História O Cavalheiro e a Vagabunda - Capítulo 15


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Bff, Crime, Drama, Drogas, Quadrilha, Romance
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Palavras 1.011
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 15 - Q u a t o r z e


Elvis Garcia:

Passei a noite com a Katta e só voltei para casa no dia seguinte depois do café. Quando cheguei eles ainda estavam na mesa fazendo a primeira refeição do dia.

Não é nada anormal eu não passar a noite em casa, mas aparecer todo fudido... aí já é outra história.

-Ai meu Deus!- Assustou Bebéte (a primeira que me viu).

-Elvis, meu filho, o que aconteceu com você?!- Perguntou minha mãe.

-Nada não, mãe. Só entrei numa briga. Ta parecendo pior do que realmente é, já que meu rosto ainda ta meio inchado. Daqui a pouco fica normal.

-Marrento do jeito que é, fico surpreso de ninguém ter dado um tiro no meio da sua cara.- A voz do meu pai ecoou pela casa.

-Falou o cara que sai dando porrada em todo mundo, até mesmo na mulher e nas filhas!- Não aguentei.

Minha mãe olhou para as empregadas indicando que elas deveriam se retirar.

-Como é que é, moleque?!- Meu pai falou com uma voz grossa e alta.

-É isso mesmo!- Não hesitei. -Eu chego em casa arrebentado e você fala que eu merecia um tiro na cara?! Qual foi?!

-Achei que tivesse apanhado do namorado, e nisso não se mete.- Provocou sem me olhar.

-Engraçado, não sou eu que daria até o cú para ter mais dinheiro!

-Elvis!- Repreenderam minhas irmãs.

-Te darei três segundos para se desculpar, pois hoje estou de bom humor.

-Se não o quê?

-Um...

-Vai me bater?

-Dois...- Começou a caminhar até mim.

-Três.- Falou me encarando.

-Vai em frente!- Falei olhando no fundo dos olhos dele.

Aquele rosto... aquele cabelo negro tingido para esconder os cabelos grisalhos, que estavam sempre penteados para trás com o auxílio de um gel, que se finalizavam numas costeletas que logo se tornavam uma barba cheia de pequenos pelinhos brancos. Aquela fisionomia séria e assustadora como a de um psicopata. Seus olhos, com algumas rugas em volta, continham o olhar mais penetrante e ameaçador. Tudo isso formava a imagem que por tanto tempo me dava pavor. Aquele rosto, já não me assustava mais. Aquele olhar, já não me fuzilava mais. E aqueles punhos, não me feriam mais! Nunca mais!

-Não irei perder meu tempo com você.- Voltou para sua cadeira.

-Que foi? Desistiu por perceber que eu não temo mais você? Ou é você que ta com medo agora?! É isso, pai? O jogo virou?!

-Chega, Elvis!- Falou Poli.

-Não! Ele não queria que eu fosse o homem da casa?! Pois então! Agora eu estou a altura dele! E é por isso que ele não me bateu! Ele sabe que não vou mais abaixar a cabeça!

Todos se calaram, meu pai deu um sorriso tenebroso que fez minha espinha gelar, mas fingi que não me afetou. Permaneci feito uma muralha. Depois de algum tempo em silêncio, onde eu encarava meu pai com a ira estampada na minha cara e meu pai me encarando de volta com aquele sorriso de lado perveso, ele começou a bater palmas lentas e fortes.

Todas olharam para o meu pai assustadas e eu fiquei meio confuso.

-Finalmente, Elvis, pensei que nunca reagiria!

-O... que..?- Buguei.

-Achei que aguentaria calado para sempre. Finalmente agiu como um homem! Homem de verdade não leva desaforo nem da própria sombra.

-Nem venha...- Resmunguei.

-Eu não fingi nenhuma vez. Sempre agi como quis. Porém, você é homem, você não ppde aceitar merda dos outros.

-Eu sempre aguentei calado por respeito!

-As pessoas tem que merecer o seu respeito.

-Você... é muito antiquado...- Suspirei. -Depois querem falar bosta da minha geração.

Não dei atenção para o que falaram depois, pois peguei um pedaço de bolo e subi para o meu quarto.

-Que cara doido...- Falei para mim mesmo antes de morder o bolo.

Depois de comer, fui ao banheiro, tomei um banho, escovei os dentes, coloquei uma roupa, desci com as roupas que a Katta havia me emprestado e dei para uma das empregadas lavar.

Quando ia voltar para o meu quarto, fui surpreendido:

-Elvinhooooooo!- Eu reconheci aquela maldita voz.

-Sabrinha?!- Me surpreendi com um abraço sufocante.

-Oi, meu amorzinho!

-O que você ta fazendo aqui?!- Tentei me livrar do abraço de polvo.

-Ah, como cheguei ontem da Alemanha, vim te ver! Eu teria vindo ontem mesmo, mas você só apareceu hoje!

-É, eu dormi fora. Ai! Dá pra me soltar?! Quem que te falou que eu estava em casa?!- Finalmente me livrei das garras do monstro.

-Sua mãe!

-Ah, claro que foi.- Revirei os olhos.

-O que aconteceu com você?!- Gritou ao ver meu rosto.

-Você conhece a peça, né vibora? Ele brigou na rua.- Se intrometeu Bebéte.

-De onde que você saiu, guria?!- Irritou-se Sabrina.

-Essa é minha casa, queridinha. Eu que devo lhe fazer essa pergunta. Mas, acontece que senti um cheiro fortíssimo de piranha misturado com perfume barato e vim ver de onde era a fonte.- Sorriu de forma debochada.

Lógico que minha gêmea tinha que ser tão marrenta quanto eu. Sem contar que as duas nunca se deram bem.

Lhes apresentam minha ex maluca: Sabrina Porvelour ( sim, tem que fazer aquele biquinho para pronunciar). Ela é a imagem perfeita da Branca de Neve, cabelos negros (longos e lisos-ondulados), boca vermelha e pele branca como a neve (sem brincadeira, a menina era pálida). Tinha uma sardas quase que imperceptíveis, olhos azuis como o céu num dia lindo e suas bochechas eram avermelhadas como se sempre estivesse com vergonha. Pois é, uma princesinha... mas só na aparência! Juro, a mina é louca, piradinha, comeu uma chave de fenda quando era criança e agora os parafusos vão saindo um por um!

Acredita que ela mandou arquivar o código genético de um fio de cabelo que ela achou meu moletom? E não acabou por aí! Toda menina que ela tinha oportunidade de pegar uma amostra de DNA ela pegava. Louca!

Pensei ter me livrado dela quando o pai foi transferido para Alemanha. Mas a psicopata sempre dava um jeito de me ver. E agora eu não sei se ela vai embora...



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