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História O céu não é o que parece (interativa) - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


•Obviamente os dormitórios são divididos por gêneros. São três andares contando com o térreo. Em cada quarto, estão disponibilizados 3 camas.

•Sobre os locais que você frequenta ALÉM da escola (lojas, shopping, praia...): esses serão os locais em que seu personagem irá frequentar em horários livres como sábado de manhã e em qualquer horário do domingo

•Sobre os cursos: Você pode ter no mínimo 2, sem número máximo.

•Qualquer dúvida sobre ficha é só perguntar nos comentários ou enviar uma mp.

•Obrigada. Espero que gostem da história e aproveitem a leitura ❤️ não esqueçam de favoritar, isso me ajuda muito. Ps: SÓ PARTICIPE SE FOR SER ATIVO

⚠️Link da ficha para a criação do personagem (apenas 1 por pessoa): https://docs.google.com/document/d/1R__2h_B5GDmDvKOh_O42ae2RbrcdIS3qvA5V3z90mlk/edit?usp=drivesdk⚠️

Capítulo 1 - Prólogo e rápida explicação


Fanfic / Fanfiction O céu não é o que parece (interativa) - Capítulo 1 - Prólogo e rápida explicação

•PoV Scarlett•

22 de dezembro do ano passado

12:34 AM.

Enquanto seguro a alça da minha mochila em um dos meus ombros ajeito os fones de ouvido com a outra. Me aproximo lentamente dos portões da escola. Haviam apenas poucos alunos por ali, que conversavam sobre coisas fúteis de modo despreocupado. O que não era de se estranhar. As aulas já haviam encerrado. Eu só estava aqui porque eu gostava de ficar fora de casa.

Passo pelos portões e olho para os poucos alunos sentados nos bancos de madeira do lado de fora do prédio. Alguns estão até sem uniforme. Não que isso fosse surpresa, até mesmo em dias comuns alguns entravam sem uniforme, depois do pequeno esporro de sempre, claro. Caminhei em direção aos portões brancos do prédio, onde havia o porteiro. Um homem de 60/70 anos com cabelos brancos e alto. Vivia sorridente, mas sempre na dele.

Quando me aproximei, já me preparando para empurrar o portão para entrar, como sempre fazia quando liberavam a minha passagem ao destravar a porta. O homem a puxou primeiro, se colocando no meio da passagem. Retirei um dos meus fones, que tocava um rock (Tool - The pot) no volume máximo, e o encarei.

— Sim? — Digo da forma mais gentil possível, mas reconheço o leve tom sem paciência em minha pronúncia.

— Eu não sei se a senhorita sabe, mas... — Começou.

— Eu sei que não temos mais aulas, estou aqui porque quero. — O interrompi, respondendo de imediato. Ele sorri educadamente.

— Não, não é isso. — Balançou a cabeça negativamente e de forma amena. Me olhando. — É que não haverá mais ensino médio nessa escola. E como éramos uma das três únicas que oferecem ensino médio, você terá que cursar o segundo ano em outra escola. Na verdade, na única. Estamos avisando para todos os alunos que ainda estão vindo para cá.

— O que? — Fico perdida. Pausei a música e retirei o outro lado do fone, deixando os mesmos em meu pescoço. Cruzei um dos meus braços e segurei o outro, olhando o homem a minha frente. — Como assim a única escola?

— É. Acontece que a nossa escola está começando a se dedicar unicamente a parte II do ensino fundamental. E a escola próxima a rodoviária da cidade está querendo focar no fundamental por completo. Então, os poucos adolescentes que estão cursando o ensino médio na cidade vão ter que ir para a única escola que ainda oferece o ensino.

— Você está brincando com a minha cara ou o que? Essa droga não tem graça. — Reclamo, ajeitando a mochila em meu ombro. Mas ele suspira e balança a cabeça negativamente. Ele realmente estava a falar sério. Suspirei e mordi o lábio. Após alguns rápidos segundos em silêncio, voltei a falar. — E que escola é essa?

— Aquela próxima a praia. — Respondeu. Fico confusa. — Estavam fechadas por conta da grande manutenção que estavam fazendo. Mas finalmente, o internato “deep ocean of the studies” está abrindo os portões exclusivamente para os adolescentes.

Fico paralisada. Meus olhos piscam centenas de vezes e minha boca fica entreaberta, sem palavras. Enquanto eu tentava processar tal informação de que eu teria que estudar em um internato, o homem a minha frente falava sobre os clubes do lugar, os dormitórios e a engenharia com total fascínio. O que eu estava ignorando.

Tudo bem, eu não sentiria falta nenhuma dessa escola e dos alunos. É a pior escola da cidade. Fui matriculada aqui quando estava no 6⁰ ano, quando a escola ainda tinha um pingo de boa índole de recomendação na cidade. Hoje em dia só se fala mal dela, e com tremenda razão. A maioria dos alunos é envolvido com droga, se não usam, eles vendem. E as garotas? Promíscuas drogadas, chegam a ser tão irritante quanto os garotos. Não é atoa que todos aqui me odeiam e vivem me dando razões para entrar em confusão e parar na droga da direção.

— [...] Então, se eu fosse você eu... — O homem a minha frente continuava falando. Suspirei pesadamente.

— Tá bom. — Levantei uma das mãos, o interrompendo. Ele para de falar e vejo em seu olhar que pede desculpas, afinal ele sabia que tinha se entusiasmado como se quisesse ir estudar na tal escola. Me sinto culpada por agir dessa forma, mas por motivos pessoais eu preferia ser assim. — Já que descobri isso na última hora, é melhor eu pegar meus documentos e pedir a droga da minha transferência. — Comento. Ele faz que sim com a cabeça, dando espaço para que eu pudesse passar. — Licença. — Passo rapidamente, com os pés batendo firmes no chão.

~~~ ~~~ ~~~

— E você não me falou porra nenhuma, Karla?! — Reclamo no telefone. Estou sentada em um dos últimos bancos de um ônibus. Afinal, a escola ficava a alguns bons metros de distância do centro da cidade, e até mesmo da minha casa.

Karla era a garota mais próxima de mim. Conhecida por toda a cidade. Confesso que não éramos tão chegadas, eu preferia estar na minha do que com ela e ela preferia os outros do que a mim. Só ficávamos juntas porque no fim das contas ninguém de fato gostava de nós. A diferença é que ela tinha pessoas falsas ao seu redor, e disso eu me poupei.

— Eu já disse que eu tinha esquecido, Lett! — Reclamou de volta. — Aliás, isso foi dito no grupo da escola. Eu pensei que estivesse mais antenada nas coisas, principalmente no fim do ano.

— Primeiro, não me chama de Lett! Eu me sinto uma... — Meu sangue ferve ao pensar em completar a frase com “puta” (a maioria das Lett's, ou variantes, da cidade são irritantes e vagabundas, conheci 3/4). Uma mulher de 30 passa por mim e senta no banco atrás do meu. Respiro fundo, tentando me acalmar. Evito continuar a minha frase. — Por que eu continuaria prestando atenção naquele grupo irritante da nossa sala? O que eu quero saber são as minhas notas e mais nada. — Ela fica em silêncio. Mordo o lábio rapidamente e olho a rua pela janela. — Você nem sequer tocou no assunto. — Murmurei.

— Scarlett, eu não toquei no assunto por diversos motivos, ok? Principalmente os que eu acabei de falar pra você. — Rebate, também sem paciência. Escuto a voz dos seus pais no fundo, pareciam irritados e discutiam ao longe sobre uma coisa qualquer. — E você sabe que não vou continuar na cidade. Meus pais decidiram se mudar. — Suspirou. — E estão enchendo a porra do meu saco. Então, se me der licença, eu tenho muita merda pra arrumar. — Desligou o telefone na minha cara.

— Filha da... — Murmuro, irritada, suspirando. Guardo o celular.

Levanto do meu banco assim que vejo o ponto de referência do tal internato, que fica entre a praia e o shopping. A praia é literalmente na rua ao lado do internato. E como o ônibus passa em frente ao shopping, o internato fica na próxima parada. Após puxar a corda e saltar do ônibus, me encontro na frente dos enormes portões dourados do campus.

Mordo o lábio com firmeza, me sentindo nervosa e surpresa com o tamanho do lugar. O senhor da portaria não estava brincando quando disse que o internato estava em grandes manutenções para receber todos os adolescentes de 16 a 19 anos da cidade. O campus era consideravelmente grande, gramado, com algumas árvores e bancos de madeiras, mas estavam praticamente vazias. Havia apenas alguns funcionários ajeitando algumas coisas e possíveis futuros alunos.

Entrei nos portões, que estavam levemente abertos, e caminhei lentamente pelo campus, olhando tudo ao redor. Ao meu lado direito e esquerdo haviam dois prédios laterais de três andares. Os quais julguei ser os prédios de dormitório. A minha frente havia o prédio de 4 andares, maior que os dormitórios, era o prédio de estudos. Caminhei até ele e subi os 5 degraus antes de entrar. Parando na porta de entrada que dá início ao corredor principal. No fim do corredor havia outra porta dupla que dava para os fundos do local. Talvez seja o local da quadra, pensei. Toda escola tem quadra.

Caminhei até o balcão de madeira que havia ali mesmo na entrada. Uma mulher estava sentada em um banco alto, estilo de bar, mexendo em um computador. Usava um coque muito bem feito, óculos de grau e maquiagem leve. Vestia-se com uma blusa de onça e uma calça preta pelo que consegui enxergar. Tinha em torno de 35 anos. Quando me aproximei, ela levantou o olhar.

— No que posso ajudar? — Sorriu de modo gentil.

— Meu nome é Scarlett. — Deslizei a mochila e abri o maior bolso. — Recentemente descobri que todas as escolas vão encerrar as atividades de ensino médio então... — peguei a pasta com meus documentos que eu havia retirado mais cedo e coloquei no balcão a sua frente. — Eu vim fazer a minha inscrição.

— Oh, certo. — Pegou a pasta e a abriu. — Tudo bem. Aqui também tem o documento de transferência? — Perguntou após olhar os papéis rapidamente e se virar para o computador. Murmurei um "uhum". — Certo. Eu posso até fazer uma pré matrícula pra você, mas vou precisar do contato da sua responsável pra ela confirmar pra mim, tudo bem? — Pegou uma caneta e um bloco de notas, me entregando. — Põe o número dela aí pra mim, por favor. — Pediu.

Comecei a anotar. Quando terminei, ela agradeceu e recolheu as coisas que havia me dado. Depois de um tempo preenchendo algumas coisas no seu computador, pegou um papel A4 e me entregou, pedindo para que eu preenchesse algumas coisas como: Dados básicos extras, endereço dos responsáveis, números de celular, se eu ia ser uma aluna interna (ficar nos dormitórios) e os clubes em que eu participaria.

Me animei. Por mais que eu não visse nenhuma vantagem em me mudar para outra escola, essa poderia ser uma nova oportunidade para mim. De conhecer pessoas, de poder ter mais privacidade (em relação aos meus parentes), de fazer coisas novas e etc.

~~~ ~~~ ~~~

— Tudo bem. Obrigada. Tenha uma boa noite. — Minha mãe diz ao telefone, me olhando em seguida. A olho de volta, sentada no sofá a sua frente. Ela desliga o telefone e abaixa a mão. — Sério? Um internato? — Revirou os olhos, suspirando. — Que merda, Lett.

— Scarlett. — Murmurei em protesto, passando as mãos em minha testa como se estivesse a coçando.

— Nós vamos ter uma looonga conversa sobre regras. — Disse, me encarando seriamente. — Eu não quero saber de você metida com coisas erradas, ouviu? Se não você vai arranjar problema comigo.

— Eu já sei. — Suspiro.

— E você quer mesmo ser uma interna? Eu prefiro mil vezes você aqui conosco, tendo que pegar ônibus todo dia, do que enfiada naquele meio de jovens desajuizados. — Reclamou, indo até a cozinha. Batendo os pés. — Não acredito que prefere ficar por lá.

— Economiza tempo e passagem. — Respondo. — Eu tenho que estar lá 7 da manhã e encerrar as 4/5, não vai valer a pena ficar por aqui. — Ela fica em silêncio, apenas suspirando em processo. — É isso... Deep ocean of the studies, que nome idiota. — Me levanto, indo para o único quarto da casa que divido com ela e minha avó.


Notas Finais


Obrigada por lerem❤️ E se você está pensando em mandar a sua ficha, lhe desejo boas vindas❤️


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