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História O céu não é o que parece (interativa) - Capítulo 2


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Notas do Autor


Olá ❤️ esse capítulo é uma forma de divulgação da história, mas eu não queria encher o saco de vocês com "divulgação" e no capítulo ser algo aleatório, então eu decidi trazer um capítulo antes dos novos personagens entrarem, e para vocês conhecerem um pouco mais a Scarlett, a escola e enfim❤️

Boa leitura😍❤️

Capítulo 2 - 001


Fanfic / Fanfiction O céu não é o que parece (interativa) - Capítulo 2 - 001

•PoV Scarlett•

8 de fevereiro do ano atual - domingo

04:55 da manhã.

Por mais que eu não tivesse me entusiasmado com a ideia do internado, não pude evitar de ficar ansiosa para já me mudar para lá. Nunca havia estudado em um colégio interno. Isso era novidade. E isso, como toda novidade, me ansiava. Tentei dormir o mais cedo possível para que o dia da mudança chegasse logo.

Óbvio, isso não adiantou. Além de acordar o tempo todo, acabou que estou aqui sem sono as quase 5 da manhã. Sendo que eu vou sair daqui às 7 e minhas malas já estavam prontas, e a roupa estava separada.

Vencida pela falta de sono e a ansiedade, decidi me adiantar em meus preparativos para sair de casa. Sentei em minha cama e olhei para o lado. Nas outras duas camas paralelas a minha estavam minha avó e mãe, que dormiam tranquilamente. Senti certa inveja, meus olhos, de certa forma, pesavam devido ao sono, porém meu corpo não estava cansado e sim agitado.

Quando termino de coçar os olhos, encaro o escuro do quarto, me concentrando no canto ao lado da porta. Aquele lugar em questão ficava ainda mais escuro. E eu jurava que em algumas noites eu era capaz de ver alguém parado ali, observando todas nós enquanto dormíamos.

Dou um pulo na cama ao ouvir o ronco repentino e alto da minha avó, o qual eu deveria até estar acostumada. Reviro os olhos, suspiro e balanço a cabeça. Ignoro meu medo do escuro por alguns rápidos segundos e me levanto. Me arrepio suavemente ao sentir o chão gélido contra minha pele quente, o que me faz desejar ainda mais que eu volte para a cama.

Peguei a minha roupa e fui direto para o banheiro do quarto. Me fechei dentro dele e liguei a luz, respirando aliviada por ter a porta e o local iluminado como um escudo contra espíritos. Uma falsa sensação que eu usava como mantra.

Deixei minhas roupas na pia e retirei meu pijama, indo para o box e ligando o chuveiro. Me enfio embaixo da água quente e tento ser o mais rápida possível. Tudo o que eu queria era chegar no internato logo.

Quando saio, penteio meus cabelos e passo creme, ainda nua. Enquanto faço um coque alto com eles, fico me olhando no espelho, imaginando em como eu ficaria se, pela primeira vez na vida, cortasse meus cabelos. Suspiro e balanço a cabeça suavemente, afastando o pensamento.

Visto minhas roupas íntimas. Para o primeiro dia no internato eu escolhi a seguinte roupa: uma blusa preta folgada de mangas curtas com estampa de caveira com chifres dentro de um círculo, saia xadrez vermelha e verde com um cinto preto e uma corrente na lateral, meia calça preta 3/4 e botas pretas de cano curto. Quando termino de me vestir, escovo os dentes, me perfumo e ponho alguns acessórios. Um anel de coco na mão direita, uma pulseira punk com espinhos no pulso esquerdo e uma gargantilha com pingente de um cadeado em forma de coração. Optei por não fazer maquiagem.

Saio do banheiro com cuidado para não fazer barulho. São 5 e pouco da manhã. A esta hora o azul do céu já está um pouco mais claro, fazendo a transição da lua para o sol. Peguei minhas duas malas médias, uma mala pequena e minha mochila e fui para a sala.

Nas malas médias estavam minhas roupas, na mala pequena estavam minhas maquiagens e na minha mochila estavam itens pessoais como: escova de dente, celular, fone de ouvido, carregador e etc.

Me apoio no balcão, tomando um pouco de suco de laranja enquanto olho para um ponto fixo na minha frente, pensando em absolutamente nada. Ou em coisas sem sentido. Já me peguei imaginando uma batata Chips surfando em uma onda de maionese, e depois me perguntei “Por que não Cheddar?”. Mas dessa vez eu estava repassando tudo o que eu faria após terminar o café da manhã. “Checar as malas, chamar o táxi, ir pro internato, ir pro dormitório, ir pro campus”.

— Mas já? — Ouço uma voz rouca atrás de mim. Dou um pulo e quase derramo suco em minha roupa. Começo a tossir. — Garota, por que você é tão medrosa? — Minha mãe pergunta enquanto se aproxima. Tento recuperar o ar.

— Não sou medrosa! — Rebato, tossindo mais um pouco, mas logo paro, pigarreio. — Só não esperava que você fosse acordar agora. — Caminho até a pia e começo a lavar o copo.

— E você achou mesmo que eu não ia me despedir de você? — Perguntou.

— Mãe, são só dois anos e eu vou vir para cá nos finais de semana, ou nos feriados, mas principalmente nas férias. — Digo. Coloco o copo no lugar e balanço as mãos para tirar o excesso de água. Me viro para ela.

— Tomou seu remédio?

Meus olhos se arregalam. Eu havia me esquecido até mesmo de o pôr na bolsa. Minha mãe cruzou os braços. Vou até o armário da cozinha e me abaixo, o abrindo. Pego meu remédio estimulante e, aproveitando que estou aqui, pego de forma sorrateira uma cartela de calmantes e ponho dentro do sutiã. Me levanto. Tomo meu remédio e agradeço a ela por ter me lembrado.

~~~ ~~~ ~~~

Na primeira oportunidade que tenho, guardo a cartela de calmantes em minha mochila, junto ao meu remédio. O tempo havia passado e eu estava sentada no sofá, mexendo no telefone enquanto isso. Minha mãe fazia algo na cozinha. Minha avó acordou em seguida, reclamando logo de imediato sobre minhas roupas. Ela sempre julgou esse meu estilo, dizendo que isso era do demônio e poderia me condenar ao inferno. Além de lembrar, como faz com frequência, em como sente saudades da pequena princesa Scarlett. Seguro ao máximo meu revirar de olhos.

— Bem, já deu a minha hora. 10 minutos para às 7. — Me levanto, juntando todas as minhas malas e pondo minhas mochilas nas costas. Olho para a minha mãe e a minha avó. — Já chamei o meu táxi.

— Aqui o dinheiro. — Minha mãe aponta para um dos móveis da sala. Pego o dinheiro, agradecendo. Coloco o dinheiro na mochila e pego as malas. — Filha. — Me chama. A olho. — Não quero saber de você envolvida com coisas erradas, se esforce sempre e dê o seu melhor. E, por favor, não esqueça de tomar o seu remédio diariamente, ok? Não quando sentir vontade, como você já o fez antes.

— Você poderia ter tido efeitos colaterais, foi inconsequente. — Minha avó reclamou. Me viro para a saída.

— Mais uma coisa. — Minha mãe me interrompe novamente. Me viro, a olhando com certa impaciência. — Eu não quero ser avó nem tão cedo, hein, garota. JU-Í-ZO. — Abaixo a cabeça, sentindo as bochechas meio quentes e coçando, como sempre acontece quando coram.

— Entendo que você tenha hormônios, nessa idade é normal. — Minha avó complementa. Arregalo os olhos e pisco diversas vezes. Ouço a buzina do táxi em frente ao portão. Me agilizo a usar isso como desculpa e começo a sair da casa.

— TCHAU MÃE, TCHAU VÓ! — Digo enquanto me apresso a descer a pequena rampa em direção ao portão de casa.

— TCHAU, QUERIDA, LHE DESEJO UM ÓTIMO DIA. — Minha mãe diz, sorrindo.

— DÃO CAMISINHA DE GRAÇA NOS POSTOS! — Minha avó grita assim que abro o portão. O que me faz corar e lançar um olhar de perdão para o motorista, que apenas acha graça da situação.

Ao ver as malas, ele sai do carro e abre o porta malas. Em seguida ele me ajuda a colocá-las no carro. Depois entramos, ambos na parte da frente do táxi. Ele põe o cinto de segurança, eu fico sem.

— Deixe-me adivinhar: Deep ocean of the studies? — Perguntou enquanto manobrava para sair da rua. Já que esta é sem saída. Fiz que sim com a cabeça, seguido de um "uhum". — Ontem foi a mesma coisa. A escola começou a receber os alunos internos nesses dois dias, ontem e hoje, para explicar como tudo funciona. Não é? — Fiz que sim com a cabeça.

— E aí nós ajudamos os perdidos depois. — Complemento.

~~~ ~~~ ~~~

Ao chegar nos portões da escola, noto a multidão de alunos transitando para lá e para cá. Mordo o lábio, com a respiração descompassada. O motorista sai do carro, caminhando em direção ao porta malas. Levo minha mão até a trava da porta do carro, minha mão treme e dá um tique para o lado, o que me atrapalha um pouco. Respiro fundo e abro a porta. Saindo em seguida. Mantenho a respiração forte, como se agora houvesse alguma dificuldade para puxar o ar. Estou olhando tão fixamente para dentro dos portões que acabo tropeçando no meio fio e tendo de me apoiar no carro. O motorista dá alguns passos em minha direção e depois me olha.

— Está tudo bem? — Perguntou. Faço que sim com a cabeça.

Passo por ele e vou até o porta malas. Abro o pequeno bolso da minha mochila, pegando um calmante e o tomo com a água da minha garrafinha preta. O homem retira as malas enquanto isso, notando que eu estava nervosa, ficou-se em silêncio. Melhor assim, sem palpites ou algo do tipo. Ponho a mochila nas costas e o motorista me ajuda com as malas.

— Obrigada. — Digo, pegando o dinheiro e o pagando.

— Tenha um bom dia. — Sorriu, dando a volta no carro e entrando no mesmo. Me viro, olhando para o campus.

— Eu vou tentar... — Suspirei pesadamente. Meu coração bate forte enquanto meus olhos passeiam entre os diversos alunos que andam de um lado para o outro.


Notas Finais


Obrigada pela leitura ❤️☺️ vou tentar fazer todos os capítulos da história com o mínimo de 1.000 palavras e o máximo de 2.000, ok? Esse capítulo por exemplo é 1,600.

Tô amando conhecer novos personagens e interagir com vocês, eu amo tanto fazer isso❤️🥺


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