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História O cataclisma pós-guerra - Capítulo 18


Escrita por:


Notas do Autor


OLÁ MEUS AMORES <3

Sim, eu sei que demorei, me perdoem por isso ><
Não tenho desculpas dessa vez, mas meu bloqueio criativo estava me impedindo.


Sem mais delongas, fiquem com mais um capítulo :3

Capítulo 18 - O fim do incendiário e o começo de um jornada


 

O vento da noite batia contra o rosto suado de Darius. Yasuo estava logo atrás dele. Não conseguia entender o que se passava na cabeça de Riven. Ele e o samurai estavam de tocaia do lado de fora da casa, enquanto o casal de idosos e Riven dormiam do lado de dentro, ao menos ele achava que Riven estivesse dormindo. Não disse nada a ela sobre seus planos em relação ao incendiário, não queria preocupá-la, então colocou Riven na cama e esperou que ela dormisse para sair e ficar de tocaia. Não notou que ela os estava vigiando pela janela. Quando o incendiário apareceu na calada da noite tudo o que conseguiu ouvir foi o barulho do vidro da janela estourando e uma Riven enfurecida avançando na direção do sujeito. Foi tudo muito rápido. A figura assim que avistou Riven trajada em sua armadura e de espada em punho, correu em direção a floresta próxima a fazenda Konte. Riven seguiu a figura avançando mais rápido que antes. Darius nunca a viu correr tão depressa. Ele se colocou de pé e foi atrás dela, seguido pelo samurai. Se ela não tivesse interferido, ele e Yasuo a essa altura já teriam capturado o sujeito. Darius não sabia dizer se a raiva que estava sentindo era maior que seu medo de algo ruim acontecer a ela. A adrenalina pulsava em seu corpo. Ao chegar na floresta, não se via nada, só ouviam-se gritos de guerra e o barulho das armas entrando em choque uma contra a outra.

- RIVEN! - Darius gritava na esperança da baixinha responder. Os sons das armas se chocando ficava cada vez mais intenso. Os intervalos entre um e outro estavam menores, o que indicava que eles se enfrentavam diretamente. Darius rodava a floresta em busca dos dois. Yasuo foi para o lado oposto a Mão de Noxus. As árvores altas e a mata densa dificultavam a visibilidade. Um grito estridente fora ouvido. O coração de Darius congelou. Algo lhe dizia que Riven estava sofrendo. Um silêncio se instalou na floresta. Ele precisava encontrar aqueles dois. Se lembrou da clareira que ele e a baixinha encontraram no dia em que chegaram a casa dos Konte. Seguiu para lá. Um nó se formou em sua garganta. O ar faltava para seus pulmões. Suas mãos tremiam. Não conseguia mais pensar direito. Ao chegar na clareira seus pés pararam. O tempo parou. A lua iluminava a clareira permitindo que Darius visse tudo com clareza. O incendiário tinha um braço e uma perna quebrados, o corpo coberto por sangue e um sorriso diabólico no rosto. Riven o segurava pelo pescoço. Seus olhos estavam vazios e seu rosto não expressava nenhuma reação. Quando Darius fez menção em se aproximar, foi fuzilado com um olhar frio.

- Não se aproxime. - Riven disse firme. Darius nunca a viu daquele jeito. Por mais que ela fosse uma ex comandante noxiana, Riven sempre fora gentil, até mesmo com seus subordinados. Eles eram leais a ela devido a sua conduta. - Eu vou perguntar uma última vez: quem te enviou e porque? - Ela tinha os olhos fixos no sujeito. A figura estava com dor, mas, não daria o braço a torcer para Riven. Ele continuava com o sorriso sádico no rosto. Antes que Darius pudesse dizer ou fazer alguma coisa, Riven quebrou a perna esquerda do incendiário com a mão que estava livre. Ele gemeu de dor e mordeu o lábio. Riven sorriu vitoriosa. - Dói, não é mesmo? Se não responder minhas perguntas, vai doer muito mais. - Riven estava se divertindo com aquilo, Darius não a reconhecia. Suas expressões estavam bem diferentes das habituais. O sorriso doce havia sido substituído por um sorriso maléfico. O brilho no olhar havia sido substituído por um olhar frio e nublado. - ME RESPONDA! - Riven gritou e chacoalhou o corpo do homem.

- Você e Darius… nunca serão felizes juntos… - A voz do homem era baixa, provavelmente devido a dor que ele estava sentindo. Darius notou que, diferente daquele jovem que havia atacado Riven dois dias atrás, o homem era treinado para lutar. Ele estava com um manto preto sobre o corpo e o capuz não cobria mais seu rosto deixando visível cicatrizes antigas. Sua espada era de um metal escuro e muito bem talhado, o que indicava que havia sido feito por um bom ferreiro, coisa que só assassinos e oficiais tem acesso. - Me mate de uma vez… sua covarde… - As palavras do homem pegaram em cheio o ponto fraco de Riven. Sem tirar os olhos do sujeito, Riven ergueu sua espada que se iluminou com um brilho verde. Darius já tinha visto isso antes e sabia que ela não deixaria o homem viver, porém, sabia que a baixinha sofreria por ter matado outra pessoa. Se aproximou.

- Querida, por favor… não, não se rebaixe ao nível dele, você é melhor que isso. - Darius colocou sua mão sobre o braço erguido de Riven.  Ele sabia que ela se arrependeria mais tarde se matasse o sujeito. Riven virou o rosto para ele e saiu do transe. Sua mão soltou o pescoço do homem. O mesmo caiu no chão grunhindo de dor. Riven olhava de Darius para o sujeito e do sujeito para Darius. Suas mãos estavam trêmulas e seus olhos estavam inundados por lágrimas. Ela caiu de joelhos encarando suas mãos cheias de sangue. O sujeito começou a rir chamando a atenção de Darius. Mesmo com o corpo todo quebrado ele ainda mantinha aquele sorriso diabólico no rosto. Darius cerrou o punho. Riven estava em estado de choque então nem percebeu que o homem ria dela. Não admitiria que tal ser humano tão baixo afetasse mais ainda a sua baixinha. Se aproximou do corpo ao chão. Ele encarou Darius.

- O que foi Darius?... Vai terminar o serviço que sua vadia não terminou? - Aquilo foi a gota d'água. Darius posicionou seu pé sobre o braço direito do homem, era o único inteiro ainda, e pisou firme. Um grito foi ouvido. Riven olhou para Darius.

- Não ouse falar assim da minha esposa. Você tem sorte que a magistrada te quer vivo, se não, eu mesmo te mataria, de forma lenta e dolorosa. - Um sorriso surgiu no rosto de Darius com a expressão de medo do homem. - Poderíamos arrancar sua pele com você ainda vivo, depois, suas unhas, uma por uma, até que seu corpo entrasse em colapso devido a dor. - Darius soltou uma gargalhada. Estava se divertindo com as caras e bocas que o sujeito fazia. - Por hora, vou me contentar em quebrar seu nariz. - Disse Darius cerrando ainda mais o punho e dando um murro em cheio no nariz do rapaz. O mesmo desmaiou.

            Riven se mantinha na mesma posição. Darius se aproximou e puxou o corpo dela para junto de si. Colocou sua cabeça sobre seu peito e apertou forte. Riven desabou. Darius acariciava seus cabelos e lhe dizia que tudo iria ficar bem. Não sabia dizer quanto tempo fazia que Yasuo estava ali, só notou sua presença depois que o samurai se aproximou.

- Está tudo bem? - Ele tinha uma expressão seria. Darius balançou a cabeça positivamente.

- Sim, foi apenas um incidente. Pegue aquele saco de bosta, vou levar Riven, ela não tem condições de caminhar assim. - Darius se levantou e pegou Riven no colo. A baixinha nem protestou como costumava fazer.  Ela se aninhou ao peito de Darius. A Mão de Noxus embalava ela como se fosse um bebê, enquanto Yasuo carregava o sujeito todo quebrado por cima do ombro. O caminho de volta a fazenda Konte foi feito em total silêncio. Riven pegou no sono devido ao cansaço e o estresse da noite. Darius encarava a mulher adormecida em seus braços. Notou que haviam alguns cortes em seu rosto e uns arranhões superficiais em seus braços. Apesar dela estar afastada dos Campos de treinamentos a um tempo, suas técnicas e seu modo de luta continuavam impecáveis, o homem nem se quer havia conseguido a ferir seriamente, já ela tinha lhe quebrado inteiro. Darius não sabia explicar o que tinha presenciado momentos antes. Riven estava cega pela raiva e motivada pelo ódio. Se ele não tivesse interferido, provavelmente a essa hora haveria um homem morto e uma mulher destruída.

Pode avistar a fazenda Konte logo a frente. As luzes do antigo casebre estavam todas apagadas. Darius suspirou aliviado.

- Parece que Ofa e Oma não acordaram com o barulho da janela quebrando. - Yasuo quebrou o silêncio. Darius encarou o samurai. O homem ainda estava desacordado. - Você gosta mesmo dela não é? - O samurai apontou para a mulher aninhada ao peito de Darius. Ele olhou para baixo e sorriu.

- Mais do que a mim mesmo. - Passou a mão pelos cabelos brancos de Riven. Ele adorava o cheiro de manga que o shampoo deixava nos cabelos dela. Riven abriu os olhos com o toque de Darius. - Bom dia dorminhoca. - Darius notou que havia baba no canto da boca da mulher e riu. Ela percebeu e passou a mão na boca a fim de que ninguém mais notasse.

- Quanto tempo eu dormi? - Riven esfregou os olhos. Estava completamente perdida.

- Uma meia hora no máximo. - Darius não sabia dizer com exatidão quanto tempo demoraram para chegar da floresta até o pequeno casebre. Ele se voltou para o samurai. - Yasuo, amanhã de manhã precisamos levar esse sujeito até a magistrada, eu e Riven retornaremos a Noxus. Tenho que reportar tudo o que aconteceu por aqui e continuar minhas investigações. - Viu que a mulher tinha um biquinho nos lábios. - Riven, por favor, você sabe que precisamos voltar, não faça essa cara para mim. - Ela cruzou os braços em protesto. Darius suspirou e lhe deu um beijo na testa. - Você fica linda quando está irritada. - Deu uma piscadela para ela e viu o rosto de Riven corar. Yasuo seguiu até seu quarto e Darius levou Riven para o quarto onde estavam hospedados. Deu uma rápida olhada na janela quebrada. Haviam cacos por todos os lados. Foi até a dispensa buscar uma vassoura e uma pá. Riven estava deitada, não quis incomodá-la. Quando voltou, Riven estava de frente para a janela quebrada. Ela encarava o céu, seus pensamentos estavam distantes. Darius se aproximou devagar para não assustá-la. Ela se virou e encarou Darius. Seus olhos estavam cheios de lágrimas. Ele odiava vê-la chorar. Se aproximou e limpou algumas lágrimas com o polegar.

- É tão doloroso saber que terei que me despedir novamente. - Ela tinha a voz baixa e embargada. Gostaria de poder dizer a ela que tudo isso iria passar e que eles poderiam voltar quando quisessem, mas, sabia que as coisas não funcionavam assim, ainda mais quando se tratava de Noxus.

- Eu entendo querida. - Darius a puxou para um abraço. - Sei o quanto gosta deles, eu entendo, mas, eu preciso voltar. Noxus precisa de mim. Tenho que reportar tudo o que aconteceu aqui e descobrir quem é que está atrás de nós. - Ele queria fazer com que toda a dor e sofrimento de Riven sumissem. - Você pode ficar se quiser. - Era doloroso para ele deixar Riven para trás, mas, queria vê-la feliz. - Você continuará sendo minha esposa, mas, se quiser ficar, tudo bem. Digo a Swain que ficará um tempo fora. - A essa altura Darius já se segurava para não demonstrar sua fraqueza. Não sabia dizer como Riven o deixava tão vulnerável. A baixinha de cabelos brancos apertou ainda mais o abraço. Darius baixou a cabeça para encará-la. Ela tinha um sorriso nos lábios e lágrimas nos olhos. Sentiu seu coração parar de bater por um momento. Aquele sorriso era tudo que ele precisava naquele instante. Riven ficou nas pontas dos pés e lhe deu um beijo. Só se separaram quando ambos os pulmões clamavam por ar.

- Darius, eu admiro sua atitude, mas, eu não irei a lugar nenhum sem você. É verdade que eu amo esse lugar, mas, eu também amo o meu lar, o nosso lar, e o meu lar, é onde você está. - As palavras de Riven o acertaram em cheio. Nunca tinha ouvido tais coisas, nem mesmo de Quiletta. Sabia que a mulher era apaixonada por ele, mas, ela nunca havia dito isso tão claramente. - Eu amo você, seu brutamonte. - Ela o encarava com um sorriso no rosto. O coração de Darius se aqueceu.

- Eu também te amo, baixinha. - Darius nunca havia dito que a amava, mas, no fundo, sabia que sim. - Então, esteja pronta para partir amanhã de manhã. Nosso caminho de volta será longo. - Riven assentiu e continuou nos braços de Darius. A noite realmente estava linda, digna para tal declaração apesar dos lutas recentes, mas, nada que dois lutadores não estivessem acostumados.


Notas Finais


Sei que poderia me dedicar mais as cenas de luta, mas, convenhamos que ele não era digno de uma luta contra nossa querida Riven, não é? XD Vou deixar as cenas mais pesadas pera alguém que realmente valha a pena :P


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