História O caso Bloom - Capítulo 6


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Bloom
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Palavras 3.352
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Literatura Feminina, Mistério, Misticismo, Policial, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 6 - Capítulo - II


  "Sua jornada foi dura, os anos se passam e seus corpos apodrecem aos poucos. Sua fonte de vida se esvai, um quase cai, então se levanta diante da joia vermelha reluzente em meio a dor da mente. A descoberta foi louvável e suas vidas poupadas, mas agora ele estava de volta e atrás de seus preciosos olhos que eram a janela de suas almas, agora, manchadas para toda eternidade"

|Ethan|

O sol subiu aos céus preenchendo o imenso espaço com tons dourados que se misturavam com o violeta da penumbra, criando uma dança sensual entre duas cores distintas. Escorei-me na armação do grande mural de vidro que era minha janela e fiquei observando Chicago tomada pela cor branca da neve, que nessas alturas refletiam as cores do céu nos mais altos edifícios. Com uma brisa suave as baixas nuvens pairavam sobre as ruas, criando um oceano cinzento que brigava contra a imensidão de cores aos céus. Um resmungo podia ser ouvido sobre minha cama e virei minha atenção para tal, onde uma garota de cachos ruivos se deleitava da minha cama macia. Ela possuía pele branca como a neve e pequenas sardas desciam de seu rosto até os ombros, onde criavam um caminho convidativo a curva de seus seios que agora foram cobertos por seu braço ao se virar para o outro lado da cama. Uma ponta de insatisfação tomou conta do meu corpo por alguns segundos, mas eu tinha coisas mais pendentes do que os seios dessa garota cujo nome eu nem sei. Caminhei para fora do quarto abandonando a garota e as memórias da noite passada, seguindo o pequeno corredor até encontrar a porta do meu escritório que por motivos pessoais se encontrava trancado. Assim que o adentrei o lugar, o cheiro de madeira e livros antigos tomou conta das minhas narinas, tudo estava em sua mais perfeita ordem de acordo com autor e data da obra. Sentei-me na velha cadeira de couro, escorando as costas em seu encosto e com um longo suspiro, liguei o computador.

Verifiquei os e-mails e seu destinatário, caso o e-mail fosse dirigido a mim, eu manteria na minha caixa de entrada. Alguns eram destinados a empresa do nosso irmão e alguns hospitais de nossa família. Um dos e-mails tinha um nome familiar e então decidi abri-lo.

De: [email protected]

Para: HospitalSaint&[email protected]

Assunto: Temos algo a tratar

Estou lhe enviando esse e-mail para que possamos tratar de velhas negociações que até então estavam em aberto. Sua presença é irrevogável, garanto que todo o custo de viagem será custeado por mim.

Do svidaniya

Merda. Merda. Merda!

Desliguei o computador e fui em direção ao quarto me vestir adequadamente a onde eu iria ir. A garota continuava sobre a cama em seu sono profundo, então tomei a liberdade para um breve banho e vestir meu terno bordô e fui para meu carro segurando uma pasta negra de couro. No caminho liguei para meu piloto particular e marquei um voo para Seattle sem que comunicasse meus outros irmãos. Sai do meu apartamento e fui para o hall de entrada informar meu porteiro sobre a garota, que estava comigo, poderia acordar e sair a qualquer momento e que ele não precisaria tomar algumas medidas drásticas caso a visse saindo do elevador. Desci até a garagem onde se encontrava meu carro, um BMW Série 8 azul petróleo, onde, estranhamente familiar, uma garota encapuzada se escorava mexendo no celular. Me aproximei com cautela sem provocar muito barulho com meus passos pesados, mas nem isso foi suficiente para manter minha pessoa em segredo por muito tempo. Assim que virou o rosto para me encarar, seus profundos olhos verdes fitaram com intensidade os meus e a partir daquele momento eu sabia de quem se tratava

Sophie.

— Vejo que andou se divertindo, garotão. — em sua voz era claro como cristal seu tom de gozação comigo, um largo sorriso de orelha a orelha surgiu em seu rosto o que de certa forma provocou sentimentos estranhos em mim — Ah vai, relaxe! Não vim em busca de brigas, garotão.

— Então por que apareceu agora?

— Tenho cara de serviço de sexo? "Olá, eu gostaria de dar um suporte ao seu acompanhante da noite. Gostaria que roubar ele por alguns minutinhos!" — virou-se para mim enquanto falava com uma voz zombeteira, colocando as mãos na cintura e inclinando o corpo para frente. Eu sou um tremendo filho da puta, a primeira coisa que penso são as lembranças de seus seios nus sobre meu peito nas nossas noites juntos — Quer parar de encarar meus seios? Ou você acha que eu não te conheço?

— Você me conhece, mas enfim, o que veio conversar?

— Sobre seu envolvimento nos últimos desaparecimentos, ou melhor, a sua irmã.

— Vá falar com ela, não sou nenhum informante ou algo do gênero.

— Sua irmã me odeia, seus outros três irmãos querem me levar para a cama e aparentemente, você é o único que ainda tem um pouco de respeito com as pessoas ao seu redor. Então sim, preciso que seja meu informante nesse momento, por favor! — não consegui resistir a sua feição de pidão.

Suspirei e massageei as têmporas com a mão livre e me escorei em um dos pilares próximos ao carro

— Pode perguntar, mas que seja rápido. — eu ainda amo essa garota de alguma forma. Um largo sorriso iluminou seu rosto e retirou uma pequena agenda dos bolsos do casaco juntamente com uma caneta.

Algumas perguntas, aparentemente bobas, foram feitas e quando ela se sentiu satisfeita, guardou a agenda e endireitou a postura com um grande sorriso de felizarda nos lábios, mas antes que eu a deixasse partir, segurei seu braço.

— Como sabia que eu estava acompanhado?

— Ela não me deixa por fora de nada — desvencilhou seu braço de minha mão e seguiu caminho para fora do estacionamento, me deixando só com a minha perguntando pairando ao meu redor.

Fui para o hospital, fazendo o mínimo de rodeios no caminho. A cidade estava totalmente preparada para o natal de amanhã e eu claramente não poderia me esquecer do baile que seria feito ao entardecer. Assim que cheguei ao hospital e estacionei em uma das vagas privativas da família, chequei se todos os documentos necessários estavam dentro da pasta. O lugar estava calmo, o que era uma raridade entre os funcionários, já que sempre nessa data começavam os preparativos para a noite. Meneei a cabeça em uma tentativa de dispersar os pensamentos mais inúteis e me focar no que seria necessário. Ao sair do carro, um homem saiu das sombras, seus cabelos longos presos em um coque, sua barba estava para fazer e claramente não se preocupava com sua beleza. Seus olhos brilhavam em um tom de âmbar que refletiam a luz do ambiente.

— Trouxe a encomenda?

— Acha que sou de quebrar minha palavra? Não sou igual vocês — estiquei a maleta e com um sorriso amargo, ele a recuperou de minhas mãos

— Da zdravstvuyet velikaya mama! — murmurou, saindo logo em seguida sem deixar rastros da sua existência. Seu odor era pútrido como um cadáver que recém tinha entrado no estado de decomposição.

Entrei pela porta dos funcionários e caminhei direto para o hall principal encontrar com meu irmão, mas claro que ele não estava lá. Dei minha atenção a algumas garotas que estavam cochichando algo sobre meu querido e amado irmão, então, por interesse próprio, me aproximei delas e toquei suavemente a cintura de uma loira que estava de costas para mim e com um sorriso forçado no rosto, a perguntei:

— Sabe onde eu poderia encontrar meu irmão?

E com um sorriso bobo no rosto, me respondeu — Na sala dele com a enfermeira Rita, sabe? A ruiva descolorida com quem ele anda transando, você vai achar os dois juntinhos. — ela ergueu os punhos fechados ao lado do rosto e fingiu uma empolgação com nojo na voz, aquilo me fez rir.

— Obrigado, eu lhe devo uma. — ela passou uma das mãos sobre meu peito e ajeitou meu terno brincando com as pontas dos dedos nos botões.

— Eu vou cobrar!

Desvencilhei-me de seu toque e forçando mais um sorriso, sai de sua companhia. Assim que cheguei à sala de meu irmão, podia se ouvir alguns gemidos e claro, como eu sou um bom intrometido, bati na porta. Silêncio... E então um baque de cadeira caindo no chão. Escorei no marco da porta em uma tentativa de impedir das risadas continuarem, mas era totalmente impossível.

— Quem é o desgraçado, filho da mãe, que bateu na minha porta? Eu avisei as suas amiguinhas que não era para ninguém vir!

E assim que a porta se abriu, sorri em sua direção.

— Diga "olá" ao desgraçado do seu irmão, Maccon.

— Desculpe Ethan, achei que fosse mais uma das enfermeiras — balbuciou enquanto arrumava as roupas completamente amassadas, fedendo a sexo e cigarro.

— Isso não é a postura que um Bloom deveria mostrar, tenha mais respeito com seu sobrenome. Eu lhe espero na minha sala, nãos tens mais que cinco minutos para estar lá, bem vestido e sem esse cheiro pútrido de sexo no motel.

— Porra, cara! Assim atrapalha nossos negócios — falou apontando para si e para a garota que esbanjava uma feição de surpresa e medo enquanto ajeitava as roupas em uma tentativa falha de esconder o que tinha acontecido entre os dois.

— Não estou nem aí para seus joguinhos com as garotas daqui, trate de agir como um adulto. E nossos assuntos — apontei para mim e cravei o dedo no peito dele — Ficou sério. Então é melhor se acostumar, pois seu tempo para sexo acabou!

Caminhei até minha sala e preparei tudo enquanto monitorava o relógio, marcando cada segundo de atraso. Assim que ele chegou e se acomodou em uma das cadeiras estofadas, joguei os documentos na mesa e abri a pasta para ele, apontando com a mão a última entrada e saída de dinheiro e sangue do hospital.

— Explique-se!

Ele recolheu os documentos e observou com cuidado, atônito colocou de volta sobre a mesa e passou a mão na barba, coçando-a logo em seguida.

— Cara, eu não transferi nenhuma quantia para essa conta, nem fiz a contagem dos litros desse mês, como posso ter feito essa transação?

— É o que eu vim lhe perguntar, não tenho como saber se está mentindo, ou se está dizendo a verdade, mas tenho isso — peguei as cópias dos cheques da gaveta e joguei sobre os documentos — Possuem sua assinatura, melhor se explicar. Para quem vez a transação?

— Eu não fiz transação alguma! Thomas saberia antes de você e claramente minha cabeça estaria em uma estaca em frente a nossa casa. Só posso dizer que, quem falsificou minha assinatura, quem fez isso, sabe o que está fazendo — avançou o corpo e pegou os cheques e os avaliou.

— Maccon, se os russos souberem disso, estamos com problemas. Se essa for uma conta fantasma, precisamos saber o destinatário do dinheiro.

— E acha que eu não sei? Sou eu quem mais se fode nessa história!

Suspirei e coloquei os cabelos para trás enquanto escorava as costas no encosto da cadeira. Pensei por alguns segundos e olhei para ele.

— Mantenha essa conversa em segredo, amanhã ao entardecer, nos encontraremos no baile para discutir isso melhor. Agora eu tenho uma viagem a negócios, espero te encontrar no baile e repito, mantenha-se em silêncio sobre nossa conversa. — levantei-me da cadeira e nos retiramos da sala.

Liguei para meu piloto e pedi para que preparasse tudo, já que dentro de uma hora eu estaria com todas as coisas prontas para o voo. Uma hora depois já estava dentro do meu jato particular indo em direção a Seattle para um encontro profissional com meu irmão mais velho e líder da empresa, Thomas, e que agora queria convocar uma reunião com os sócios da nossa empresa pois ele também notou transações de dentro da corporação que não foram feitas por ele.

[Uma hora depois já estava dentro do meu jato particular indo em direção a Seattle para um encontro profissional com meu irmão mais velho e líder da empresa, Thomas, e que agora queria convocar uma reunião com os sócios da nossa empresa pois ele t...]

A reunião em Seattle ocorreu, de certa forma, bem. Pude perceber que toda cidade estava comemorando após o natal, todas as pessoas agrupadas em suas famílias e eu totalmente sozinho me preparando para a droga de baile hoje a noite. Era uma espécie de baile beneficente, mas que claramente estava desviando dinheiro para nossa empresa em segredo. Todos os itens leiloados aqui eram comprados por um valor muito menor logo após a festa acabar, sim isso era uma espécie de golpe, mas que funcionava.

Assim que o sol se pôs e trouxe no lugar a sua amada lua e a penumbra da noite, era hora de abrir o hall do hotel aos convidados e checar se cada um estava com seu devido cartão de acesso. Mas assim que chegou minha vez, por algum motivo disse que meu cartão de acesso não era válido e eu não entendia o motivo. Pelo menos ser um dos organizadores tem suas vantagens e consegui entrar sem mais esforços. O lugar estava recoberto por tons claros e confortantes, não muito chamativos e um pequeno palco foi instalado em um dos lados para que pudesse, ali, ser mostrado os itens do leilão. Os convidados aos poucos foram preenchendo o lugar e logo suas risadas e conversas tomaram conta do ambiente, dispersando a música do violino que estava tocando ao fundo. Um homem parou ao meu lado e cruzou os braços em cima do peito estufado, ele usava uma máscara simples preta que cobria parte do seu rosto e descia pela lateral esquerda do rosto.

— Me encontre na sala treze desse andar dentro de uns quinze minutos, tenho um assunto para resolver antes — e sem mais saiu agarrando a cintura de uma mulher baixa e ruiva, ele não iria mudar de forma alguma.

Olhei em meu relógio e em seguida as pessoas a minha volta, o leilão estava programado para as oito em ponto, então tínhamos cerca de vinte e cinco minutos para discutir quais ações tomar ou remediar contra quem fosse que estivesse fazendo as transações sobre nosso nariz. Escorei em um dos pilares de mármore que decoravam o lugar e uma garota ruiva se aproximou de mim, ela usava um vestido branco que descia de seus ombros em um lindo V até seus seios, a saia era semitransparente e deixavam suas pernas completamente a mostra e em seu rosto uma máscara branca feita de renda escondia suas feições. Seus olhos verdes brilhavam em um tom aquecido por conta da iluminação do ambiente. Ela estendeu a mão e sem dúvida aceitei seu convite, sendo levado ao centro do salão para dançar ao som dos violinos.

— Temos convidados indesejados — falou a murmúrios em meu peito, mas de forma que somente eu ouvisse — Pelo que observei, dois homens e uma mulher. Um dos homens veio acompanhado da garota enquanto outro estava sozinho, não sei quem são, mas sei que coisa boa não é. Acredito que possa resolver esse assunto, certo?

— Preciso de pelo menos meia hora — fitei seus olhos — Consegue ganhar esse tempo para mim?

— Vinte minutos, sem mais. Não podemos arriscar perder um de nossos sócios e você sabe disso muito bem.

— Eu tenho assuntos pendentes e é nessa festa que vou poder resolver — nos conduzimos em uma dança calma, afastada dos demais casais que dançavam ao nosso redor — Já viu com os outros?

— Thomas ainda está em Seattle, creio que já sabe o motivo; Maccon foi transar em um dos banheiros com sua acompanhante, que por sinal é enfermeira; Elec está fora resolvendo alguns assuntos relacionados aos hospitais que queremos construir...

— Deixaram-no ir, sozinho?

— Infelizmente sim, Thomas deu a palavra final e por favor não me interrompa novamente! — e como uma criança com medo da bruxa má, obedeci.

— Continuando: você está aqui com essa nova "missão" e eu estou junto apenas para passar essa informação, tenho que ir para Seattle dentro de algumas horas resolver com Thomas sobre alguns sócios mal-intencionados sobre nós. — soltou-se de mim e ajeitou o vestido enquanto me encarava — Resolva isso o mais rápido que puder — e saiu em meio ao tumulto de corpos bêbados e fedendo a charuto do lugar.

Ajeitei meu terno enquanto estufava o peito em uma tentativa de manter a compostura e segui caminho ao corredor que dava acesso a sala treze, mas antes que pudesse, sequer chegar perto, uma garota de longas mechas negras me agarrou para si e antes de me virar pude ver um homem, que definitivamente não era meu irmão, entrar na sala onde nos encontraríamos.

— Moça, desculpe-me, mas não posso aceitar essa dança — e em uma tentativa falha, tentei soltar meu braços e seu aperto se tornou mais forte

— Você não tem essa opção, Ethan. — ao ouvir sua voz virei-me bruscamente para encará-la. Usando um vestido totalmente negro que contrastava com sua pele pálida, sua máscara era feita de renda, mas era bordada diferente, formava quase um rosto de gato. Seus lábios pintados em um tom vivo de vermelho me deixaram completamente fora do chão.

— Como você entrou aqui Sophie?

— Eu tenho meus métodos — puxou-me para a pista de dança e conduziu nosso passos com uma maestria sem igual — Andou se divertindo em Seattle?

— Está me seguindo?

— Vigiando, infelizmente não tenho pessoas lá para te seguir — girou-se colando seu corpo ao meu, eu podia sentir suas costas se arquearam contra o meu peito — Mas sendo meu principal suspeito, tenho que lhe vigiar de toda forma.

Eu já estava perdido em meus pensamentos, eu estava com ela em público e não havia mais nenhuma relação entre nós, mas de toda forma meu corpo ainda reagia a simples estímulos de sua parte. Essa garota seria minha ruína e com certeza poderia me dobrar facilmente.

— Sophie, eu não matei sua irmã e nenhuma das garotas, aliás, você não estava perguntando sobre minha irmã ontem?

— Ela já não é mais uma suspeita — ficou rebolando contra minha pélvis e pude sentir um aperto contra o zíper da calça — Quer dizer, por enquanto. — girou seu corpo novamente até ficar de frente — Quer saber como entrei?

— Essa é minha missão do dia — rimos e ela se afastou alguns centímetros, o suficiente para nosso olhares se encontrarem uma posição confortável para os dois.

— A garota com quem você dormiu é minha amiga — começou ela e com apenas isso já fiquei angustiado, mas antes que eu pudesse interromper, ela continuou — Assim que você saiu, pedi para que ela acessasse seu computador. Não é muito inteligente deixar uma câmera virada para ele, continuando: ela me avisou que você viajaria para Seattle a uma reunião e foi assim que eu soube que você esteve lá. Certamente seu cartão de entrada para a festa não funcionou, certo? — meneei a cabeça afirmativamente em total silêncio — ela me enviou o original assim que recebeu junto da carta com o convite, conseguimos falsificar um que claramente não funcionava e substituímos o original e com ele criamos um duplo que era de certa forma universal. Foi assim que eu e meu parceiro nos infiltramos na sua festinha.

— Sua diabinha.

— Nunca fui santa para início de conversa — soltou-se de perto de mim e se afastou aos poucos — Tenho que ir, não posso ficar mais. — e correu para longe de mim, se misturando a multidão que nos cercam.

Olhei para o relógio e eu estava completamente atrasado. Corri, me chocando com as pessoas bêbadas, chegando na porta da sala em poucos minutos. Ajeitei o terno, ofegante, e então notei uma poça de um líquido escuro e avermelhado, o cheiro de sangue tomou conta do lugar. Abri a porta desesperado e a cena me aterrorizou, meu irmão jogado em cima de uma mesa com uma adaga cravada em seu peito e um rastro de sangue descendo por seu corpo. Chamei minha irmã e avisei para tirar todos os convidados daqui e verificar todos antes de liberá-los, agora minha nova missão era ir atrás de Sophie e o homem com quem ela estava. Se teve a coragem de vir aqui, veio por um motivo e eu iria descobrir a qualquer custo!



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