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História O castigo de Athena - Capítulo 8


Escrita por:


Notas do Autor


Eiii gente!

Aqui estamos com mais um capítulo dessa fic.
Hoje a nossa deusa vai "tremer nas bases" com o nosso lindo do Saga...
Eu amei escrever esse capítulo!

Então como sempre espero que gostem e boa leitura!

Xo
Tathena

Capítulo 8 - O dia seguinte


Fanfic / Fanfiction O castigo de Athena - Capítulo 8 - O dia seguinte

De manha quando acordei Saga já não estava mais na cama. Fiquei deitada e senti o cheiro dele junto aos lençóis. Tão bom. Logo eu já estava pensando na mão dele em minha cintura e seus lábios nos meus. Acorda Saori! Chega desses pensamentos! Me levantei e fui chamar por alguma das servas, mas quando abri uma fresta da porta ouvi duas que estavam do lado de fora aguardando o meu chamado conversarem baixo:

- Duvido que tenha acontecido algo... – dizia uma.

- Por que acha isso? – perguntou a outra.

- Todos sabem que esse casamento foi de conveniência.

- Ah, mas o mestre além de ser um homem bonito, também esta apaixonado por ela.

- Não sei se ele a ama, mas ele é homem né... mas a questão é ela que não deve querer nada com ele. Afinal, se fosse o caso ele estaria com ela agora e não treinando feito um condenado.

- Ah, não penso assim. Ela também parecia bem apaixonada por ele ontem. E viu como ela é bonita? Imagina quando tiverem filhos, acho que serão as crianças mais lindas do universo.

- Vai sonhando Luci – disse a outra entre gargalhadas – mas quando ela acordar vamos tirar a dúvida.

- Eu não acho que isso seja da nossa conta Ana. Afinal se o mestre nos ouvir falando de sua vida intima e da Senhora ele vai ficar nervoso.

Eu não queria escutar mais. Parece que seria assim, todo o Santuário estava apostando que o meu casamento era uma farsa, especialmente as mulheres. Desde que ouvi a conversa ontem entre Katya e Saga percebi como Saga deveria estar lidando com toda aquela situação, pois parecia que todo o Santuário iria ficar falando pelas costas dele (ou na cara como Katya fez) que ele tem uma esposa de mentira que o detesta. Ele também tinha o fardo dele para carregar daquela situação toda e já estava carregando a mais tempo que eu.

Sem pensar fui até o banheiro e peguei um dos barbeadores dele.  Depois fui até a cama e fiz um pequeno corte no meu dedo onde depois fiquei apertando até manchar o lençol um pouco. Não ia deixar o meu marido ser desmoralizado daquela forma, afinal ele é o patriarca daquele lugar. E ontem, ele não foi nada além de educado e compreensivo comigo. Guardei o barbeador no lugar novamente e chamei as servas. Vi que elas me olhavam de cima a embaixo vestida com a camisa de Saga.

- Bom dia, Senhora Athena – disseram em uníssono.

- Bom dia moças! – eu disse calmamente – Poderiam me ajudar por favor?

- Claro Senhora, o que deseja? – perguntou a serva chamada Ana.

- Gostaria que me ajudassem a encontrar algumas roupas, pois quero tomar um banho antes de ir tomar café. Também gostaria que trocassem o lençol da cama.

As duas assustaram com minha fala e trocaram olhares. A serva chamada Luci se predispôs a me ajudar a encontrar as roupas que queria e depois saíram. Vi o olhar de choque no rosto delas. Tomei um banho e coloquei um vestido bem fresquinho, pois aqui fazia muito calor. Fui para a sala tomar o café da manhã. Não havia ninguém por lá, só eu mesma. Depois voltei ao quarto e decidi organizar os meus armários de acordo com o meu gosto. Foi então que o vi entrar. Saga estava todo suado, com roupas de treino e parecia estar preocupado.

- Saori, você se machucou? – senti medo em sua voz.

- O quê? – eu não estava entendendo nada.

- Perguntei se você se machucou.

- Não, por quê?

- Vi as servas comentarem que precisaria trocar os lençóis pois estava todo ensangüentado. – ele disse todo sem jeito e percebi que ele corava.

- Ah,foi isso. – disse em tom despreocupado – Eu simplesmente não queria que ficassem falando pelas costas do meu marido que a esposa dele o despreza.

- E quem disse isso para você? – ele perguntou num sobressalto.

- Ninguém me disse. Eu escutei as servas conversando mais cedo, e ontem a Katya te disse né?

Me arrependi na hora do que disse. Ele veio preocupado comigo e eu o ataquei. Com certeza foi um golpe bem baixo, pois vi na hora que ele não gostou.

- Então você fica escutando conversas pelo corredor, Athena? – ele me perguntou com ironia.

- Não tenho culpa se vocês estavam tendo uma DR no corredor. – respondi irritada pois só de pensar naquela loira dando em cima dele eu já ficava irritada – Eu passei por acaso na hora e peguei parte da conversa.

- O quê é DR? – ele estava confuso.

- Ah, não venha se fazer de bobo...

- Ahmm?

- DR é discutir a relação.

- Ah – disse ele sorrindo – como estamos fazendo agora?

- O quê?

- Estamos falando do nosso casamento, não é? Então é uma DR segundo as suas próprias palavras.

Tudo bem, eu fiquei sem palavras.

- Agora me diga – continou ele – por que fez isso?

- Eu já te disse – respondi enquanto continuava colocando algumas roupas no cabide.

- O que eles dizem não deixa de ser verdade Athena, quer você goste ou não.

Eu me virei na hora para encará-lo. Agora quem dava o golpe baixo era ele. Tomada pela ira fui até ele e disse levantando o dedo em riste para ele.

- Olha só, esse casamento pode ser o que for mas não vou dar o direito para nenhuma serva ficar fofocando minha vida intima por aí. E se você não liga, eu ligo.

- Quem te disse que eu não ligo?

Ele perguntou e eu fiquei sem reação. Ele olhava nos meus olhos e vi que ele também estava chateado com a situação, porém não estava lidando com aquilo de forma explosiva ao contrário de mim. Estavamos nos encarando e não me pergunte quem começou primeiro, mas quando cai em mim já estavamos nos beijando. E dessa vez ele não me dava um beijo terno e suave como no casamento. Dessa vez ele me beijava para valer e quando abri a boca senti sua língua. Ele me puxava para ele pela cintura e com a outra mão segurava minha nuca e eu quando vi já estava com os braços em volta do pescoço dele e tentando beija-lo com a mesma paixão. Eu já podia sentir a evidencia do desejo dele. Sei que eu ia me arrepender, mas para quem esta no inferno sentar no colo do capeta é bobagem pouca. Quando vi que ele ia se afastar continuei agarrando ele. Nos separamos quando ouvimos a porta se abrir. Era Ana, a serva fofoqueira de manhã, que tinha vindo me avisar que o meu avô havia retornado da caminhada que ele foi fazer pelo Santuário. Ela não sabia se nos olhava, mas sabia que em breve todo o Santuário já ficaria sabendo que eu e Saga estávamos nos pegando no quarto.

Quando ela saiu vi que Saga estava de cabeça baixa.

- Me perdoe Athena. Isso não vai voltar a acontecer.

Então ele entrou no banheiro e fui encontar o meu avô. Meu Deus, esse homem beija bem demais! O que deu em mim? Aquela mãos, aquele corpo, aquela boca... e ah, seus olhos! Chega, por que só fico pensando isso? Encontrei com o meu avô e conversamos sobre o que ele havia achado do Santuário. Ele estava amando o lugar, estava simplesmente fascinado, só pelo jeito que ele falava, mas ele me informou que infelizmente ele retornaria ao Japão hoje mais tarde, pois tinha compromissos da Fundação para cumprir. Os demais cavaleiros de bronze ficariam mais alguns dias para treinarem no Santuário. Só voltei a ver Saga novamente na hora do almoço.

Nos sentamos frente a frente na mesa, mas ele quase não me olhava. Com o vovô ele conversava normalmente, mas comigo falava pouco. Ele estava me evitando. Ao término do almoço fomos até a sala do patriarca, onde Saga nos contava um pouco mais da história daquele lugar. Eu já estava começando a ficar chateada com a forma que Saga vinha me ignorando, o que meu avô não pareceu perceber tamanho era o seu fascínio por cada palavra que Saga falava (ele deveria ser um bruxo encatador de Kidos) quando de repente vimos as grandes portas serem abertas brutalmente. Era Seiya que estava trajando sua armadura, e atrás dele estavam Shiryu, Ikki, Hyoga e Shun.

- Seiya, o que aconteceu meu rapaz? – perguntou meu avô.

Eu vi que algo não estava bem com Seiya. Seu semblante era de ódio puro. Ele fulminava Saga com o olhar. O que estava acontecendo? Quando nos assustamos ele começou a atirar vários socos em Saga que até então o olhava com um olhar pacifico.

- Como você pode? Por que fez isso com ela? – gritava Seiya.

O que será que Saga tinha feito? Saga nem sequer se desviou dos golpes para se defender. Para nossa surpresa os golpes pareceram não surtir efeito nenhum. Seiya continou o socando e ele ficou parado imóvel recebendo os golpes.

- Já chega Seiya! – eu gritei – O que está acontecendo?

- Como você pode perguntar isso Saori!? – ele me olhava atônito – Depois do que ele fez com você?

- Já se acalmou Seiya? – perguntou Saga calmamente – Pode me dizer o que eu fiz?

Meu avô só observava Seiya surpreso e Hyoga decidiu intervir.

- Seiya, pare com isso... não temos nada a ver a com a vida deles.

Agora era eu que não estava entendo mais nada. Seiya então permaneceu encarando Saga e não disse mais nada. Decidi intervir.

- Seiya, será que podemos conversar em particular? Aí você pode me dizer o que está acontecendo.


Notas Finais


Então meu povo, o que que acharam?
Digam-me tudo... tudinho!

E estava louca para colocar um beijo entre eles e espero que tenham gostado.
Agora, o Seiya que prepare por aí...


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