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História O Caso 56 - Capítulo 28


Escrita por:


Notas do Autor


Biscoitinhossssssssssssssssssssssssssssssssss

O dia de ontem foi tão corrido que eu esqueci de postar, então, aqui está o cap, como prometido!

Espero que gostem e apreciem, detalhes são importantes ♥♥

Capítulo 28 - Matthew Garrant e Sua Quase Família


Confins de Rochester, Fazenda da Família Garrant, Sexta-feira, 14:20h

POV YOONGI

 

- Eu já disse que sou urbano e odeio mato? - Torci o nariz para a poça de lama que estava em minha frente, imaginando como eu ia passar por aquilo sem deixar os coturnos de outra cor.

- Eu acho que sim. - riu Jin ao me puxar por um caminho menos encharcado, mas nem era tanto assim. - Mas seremos rápidos, não precisa se preocupar com isso.

- Depois de ter demorado o dia todo pra chegar até aqui, eu pelo menos espero que algo valha a pena. E você volta dirigindo, eu não quero, de verdade, errar o caminho de novo.

- Nós só demoramos quinze minutos a mais, e quando chegamos eu já estava com fome! - ele deu de ombros, sorrindo. - Você que não quis parar no Mc Donald’s quando eu sugeri.

- Eu vou te ouvir mais, Jinie. - toquei no braço dele e empurrei sem muita força. Nunca pensei que fosse tão fácil conversar com ele.

Andamos até a entrada da fazenda e batemos algumas vezes na porta até que alguém pudesse vir nos atender, e não foi lá com a melhor cara.

- O que querem? - perguntou amarga a mulher de meia idade que nos atendeu.

- A senhora é tia de Matthew Garrant?

- Pra que quer saber?

- Somos detetives, queremos conversar sobre o seu sobrinho.

- Não tenho nada pra dizer dele não, podem ir embora.

E ela fechou a porta na nossa cara.

- Eu posso tentar? - Jin me perguntou e eu me afastei da porta. - Tem que ser diplomático, Yoongi, agir com calma, dizendo as palavras certas.. - Ele sorriu. - Senhora, temos um mandado de busca e apreensão expedido pela secretaria da Rainha, é melhor abrir essa porta ou iremos entrar à força.

Olhei para Jin com uma cara espantada, que merda tinha dado na cabeça dele para agir daquela forma e falar aquelas palavras falsas? O mais estranho é que a mulher abriu a porta com um sorriso amarelo e irritante.

- Oras, por que não disseram antes? Entrem!

Jin sorriu vitorioso e entrou na casa, eu logo depois e me espantei com o quanto era bem montada e organizada, tudo bem limpo, com exceção dos dedos da mulher que pareciam encardidos de trabalhar com terra.

- Senhora… - comecei.

- Carmen. - ela sorriu e se sentou. - O que precisam?

- Queremos perguntar sobre seu sobrinho.

- Não tenho sobrinho.

- Matthew Garrant é seu sobrinho.

- Do meu falecido marido, não meu. Pouco me importa ele, pra ser sincera.

- Soube que ele foi indiciado pela morte de Gabriella Ann? - perguntou Jin.

- Ah, ele matou a vadia? Pensei que fosse matar os amiguinhos dela também, mas já não era sem tempo! Enganado por ela, queria criar um filho de outro, ele é mais idiota do que eu pensei que fosse.

- Os amiguinhos dela?

- A vadia andava com várias puta com ela, alguns putos também, e pra mim, ela o traía com todos eles.

- Sabe o nome de algum deles? - perguntei alarmado.

- Não, não me interessa também. Se ele for preso… a fortuna vem pra família?

- Vou me garantir que não. - Sorriu Jin. - Pode me dizer um pouco mais sobre o que sabe sobre Garrant?

- Além dele ser um completo idiota? Garrant era muito trouxa por aquela menina, a Gabriella, fazia de tudo por ela, até disse que ia ficar rico com a música e que ia tirar ela dessa vida.

- Ouviu o Garrant dizer isso? - perguntei para ela e a mulher assentiu.

- Meu falecido marido gostava do pestinha, eu não. Ele era medíocre, pequeno, não tinha anseios na vida. Não pensava grande!

Cocei o meu nariz, algo de errado não estava certo naquela afirmação, afinal, ele era empreendedor, um visionário… ou não era?

- Mas ele se deu muito bem na vida. - Comentou Jin. - Apesar dele não ser realmente bom nisso, Gabriella fez muito bem a cabeça dele.

- Aquela garota conseguia qualquer coisa de qualquer pessoa. Uma ardilosa ela, isso sim. Aposto que tudo que ele tem foi porque ela deu, e agora, não vai passar um ano antes de perder tudo.

- Sabe nos dizer se Gabriella tinha alguma amiga que era tão ambiciosa quanto ela?

- Não que eu saiba, a vadiazinha gostava de dinheiro e uma vida boa, mas ela nunca pôde ter. O pai a privava de tudo, seus amigos não tinham onde cair mortos… só conseguiu mesmo quando o avô morreu e deixou dinheiro pra eles. E é claro que a família de Garrant nunca viu esse dinheiro. Nós, que sempre o amparamos!

Fiz muita força pra não rolar os olhos, amparavam porra nenhuma.

 - Bom, acho que temos o suficiente. Obrigado pela ajuda, senhora.

- Hunf. - ela bufou e nos levou até a porta.

Já fora do lugar, eu caminhei com as mãos nos bolsos, um tanto irritado.

- Que família, hein…

- Acredite, muitos são assim, infelizmente. Vamos embora, acho que não tem muito que possamos fazer aqui além da informação que Gabriella tinha amiguinhos. Vamos torcer para que Jimin e Joonie tenham mais sorte do que a gente.

- Acha válido darmos aquela olhada na cidade? - Jin perguntou para mim.

- Acho. Vamos até o centro dar uma olhada nas pessoas, se estamos com informações importantes, alguém pode vir atrás de nós.

Esperava que sim, mas também esperava que não.

 

Confins de Rochester, Fazenda da Família Garrant, Sexta-feira, 14:58h

POV JIN

 

O centro daquela cidade não era lá tão diferente de Londres, com pessoas indo e vindo o tempo todo sem se importar exatamente com o outro que fazia o mesmo. Eu andava ao lado de Yoongi, observando tudo que podia.

- É sério que você venceu o Namjoon no boxe? - perguntou aleatoriamente meu amigo.

- É sim. Por que?

- Eu nunca consegui. - ele riu. - Parabéns, finalmente alguém tirou as vitórias consecutivas da mão do grandão.

- Me sinto muito melhor agora. Melhor em saber que posso me cuidar.

- Você sempre soube, Jinie, só não confiava o suficiente em você mesmo.

Sim, era uma verdade que eu levaria por muito tempo. Viramos uma esquina e eu ouvi um grito de uma mulher, logo depois, pessoas correndo e um homem, especificamente, correndo um pouco mais, com uma bolsa na mão.

- Assalto. - eu respondi.

- Armadilha. - Yoongi franziu as sobrancelhas. - Todo cuidado é pouco, Jin, vamos atrás dele.

E passamos a correr. Corremos desesperadamente atrás do homem que era muito mais rápido do que eu supunha e conhecia muito bem a cidade, uma vez que começou a pegar atalhos pelos becos, o que tornava cada vez mais perigosa a nossa perseguição. O homem virou o beco e nós viramos juntos.

Aconteceu tudo rápido demais: Yoongi foi de encontro ao homem, sem poder parar antes e foi atacado por um cano longo no peito que tirou seu ar. Ele caiu no chão, aos meus pés e eu não consegui parar ou ajudá-lo a tempo. Encarei o homem encapuzado que girou o cano na mão uma vez e se aproximou de Yoongi, pronto para acertá-lo mais uma vez.

Agi por impulso e me coloquei na frente de Yoongi, o homem segurou o cano com mais firmeza e me analisou, assim como eu o analisava. Ao se mover, tentou me acertar pela direita, mas desviei a tempo para a esquerda e acertei meu joelho na barriga do homem, mas não foi nada para derrubá-lo. Ele era muito forte.

- Jin… ele… - Yoongi tentava falar, mas ainda estava doendo puxar o ar, eu sabia disso.

- Relaxa, eu cuido disso.

Novamente o encapuzado veio tentando me acertar e não conseguiu, tentei desarmá-lo, porém ele já esperava que eu fizesse isso, estava acostumado com brigas de rua, pelo que pude notar. Mas eu tinha técnica, e foi com essa técnica que deixei minha direita exposta e ele veio rapidamente nela, prendi o cano entre meu corpo e meu braço, mesmo que tenha doído como o inferno fazer isso, eu consegui acertar um soco muito bem dado na cara do sujeito, manchando minha mão de sangue. Os próximos segundos foram de tentativas dele de me acertar enquanto eu me defendia e assim que o sangue o atrapalhou e ele levou a mão para o rosto, foi minha chance de acertar a mesma sequência de socos que derrubou Namjoon.

Só que isso não o derrubou. O homem saiu cambaleando com rapidez e se afastou de mim, eu fiquei realmente tentado a ir atrás dele, mas Yoongi precisava de mim. Deixei que o desconhecido fosse embora e corri até meu amigo, me abaixei e levantei o corpo do Min, o apoiando em meu colo.

- Yoon, cê ta bem? - pergunto apressado.

- Só… tá… doendo… pra… porra.

Meu amigo tirou um lenço do bolso e o colocou em minha mão, em um segundo eu entendi o que ele estava fazendo.

- É… a nossa… melhor… chance.

- Vou te levar pra um hospital, você pode ter quebrado algo.

- Me dá… cinco... minutos.

E Yoongi passou os próximos minutos tentando recuperar sua respiração o mais normal possível e conseguiu se levantar, mesmo que ainda doesse. Eu o apoiei e seguimos caminhando devagar para o nosso carro que, graças à nossa corrida, estava bem longe; ao chegar, meu amigo não me deixou abrir o automóvel, ele estava encarando-o com o olhar cerrado.

- Espera… tem algo errado… eu acho.

- O que foi?

- A porta… não está totalmente fechada.

Eu o deixei próximo da calçada e me abaixei um pouco para ver o que estava acontecendo e algo no chão molhado chamou a minha atenção. Uma pequena luz piscava em baixo do carro, algo… como… uma…

- BOMBA! - gritei e me joguei no chão, sobre Yoongi que caiu em cima de seu ombro, mas era melhor do que ter estilhaços voando em si. Uma explosão ensurdecedora foi ouvida e os cacos explodiram para todos os lugares, causando gritos e desespero por toda a rua.

O carro virou cinzas e labaredas. Alguém tinha tentado nos matar.

 

Londres, Hospital Saint Cheffa, Sexta-feira, 16:14h

POV JIN

 

- Vai arder só um pouquinho. - disse gentilmente a enfermeira que me atendia enquanto eu estava sentado em uma maca.

- Não se preocupe com isso. - tentei retornar o sorriso gentil, mas estava preocupado demais com Yoongi para me manter sorrindo por muito tempo.

Haviam cacos de vidro em minhas mãos que ela retirava calmamente, com uma precisão cirúrgica, alguns cortes no meu rosto e as roupas um tanto sujas.

- Seu amigo está na radiografia, estão se certificando que não quebrou nada, afinal, ele foi atingido com um cano no peito.

- Deve ter trincado, por isso ele estava reclamando de dor. O ombro dele também deve ter se machucado, ele caiu sobre quando eu me joguei pra protegê-lo.

- Se serve de consolo, ele não sofreu nenhum arranhão. - me contou a moça ao terminar de tirar os cacos. - Pronto, só vou colocar alguns curativos pequenos e você está liberado.

- Eu agradeço muito!

- Não se preocupe, é o meu trabalho!

Ela terminou de colocar alguns band-aids em mim e depois me liberou, eu ainda esperei alguns minutos para conversar com Yoongi e seu médico que trouxe notícias boas, até.

- Bom, Yoongi não quebrou nada, mas foi por pouco. Tem um trincado de um milímetro em seu peito, onde a ponta do cano pegou, no osso esterno. Vou passar medicamentos pra dor, mas não precisa se preocupar, seu corpo vai cuidar disso sozinho e o roxo deve sair em alguns dias com o uso de uma pomada. Vocês tiveram muita sorte.

- Foi nosso treinamento que nos salvou, de verdade, se não fosse Yoongi ver que tinha uma bomba no carro…

- Não quero nem pensar. - disse Yoongi ao massagear o peito. - E se não fosse Jin, com certeza, eu não estaria aqui.

- Vocês dois são uma equipe e tanto. Bom, eu acho que estão liberados, mas qualquer coisa, procurem um hospital o mais rápido possível.

- Vamos nos cuidar direitinho. - sorri para o médico e peguei os casacos. Agora a gente tinha que voltar de trem.

 

Londres, Scotland Yard, Sala do Lestrade, Sexta-feira, 18:10h

POV NAMJOON

 

- Isso é tudo que temos, Lestrade.

- Eu realmente não posso acreditar… de verdade, não posso. 

- É complicado, mas é verdade. Quem está por trás disso tem nos vigiado como nós estamos tentando vigiá-lo.

Ouvi a porta abrir e Jin entrar por ela, aliviando meu peito instantaneamente por poder vê-lo bem.

- Meus homens… e uma tentativa de homicídio.

- Duas tentativas. - Ouvi a voz de Yoongi logo depois e a porta se fechou.

- Vocês estão bem? - perguntei apreensivo.

- Bem é uma palavra forte. Vivos, sim. - Jin se sentou na cadeira e eu pude ver o quanto ele estava machucado, as mãos levemente sujas de sangue, o casaco, os curativos pelo seu rosto. - Mas só porque Yoongi viu a bomba antes.

- BOMBA? - Lestrade gritou tanto quanto nós.

- Vamos resumir.

Eles contaram tudo que tinha acontecido e Lestrade gravou para poder transcrever depois; eu estava nada menos que chocado. Jin tinha se colocado sobre Yoongi para protegê-lo dos cacos de vidro e eu tinha me jogado de uma ponte para fazer Jimin sobreviver. Contamos também o que tinha acontecido e eu podia ver nos olhos deles o quanto queriam nos abraçar e certificar que estava tudo bem e não podiam. Não ainda.

- Me diz que vocês conseguiram alguma coisa, que quase perderam a vida por algo. - pediu o homem passando as mãos nervosamente pelos cabelos.

- Precisamos que alguém faça um retrato falado, eu tinha uma foto, mas quando me joguei para tentar salvar o assassino, ele roubou minha carteira e meu celular está inundado. 

- Vou pedir pra equipe técnica tentar arrumar ele pra você. Já é alguma coisa.

- Nós temos uma amostra de sangue do homem que nos atacou. - disse Yoongi. - Jin conseguiu acertar o homem e tirou sangue dele, ficou em sua mão e nós limpamos em um lenço.

- É tudo que temos. - disse Jimin.

- Acho que temos tudo. - Yoongi sorriu. - E é por isso que ele tentou nos matar… está desesperado porque estamos cada vez mais próximos dele.

- É seguro mandar vocês para casa? - perguntou Lestrade. - Vou mandar homens ficarem à paisana, vocês precisam descansar, se recuperar. Levem essa amostra para Sophie, consigam o retrato falado e amanhã teremos um nome. E vamos virar essa porra de cidade atrás desse filho da puta, com mandado ou sem.

Era exatamente isso que queríamos ouvir.

 


Notas Finais


Ah, se não fosse Yoongi... Ah, se não fosse Jin...

Quando eu falo que detalhes são importantes, vcs vão entender mais pra frente!

Gostaram? Me deixem saber ♥♥

2beijo


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