História O Caso 89 - Capítulo 4


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Categorias Justin Bieber, Selena Gomez, Zayn Malik
Personagens Justin Bieber, Selena Gomez
Tags Assassinato, Criminal, Fbi, Jelena, Mistério, Policial
Visualizações 64
Palavras 2.512
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


*GENTE, tô chocada em como os favoritos aumentaram, vocês são realmente demais.

*Espero que gostem do capítulo, um beijo!

Capítulo 4 - Eu não quero te detonar.


Fanfic / Fanfiction O Caso 89 - Capítulo 4 - Eu não quero te detonar.

Aeroporto de Washington; 07:30am - EUA                                    

                                      

               POV NARRADOR


Os agentes Justin Bieber e Selena Gomez não haviam idéia da descoberta que iriam fazer no fim do dia quando adentraram o aeroporto pelo início da manhã. 

Mesmo que desconfiado da súbita ajuda, Justin estava feliz por finalmente ter alguém que compartilhasse as mesmas idéias que ele, havia dedicado quatro anos de sua carreira ao seu projeto de assassinos em série, que certamente fora descartado pelo FBI assim que apresentado. 

Mas ele ainda não havia desistido completamente. Sendo conhecido por prender serial killers, incluindo o maníaco do parque que aterrorizou Nova York em meados de 2016, Justin apenas reforçou seus objetivos, e hoje, vendo que poderia ter a capacidade de solucionar um caso arquivado o relacionando com o atual, ficava em completo êxtase. 

E Selena pensava se deveria realmente ter aceitado essa proposta de George. Mas em contrapartida, talvez se não aceitasse não estaria embarcando num vôo para Dakota do Sul e sim assinando sua carta de demissão. Em certo ponto, ela sabia reconhecer o abuso dos superiores com seus funcionários. E sabia que estava numa situação que envolvia bastante disso. 

Perto de embarcar para seu vôo, Justin parou em uma lojinha de doces para comprar algumas guloseimas. 

— Quer alguma coisa? — Ele pergunta a Selena. — Aqui tem jujubas ótimas. 

— Não, vamos nos atrasar, a fila de pagamento está grande. — A agente respira fundo, ele poderia muito bem ter feito isso um pouco mais cedo. 

— Relaxa, não vamos não. — O rapaz continua a rodar em meio as prateleiras colocando salgadinhos e balas na cestinha. Selena já estava irritada devido a roupa que o agente usava, havia substituído o terno e a blusa social por uma camisa branca de mangas longas e uma calça jeans. 

Ele era extremamente irreverente nos olhos dela. 

Justin percebia seu olhar sob ele, e ele gostava disso. Via Selena como uma mulher séria e isso o atraía a ponto de pensar em formas de irritá-la de propósito. A caminho do caixa, pegou uma barrinha de chocolate para ela porque não tomaram café da manhã e certamente ela sentiria fome com aquela comida do avião. 

Selena já estava impaciente com a demora, se perguntava o porquê de achar que alguma colaboração com alguém tão diferente dela daria certo, o observava enquanto o mesmo estava no caixa aguardando sua vez. Seu jeito tão jovem para sua idade chamava sua atenção porque era como ela gostaria de ser, às vezes desejava não ter que ser durona o tempo todo. 

— Eu disse que não iríamos nos atrasar. — Ele sai da loja e mostra o relógio marcando cinco minutos de adiantamento. — E trouxe um chocolate para você, amargo em sua homenagem. 

— Deveria te agradecer? — Ela pega a embalagem amarela de suas mãos. 

— Deveria. — Justin dá de ombros. 

— Então obrigada. — Ela se limita a dar meio sorriso e juntos vão para a área de embarque arrastando suas malas pelo piso frio. 


Em dez minutos eles já estariam em Dakota. Selena havia ficado acordada durante toda a viagem lendo as pastas que Justin havia cedido para ela, eram casos já solucionados totalmente descritos para que talvez, pudessem aproveitar algum dos métodos para a resolução do que tinham em mãos. Leu também sobre O Caso 89, que tratava da morte de quatro mulheres jovens que foram assassinadas da mesma forma em 1989. Comparando com o atual caso em Chicago, notou semelhança no gênero, idade e local de morte da vítima. A única coisa diferenciada eram os ferimentos, não sua localização no corpo, mas sim a sua definição nos relatórios. 

Ela sentia que poderia tirar suas próprias conclusões se analisasse com um pouco mais de seriedade, mas sua cabeça estava cheia demais pensando na discussão que teve na noite anterior com o seu namorado, Zayn. Ao ser informado que passariam o aniversário de namoro um longe do outro, ele pareceu não se importar muito. 

Ambos tinham suas carreiras como prioridade. Selena colocava o bureau em um pedestal e Zayn fazia o mesmo com o seu estúdio de música. Normalmente eles só se encontravam quando podiam, mas Selena ficou irritada com seu descaso, sequer havia perguntado para onde ela iria antes de desligar a ligação. 

Olhou para Justin que estava deitado atravessado sob os quatro bancos do avião, parecia tão angelical dormindo que ela se perguntava se não estava fazendo errado em, de certa forma, omitir o porquê de ter sido enviada ali. 

De repente, o aviso para que os passageiros apertassem os cintos foi aceso. No autofalante, ecoava a voz do capitão:

"Senhores passageiros, por favor preparem-se para a descid..."

E todos gritaram quando os barulhos começaram. Era como se um raio tivesse atingido o avião em cheio, enquanto Selena segurava os papéis sob suas pernas e tentava se acalmar, as aeromoças ficavam nos corredores auxiliando os passageiros. A turbina do avião ficou silenciosa, levando ao pânico total das pessoas. 

Prometi a mim que manteria a calma e que era só um problema que iria passar em segundos, e da mesma forma que começou, o avião voltou ao normal após um barulho ensurdecedor. 

Já haviam pousado, os passageiros se encaravam ainda histéricos com toda a situação, Selena respirou fundo e começou a guardar os papéis nas respectivas pastas para desembarcar. 

Ouviu um bocejo, era Justin acordando ao seu lado. 

— Até que enfim chegamos. — Ele comemora com um sorriso no rosto. — Par ou ímpar para ficar com a chave do carro alugado. 

— Você realmente não acordou durante o trajeto? — Ela pergunta a Justin, estava totalmente chocada porque ninguém sobreviveria aqueles gritos e turbulências. 

— Eu tenho um sono pesado, Gomez. — Ele diz convencendo-a da resposta, mas Justin tomava remédios fortes para dormir, não era de hoje que tinha problemas com insônia. 

Ele entrega as chaves do carro para ela, pelo menos o FBI havia disponibilizado um veículo bom, confortável e espaçoso, diferente dos que costumavam alugar para os seus agentes alguns meses atrás. 

— Estive lendo os relatórios durante o vôo. — Selena senta-se no banco do motorista deixando Justin com cara de tacho ao lado de fora. 

— E o que achou? — Ele pergunta se acomodando no banco do carona. Seus dedos vão automaticamente para o rádio, Selena liga o carro e eles saem pela rodovia. 

— Bem, foram quatro meninas assassinadas em 1989, certo? E você diz nos relatórios que o FBI fez apenas as investigações nos corpos, em seguida, o enterro. Não houve depoimento com os pais, escola, nada do tipo? 

— Brevemente, em seguida encerraram o caso por falta de provas. — Ele diz. Mesmo sem conseguir ver por trás dos óculos de sol dele, Selena sabia que seus olhos estavam quase fechados de raiva. — O responsável pelo caso na época não parecia muito interessado. 

— E como você encontrou semelhanças com o crime de Chicago? — Ela parecia realmente curiosa, mas era algo que havia pensado desde que fora apresentada a ele. Será que ele lia pasta por pasta procurando semelhanças? 

— Eu tenho um banco de dados próprio. — Justin ri. — Coloco no sistema informações sobre um caso e quando um novo chega tendo características parecidas, o computador me avisa. Foi o mesmo com o Caso 89. Aliás, já que você leu os relatórios, Gomez, pode me dizer a única diferença entre eles? 

Essa ela mataria de cór. Era tão minuciosa quanto aos detalhes que era a primeira coisa que ela havia notado. 

— Os ferimentos. — A agente Gomez diz com quase um sorriso no rosto. — A descrição deles se difere dos casos passados. 

— E por que? — Justin indaga. Diferentemente de todos os homens com quem trabalhou, ele parecia não questionar a inteligência dela, apenas dava mais corda para que ela falasse e opinasse sobre o trabalho. 

— Foi a única morte investigada por um legista diferente. — Ela aumenta um pouco a velocidade, queria chegar o mais depressa possível na cidade. 

— Bingo! — Ele ri e ela acaba cedendo umas risadas também. Era leve o clima dentro do carro, e embora fosse realmente ser complicado atura-lo, Selena sabia que não seria impossível. — Pensei que o FBI havia limitado seus pensamentos a logística que eles querem que você siga. 

— Não deixo que limitem meus pensamentos, Bieber. — Ela muda a rádio. — Acho que iremos nos dar bem. 

— Pensei que não ouviria isso de você. — O agente se espreguiça. — Estamos chegando. 

— O que viemos fazer aqui, afinal? — Selena pergunta. 

— Vamos falar com a família das vítimas, fazer tudo direito, da forma que o FBI não fez da primeira vez. 

A morena quase engasga com a própria respiração. 

— E nós temos autorização para isso? — Ela contesta. — Justin, isso é muito sério. Treze anos se passaram, podem nos exonerar por isso. 

— Não temos autorização formal. — Ele diz. — Mas conversei antes com a família das vítimas. 

Selena começa a suar frio, nem mesmo a temperatura gelada dentro e fora do carro fazia com que ela deixasse de sentir seu corpo quente demais. Estava se metendo em uma confusão sem tamanho, poderia inclusive ser demitida por aquilo. Justin estava agindo como um inconsciente. 

— Não sei se posso fazer isso. — Seus dedos parecem grudar sob o volante. — Você foi irresponsável, Justin. 

— Ah, tudo bem, você fica dentro do carro e eu vou. — Ele da de ombros. — Você precisa apreender que não podemos depender do FBI, agente Gomez, para nada. Muito menos para tratar disso, há casos que me dão a impressão de que eles realmente não querem ter solução. Então, você já pode fazer o seu relatório me detonando e voltar para Washington. 

E suas palavras pareciam tão pesadas quanto um soco. Ela sabia que aquilo era verdade, sabia dos prós e contras do bureau, mas ainda assim, aquilo era sua vida. Não podia se dar ao luxo de arriscar perder a carreira que ela sempre sonhou. 

— Não quero te detonar. — Ela diz, estava assustada com a forma que ele disse isso, com total seriedade e convicção. — Vou com você, Justin. — Ela disse por fim. Talvez não estivesse raciocinando direito porque nunca acataria fazer algo por trás dos seus chefes, mas precisava confiar em Justin para que o trabalho deles desse certo. 

— Fico satisfeito. — Ele diz com cara de poucos amigos e ambos adentram a pequena cidade. 

"Bem vindos a St. Jones."


— Você tem certeza que é aqui? — Selena pergunta para Justin. Estavam com o carro parado na frente de uma casa, uma construção baixa de paredes azul-claro e com um pequeno jardim na frente. 

— Tenho. — Ele lê novamente o pequeno papel em sua mão. — Vamos falar com a Sra. Paige, mãe da primeira vítima. 

Selena respira fundo antes de sair do carro, algum lugar de sua mente a alertava de que era uma má idéia pisar em um território que já havia sido explorado antes, não achava certo renovar os sofrimentos daquelas pessoas, mas mesmo assim, ela saiu. 

Cruzou os braços para esquentar-se, o vento gelado atravessava o tecido de seu blazer fazendo com que a agente sentisse mais frio do que podia imaginar, havia um casaco mais grosso em sua bolsa, no porta-malas do carro, mas Justin já estava tocando a campainha. 

Uma senhora os atendeu com meio sorriso no rosto, gesticulou para que eles entrassem. Talvez já conhecesse Justin, sua casa era amigável e quente, alívio para Selena. 

Justin sentou-se no sofá cor-de-mel posicionado no fundo da sala, estava confiante de todos os passos que precisava dar, mas ainda assim, o medo de tudo dar errado o perseguia. Ele costumava burlar muitas ordens do FBI sem dar importância, mas sentia receio dessa vez. 

— Desculpa pela hora, Sra. Paige. — Ele se pronuncia. — A viagem foi mais rápida do que eu esperava. 

— Tudo bem. — A senhora de olhar agradável pôs uma garrafa de café e duas xícaras na mesa de centro. — Trouxe para vocês beberem. 

— É uma gentileza. — Gomez sorri, servindo-se. Se perguntava se aquela mulher morava sozinha, e tinha medo de que ela ficasse se sentindo mal após a visita deles. — Obrigada. 

Paige senta-se de frente para eles, e quando se encosta na poltrona pergunta o que eles queriam saber. 

— Não vou enrolar muito. — Justin da uma golada no café e retira um bloco de notas do bolso da calça. — Sua filha se chamava Lucy, certo? 

A senhora faz que sim com a cabeça. 

— Pode me dizer mais sobre seu comportamento no dia em que foi morta? 

As palavras dele pareciam ainda mais pesadas para Selena quando ela avistou fotografias de uma jovem loira sorrindo nas prateleiras. 

— Ela saiu para a escola. — Sra. Paige começou. — Estava um pouco atrasada e disse que iria demorar porque precisava estudar depois do horário, sabe como é, era seu último ano na escola e ela almejava fazer faculdade. 

Justin escuta atentamente, mas não olhava para ela. Estava se sentindo mal o suficiente de estar ali, não queria saber se ela demonstrava tristeza em seu semblante. 

Mas Selena não conseguia parar de encarar a senhora, sentia que ela precisava de atenção. Não sabia decifrar como ela estava se sentindo ao certo, mas a senhora parecia calma. 

— Eu pedi para que ela tomasse cuidado, acho que... acho que mãe sente, não é? — A senhora solta um suspiro fundo. — Por volta das 17h Lucy ainda não estava em casa, liguei para as suas amigas e todas já tinham saído da escola, mas disseram que ela havia ficado mais um pouco para entender os exercícios. 

— No antigo relatório consta que ela estava em casa nesse horário. — Justin franze os cenhos. — E que a senhora deu queixa sobre seu desaparecimento repentino no meio da madrugada. 

— O que? Não! — Ela parecia nervosa. — Eu não falei nada disso, lembro como se fosse hoje do meu depoimento, você pode perguntar para as amigas dela, para a diretora da escola, moram todas por aqui ainda. 

E no fundo, eles sabiam que ela não estava mentindo. 

— Senhora, por favor, você tem certeza que foi isso que aconteceu? — Justin pergunta com total paciência, fato que Selena estranha nele. 

— Sim. — Agora parecia que ela iria chorar. — Eu quero respostas do que aconteceu com minha filha até hoje, não poderia mentir. 

Justin coça a cabeça, solta uma lufada de ar e bate os pés freneticamente no chão. 

— Se o depoimento da senhora foi alterado, com toda certeza os outros também estão. 

Paige parece chocada. 

— Eu vou precisar detalhe por detalhe. — Justin tenta falar da forma mais breve possível. — Sei que vai lhe custar memórias que não gostaria, mas eu preciso disso. 

— Tudo bem. — A senhora respira fundo e se levanta. — Então acho que vamos precisar de um pouco mais de café. 



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