História O Caso Do Kyungsoo - Capítulo 1


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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol
Tags Baekhyun, Baekyeol, Byun Baekhyun, Chanbaek, Chanyeol, Park Chanyeol
Visualizações 6
Palavras 5.259
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção, LGBT, Mistério, Policial, Romance e Novela, Slash, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


AHIBA

n é a do dream ;-;

Calma q o nosso momento ainda chega amores

Essa é mais uma fic top (é bem curta) para não deixar vcs sem nada (como se minhas fics fossem tudo mds, n liguem pra mim)

CALMA Q LOGO SAI CAP DE SEFV, NAO TAQUEM PEDRAS

obs: todo cap tem uma pista sobre quem é o assassino, é só observar atentamente

BOA LEITURA

Capítulo 1 - Zero por cento


0%



Byun Baekhyun era um investigador.

Sempre foi apaixonado por mistérios e pistas, pegadas e lupas de detetive. Amava séries policiais que mostravam como uma investigação policial era feita.

E agora, um adulto, se tornou o que sempre fora seu sonho ser: o melhor investigador do país.

E naquele dia, fora chamado para mais uma investigação policial envolvendo assassinato.





– Do Kyungsoo, desesseis anos. A vítima foi encontrada na banheira da casa, senhor. Doze facadas na região abdominal e um trauma na cabeça causado por um objeto não identificado. – o homem dizia.


A casa do garoto estava, no momento, cercada por viaturas e aquelas fitas amarelas impedindo que entrem ou saiam.


– Os vizinhos disseram que havia um cheiro muito estranho vindo da casa, e os amigos contaram suas faltas durante a semana, parece que ele nunca faltava na escola.


Baekhyun analisava a cena do crime.

Uma banheira consideravelmente grande e um corpo dentro da mesma. Kyungsoo vestia uma roupa casual, regata e calça de moletom. Os chinelos também denunciavam que no dia do assassinato, ele não havia saído de casa.

O estudante tinha os olhos fechados e o corpo relaxado, o abdômen com furos feitos pela faca ensanguentada que havia no chão e o lado direito da cabeça um pouco amassado pelo golpe.

A banheira se enchia de sangue aos poucos, e contando os dias que o corpo permaneceu naquela posição, o nível do líquido estava quase na metade.


– Por quanto tempo ele está aqui?

– Os vizinhos desconfiam que seja entre dez e doze dias.


Os lábios da vítima estava roxos, assim como as pontas dos dedos. A pele pálida, as roupas ensanguentadas e as paredes e chão manchadas.


– Não há sinais de luta pela casa?

— Então... Analisamos a casa inteira, mas a mesma está um brinco, completamente limpa e organizada... Não há sinal de digitais e nem nada.


Então Do Kyungsoo fora morto no banheiro, não haviam sinais de luta ou qualquer outra pista fora daquele cômodo.

A situação do banheiro era horrenda, com muito sangue e um cheiro insuportável. Algumas moscas rondavam o corpo sem vida e pousavam sobre as feridas abertas das facadas e da cabeça.


— Quero uma autópsia urgente e coleta de digitais da faca. Pelo jeito, ele lutou para sobreviver, mas tudo ocorreu no banheiro. Veja, o espelho está um pouco torto e quebrado, talvez ele foi empurrado conta a parede e ali ocorreram as facadas.

– Baekhyun ditou e seu companheiro investigador concordou.

— Há sangue nessa parte do chão, certeza que as facadas foram aqui. Vou pedir para que levem o corpo e realizem a autópsia, senhor! – o homem saiu dali.

— Senhor Byun, o namorado e os amigos estão na delegacia para prestar depoimento. – um policial adentrou o banheiro.



★★



— Ele... Estava um pouco estranho ultimamente. – Kim Jongin tinha os olhos vermelhos pelo choro compulsivo.

— Estranho como? – Baekhyun estava sentado a sua frente.

— Não sei... Parecia que ele estava escondendo alguma coisa, e quando eu perguntava isso, ele dizia que era nada.

— Como era seu relacionamento com ele e com outras pessoas?

— A gente tinha quase dois anos e meio de namoro. Ele era legal comigo, sempre foi gentil com todo mundo. Às vezes parecia que ele estava te ignorando, mas era só seu jeito estressado... Kyung se esforçava na escola, era o melhor da turma e o preferido do professor. Um amor de pessoa, eu o amava mais do que qualquer coisa...



★★★



— O meu neném era o cara mais subestimado do mundo, por isso que gostava dele. A gente é melhor amigo desde o nascimento já que nossas mães era amigas... Ele me entendia e vice-versa.

— Quando foi que percebeu que ele estava estranho?

— Acho que vai fazer quase um mês. Ele andava meio nervoso e as vezes olhava para os lados quando a gente saía, estava muito paranóico!

— Com o que exatamente, Lu Han?

— Não sei dizer, quem sabe disso é o Yixing. Ele disse que vai falar tudo o que sabe. Só sei que eu estava dormindo quando o Kyungsoo me ligou, já faz muitos dias, e foi a última ligação dele desde então.

— Ele te ligava com frequência?

— Sim, a gente se falava todos os dias por ligação! Mas... Antes daquela última ligação, ele não estava conversando muito comigo, digo, pelo telefone.

— Entendo. Acredita que aquela seja a última ligação que Do Kyungsoo teria feito antes de morrer?

— Acho que sim... – os olhos do garoto começaram a se encher de lágrimas – Ele já me disse uma vez que se algum dia estivesse em apuros, eu seria a primeira pessoa pra quem ele ligaria...

— Haviam quantas chamadas perdidas?

— Sete.



★★★★



— Zhang Yixing, me informaram que você diria tudo o que sabe.

— Eu... E-Eu vou...

— Pois então... Como era sua relação com Kyungsoo?

— Nós éramos dupla na aula de ciências, tínhamos uma boa amizade.

— Havia alguma pessoa com quem Kyungsoo tinha inimizade?

— Na verdade, não. Ele sempre foi legal com todos, era meio ignorante as vezes, mas não acredito que haja alguém que ele não gostasse e vice-versa...

— Como percebeu Kyungsoo nos últimos dias?

— Ele andava estranho e desconfiado... Houve um dia que fui em sua casa para fazer um trabalho, e logo quando toquei a campainha, ele abriu a porta e me puxou pra dentro muito rápido, como se alguém estivesse prestes a me matar! Não sei dizer, mas percebi que ele olhou uma vez pela janela e depois voltou ao normal.

— Ao normal em que sentido?

— Deu atenção para mim como sempre, fizemos o trabalho normalmente, e quando perguntei a ele se estava tudo bem, ele abaixou a cabeça e disse que estava. Mas eu sabia que não estava...

— Sinto que você quer falar algo mas está com medo. O que é? Pode confiar em mim, seu depoimento é confidencial, ninguém além de mim e aquelas duas pessoas do outro lado do espelho – apontou para o espelho gigante – saberá.

— C-Certo...

Houve alguns segundos em silêncio para que o garoto tomasse uma dose de coragem.

— Eu e Kyung acabamos ficando próximos, então eu fui dormir na casa dele um dia. Estava chovendo muito, então liguei para meus pais e eles autorizaram. No meio da madrugada, acordei com Kyungsoo falando sozinho enquanto dormia, e ele parecia gemer de dor. Depois, ele começou a chorar um pouco e pediu para que aquela pessoa parasse.

— Que pessoa?

— Eu... Não me lembro o nome... Ele falou meio abafado, não deu para ouvir.

— Sabe ao menos se era homem ou mulher?

— Era um homem.



★★★★ ★



— Senhor! – o companheiro investigador de Baekhyun adentrou a sala que ambos dividiam.

— Alguma informação sobre Do Kyungsoo?


Já faziam exatos dois dias desde que o corpo foi encontrado e os depoimentos foram dados.


— Sim! A autópsia já foi concluída, e aqui estão os resultados. Quanto as digitais da faca...

— O que há?

— Pode parecer estranho, mas elas batem com as digitais do próprio Kyungsoo. O banheiro inteiro foi analisado, mas nenhuma digital desconhecida foi encontrada.

— Pode resumir o resultado da autópsia para mim, por favor?

Enquanto Baekhyun virava as folhas e passava os olhos, o investigador Oh Sehun falava.

— De acordo com os resultados, foram encontradas como já sabíamos, doze feridas na região abdominal causadas pela faca da cena do crime e um trauma na cabeça. Os médicos disseram que a morte não foi causada pela faca, e sim pelo trauma. Acreditam que as facadas foram feitas após o criminoso bater com o objeto desconhecido no garoto.

— Algum sinal de estupro?

— Não houve como saber, Do Kyungsoo tinha namorado e não era mais virgem... Mas além das feridas visíveis, a vítima deu indícios de que fumava, mas não era nada grave, já que parecia muito recente. Não eram drogas, apenas nicotina.

— Muito obrigado, investigador Oh! Peça para que preparem uma equipe de investigação, quero olhar mais atentamente o quintal, que aliás já era para ter sido analisado dessa forma.

— Sim, senhor!



★★★★ ★★



O lado de fora da antiga casa de Do Kyungsoo parecia muito comum, e isso incomodava muito Byun Baekhyun.


— Tentem encontrar algo diferente, como algum anel, brinco, pegada ou qualquer outra coisa! – o chefe Byun mandou – Vou falar com os vizinhos novamente.


Estranhamente, o renomado investigador se sentiu observado, e Sehun se aproximou do mesmo.


— Está tudo bem, senhor?


Baekhyun olhou atentamente para a direção que sentiu sua nuca queimar.


— Está.


O homem se aproximou das casas vizinhas junto de um policial e tocou as campainhas, mas de quatro casas, apenas duas atenderam.


— Byun Baekhyun, área de investigação da delegacia de Seul. – mostrou seu distintivo à moradora da casa, e logo depois o policial acompanhante. – Se não se incomoda, gostaria de fazer algumas perguntas para a senhorita... – a olhou como quem diz "qual seu nome?".

— A-Ah... Meu nome é Kim Taeyon.

— Oh, claro. Gostaria de fazer algumas perguntas para a senhorita Kim sobre seu antigo vizinho, Do Kyungsoo.


A jovem olhou para os lados e Baekhyun estranhou a atitude, porque ela não parecia preocupada.


— Podem entrar, vou preparar um café, vocês gostam? Podem falar comigo informalmente!

— Muito obrigado, Taeyon.



★★★★ ★★★



— Então, Taeyon. Reparou em alguma movimentação diferente na casa de Kyungsoo? – Baekhyun perguntou enquanto o policial ao lado anotava as respostas.


Ambos os da polícia se encontravam sentados no sofá da aconchegante sala da jovem com suas xícaras no apoio do sofá, e Taeyon, em uma poltrona.


— Muitos me conhecem por ser uma grande fofoqueira e intrometida, mas faz tempo que não pratico minhas escapadas para saber da vida dos outros. Desde que aquele garoto veio morar aqui do lado, não sei nada sobre ele... Não percebo mais essas movimentações estranhas e etc.

— Viu alguém entrar na casa dele nos últimos doze dias?

— Não... Apesar de não conhecer o menino, eu sabia que ele era estudante e o via todos os dias no ponto de ônibus, mas me lembro que a partir de um desses dias, ele não ia mais para lá. Achei que tinha trocado de escola, ou sei lá! Ele não saiu mais de casa, mas eu não cheguei a perguntar sobre, eu nem o conhecia mesmo...

— Desde quando mora nesta casa?

— Vai fazer... Acho que quase quatro anos, por quê?

— Quando se mudou, a casa dele já havia sido construída?

— Oh, sim! – por um segundo, ela riu – Engraçado que aquela casa foi uma possibilidade de moradia para mim, eu cheguei a visitá-la, mas estava um pouco destruída e acabei não morando lá, e sim aqui.

— Houve reforma?

— Agora que falou... Houve sim! Foi um pouco antes do menino se mudar, e confesso que senti bastante inveja, a casa ficou linda por fora.

— Havia alguma câmera quando visitou a casa?

— Que eu me lembre, tinha, mas não funcionava. O dono disse que era apenas para assustar, não sei... Mas minha casa tem câmeras!


Baekhyun se sentiu mais aliviado, afinal, poderia analisar as gravações do dia em que Kyungsoo fora morto. Mas antes que pudesse pedir, a jovem continuou a falar.


— Só que tem um problema...

— Que problema?

— Eu tenho um marido, e peço para que todos os dias ele analise as gravações para ver se alguém estranho tentou algo na nossa casa. Ele sempre diz que não houve nada, então exclui as gravações permanentemente toda semana.


Byun suspirou.


Uma chance de análise havia sido jogada fora, as gravações do dia que Do Kyungsoo morreu foram excluídas.

No dia em que o corpo foi encontrado e policiais pediram depoimentos rápidos sobre o garoto para os vizinhos, e nenhum dos que estavam ali possuíam câmeras, ou seja, apenas a jovem vizinha Taeyon possuía, mas as gravações não existiam mais.

O próximo passo de Byun era saber o trajeto que a vítima fez no dia em que morreu, então agradeceu à Taeyon e saiu de sua casa. Mas, quando a moça percebeu que o outro policial havia se distanciado, puxou o investigador para um pouco mais perto de si e contou algo importante, quase sussurrando:


— Há três dias, além de eu não estar em casa para dar o depoimento rápido, um outro vizinho também não estava. Eu encontrei com ele no mercado da cidade...

— Qual o nome dele?

— Park Chanyeol.



★★★★ ★★★★



Baekhyun perguntou para os policiais se haviam pedido depoimentos de todos os vizinhos, mas os mesmo disseram que não, o que só confirmou o que Taeyon havia dito.


— Pedimos para os moradores daquelas duas casas ali! – um deles apontou sem exagero – As outras estavam vazias.


Até o momento, só faltava o depoimento de Park Chanyeol.


— Mas senhor... Os vizinhos são tão importantes mesmo?


Na verdade, não eram lá aquelas coisas, não eram tão importantes na investigação. Mas algo incomodava Byun Baekhyun, algo naquele caso parecia ser perturbador para si, então achou melhor reunir todas as pistas que podia.

Ele queria desvendar aquele caso o mais rápido possível, a família da vítima estava desesperada, assim como os amigos e o – agora – ex-namorado.

O investigador Byun Baekhyun era ótimo no que fazia, e quase sempre concluía seus mistérios em menos de uma semana, não era atoa que era o melhor do país.

Por mais que tivesse tão poucos três anos de experiência, os mais velhos acreditavam em seu trabalho, e a família também.

Por meio a conversa com Taeyon naquela casa, a moça disse que sabia que uma reforma em uma casa tão destruída como antes estava a de Kyungsoo, parecia ser bem alta no custo. E como Do Kyungsoo era apenas um estudante do colegial, seu possível emprego de meio período como jovem-aprendiz não lhe pagaria uma reforma tão grande. Taeyon poderia estar exagerando na visão de outros policiais em relação a isso, mas Baekhyun resolveu lhe dar um ponto de confiança, estranhamente acreditava nela. Já a considerou inocente por um segundo.

Quando alguns policiais tentaram falar com Chanyeol, descobriram que o mesmo não estava em casa, e Baekhyun como um louco, decidiu esperar o cara chegar.

Já faziam algumas horas de análise no quintal – que era imenso – e durante todo esse tempo, Baekhyun observava a situação atentamente. Até que resolveu olhar a casa da vítima por dentro novamente, algo lhe chamava atenção, então chamou a vizinha Taeyon para o acompanhar. Byun queria saber se o custo da reforma parecia mesmo tão alto, e como Taeyon já havia entrado na casa antes e nunca depois, apenas ela poderia comparar.


— Uau! A casa está... Impecável! – a reação da mulher parecia verdadeira.

— Como era a casa antes da reforma?

— Bem... A sala está bem diferente. A casa não tinha nenhum móvel de verdade, quando entrei aqui era tudo empoeirado e velho. A sala primeiramente tinha só um colchão fino ali – apontou para um canto – e essa escada era de carpete. A cozinha... – andou pelo cômodo e Byun a seguiu – Caramba! Eles trocaram tudo! Essa pia era muito antiga, e que eu me lembre, não ficava desse lado... Existia uma parede aqui que separava a sala de estar, agora parece tudo bem maior! Os azulejos, mármore, janelas, piso... Parece tudo diferente! Até a cor das paredes!

— Quer olhar o segundo andar?


Aquilo significava que tudo foi trocado, e se até a pia foi deslocada, o preço era alto apenas no andar de baixo.

Os móveis da casa, se bem reparados e analisados, pareciam ser quase um luxo, o que mais aumentava o preço.

Se o custo apenas do primeiro andar já parecia bem alto, significava que possivelmente a família da vítima possuía bastante dinheiro, e bem depois o Byun descobriu que sim, eles eram bem ricos e a casa estava no nome do irmão mais velho do garoto.

A família pagou a casa e sua reforma, além dos problemas de esgoto ou inícios infestações, o que era bem nojento.

A antiga casa era muito mais feia e descuidada, de acordo com Taeyon. E Baekhyun não prestou atenção quando a família ofereceu um preço consideravelmente alto pelo seu serviço rápido de investigação, isso apenas comprovava suas teorias.

Do Kyungsoo vivia bem de vida, o que levou Baekhyun pensar que ele fora morto por alguma ameaça feita pelo criminoso, como "me pague esse tanto se não eu mato ele".

Mas a família disse que não recebeu esse tipo de ameaça, então o investigador ficou quase sem chão. Enquanto Baekhyun andava em direção ao invstigador Oh, pisou em algo que estava perto da cerca que separava as casas.

Pegou o objeto na mão, e...



★★★★ ★★★★ ★



— Eu quero saber como NINGUÉM percebeu uma coisa dessas! – Byun estava extremamente irritado com sua equipe de investigação, enquanto a mesma o olhava, todos quietos na sala. – Analisamos o quintal e casa inteira diversas vezes durante QUATRO DIAS, e a considerada MELHOR EQUIPE DE INVESTIGAÇÃO DO PAÍS, não encontrou algo essencial. SERÁ QUE ALGUÉM PODE ME EXPLICAR COMO ISSO ACONTECEU?

— Senhor... Nós analisamos tudo e não havia nada parecido, cada um ficou responsável por uma determinada área, e quem estava perto da cerca era o agente Wonwoo. – um deles ditou baixo.


Baekhyun suspirou e andou devagar até o sujeito, com uma cara nada boa, enquanto o resto permanecia em silêncio.


— Agente Jeon Wonwoo, número dez barra zero dois, serve à equipe de investigação desde o início de que foi criada, nenhuma decaída. Duzentos e treze provas consideradas as mais importantes das investigações foram encontradas por você, um ótimo observador de áreas. Nunca faltou em nenhum caso, o que foi que aconteceu?

— M-Me desculpe, senhor, eu-

— Responda corretamente!


O agente suspirou, arrependido e ansioso, quase triste. Suas emoções pareciam mudar a cada segundo.


— Procurei pistas por aquela área muitas vezes, cada centímetro foi observado e eu não encontrei nada! Não sei como esse lápis foi para lá, eu juro que fiz o melhor que pude!


Baekhyun segurava o lápis com um pedaço de pano e o colocou na enorme mesa repleta de agentes de sua equipe, e suspirou pela milésima vez no dia.


— Como é sua primeira decaída, vou deixar passar. Você sempre foi um dos melhores daqui e já me ajudou em muitos outros casos, apenas espero que isso nunca mais aconteça! – agora, o chefe dali olhava todos – Quero que entendam que estou começando a ficar nervoso com o caso, já fazem quatro dias e não descobrimos nada sobre o assassino, apenas sobre a vítima! A família pagou um preço muito alto pela investigação e queriam que fosse concluída como todas as outras que já tivemos, em menos de uma semana! Desde três anos atrás sempre seguimos como os melhores e mais eficientes do país, já desvendamos mais de mil e quinhentos casos! Sabem com quantos casos estou ao mesmo tempo?


Silêncio.


— Três, três casos para serem resolvidos por mim ao mesmo tempo. Sabem que tenho outras equipes, mas por favor, vocês estão comigo desde o começo, se esforcem o máximo que puderem! Isso não é um sermão, é um alerta. – bufou – Estão dispensados.


Um por um começou a sair da sala, restando apenas Wonwoo que pediu desculpas mais uma vez e foi embora.

Baekhyun ficou ali por mais um minuto e saiu rapidamente, indo até a ala de coleta de digitais entregar o lápis para análise, e na volta para seu escritório, bateu de frente com Oh Sehun.


— Perdão! – fez uma reverência.

— Não precisa de tanta formalidade, Sehun. – sorriu e continuou seu caminho.



★★★★ ★★★★ ★★



Uma digital desconhecida foi encontrada no lápis, e Baekhyun considerou aquela como a principal prova contra o assassino, já que também encontraram uma quantia – mesmo sendo muito mínima – de sangue, que foi identificado como o da vítima.

O investigador aceitou que o caso era difícil, e não haviam suspeitas contra alguém até o momento, então alertou a família que precisava de um pouco mais de tempo para resolver tudo. Consequentemente, reduziram o pagamento, mas Baekhyun já sabia que isso aconteceria.

E neste momento, se encontrava na casa de Taeyon, tomando mais uma xícara de café. Mas não como o investigador Byun, e sim como o Byun, sem o uniforme.

Desde que se conheceram, Baekhyun se sentiu confortável para conversar com a jovem, e dali em diante se consideraram amigos.


— Então, Baek, como anda o caso? – já conversavam mais informalmente.

— Está difícil. Daqui a pouco vou chamar os amigos e o ex-namorado de Kyungsoo para saber mais sobre o trajeto dele durante a semana, já que calculamos que ele foi morto em uma quarta-feira. Falando nisso... Você via ele depois do ponto de ônibus?

— Não... Eu me sentia quase como uma acompanhante dele quando andávamos até o ponto, depois disso, ele pegava um ônibus diferente do meu, era escolar. Além dele como aluno, me lembro de uma garota, mas eles não conversavam, então acho que não se conheciam.

— Pode me dizer qual é este ponto?

— O que fica em frente ao açougue, é seguindo essa rua para o lado esquerdo da casa de Kyungsoo. Ando alguns quarteirões, mas os saltos não machucam meus pés, já estou acostumada! – riu e ambos ouviram o barulho da porta da frente se destrancar, então a jovem aumentou seu sorriso. – É meu marido!


O homem bonito e não tão alto entrou na casa, vestido de terno e gravata, carregando uma mala média.


— Oi amor! – o casal se abraçou, então Baekhyun percebeu o olhar desconfiado do homem sobre si.


Eles ainda não haviam se conhecido.


— Oh! Baekhyun, esse é meu marido Kim Junmyeon. Amor, esse é o Byun Baekhyun, mas acho que já conhece ele da TV!


Junmyeon sorriu amarelo e cumprimentou o investigador com um aperto de mãos.


— Prazer em conhecê-lo, Kim!

— O prazer é meu, Byun. Mas... Será que poderia me informar o que um investigador tão importante está fazendo dentro da minha casa com a minha mulher?


Baekhyun se sentiu ameaçado, mas entendeu o lado do homem. Afinal, ele poderia achar que algum tipo de traição estava ocorrendo em baixo de seu nariz. Junmyeon trabalhava o dia todo e as vezes saía mais cedo para aproveitar o resto do dia com Taeyon, e quando chega, se depara com um cara desconhecido com ela. Também viajava muito por conta de negócios da empresa, o que foi o caso daqueles quatro dias.


— Amor! Não seja assim... Se lembra de Kyungsoo? Então... Ele foi encontrado morto na casa dele e Baekhyun está tomando conta do caso.

— Mas... Perdão, onde está seu uniforme?


Certo, aquele cara era bem ousado.


Baekhyun e Taeyon se olharam, depois riram.


— Somos amigos agora, e amor... Não se preocupe com isso que está pensando! - Taeyon sussurrou algo em seu ouvido, que Baekhyun já sabia o que era, e fez Junmyeon rir.

— Perdão pela ousadia, Byun. Sabe como é, essa garota é muito linda para não ser minha! – Taeyon abraço o marido pelo pescoço e todos ali riram – Acho que podemos ser amigos, por favor, me chame de Suho.


Baekhyun concordou com a cabeça e ficou por mais alguns minutos, logo depois voltando para seu próprio apartamento para colocar seu uniforme e continuar a investigação depois de se despedir do casal.

Sua opção sexual não era novidade para os colegas de trabalho, o que ele iria querer com uma mulher?

A rotina descoberta de Do Kyungsoo era simples, ia a escola e em alguns dias passava em lojas. Baekhyun acompanhou seu trajeto por câmeras de segurança de estabelecimentos próximos por onde o garoto passava, mas não encontrou nada estranho.

A última gravação foi a do dia em que faleceu, em uma quarta-feira, e no dia seguinte, já não aparecia mais.



★★★★ ★★★★ ★★★



No quinto dia de investigação, inesperadamente, Park Chanyeol apareceu na sacada de sua casa, fumando.


— Boa tarde, senhor. – Baekhyun estendeu seu distintivo ao homem até então desconhecido e fingiu que não sabia o nome do mesmo – Meu nome é Byun Baekhyun, área de investigação da delegacia de Seul. Se não se importa, gostaria de fazer algumas perguntas sobre o assassinato de Do Kyungsoo.


Chanyeol soltou a fumaça antes presa em seus pulmões pelo nariz e abriu mais a porta, convidando Baekhyun a entrar na casa.


Ele estava sozinho no momento.


— Sente. – Chanyeol quase ordenou, mas Baekhyun resolveu aturar aquele tipo de comportamento. Afinal, não eram todos que gostavam de si. — Meu nome é Park Chanyeol.

— Senhor Park... Como já sabe, farei perguntas a respeito da vítima de assassinato Do Kyungsoo, seu vizinho.

— Pois então... Pode começar! – se sentou em uma poltrona um pouco velha e sorriu após assoprar a fumaça de seu cigarro mais uma vez.

— Quando foi a última vez que viu o garoto?

— Já faz mais de duas semanas.

— Você o conhecia?

— Sim, mas era apenas um conhecido, nada muito profundo.


As ações do homem fumante de cabelos escuros eram tão naturais quanto a aura que emanava. Parecia ser apenas mais um hippie.


— Vocês conversavam?

— Quando eu molhava as plantas, as vezes ele aparecia do lado de fora e dizíamos "oi" um para o outro, ou uma "boa tarde"...

— Foi você que reclamou do odor da casa dele?

— O que? Odor? Claro que não! Eu não sabia de nada disso, estava viajando e voltei ontem.

— Viajando? Onde?

— Por quê eu diria? Ajudaria na investigação?

— Na verdade, sim.

— Eu estava fora da cidade.



"— Há três dias, além de eu não estar em casa para dar o depoimento rápido, um outro vizinho também não estava. Eu encontrei com ele no mercado da cidade...

— Qual o nome dele?

— Park Chanyeol."


Anotações: Taeyon ou Chanyeol estão mentindo.


— No dia do homicídio, onde você estava?

— Já estava viajando, e se quiser, ligo para empresa confirmar minha presença na outra cidade.


Baekhyun pensou um pouco se era certo ou não fazer aquilo, então optou pela segunda opção, Chanyeol seria alguém bem life crazy se estivesse blefando e o investigador acabasse aceitando a proposta.


— Muito bem, senhor Park. Pode ser que eu volte com mais perguntas, então por favor, enquanto a resolução do assassinato não estiver passando na televisão como "mais um caso de Byun Baekhyun", tente não viajar. Preciso de testemunhas para encontrar o assassino.


Byun se levantou e foi em direção a porta, mas ouviu uma risada rouca e parou.


— Essa calça é seu uniforme? Uma boa escolha, ressalta suas marcas traseiras.

— Com licença, senhor Park, quer que eu te prenda por assédio ou desacato a autoridade?


Chanyeol fez uma cara debochada de surpresa e deu de ombros.


— Isso te ofende, investigador Byun? Se sim, perdão, eu não sabia que prendia pessoas por elas te fazerem elogios...


Baekhyun não soube o que falar, então apenas bufou e bateu um dos pés impacientemente, fazendo Chanyeol se levantar da poltrona após colocar o cigarro no cinzeiro e rir mais uma vez. Sua casa cheirava a cigarro, e Baekhyun se incomodava por fumar indiretamente quando aspirava aquele cheiro.

O Park abriu a porta da casa e Baekhyun saiu, indo direto a delegacia.

Suas principais suspeitas no momento eram o Park, e infelizmente, sua amiga Taeyon.

Não tinha como saber qual deles estavam mentindo apenas perguntando para ambos, então teria o trabalho de abrir investigações para descobrir se Chanyeol estava mesmo viajando no dia do depoimento ou estava no mercado, quando foi visto por Taeyon. Se obtivesse uma resposta de que ele estava viajando, faria um interrogatório na delegacia com Taeyon. Teria que saber se ela foi ao mercado ou apenas quis incriminar o cara altão.

Isso daria bastante trabalho, mas nada que o melhor do país não pudesse fazer, não é mesmo?

E foi assim que descobriu o trajeto feito pelo Park e pela Kim no dia do depoimento confirmava que sim: ele havia ido ao mercado, o que significava que havia voltado de sua suposta viagem antes.


Chanyeol havia mentido.



★★★★ ★★★★ ★★★★



Baekhyun se encontrava sentado no banco do pequeno café, já sem paciência.


— Droga de bateria! – reclamou do celular.


Ele precisava falar com Sehun, precisava usar seus códigos de investigador para passar as informações que tinha para seu companheiro de trabalho.


— Será que alguém aqui tem um celular com crédito e bateria para me emprestar, por favor? – Byun olhou para os lados, mas não obteve respostas imediatas.

— Quer usar o meu? – um homem se virou em sua direção e estendeu seu aparelho para o investigador, que quando percebeu quem era, levantou uma das sobrancelhas.

— Será que eu deveria confiar em você? Justo você, Chanyeol?

— Oras, que mal eu faria a uma pessoa tão importante para o país como você?


Aquilo fez Baekhyun pensar.

Quem faria mal a ele? Um cara renomado, rico, bonito, conhecido, bom e do bem que prende os verdadeiros vilões de homicídio ou qualquer outra categoria de crime em um período tão curto de tempo?

Foi então que lembrou: Chanyeol mentiu.


— Você mentiu para a polícia, sabe que pode ser preso por isso, não?


Chanyeol suspirou e deixou o braço estendido cair, olhou para os lados e gentilmente chamou o policial para conversar à sós do lado de fora do café.


— Olha, eu... Me desculpe por mentir, mas do mesmo modo eu não estava em casa no dia que descobriram o corpo. É que eu estava um pouco nervoso, poxa, uma pessoa tão importante veio na minha casa para me questionar, isso não é louco? Acho que eu estava um pouco desesperado para provar que eu sou inocente. Fazemos coisas por impulso, não é mesmo? Mas por favor, não me prenda! Eu sou inocente!


Após o discurso ser dado, Baekhyun se pegou pensando mais uma vez.

Achava que poderia dar um ponto de confiança à aquele homem.

A cara de arrependimento que o misterioso Chanyeol passou foi impressionante, parecia muito real para ele estar mentindo.


— Park Chanyeol... – finalmente disse algo – Eu tenho um poder. Posso identificar se alguém está mentindo ou não, então se tentar me passar a perna, você é um homem condenado!


As palavras fizeram Chanyeol sorrir, e logo depois, pegou o celular que guardou antes em seu bolso e entregou para Baekhyun, desajeitado.


— Quanto ao "elogio"... Me desculpe, eu estava fora de mim. Você é muito bonito para não ser notado...


Baekhyun fez uma cara envergonhada, mas focou sua atenção no celular de Chanyeol e o usou, falando códigos e mais códigos, coisas que Chanyeol nunca entenderia por não fazer parte do mundo da polícia.

Alguns minutos de falatório se fizeram presentes e foram o suficiente para Sehun entender tudo que Baekhyun descobrira.


— Obrigado pelo telefone, senhor Park.

— D-De nada... Para onde vai agora?

— Oh, para a delegacia.

— Está de carro? Quer que eu te acompanhe?


E mais uma vez, desde que trocou a primeira palavra com aquele quase estranho, Baekhyun percebeu estar pensando.

Será que deveria aceitar aquilo como um pedido de desculpas ou achar arriscado demais?

Ele era um dos suspeitos, principalmente por ter mentido há dois dias quando deu seu depoimento.

Mas fazia tanto tempo desde que se sentiu acompanhado que resolveu dar uma chance ao destino.


— Estou a pé mas ia chamar um táxi. Eu vou no seu carro e você na verdade vai me sequestrar já que fingiu ser gentil, depois me mataria ou faria estupro antes de me matar, o que acha?


Chanyeol começou a rir.


— Estou a pé também! A delegacia não é tão longe e não sou uma pessoa assim! Te sequestrar para depois ser preso pro resto da vida? Sem chance!


Baekhyun acabou rindo junto e aceitou a companhia do Park, que no fim se mostrou uma pessoa bem engraçada e carismática para Baekhyun.


Pelo menos para Baekhyun.



— Rindo sozinho, senhor? – Sehun adentrou a sala que ambos dividiam, ele tinha um pequeno sorriso contornando os lábios.

— O que? Não!

— Quem era o acompanhante?


Verdade: Sehun não sabia sobre a aparência de Chanyeol.


— Se lembra do principal suspeito?

— Não me diga que era ele!

— Era ele sim! Parece alguém legal, não do tipo que comete crimes, entende?

— Senhor...

— Sehun, eu já disse que pode falar comigo informalmente, somos amigos.

— Tá bom... Baekhyun. Se conheceram apenas no dia que o questionou?

— Sim, essa foi a segunda vez que nos vimos...

— Parecia que se conheciam há mais tempo...

— Verdade? Acho que eu já devo ter o conhecido em algum lugar por aí, me pareceu confortável demais... Não acho que ele seja o assassino.

— Não sei não... É muito cedo para decidir isso, não acha?

— Sim, mas... Algo me diz que ele é confiável.


De repente, Sehun parecia alguém sério.




— Nem tudo é o que parece ser, senhor. – saiu da sala.



20%


Notas Finais


u a u

O dilema dessa fic é "nem tudo é o que parece ser", usem e abusem bjs 🌸


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