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História O Ceifador (YoonMin) - Capítulo 3


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Notas do Autor


Boa leitura.
E cuidem-se.

Capítulo 3 - Capítulo Dois;


Fanfic / Fanfiction O Ceifador (YoonMin) - Capítulo 3 - Capítulo Dois;

Park desesperou-se ao ver que não teria tempo para tirar o motorista dali, e em seu desperto ficou sem nenhuma opção, até que vi um carro com a porta aberta, como a mulher – provavelmente dona – estava pondo as compras no porta-malas, o carro se mantinha ligado.

Jimin correu rápido até o veículo e já foi entrando no mesmo, mal fechou a porta, e já acelerou em direção onde supostamente os veículos iriam se colidir. O jovem rapaz apenas fechou os olhos com força, e deixou que o carro onde estava, recebesse todo o impacto, que seria bem menor, já que o mesmo estaria parado, serviria apenas de freio para o ônibus.

Min Yoongi que aguardava ali no local, junto com os de mais, arregalou os olhos ao ver os nomes nas fichas sumiram.

— Você viu? Uma intercessão! — os ceifadores olhavam desesperados para aquela cena.

O acidente trouxe apenas machucados graves para apenas um, que seria Park Jimin.

— Não foi uma intercessão. — Yoongi bradou alto, quase repreendendo os de mais. — Ele não é uma divindade, nem baixa e nem alta...ele não pode interceder por alguém.

Os ceifadores de nível inferior apenas abaixaram suas cabeças e confirmaram.

— O que faremos agora, sr. Min? — a ceifadora perguntou um tanto aflita, nunca havia ficado diante de algo assim antes.

— Nada, apenas vão buscar outras almas. — disse simples, e todos obedeceram-o.

Movido por algo bem mais forte, Min caminhou lentamente até o veículo extremamente danificado, escutando o choro das crianças, que estavam assustadas, apenas ignorou e aproximou-se mais do carro.

— Qual seu motivo? — Yoongi perguntou encarando o jovem coberto por sangue, com os olhos semi-abertos.

— Q-Quem é...você? — Jimin perguntou antes de ficar totalmente inconsciente.

Min Yoongi se afastou rapidamente ao escutar aquelas palavras, ele estava com sua pulseira, então só deveria ser visto por espíritos.

— Quem é você? — desta vez foi o ceifador quem perguntou.

Isso nunca havia acontecido antes, ninguém nunca o viu quando estava invisível para os olhos humanos. Sentiu algo diferente invadir seu corpo, e o homem não sabia explicar o que era.

Logo o barulho das sirenes puderam ser ouvidos, tanto das viaturas quanto das ambulâncias, o primeiro a ser levado, por ser um quadro urgente, fora Jimin. Yoongi não entendeu o motivo, mas seu corpo parecia estar sendo guiado até o jovem, e quando percebeu, já estava ali no hospital, na sala de emergência.

[•••]

21:20 p.m.

Jimin ainda estava dormindo, passou por um processo de remoção de vidros, e como teve uma fratura no braço, precisou passar por uma pequena cirurgia, Min não queria sair dali, e só saiu quando precisava levar um alma ao seu caminho, no entanto, sempre voltava. E fazendo isso, percebeu algo “importante”, ninguém apareceu para procurar o rapaz, ninguém, nenhum amigo ou parente.

— Você deve ser órfão...mas...e os amigos? — resmungou ainda encarando o outro, que dormia.

Assim que terminar de dizer tais palavras, nota que o mais novo está acordando. Quando seus olhos finalmente se cruzam com os do outro, um calor percorreu por todo seu corpo, uma sensação única.

— Quem é você!? — Jimin perguntou assustado. — Como entrou?

“Então você realmente está me vendo?” Min pensou de forma curiosa.

— Calma. — sussurrou.

— V-Você é um...espírito! — se antes Jimin já estava com medo, agora estava mais ainda.

— Ei, eu… 

Antes que o ceifador pudesse falar algo, a porta foi aberta, revelando um homem, aparentemente de uns 40 anos, ou um pouquinho mais, e olhando com um pouco mais de atenção, ele até mesmo se parecia com o jovem que estava sobre a cama.

— É pra isso que sai? — o homem fechou a porta com força, fazendo o rapaz se encolher sobre a cama. — Rouba um carro, e ainda por cima se envolve em um acidente!

O mais velho continuou os berros, sem se importar se estava em um hospital ou não.

— Pai...eu..

— Cala a boca! — ergueu a mão. — Fique calado. Você deveria estar trabalhando! Eu lhe dou comida, roupas e um teto, o mínimo que tem de fazer é ajudar nas despesas.

— Pai eu...eu só queria ajudar e… — parou de falar ao receber um tapa forte em sua face.

— Eu não vou mover um dedo por você, garoto, entendeu? Não me importa se você será preso ou não, e eu não te quero em minha casa! — gritou as últimas palavras. — Maldita hora que sua mãe deu à luz a você. 

Park Jimin arregalou os olhos ao escutar a palavra “mãe”, seus olhos se encheram de lágrimas no mesmo instante.

— Eu disse para ela abortar! Eu disse...disse que não queria um moleque no meu pé. Além de morrer, me deixa você. — se aproximou. — Guarde bem essas palavras, você matou sua mãe.

Depois de dizer essas palavras horríveis, o mais velho apenas se retirou, deixando para trás Jimin chorando de forma desesperada, toda aquela adrenalina foi tanta, que o jovem nem lembrou-se da presença do tal “espírito”.

— Não precisa chorar. — Yoongi falou baixo, mesmo sem ter nenhuma certeza.

Park apenas se encolheu mais sobre a cama, soluçando de forma desesperada, aquela sensação era tão ruim, machucava seu coração, principalmente quando acreditava nas palavras de seu pai.

— Desculpa...mamãe! — ele pediu de forma desesperada. — Desculpa...mamãe.

Jimin não pôde conhecer sua mãe, e o pouco que sabia sobre, era o que seu pai contava. E geralmente não eram coisas boas. Tudo que tinha de sua mãe, era uma foto, apenas isso, uma foto… E que mesmo olhando-a todos os dias, ainda não deixava passar aquela sensação de que estava se esquecendo do rosto da sua mãe.

— Você vai passar mal. — Yoongi tocou o ombro do rapaz que só então parou de chorar.

— V-Você...me tocou! — ditou de olho arregalados. — Como? Você...você é um fantasma!

— Não sou bem um fantasma. — Min retrucou, e sentou-se na cama. — Sou um ceifador.

Park não assustou-se ao ouvir aquilo, conhecia bastante sobre ceifadores, já que ouvira muitas histórias contadas pelos espíritos.

— Então...eu morri? Espera...não morri. — falou confuso.

— Você está vivo, eu só fiquei curioso. Por que você está me vendo. — comentou. — E eu estou com minha pulseira. 

— Um fantasma me disse...que quando vocês usam isso, não podem ser visto por humanos, apenas por pessoas que já morreram.

— Isso, ele disse a verdade. — Yoon respondeu. — Por isso estou aqui, você me viu.

— Eu...eu não sei te explicar.

Min franziu o cenho ao pensar nas palavras alheias, e se antes já estava curioso sobre Jimin, agora estava ainda mais.

— Vê fantasmas? — Min perguntou.

— Desde que nasci. — suspirou. 

— Por que ele te tratou tão mal...se é seu pai? 

Park não entendia bem, entretanto, seu coração praticamente gritava para que ele contasse todas as suas aflições, no entanto, apenas disse o que o rapaz queria saber.

— Ele nunca me quis. — sussurrou. — Ele era noivo de outro mulher quando se envolveu com minha mãe, eu tenho certeza que minha mãe não sabia disso. — mordeu o lábio inferior. — Por um descuido, minha mãe engravidou, e ele mandou ela abortar...pois seria um problema se a noiva dele descobrisse.

— Que homem nojento, certeza que vou levar ele para um caminho doloroso. — Min disse em um tom repleto de raiva.

— Minha mãe morreu quando nasci...ela ficou apenas alguns segundos comigo, de acordo com os médicos.

— Que triste. — o ceifador falou. — Como irá fazer? Seu pai te expulsou de casa.

Jimin não tinha para onde ir, e agora com um braço nesse estado, seria impossível trabalhar.

— Eu não sei. — sussurrou.

— Minha casa. — disse no automático, encarando o rosto do jovem à sua frente.

Mesmo sem compreender aquilo, Min Yoongi sentia uma vontade imensa de proteger o garoto, de todo o coração.


Notas Finais


Aaaaah...
Eu já sei quem devo tirar... O Sr. Park, com toda certeza!


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