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História O caso Akademi High School 2.0 - Capítulo 1


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Notas do Autor


eu gosto de chamar isso de paródia mal feita de uma das melhores fics da categoria
made por favor, eu sou péssima lidando com o nile e sua personalidade kkkkkkkkkkkkkmaseuachoquetaumaboatentativa

well then, isso n passa de uma brincadeira interna, ent eu não pesquisei nada e nem me dei ao luxo de levar 2 horas pra corrigir coisas e papapa, enfim, fiquem com a história.

Capítulo 1 - Único


  

Mais um dia começava, mais uma vez o maldito sol raiava. Caminhando com passos lentos e pesados, Müller praticamente se arrastava pelas ruas de Buraza, tentando seguir o caminho para Akademi sem ter um ataque de pânico e voltar para casa correndo. O ano letivo mal havia começado e aquelas últimas 4 semanas pareciam meses intermináveis. Sem que tivesse controle algum sobre a situação, 4 garotas haviam morrido. Uma por uma, uma a cada semana derramava sangue nos corredores da escola. E por mais que quisesse dizer que não estava envolvido naquilo, infelizmente não poderia dizê-lo. Pelo menos não diretamente.

A possibilidade de existir um assassino dentro de Akademi assustava alguns, enquanto os outros simplesmente mentiam para si mesmos. E onde estava Müller nesses dois grupos? Isso mesmo, em nenhum. Porque não era só uma possibilidade ou um fato absurdo, era a completa verdade. Escondido dentro de uns dos armários que casualmente enfeitavam os corredores, capturou com seus olhos o próprio assassino arrastando o corpo de Amai Odayaka para os fundos da escola. Quando Oka Ruto se foi, entendeu que era imponente, que não iria conseguir impedir aquele assassino por conta própria. Fora isso, a preocupação acerca de seu melhor amigo, Taro Yamada, crescia dia após dia.

Ayano Aishi. Esse é o nome da criatura bizarra que está a solta por Akademi, praticando seus atos maquiavélicos. O pior de tudo era ter que interagir com a garota todo dia por serem da mesma classe. No fundo ele sabia que sua curiosidade iria leva-lo a pior, mas não podia ignorar seus instintos, principalmente quando sentia que era o único que poderia expô-la.

Depois de sua longa caminhada, o grande portão de Akademi finalmente começava a aparecer no fundo do horizonte. Suas pernas já começavam a reclamar, e por mais que fizesse o mesmo percurso todo santo dia, ainda era um sacrifício enorme.

— KOKICHI! – Uma voz familiar se aproximava muito rápido de seus ouvidos, nem deu tempo para se virar quando uma silhueta passou ao seu lado. – Levanta esses ombros!

A pessoa por fim deu um empurrãozinho nele, o fazendo tropeçar nos próprios pés.

— PUTA...! – Por instinto, o hafu acabou soltando um xingamento alto e ao ser perseguido com os olhares alheios, abaixou o tom de voz e se dirigiu um tanto quanto envergonhado para a garota sorridente que o esperava mais à frente.

— Bom dia! – A figura com cabelos e olhos tão vermelhos como sangue parecia estar ligada na tomada. Era segunda-feira, o que estava a alegrando tanto?

— Filha da puta! O que deu em você hoje?! – Vociferou, enquanto a outra nem se ligava que estava sendo xingada.

— Comigo? Nada em especial, por quê?

— Você está incrivelmente mais chata hoje. – Ele rolou os olhos, enquanto a outra o imitou apenas para irritá-lo. Sempre dava certo.

— Posso dizer o mesmo de você. Mas enfim, eu-

— Tosaku, você tomou alguma coisa antes de vir pra cá?

— Porra, não! Talvez... – Ela cruzou os braços e continuou andando com passos apressados. Müller percebendo isso, tratou de alcança-la.

— Você tomou energético antes de vir, não foi?!

— H-Hm? Será que tomei? Por que não investiga a minha caneca de café e descobre, senhor detetive?! – Atropelou as palavras e continuou andando sem olhar pro rapaz.

— Ok, cem por cento de certeza que você tomou. E não foi só uma.  – Kokichi não parecia muito surpreso, era da índole dela fazer algo do tipo. Talvez seria capaz de coisas em níveis mais elevados ainda!

— AH!! Nem dá pra perceber vai, vai!

— Hm, dá sim. Você normalmente tem cara de morta, mas agora tá pior que o Budo.

— Bebi mais cedo, não deveria ser nem 4 da manhã... Mas era porque tinha coisa pra fazer! – O rapaz não sabia exatamente o que responder. Não era a primeira vez que acontecia, mas ainda não era correto.

— Não é assim que deveria tratar a cafeína! Depois vai passar mal aí e vão te dar uma advertência por se drogar antes de vir.

— Mas eu não tô drogada!! De qualquer forma, deu certo. É só eu dar umas voltas na pista que toda a minha energia será drenada!

— Tá, tanto faz. – Ele suspirou, convencido que não iria levar em nada discutir com a garota embriagada de cafeína. – Alias, você fez a lição d-

Quando olhou para o lado novamente, Damasu já havia desaparecido. Do jeito que ela estava, seria impossível não perceber se havia saído. Talvez ele que estava imerso em seu próprio mundinho. Gostaria de fugir para essa realidade em vez de encarar o mundo real.

Trocou os sapatos e deixou a bolsa em sua carteira, mas logo saiu da sala, de todos os lugares que gostaria de evitar o com maior potencial era o ambiente da classe. Provavelmente procuraria por Taro agora, já que Budo deveria estar com seus colegas de clube em algum dos cantos de Akademi.

Müller foi primeiramente a famosa fonte no coração da escola, mas não havia sinal algum do Yamada. Apenas Musume que perambulava por lá com a cara enfiada no celular. Estranho, encontrar Taro era literalmente a coisa mais fácil do mundo. Talvez estivesse em sua sala de aula. Tentando não ser visto pelos alunos do terceiro ano, esgueirou-se na porta da sala de aula, mas nada, estava igualmente vazia. Entrou em todos os banheiros, visitou a biblioteca e de novo, nada. Uma última alternativa era procurar por Budo para ver se ele sabia de alguma coisa.

Kokichi estava cansado de subir e descer as escadas, daria um belo cascudo em Taro quando o encontrasse. Chegando ao clube de artes marciais, sua má sorte o atacou novamente. Malditos treinos ao ar livre, diria o rapaz.

Quando finalmente se encontrou com Budo, teve a infelicidade de receber a notícia de que Taro não havia vindo naquele dia, mas nem Masuta sabia o motivo. Nenhum aviso, ligação ou mensagem era de conhecimento dos dois.

“Estranho... Taro faz questão de avisar até a coisa mais insignificante.” – Tentava não pensar no pior, mas... Ser cético as vezes é a melhor solução.

 

Não era possível que o amigo simplesmente havia decido não vir, principalmente quando as primeiras provas do ano já haviam caído nas costas de todos.

“Talvez ele só esteja cansado, essas últimas semanas não estão sendo fáceis. Só que... “– Müller sabia que tinha alguma coisa acontecendo, seu instinto sussurrava incansavelmente que não deveria se convencer de que tudo estava bem.

Enquanto dava a volta por todo o prédio a fim de esfriar a cabeça, levantou o olhar para a pista de corrida em que os membros do clube de esportes corriam. Todos estavam lá, menos ela.

“Mas eu não tô drogada!! De qualquer forma, deu certo. É só eu dar umas voltas na pista que toda a minha energia será drenada!”

— Ela deveria estar lá...

O hafu sabia que o desempenho de Damasu naquele clube não era exatamente bom, tanto fisicamente quando socialmente. Ela ficava horas reclamando de quanto seus colegas de clube eram insuportáveis e que a não deixavam em paz, sendo a única exceção a líder, Asu Rito.

Ao passar pelos vestiários, especificamente pelo feminino, a mesma voz de mais cedo discutia com alguém lá dentro. No fim das contas, Tosaku estava apenas no vestiário, mas... Com quem estava falando?

Era moralmente duvidoso? Incorreto? Claro que era, mas queria saber o que estava acontecendo. Se concentrou na voz de Damasu, controlando sua respiração de modo que veio a se irritar com as próprias batidas do coração.

— O que você quer dizer com “vazei”? Não era esse o plano!

A medida que ela falava, Kokichi se esgueirava mais pelo pequeno corredor que antecede o vestiário.

— Você é estúpida ou coisa assim?! Isso definitivamente não vai dar certo! — Damasu falava no telefone, com um tom alterado, parecia completamente furiosa.

— O que vai fazer quando vierem atrás de você, hein? Eu NÃO posso te ajudar mais sabia??

“Ajudar? Com quem ela está falando...?”

— ÓTIMO! Seja muito feliz então, mas saiba que se te pegarem, serei a primeira a te denunciar!  – Escutou um dos armários fechando com força. — Urghh... Puta.merda.vai.se.fuder.

Logo alguns segundos de silêncio, um choro baixo tomou conta da atmosfera. Müller não estava acreditando, Damasu Tosaku, aquela garota confiante que sorria em todas as situações possíveis estava tão.... Fraca.

— Joho... Me perdoa...

O garoto queria entrar e perguntar o que estava acontecendo, mas ela poderia reagir mal, principalmente por aquele ser o vestiário feminino. Poderia sanar todas as suas dúvidas mais tarde, Damasu teria que voltar para a sala de qualquer forma. Com o sinal prestes a bater, Kokichi resolveu finalmente tomar coragem e ir encarar Ayano.

A sala já estava cheia, aparentemente foi o último a chegar. Porém, se surpreendeu quando percebeu que a carteira de Ayano estava vazia, nem a bolsa tinha sido deixada para trás. Havia faltado? No mesmo dia que o Taro...?

Não, não. Era coisa da sua cabeça, não poderia ser verdade. Mesmo que seja sim uma coincidência, Aishi não fari—

“Faria sim caralho. Onde que ela ‘tá? O que ela fez com o Taro? Por que.... O que está acontecendo? E onde diabos está a Tosaku que ainda não apareceu???!!”

Ele enterrou a cabeça na carteira, se segurando para não gritar. A respiração estava irregular e a tontura batia como um sino gigante tocando na sua orelha. Estava acontecendo de novo, o mundo ficava cada vez mais turvo e seu corpo se recusava a se mexer. Com a cara apoiada num dos braços, seus olhos doíam e já não conseguia mais distinguir se estava de olhos fechados ou se havia ficado escuro do nada.

- x -

— Kokichi...? Mire, mure, nire! – Uma voz suave o chamava de longe, mas Müller não estava a fim de se virar. Continuou andando sem rumo naquela escuridão, ignorando aquilo.

— KOKICHI!  — Sentindo que a voz o perseguia, apertou o passo e começou a correr.

— Alemãozinho, a minha casa é maior para fazermos o trabalho, o que acha? – A voz mudou completamente, engrossando, até mesmo os passos pareciam diferentes.  — Alemãozinho!!

— ME DEIXA EM PAZ! – Gritou sem olhar para trás. Aquela escuridão não tinha fim, o céu não existia. Parecia estar correndo numa esteira rolante, enquanto a voz podia se mover livremente. Oh sim, aquilo era o desespero. A escuridão o consumia enquanto era caçado como uma presa, uma presa miserável.

— Alemãozinho, não fuja de mim! Você precisa me ajudar, por favor!

Paralisou ao escutar a voz de Taro pelas costas, até mesmo os passos pararam. Não sentia mais o corpo pesado ou a respiração falhando, poderia correr por aquela terra desconhecida para sempre se quisesse. Virou-se para o dono da voz, era realmente o seu amigo.

— Caramba alemãozinho, pensei que não ia conseguir te alcançar! – Com um sorriso bobo, Yamada parou em sua frente.

— T—Taro! Onde você está? Por que não foi para a aula?! O que ela fez com você, oq-

— Müller, você deveria se preocupar mais consigo. ‘Tá todo ferrado aí...

— Q—Quem se importa com isso, é de vo-

— Você tem-

— PARA DE ME INTERROMPER PORRA! SÓ FALA, ONDE VOCE ESTÁ?!

— “Os homens de poucas palavras são os melhores.” – Falou e misteriosamente desapareceu, como uma sombra. O hafu nem teve tempo de reagir quando bruscamente toda aquela escuridão sumiu como um estouro.

A primeira voz, a suave retornou. Parecia que estava falando do céu, como se estivesse acima de sua cabeça e espalhada por todos os lados.

— Kokichi! Kokichi! ENFERMEIRA PERDEMOS ELE!!!

Müller abriu os olhos lentamente, tentando se levantar instantaneamente após isso. Confuso, olhou para os quatro cantos do lugar sem processar quaisquer palavras em sua mente.

— Kokichi.... Seu maldito.... – A pessoa que chamava incansavelmente por sua pessoa era Damasu, que chorava com a maquiagem toda borrada.

— Tosaku...? Onde eu-

— Cala a boca, não me chama de Tosaku!!! E você está na enfermaria, desmaiou agora a pouco – Ela dizia entre as lágrimas. Kokichi pensou por um segundo que ela estava exagerando, mas havia se lembrado que se fosse mesmo, “agora a pouco”, ainda deveria estar chorando pela discussão no telefone.

— Urgh, acho que exagerei... – Voltou a deitar, não deveria se mexer muito numa situação dessas de queda de pressão.

— Você já não estava muito bem de manhã... — Quanto a aquilo, era só o usual dele mesmo, nada demais.

Ele estava frustrado, completamente derrotado. Aquele sonho que teve parecia mais uma alucinação. Ser perseguido por Ayano não lhe parecia tão absurdo, mas por que Damasu estava lá? Por mais que sonhos fossem coisas do subconsciente, não estaria este o alertando de alguma coisa? O que Taro estava tentando lhe dizer? Bom, na verdade o Yamada não falou nada com nada.

A enfermeira Muja Kina apareceu em seguida e lhe fez algumas perguntas básicas pois, o alemão já apareceu por lá algumas vezes. Enquanto Kina atrapalhadamente lhe dava os últimos cuidados e o ajudava a se levantar devagar, ele reparou que Damasu permanecia com a cara amassada de choro. Havia se passado quase uma hora desde que acordou e ela ainda teimava em ficar assim.

— Você deveria descansar, Müller-san. – Muja sugeriu gentilmente, mas o hafu não estava afim de passar o resto do dia naquela cama de enfermaria. Estava inquieto.

— Não precisa se preocupar, estou bem. – Não queria deixar a mulher preocupada, mas também não queria ficar ali. Por fim conseguiu ser liberado.

Os dois alunos do segundo ano estavam parados lado a lado fora da enfermaria. Tosaku não ousava mexer o rosto e já estava fazendo seu caminho para fora do prédio, sem falar mais nada. Com uma certa raiva, Kokichi, ignorando todas as recomendações de Muja, seguiu a garota.

— Tosaku! O que ‘tá acontecendo?!  — Ela parou não muito longe da porta e permaneceu em silêncio, congelada. O rapaz chegou perto dela e a tocou no ombro, como se a obrigasse a se virar para sua pessoa.

— Hey! Espaço pessoal, amigo! – Ela de repente abriu um sorriso e tirou a mão dele de si. – Preciso limpar a minha cara.

— Primeiro me conta o que aconteceu, por que está chorando tanto? A minha pressão sempre caí, é normal. Não precisa chorar por causa disso.

— Eu não tô chorando por sua causa.

— Hm? – Ele parecia um pouco decepcionado.

— Quer dizer, não inteiramente. Você me assustou de verdade, nunca me contou sobre esse seu problema. – Ela disse com um ar um tanto quanto melancólico. – Mas me responda primeiro, o que fazia no vestiário feminino?

— —O—O—OI? Eu nunca estive lá, e-eu nem sei onde fica o vestiário próximo ao ginásio...! – Como se tivesse sido acusado de um crime horrendo, recuou alguns passos e inventou qualquer desculpa pra fugir do assunto. Só que ao contrário de Damasu, Kokichi era um péssimo mentiroso.

— Ah cara, então você realmente estava lá... Segure a emoção, meu jovem! Megami Saikou ainda não voltou para Akademi!

— Por que a gente sempre acaba voltando nesse assunto? – Por mais que quisesse negar, suas bochechas haviam sim ficado rosadas.

— Você que sempre volta nesse assunto! – Damasu pontou sorridente.

— Eu n-

— Enfim! – Interrompido na vida real e nos sonhos, isso significava talvez que ele não tinha tanta atitude? – Ahm, não sei o que você ouviu ou viu, mas... Não precisa se preocupar!

— Mas o que houve afinal?

— Recebi a ligação de uma pessoa próxima, que largou tudo daqui para seguir seus sonhos em outro país... Fiquei alterada e gritei muito com ela, mas também não me arrependo. É só que... Ela era importante pra mim e do nada, some assim?

Müller abaixou o olhar, de certa forma parecia com sua situação com Taro. Quando Tosaku respirou fundo, pode ver através dela pela primeira vez. Ela estava insegura, mas mascarava seus sentimentos. Era bem ao contrário de si próprio, que não sabia disfarçar essas coisas.

— Mas... O que eu posso fazer, né? – Deu de ombros. – Desde que minha mãe... ahm, você sabe e o meu pai foi para os Estados Unidos, me sinto tão... Tão sozinha. Mas não posso me lamentar pra sempre.

— Foi escolha dela ir?

— Uhum.

— Então acho que... Foi melhor assim. Se ela não gostava daqui, só iria sofrer e provavelmente te levaria junto. Não que eu esteja falando que os seus sentimentos não importam!

— Haha, nunca imaginei você falando algo do tipo. – Sorriu com os olhos fechados. – Andou treinando na frente do espelho?

— E se eu tiver mesmo...?

— Puta merda Kokichi! – Ela começou a gargalhar sem parar, ameaçava até começar a chorar novamente.

Por mais que estivesse claramente feito de idiota, Müller finalmente se acalmou ao ver a garota rindo tão genuinamente.

— Ha...ha....ha, muito engraçado. Enfim, temos que voltar para a aula. – O rapaz não parecia querer voltar, mas iriam dar pela falta deles alguma hora.

— Ah, pode ir. Vou ficar por aqui mesmo.

— Então... Te vejo na hora do almoço? – Não queria mais contraria-la, talvez precisasse de um tempo pra pensar.

— Claro claro. – Ela cerrou as risadas e ficou séria. – Vamos comer com o Budo e o clube dele então?

— Ahm, não gosto de ficar no meio dos colegas dele, é estranho.

— Ahh entendi, quer ficar a sós comigo então?

— A—AHM? Claro que não!

— Claro que quer!

— Não!

Eles se despediram e se separaram finalmente. Por mais ela continuasse a sorrir, Kokichi ainda tinha dúvidas sobre a veracidade de seus sentimentos. Aquela sensação de aperto de quando desmaiou ainda não havia sumido.

- x -

Depois que as aulas acabaram juntamente com o horário de limpeza, todos estavam liberados para ir embora ou participar de seus próprios clubes. Como não estava em nenhum, Müller apenas seguiu seu caminho, como sempre.

— Kokichi! – Ele parou e hesitou em se virar. Todas as vezes que fez tal movimento durante o decorrer do dia resultavam em algo ruim. – Ah, agora sim seus ombros estão certos!

— Tosaku...! Não deveria estar no seu clube?  — Os dois seguiam quase que o mesmo caminho, a única diferença era que Müller andava bem mais do que ela.

— Meh, hoje não. – Ela ergueu os braços e se espreguiçou.

— Eu vou ver o Taro agora, talvez ele esteja só doente e não pegou o celular.

— Ah sim, deve ser isso. A última coisa que eu pensaria quando estou de cama é avisar um alemão aleatório. Bom, vou indo então!

— Vai se fuder.

— Tchau, Müller! – Ela não podia deixar de devolver o favor, mostrou os dois dedos do meio para ele.

Como iriam para direções diferentes, ele observou a garota indo embora e se afastando cada vez mais. Soltou o ar pelo nariz e sorriu, chamando-a de longe:

— Tchau, Damasu!

Aquela foi a primeira vez que Damasu pronunciou corretamente o sobrenome de Kokichi. Para ele, era uma vitória, já que a garota se recusava a falar um nome “impronunciável”. E também era a primeira vez que a chamava pelo primeiro nome.

E bem, provavelmente a última.

No dia seguinte, nem Taro, Ayano ou Damasu apareceram. E então se passaram semanas, meses, anos. Ninguém sabia do paradeiro desses três estudantes de Akademi, mas felizmente nenhum outro assassinato veio a ocorrer na escola.

Müller nunca descobriu o que houve com seus três colegas, ou se estavam vivos. Por mais que não se importasse genuinamente com Ayano, tinha certeza de que, se a encontrasse, encontraria Taro. Teria ela sequestrado Taro e fugido para outro lugar? E Damasu? Aquele seu último sorriso foi falso? Na verdade, mais uma vez conseguiu mascarar seus sentimentos?

Ele nunca iria saber. Ninguém iria saber. Aquele era o misterioso Caso Akademi High School afinal.

 

 

 

 


Notas Finais


Ae galera, vão dar uma olhada na historia do @MadeofMystery que também é o criador do Müller, melhor oc de yansim, todo mundo concorda sim ou sim?

https://www.spiritfanfiction.com/historia/o-caso-akademi-high-school-12491430


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