
Entro na sala de convívio do Colégio e vejo que Felipe está jogando ping-pong, vou até ele e o cumprimento:
-Oi, Felipe.
-Oi, Bruna. Como vai?
-Mais ou menos, estou com um pouco de dor de cabeça.
-Vem sentar ali, então. Pessoal, vou parar de jogar!-ele avisa para os colegas que estão a jogar com ele.
Chegamos numa mesa, e infelizmente, Caio também está aqui. Eu sento numa das cadeiras assim como Felipe.
-Oi, Bruna.-Caio cumprimenta mas ignoro.
Apenas me aproximo do Felipe e deito a minha cabeça nas suas pernas, ele começa a fazer cafuné nos meus cabelos.
-Você está tremendo? Está tudo bem?-Felipe pergunta.
-Felipe, eu não quero estar aqui. Desculpa mas eu não quero estar do lado do Caio.-eu susssuro.
-Bruna, o Caio é meu amigo.
-Tudo bem, é seu amigo mas não é meu. Você sabe que eu não gosto dele.-eu digo e suspiro.-Eu vou para a sala, Felipe.-eu me levanto do seu colo e pego nas minhas coisas, saindo em seguida.
-Bruna, espera!-eu olha para trás mas não falo nada e continuo andando até chegar perto da minha sala.
Encosto à porta e fico a observar as pessoas a passar de um lado ao outro do corredor.
-Bruna!-Felipe me chama e caminha para perto de mim.
Droga, não acredito que ele veio atrás de mim! Eu só queria ficar um pouco sozinha!
-Felipe, não precisava de ter vindo atrás de mim.-eu falo.
-Está tudo bem com você?-ele questiona e não para de me encarar. Eu começo a ficar um pouco nervosa com isso.
-Porque está olhando assim para mim?
-O que é isso aí no seu braço?
-O quê?-eu pergunto um pouco perdida.
-Esse roxo aí. Quem fez isso com você?
-Fui eu que bati contra o criado mudo ontem, imagina se alguém ia fazer isso comigo...-minto para ele.
-Bruna, eu não sou bobo, eu sei bem que isso foi feito por outra pessoa. Você está ficando com alguém? Bruna, se esse cara com quem você está te bateu, você tem que deixa-lo! Você tem que terminar com ele e denunciar!-ele se exalta.
Vou ter de contar, se não o fizer, ele não vai parar de fazer perguntas. Além disso, Felipe é uma boa pessoa, acho que posso confiar nele.
-Não é nada disso. Eu não estou com ninguém. Quem deixou o meu braço roxo foi o meu pai.-explico.
-O quê?
-É isso mesmo que você ouviu. Ele descobriu que você esteve lá em casa e apertou o meu braço com força.
-Bruna, o seu pai não pode fazer isso com você! Você tem que apresentar queixa!-ele alerta.
-É, e vou viver para onde? Eu acho que ele nem pensou no que fez. O meu pai nunca me bateu, Felipe.
-Mas não deixa ele fazer isso novamente, ok? Ele não pode fazer isso com você só porque um garoto foi lá.-assinto com a cabeça.
-Está tudo bem, Felipe. Não precisa se preocupar.
-Claro que me preocupo, você é minha amiga.

Ele ainda me vê apenas como uma amiga? Porquê? Eu não estou propriamente apaixonada por ele. Mas sei bem que os amigos não se beijam nem fazem sexo.
-Amiga?
-Sim, amiga, porquê?
-Nada, por nada.-disfarço.
-Ok.-ele franze o cenho e me abraça.
Entretanto, bate o sinal, ele se despede de mim com um beijo no meu rosto e vai para a sua aula.
[...]
-Bruna e Luísa, o diretor quer conversar com vocês.
-Garotas, vão lá.-o professor ordena e nós caminhamos atrás da funcionária que chamou por nós.
-Diretor, elas já estão aqui.-ela avisa.
-Ok, podem entrar.-Nós fizemos o que ele pediu.
-Então, eu chamei as garotas aqui porque eu recebi um vídeo das meninas brigando no corredor. E como vocês sabem ou deviam saber, as regras deste colégio proibem brigas daquele género dentro do espaço escolar. Por isso, eu vou punir as duas com suspensão de 3 dias.
-Só?-Luísa interrompe o diretor.
-Não é só. Para além disso, vão ter de colaborar no refeitório a servir a comida e a lavar a louça. Está certo? Espero que não briguem novamente. Ah, e os vossos pais vão ser informados,claro.-suspiro.-Podem ir!-saímos da sala da diretoria.
Luísa ficou lá, esperando algo perto da diretoria, e eu decidi ir até à lanchonete comer algo, já que estou cheia de fome.
-Quero duas coxinhas de frango, por favor.-digo e a funcionária assente trazendo as coxinhas na mesma hora.
Eu pego nas coxinhas e caminho até uma mesa vazia para que possa comer descansada. Olho para um lado e para o outro, para ver se Felipe está por aqui, mas não o vejo em lado nenhum.

Enfim, também não posso andar sempre colada a ele! Não é que não goste de estar perto dele mas ele está sempre com o Caio. Eu odeio aquele garoto, só de estar perto dele já sinto náuseas.
Entretanto, bate o sinal novamente, e saio da lanchonete caminhando para a minha sala de aula.
[...]
As aulas terminaram por hoje e estou indo embora.
Ainda não vi o Felipe depois da conversa que tivemos hoje de manhã, só espero que esteja tudo bem com ele.
Entretanto, ouço gemidos e caminho discretamente até ao local de onde vem o barulho. Quando chego perto, vejo o Felipe e uma garota se pegando muito. Ele passa a mão na bunda dela várias vezes e ela geme. Que nojo! Não, Bruna, deixa essas coisas! Você não está com ciúmes! Você não está com ciúmes! O Felipe é apenas teu amigo.
-Felipe?-não sei porquê mas a minha boca falou sem eu controlar. Ele parou de beijar a garota na mesma hora e ambos me encararam.
-Oi, Bruna, precisa de alguma coisa?-ele pergunta.
-Porque é que você está fazendo isso?
-Fazendo o quê?-eu suspiro.-Se está se referindo à Carolina.-Ah,  então é esse o nome dela.-Eu estou apenas curtindo a minha vida. Afinal, tenho o direito de ficar com quem eu quiser, eu sou um homem solteiro e livre.
-Tudo bem, Felipe. Você tem razão.-Carolina continua sem falar nada.
-Além disso, você não tem moral nenhuma para criticar o Felipe. Você ficou com quase todos os garotos do Colégio.-ela se intromete e realmente, ela não está errada.
-Você tem razão, eu não tenho moral para criticar ninguém.-assinto e me afasto deles, indo até ao portão do Colégio para esperar pelo motorista.
Entretanto, vejo o meu carro se aproximar mas me surpreendo pois não é o motorista que traz o carro e sim, o meu pai.
-Pai? O que você está fazendo aqui?-pergunto quando chego perto do carro.
-O diretor me chamou e parece que quer falar comigo sobre você. Espero que não tenha feito nada de errado, Bruna Gomes!-ele fala de modo autoritário.-Agora, vou lá conversar com ele, e você me espera no carro!
-Ok, pai.-assinto e entro no carro como ele pediu.
[...]
-Garota, como é que você foi fazer uma coisa dessas?!
-Fazer o quê?
-Brigar no corredor do Colégio, Bruna?! Ainda por cima, com a sua amiga Luísa?!
-Mas pai...
-Você sabe que isso pode estragar os meus negócios?
-O que é que tem a ver?
-Se o que você fez for notícia na imprensa, a minha empresa vai ficar mal falada!
-Então, é só isso que o preocupa?
-Claro que sim. Queria que eu me precisasse com mais alguma coisa? Não tem mais nada para me preocupar!-reviro os olhos e não respondo nenhuma palavra para o que ele falou.
[...]
-Entre!-falo assim que escuto alguém batendo na porta.
-Oi, Bruna.
-Oi, Luís. Combinamos alguma coisa para hoje?
-Não, eu passei por cá porque o Felipe me pediu.
-O Felipe?-pergunto com curiosidade.
-É, você não foi ao Colégio hoje e ele ficou preocupado-sorrio.
-Porque é que você não foi?
-Ué? Você não sabe? Eu e a Luísa fomos suspensas durante 3 dias.
-Acho que a Luísa não foi suspensa não, hein?
-Como não foi? O diretor suspendeu as duas.
-Mas ela foi às aulas hoje.
-Droga, é impressionantes como aquela garota sempre faz o que quer!-bufo.-E foi ela que começou a briga, garota ridícula!
-Você está falando da minha irmã, Bruna.
-Desculpe mas só estou falando a verdade!
-Tudo bem.-suspira.-Eu já vou que tenho coisas para fazer em casa.
-Ok, vai lá.-assinto.-Ah, diga ao Felipe, que eu estou bem mas que não posso responder às mensagens dele porque estou sem celular.
-Deixa me adivinhar, o seu pai te colocou de castigo e o castigo foi ficar sem celular?-ele ironiza e eu confirmo.-Típico do seu pai, e de todos, na verdade.-ele beija a minha bochecha e sai.



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