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História O Castelo Animado - Kim Taehyung - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Two



- Estou de volta! - Sua voz ecoou pelo ateliê

- Bem vinda mamãe - Falei casualmente enquanto minha progenitora me direcionava seu mais belo sorriso

- Gostou? - Perguntou se referindo ao chapéu, eu apenas dei um sorriso fraco, aquele negócio parecia que a engoliria a qualquer instante de tão grande que era - É a última moda em Kingsbury

- Incrível.. - Falei indiferente

- Enfim, filha, trouxe boas novas notícias pra você! - Ela caminhou até a bancada de atendimento e colocou a caixa do chapéu

- Conseguiu as tintas do fornecedor francês?! - Perguntei eufórica, pintar era a minha paixão e passagem para um mundo de paz, meu belo mundo

- Oh! Então foi isso que esqueci, desculpe-me S/n, sabia que estava me esquecendo de algo, mas em comparação, é algo milhares de vezes melhor - Mamãe fez uma pausa querendo criar suspense, talvez seja algo, definitivamente, incrível - Encontrei um pretendente para você, ele é perfeito, tem bens, é gentil, é dono de uma chapelaria onde comprei este, e está vindo lhe conhecer amanhã! - Enquanto a mulher a minha frente festejava em alegria, eu me afundava em desespero, sim, era, definitivamente, um incrível desastre, meu pior pesadelo

- Mas mãe! Achei que havia sido clara da última vez que lhe disse que não queria ninguém, principalmente alguém que a senhora escolhesse, sim, eu quero me casar, mas quero me casar por amor! - Mamãe me olhou furiosa no mesmo instante

- Que tolice S/n! Se for para você se casar por amor, já estaria com 70 anos e ainda sozinha, não tem mais e nem menos, amanhã mesmo irão se apresentar um ao outro e iremos ao cartório, passei todo esse tempo fora organizando essa união - As lágrimas de fúria e tristeza começaram a escorrer pelos meus olhos e nem ao menos me dei ao trabalho de seca-las

- Você é uma mulher horrível! Como pode forçar a sua própria filha a casar-se com um desconhecido? Vai ignorar todos os meus sentimentos e opinião contra? Você é a minha mãe!

- E é exatamente por ser a sua mãe que estou fazendo isso! Se eu deixar, você vai passar o resto da sua vida sem graça presa neste lugar mixuruco brincando de pintar - Suas palavras apenas fizeram mais lágrimas caírem, como ela pode falar assim do lugar que meu pai batalhou para erguer? Era graças ao esforço dele que nós podemos ter hoje uma vida saudável e segura, bem diferente da dele..

- Se quer tanto que haja um casamento, case-se você mesma! - Gritei enquanto corria para meu quarto aos prantos

Sussurrei pelo restante da noite para mim mesma se acalmar e que tudo ficaria bem, mesmo depois de horas não conseguia acreditar no que estava acontecendo, tanto que nem ao menos notei o raiar do dia, fui dispersa ao ouvir a gritaria dos funcionários no ateliê logo abaixo, todos felizes com a provável notícia de meu casório. Me levantei e fui me olhar no espelho, meus olhos estavam inchados e haviam olheiras, estava tão feia como antes, mamãe é louca em achar que alguém casaria com alguém tão horrível assim, mas mesmo assim eu não esperaria para ver

Decidida, coloquei meu vestido favorito, em tons de azul claro, com mangas simples e delicadas, calcei minhas botas novas e arrumei meu cabelo em uma trança, peguei um xale cor rosa claro e fui para cozinha, preparei uma pequena trouxa com comida, e parti com um grande aperto em meu peito, amava aquele ateliê como meu pai amou, e agora ambos deixaram para trás. Segui meu rumo sem direção certa, apenas queria ficar bem longe desta cidade, perguntei a um fazendeiro que comprava palha se poderia me dar uma pequena carona

- Claro, mas para aonde a senhorita vai? - Suspirei ainda desacreditada do que estava fazendo

- Um pouco além de onde vocês vão - Meu pedido foi aceito, e um pouco depois estávamos indo ao limite da cidade, onde as terras desoladas começavam

Agradeci a generosidade do casal em me oferecer abrigo, mas ainda estava muito perto da cidade, andei por mas 2 horas e olhei para trás, estava subindo um grande monte, a cidade já estava bem longe, tanto que coube em minhas mãos, ri com minha brincadeira e por um descuido tropecei e fui ao chão com dor em meu tornozelo, tentei massagear com o objetivo de a dor passar, mas ainda doía muito, e não conseguia andar, suspirei derrotada e me aquietei no chão, era um bela hora para comer algo, já que, provavelmente, já havia passado horas do almoço, e eu havia apenas tomado café da manhã antes de partir

- Me pergunto se alguém sentiria a minha falta - Sussurrei observando que o Sol começará a se pôr, agora faltava pouquíssimo para escurecer por completo, e não podia deixar me levar pelos pensamentos, teria de encontrar um lugar para me abrigar, mas antes, algo que sirva de apoio para andar, avistei um galho entre um arbusto, aquilo seria perfeito!

Me levantei e caminhei com dificuldade, tentei puxar para fora do arbusto, mas ao que me parecia, estava preso, fiz força o suficiente para levantar e tentei ignorar a dor em meu pé, mas como se fosse um passe de mágica o galho se levantou ao ser solto, o que me assustou e dei passos para trás que falharam me levando novamente ao chão, e temi que fosse uma das magias da Bruxa que tanto falam

- Oh! - Massageei outra vez meu tornozelo e olhei atenta para o galho que estava de pé - Um espantalho é? Mas como você fica de pé? - O olhei de cima abaixo, para um espantalho, estava muito bem vestido com um smoking preto, gravata borboleta azul, cachimbo e uma cartola, mas sua cabeça me chamou a atenção - Sua cabeça é um nabo! Sempre odiei nabos - Me levantei e tentei não colocar muito peso sob a perna com o tornozelo ferido, limpei a terra do vestido e voltei a olha-lo - Mas até que você é uma graça, e agora não está mais de cabeça para baixo, mas agora preciso ir, adeus - Acenei sorridente ao espantalho e voltei a caminhar

Meu progresso havia diminuído drasticamente graças ao tornozelo, que apesar de não doer tanto como antes, ainda era incômodo para andar, me aconcheguei em meio ao xale na tentativa de me esquentar da friagem que começará, mas sons atrás se mim chamaram minha atenção, era o cabeça de nabo vindo logo atrás

- Não me siga! Você não me deve nada! - Acenei com a mão - Você deve ser mágico ou seja lá o que for, mas eu não quero me envolver com feitiços, você pode ir para aonde quiser! - Vi que o espantalho parou a alguns metros de mim, parecia ter desistido de me seguir, mas foi só dar as costa e tentar dar alguns passos para o nabo ambulante se aproximar, ao parar do meu lado deixou uma bengala cair, ri baixinho com seu feito - Eu não sou uma senhora de idade para precisar de uma dessas, mas ela é perfeita, vai ajudar muito, obrigada - Agradeci sorridente, e por um momento uma ideia mirabolante se passou em minha mente - Poderia me trazer uma casa para dormir também? - O espantalho apenas se virou e voltou de onde veio - É bom ser esperta - Sussurrei para mim mesma

Seria impossível o cabeça de nabo trazer uma casa, era errado fazer tal coisa, por mais que ele havia me ajudado, apenas queria ficar sozinha e manter esse ser mágico longe. Caminhei por apenas mais 30 minutos, até resolver me sentar para dar descanso ao meu tornozelo, uma nave gigante passou pelos céus, com certeza era de guerra, e notei cinzas serem levadas pelo vento forte

- Sinto cheiro de fumaça, talvez haja uma cabana por aqui - Me levantei apressada com a ajuda da bengala e caminhei por alguns minutos, até algo aparecer não muito longe de onde eu estava, me assustei com um monte de tralhas se movendo em minha direção, e junto com ele estava o cabeça de nabo

- Cabeça de nabo, aquele não é o castelo de Taehyung? Não foi isso o que eu quis dizer quando pedi abrigo! - O castelo que se movia parou acima de minha cabeça, e eu continuava assustada, olhando de baixo podia ver que, realmente, aquilo era um desastre - O que é isso? Chamam isso de castelo?

O castelo voltou a andar, repudiei a ideia e vontade de entrar, mas precisava de algum lugar para descansar, então, me vi procurando algum meio de entrada, cabeça de nabo saiu pulando a minha frente e ficou ao lado que me parecia uma porta, corri até a porta sentindo dor em meu pé

- Essa é a entrada? - Perguntei ao cabeça de nabo, por mais que ele não respondesse. Eu sentia que não iria alcançar a porta - Espere um pouco! - Com um impulso consegui segurar nos ferros em ambos lados da porta - Olá? - Chamei com intuito de alguém aparecer, abrir a porta para mim e me ajudar, mas não obtive resposta alguma - Vai me deixar entrar ou não? - Como se o castelo me ouvisse, ocasionou um solavanco e eu subi, mas consequentemente meu xale ficou para trás e foi levado pelo vento - O meu xale! - Vi o cabeça de nabo voltar para pegar meu xale e aproveitei para abrir a porta que, por sorte, não estava trancada, observei que havia uma pequena escada, da porta apenas podia ver o teto, voltei minha atenção ao cabeça de nabo que voltava com meu xale - Parece estar quente lá dentro, Cabeça de nabo. Vou entrar, obrigada! - Agradeci ao ele me entregar o xale - Taehyung não vai querer o coração de alguém como eu, desta vez, é realmente um adeus, você é bom, apesar de ser um nabo, que você encontre a felicidade

Entrei no castelo e fechei a porta, estava me preparando psicologicamente para o que viria, subi as escadas atenta em todos os lados, não queria ser pega de surpresa por Taehyung, ou um de seus feitiços, o lugar parecia uma sala, mas estava completamente vazio, para a minha felicidade, caminhei mancando até uma cadeira posta em frente a uma lareira, e estiquei as mãos para me esquentar, suspirei ao ver que o fogo estava quase apagando e peguei dois pedaços de lenha para alimenta-lo

- O que é esse lugar? Parece um monte em ruínas - Observei o lugar com mais atenção agora que o fogo estava mais alto e podia iluminar o local, nunca havia visto tamanha bagunça em toda minha vida, sequer parecia que alguém vivia ali - Bem, a está altura nada mais me surpreende

Sentada ali, com o calor do fogo a me aquecer, fui fechando os olhos e sentindo meu corpo amolecer, dormir um pouquinho não faria mal, certo?

- Você não parece ser daqui - Uma voz a minha frente me chamou a atenção, arregalei os olhos ao notar que o fogo tinha consciência - Não deveria andar por estes lados

- O fogo falou! - Exclamei surpresa

- Me parece que está muito surpresa agora - Soou irônico, ao que me parece ele ouviu o que eu disse sobre mais nada me surpreender, poderia ser ele o feiticeiro?

- Você é o Taehyung? - Segurei com força a bengala na espera de sua resposta

- Não, sou o demônio do fogo, Jungkook!

- Então Jungkook, eu posso ficar aqui? - Perguntei ansiosa  

- Apenas se você quebrar o meu feitiço, então poderá viver aqui

- Ou seja, um acordo com um demônio - Arqueei as sobrancelhas desconfiada - Tem certeza de que pode cumprir essa promessa?

- Demônios não fazem promessas - Jungkook ressaltou

- Irei embora, então - Me aconcheguei na cadeira

- Mas sou um demônio explorado! Estou preso por um contrato com Taehyung, que me faz trabalhar até a morte, sou eu quem mantém este castelo em movimento - Meus olhos começaram a pesar em completa exaustão, este era o resultado por ter andado por todo esse tempo?

- Que dureza!

- Se você descobrir o contrato secreto, o feitiço será quebrado, se você fizer isso, poderá permanecer aqui!

- Está bem, temos um acordo - Fechei os olhos entrega ao sono que sentia, mas ainda pude ouvir mais uma frase vinda de Jungkook

- Garota! Garota! Eu tenho minhas dúvidas sobre ela.





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