História O Ceifeiro - Capítulo 21


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Palavras 1.522
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ecchi, Fantasia, Ficção, LGBT, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


É aqui que eu aviso que a partir do próximo capítulo eu entro em hiato de um mês pra terminar de escrever a história?
Então tá, já estão avisados!
Se você tem problema de coração não leia esse capítulo! hehehe
Muitas emoções acontecem juntas, espero que gostem!
Boa leitura!

Capítulo 21 - Capítulo 20 - Será que o mal irá vencer?


Fanfic / Fanfiction O Ceifeiro - Capítulo 21 - Capítulo 20 - Será que o mal irá vencer?

Eu não conseguia parar de tremer, não conseguia nem ao menos controlar o tremor das minhas mãos, se eu conseguisse fazer um golpe daqueles que eu tinha aprendido com Rosier ao longo do treinamento seria muito. Parecia que o mundo debaixo dos meus pés estava se desfazendo aos poucos e a única força que me movia para frente era a certeza que eu não queria ir para a faculdade agora, eu não queria abandonar essa vida pela metade cheio de dúvidas e incertezas. Se bem que Rosier me disse que eu poderia pedir que ele apagasse todas as minhas memórias sobre os acontecimentos, ele proveria um jeito de me proteger e me tornar invisível aos olhos daqueles que me perseguiam. Apesar disso tudo eu queria descobrir... Não queria que a morte da minha mãe tivesse sido em vão.

Todos estavam na garagem para o evento da minha prova, eram poucas pessoas, mas eu não podia fracassar. Não pelos olhares que estavam sobre mim, mas por mim mesmo por minha vontade de avançar. Parte do estofamento que era usado para o treinamento havia sido retirado por Srta. Legione, eu nem conseguia levantar os olhos das mãos que tremiam levemente enquanto eu me sentava na singular cadeira no centro da sala em um dos locais não estofados. Rosier devia estar me olhando agora, Eros também esperando que eu fizesse algo, que eu me movesse, porém todas as minhas forças estavam centradas em correr daquele lugar. Eu não podia mais correr. Para onde iria? E com essa pergunta pairando acima dos meus pensamentos eu me incentivava a caminhar sempre para frente nos últimos dias. Inclusive depois de ter ouvido aquilo atrás da porta de Rosier.

Eu tinha me vestira de algodão para praticar melhor as coisas que Rosier me ensinara sobre alquimia e magia, pois tecidos não animais conduziam melhor a energia que no meu caso já era dificultada por não possuir vasta experiência nem tempo para treinamento. Rosier dizia que o algodão era um ótimo composto para pessoas como eu lutarem já que se utilizavam mais da velocidade do que da força física...

Rosier dizia... Agora apenas o silêncio era audível.

— Se vai bancar o fraco, deveria desistir agora — Uma voz rompeu o silêncio doloroso e era a voz de Rosier, mas eu não olhei em sua direção.

—Olhe para mim enquanto falo— Ele completou e diante da rispidez em sua voz eu levantei o olhar em sua direção.

Seu rosto tinha se transformado em uma máscara de gelo, seus olhos estavam sem o brilho desafiador de sempre e seu maxilar estava travado. Eu podia ver os músculos enrijecidos contornando o queixo.

— Tire os sapatos e logo depois começaremos as provas—

Assenti e me abaixei para tirar os sapatos, a presença de Rosier chegou mais perto de mim e me apavorei com a iminência daquela sombra, pressentindo sentir sua áurea malévola como naquele dia em que se arriscou lutando na tempestade por mim, contudo dessa vez essa raiva parecia pairar no ambiente à minha volta e não mais direcionado para um alvo longe de mim. Ela fluía pelo meu corpo e me deixava fraco se eu pensasse demais em sua presença.

Desamarrei os sapatos, afastei a meia nas canelas por alguns segundos percebendo que estavam apertadas demais ao ver a marca vermelha que o elástico deixara e senti algo cair dentro do tecido de algodão da meia, parecia algo pequeno e redondo, minimamente perceptível. Quando olhei para cima, vi Rosier com as mãos enfiadas no bolso, sua máscara de gelo parecia ter se derretido e havia um resquício de um sorriso em seus lábios...

Rosier me salvara naquele dia da tempestade...

Quem salvaria alguém tantas vezes quanto ele tinha feito só pra não nutrir algo mais profundo pela pessoa?

As peças começavam a se encaixar e agora eu percebia que eu não precisava lutar apenas por mim, mas por Rosier também. Eu não sabia o porquê das mudanças que tinha visto durante os últimos dias, mas se conseguisse isso ele me explicaria. Eu tinha certeza.

Assim que terminei de tirar os sapatos e arrumar as meias olhei para frente de novo e o rosto de Rosier estava de novo mascarado de gelo como se aquele resquício de sorriso tivesse sido apenas uma alucinação da minha cabeça que buscava a todo custo se esgueirar em algum sentimento alheio para encontrar a força necessária para esse passo.

Eu entrei na área que ainda possuía estofamento e percebi que Rosier não tinha tirado os sapatos, fiquei aguardando que o fizesse, entretanto quem começou a se mover em minha direção tirando o sobretudo branco foi Eros. Olhei atemorizado para o rosto de Rosier que continuou impassível sem demonstrar nenhuma expressão. Eros se aproximou e só então percebi como seus braços eram desenhados por músculos bem definidos, ele tirou a regata também e seu corpo definido ficou aparente. Eros vestia uma calça branca, um pouco larga e com um cinto dourado amarrado na cintura, parecia ter acabado de sair de algum tipo de calendário com homens judocas sarados. Seus cabelos vermelhos caíam sobre o seu peito fazendo contraste com sua pele muito branca e suas mãos estavam na frente do seu corpo. Eu olhei de volta para os seus olhos que estavam sorrindo triunfantes diante da cara que eu fazia de espanto.

—Não se distraia com meu corpão. Shura, você sabe que prova é essa?—

Ele perguntou juntando as mãos na frente do corpo para esticar os dedos, girou o movimento até o topo da cabeça e eu assenti obviamente eu já presumia que a primeira prova seria a de reprimir feitiços.

—Então vou começar em— Eros começou a configurar as mãos, seus dois dedos indicadores tocaram um ao outro na frente, ele fechou as palmas encostando-as e uma luz esverdeada surgiu das suas mãos enluvadas. — 3...— Ele começou a contagem e eu já tinha repetido seus movimentos, e uma fraca luz esverdeada surgiu das minhas mãos como nos treinos, seria o bastante para apenas anular o ataque.

Eros era tão poderoso que não precisava proferir as palavras do feitiço, sua mente era tão limpa durante o embate que o corpo unia-se à mente e juntos executavam a magia que fluía por todo o seu ser. Obviamente a escolha lógica para o embate seria Eros já que Rosier ainda precisava falar os feitiços para que eles realmente tivessem efeito. Eu consegui concluir com êxito a formação de mãos e quando o ataque veio na minha direção faltava apenas proferir o feitiço de aniquilação. Ainda bem que tinha conseguido identificar o feitiço de ataque a tempo.

—Pellatur petrification! —Gritei a plenos pulmões apontando as palmas das mãos na direção de Eros, torcendo para ter presumido certo que era um feitiço de petrificação. Apesar de Rosier ter dito que ele não cairia na prova eu o tinha estudado e agora quase não conseguia me manter de pé, minhas pernas tremiam de pavor. A chama esverdeada das mãos de Eros se extinguiu e ele sorriu. Se eu não tivesse estudado esse feitiço também agora teria me transformado em uma bela estátua de pedra.

— Que merda... Você estudou mesmo... — Eros exclamou e jogou os cabelos vermelhos para trás —2... — Ele continuou a contagem, afastou a perna esquerda e fez um círculo para fora unindo as mãos na frente do peito. Dessa vez esse movimento estava no estudo para essa prova. Ele levantou a perna que tinha rodado e a bateu com força no chão que começou a se transformar em gelo, eu demorei um pouco para repetir os seus movimentos, mas foi o suficiente para que o gelo não me atingisse.

—Ne frigore conficiatur!— Pisei no chão também bloqueando seu ataque quando o frio chegou perto demais do meu pé e por pouco não perdi o dedão para o congelamento de Eros.

O próximo golpe me pegou de surpresa, quando percebi já tinha sido concluído como se ele estivesse utilizando uma força sobre humana e uma velocidade também.

— 1... e chegou a hora.... — Eros disse e seu sorriso era do mais medonho de forma que pegava de uma orelha até a outra, em um segundo ele estava sentado em flor de lótus no chão, segurando algo entre os dedos. No outro segundo ele recitava algum tipo de mantra que foi aumentando de volume, eu não conhecia esse tipo de feitiço e por isso não podia reprimi-lo.

Os micro segundos que se seguiram pareceram passar em câmera lenta, eu olhei para os olhos outrora oblíquos de Rosier. Ele parecia tão apavorado quanto eu. Eu me virei e peguei uma das espadas verdadeiras que estavam a alguns metros de mim enquanto o mantra era recitado e percebi que Rosier tinha feito o mesmo com a sua própria espada que explodiu em chamas azuladas, ele parou às costas de Eros esperando que ele terminasse o mantra.

Assim que o mantra se deu fim ouvi uma frase sair dos lábios de Eros, algo parecido com “Find dominus ejus!”.

Enquanto eu corria em direção a Eros para um ataque armado, minha visão escureceu e eu perdi todos os meus sentidos depois de sentir um baque no meu peito.


Notas Finais


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O que acharam, explosivo não ?!
A próxima fotinha de capa vai ser do Eros!


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