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História O casamento falso - Capítulo 46


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Capítulo 46 - "... estou chateada com você..."


Pov Felipe

Saio do quarto de Bruna e vou até ao meu quarto para me deitar. Ainda estou chocado com o que ela me contou. O Caio é realmente um babaca, muito mais do que eu pensava, e muito mais do que algum dia podia imaginar. Não é possível que ele tenha assediado uma garota, saído praticamente impune da história e ainda assim, tem lata para insulta-la. Eu não consigo acreditar que fui amigo deste cara durante tanto tempo. Mas, agora, isto acabou. Eu não vou mais ser amigo de Caio, nunca mais! Para mim, isto é algo que não tem perdão até porque ele nunca se mostrou arrependido.

Amanhã, vou sair de casa bem cedo para me encontrar com ele e tirar esta história a limpo. Ele precisa de pagar pelo o que fez e de ouvir umas verdades.

Antes de adormecer, envio uma mensagem para o Caio pedindo para ele se encontrar comigo bem cedo no colégio e adormeço em seguida.
[...]
Levanto bem cedo como tinha pensando, me arrumo para o Colégio, tomo o meu café da manhã e escrevo um bilhete para a Bruna avisando que vou para o Colégio.
"Bom dia, se está lendo isto é porque já saí de casa. Estou indo mais cedo para o colégio. Beijo, gosto muito de você."-deixo o bilhete em cima da mesa da cozinha e saio de casa.
Para chegar cedo, decido ir a pé, já que se for de ônibus nunca mais chego a horas.

[...]
Finamente cheguei, me atrasei um pouquinho mas acho que ainda vou a tempo de conversar, antes que a Bruna apareça aqui.
[...]
-Bom dia.-Caio fala assim que apareço no sítio que combinei com ele.-Estava a ver que não chegava. Pediu para eu vir mais cedo para falar comigo, o que aconteceu?-dou um soco na sua cara.-Hey, cara, você está maluco? Eu vim mais cedo para falar com você e é assim que você me trata? Felipe, eu sou seu amigo mas você já está abusando.
-Não se faça de sonso, você não é meu amigo! O que você fez para a Bruna não tem perdão. Pode ter passado muito tempo mas os insultos que você faz e o fingimento como se não soubesse porquê que ela não gosta de você...Você não é amigo de ninguém!
-Mas o que é que eu fiz?
-Você sabe muito bem o que fez! Você assediou a Bruna.
-Eu não fiz nada, essa garota está inventando!
-Ai, agora, ainda tem a pachorra de dizer que ela inventou a história?
-Mas eu não fiz mesmo nada!
-Não seja mentiroso, eu sei que você fez isso. Podia pelo menos ter coragem de admitir o que fez, mas não, ainda mente na minha cara!
-Mas a Bruna gosta de andar com muitos caras, você sabe... Ela inventou isso porque eu não quis ficar com ela.
-Mentiroso, você é um mentiroso! Admite de uma vez!
-Ok, sim eu fiz isso, a Bruna não mentiu em nada mas ela estava merecendo...
-Merecendo, Caio? Nenhuma mulher merece ser assediada!
-Ela não queria ficar comigo, eu tive de fazer alguma coisa...-volto a dar um soco na cara dele e começamos a brigar de porrada.
De repente, ouço muito barulho e pessoas gritando à nossa volta mas mesmo assim não paro de bater nele.
-Felipe, o que você está fazendo?-escuto uma voz que conheço, reclamar, mas não ligo.-Felipe, eu estou falando com você! FELIPE, LEVANTA DAÍ!-reconheço que é a Bruna que está gritando mas mesmo assim não paro de bater em Caio.
No entanto, Bruna grita algo que nos faz imediatamente parar e levantar:
-O DIRETOR VEM AÍ!
-Onde?-Caio pergunta.
-Em lugar nenhum, era só para vocês pararem com essa palhaçada!
-Foi ele que começou.-diz Caio mas ela ignora.
-Porque estava brigando com ele?-pergunta para mim mas desvio o olhar. Sei que vai ficar muito brava quando ficar a saber o porquê.-Porque estavam brigando?-insiste.
-Pergunta para o seu namoradinho ou noivo, sei lá.-Caio responde o que me irrita ainda mais, mas me controlo para não brigar mais com ele.
-É isso que eu estou fazendo!-Bru responde com grosseria e ele revira os olhos.-Felipe, me explica de uma vez porque estavam brigando! Não é pelo que eu estou pensando pois não?
-Se o que você está pensando é o que nós conversamos, então, é.
-Porquê? Eu te falei para não falar mais disso e para não contar para ninguém.
-Mas eu não aguentei não tirar satisfação com ele.
-Felipe, você devia ter respeitado o que eu falei!-reclama.-E vocês, todos embora daqui, a briga já acabou, seus fofoqueiros.-todos os colegas saíram, incluindo o Caio, ficando apenas eu e ela.
-Bruna, desculpa, mas ele estava merecendo. O que ele te fez não tem desculpa e já que ele não pagou pelo que fez, ele estava pagando agora.
-E você acha que é batendo nele que ele vai pagar pelo que fez?
-Não sei, mas agindo como se nada tivesse acontecido, enquanto ele finge que não sabe o porquê de você o odiar não é de certeza.
-Eu estou falando do que você fez, Felipe. Não mude de conversa!
-Eu só estava tentando defender você!
-Mas eu não preciso de defesa e muito menos tantos anos depois! Já não adianta fazer isso e nunca adiantou.
-Você é que sabe, então. Eu só estava tentando vingar você do que ele fez mas se você não entende isso, o problema é seu.
-Não, Felipe, o problema não é meu, foi você que brigou com ele depois de eu te falar o que tinha acontecido e explicar para você que era segredo. Você não respeitou o que eu pedi, entao, o problema é seu que não me respeitou! Não é assim que se resolve as coisas e você devia saber disso. Aliás, nada precisava de ser resolvido porque não tem mais nada para resolver.-responde muito irritada e sai.
-Droga, acho que devia ter tido mais calma.
Bruna não gostou mesmo do que eu fiz. Eu só estava tentando defender ela, já que durante tanto tempo, ela teve de esconder isto. Agora, espero que ela não fique chateada comigo muito tempo e que entenda o que eu fiz.
[...]
Entretanto, o sinal toca, então não há mais nada a fazer a não ser ir para a aula e esperar o intervalo ou o final da aula para falar com a Bruna.
Assim faço, quando chega o final das aulas, eu me apresso a ir até ao portão para falar com ela.
-Bruna?-chamo por ela assim que a vejo entrar no carro do motorista. Ela finge que não ouve e entra no carro. Mas para minha sorte o motorista se lembra de mim.
-Oi, Felipe, entra no carro.-assim faço.
O caminho até casa está um completo silêncio e Bruna está com cara de brava.
-Vocês estão muito calados, aconteceu alguma coisa?
-Não.
-Sim.-digo.
-Então? Aconteceu ou não?
-Aconteceu mas eu não quero falar disso.-Bruna responde.
-Então, e como é que foi o Colégio hoje?
-Normal.-digo.
-Legal? Legal não foi de certeza!
-Eu disse normal não legal!
-Ok, mas normal também não foi, não é Felipe? O que você fez não foi de todo normal!
-Chegamos, meninos!
-Obrigada, David.-respondemos em uníssono.
-De nada.-ele fala e ambos saímos do carro. Ele se despede de nós com um aceno e vai embora.
-Bruna...-tento dizer algo mas ela interrompe
-Não fala comigo, não te quero ouvir!
-Porquê? Eu só quero conversar.
-Mas eu não, estou chateada com você e não quero conversa!


 



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