História O Chamado - Círculo Infinito - Capítulo 14


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Categorias O Chamado
Tags Cavalos, Maldição, Samara, Sete Dias
Visualizações 9
Palavras 3.124
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hi spiriters!

Mais um capítulo hj, tlvz consigo postar mais, vamos ver. Após uma briga feia de palavras e xingamentos entre Daniel e Becca, Trevor dá um basta relembrando a missão deles. Voltam ao foco da fita e pesquisam a fundo através do sonho tido por Daniel e encontram Ilha Moesko, lugar onde viveu Anna Morgan. Na DP, Thompson fica estarrecido ao ver a foto que Fischer mostrou da morte de Herbert e Aldebarán descobre informação importante pela boca solta de Fischer. Espero que gostem.

Capítulo 14 - Vamos para Ilha Moesko.


Fanfic / Fanfiction O Chamado - Círculo Infinito - Capítulo 14 - Vamos para Ilha Moesko.

Terça-feira. Quarto dia. Tons cinzentos predominam o céu na cidade de Astoria, o tempo frio e névoa se apresentam como protagonistas do clima; isso poderia ser uma simples citação de um dia de semana astoriano se isso não coubesse também à situação da família Foster. Daniel chegou ao serviço com a cara de quem saiu do próprio velório e não sabe como ainda estava vivo, a noite anterior provou a ele que a maldição da fita estava ficando cada vez mais intensa quanto mais se aproximava da sua hora, restavam apenas três dias. Sentou-se em sua mesa e começou a usar seu pc, porém ainda passível do que vivenciou há onze horas atrás. Em seguida, Becca chegou e com um semblante parecido, mas (um pouco) melhor do que estava depois das nove da noite; ela viu seu namorado e não foi até ele dar um bom dia porque não era mesmo um começo de bom dia, sentou-se na sua mesa ao lado e começou a trabalhar. Em seguida chegou Trevor, com uma cara melhor dos que os dois, descontraído, mas ainda sim preocupado.

- Bom dia para quem está amaldiçoado. – disse Trevor sorrindo.

Em seguida, o casal se virou para ele com aquela cara do tipo “olha pra minha cara e vê se achei engraçado”.

- ... Aaaahhh... Tudo bem? – perguntou preocupado.

- Cara, depois de ontem nem era para ter feito esta piada de muito mal-gosto. Imbecil. – disse ainda segurando a raiva.

- Não xingue ele assim, ele está tentando pelo menos fazer a gente rir em meio a esta desgraça. – Becca tentando contemporizar.

- Quer achar alegria ao estar amaldiçoada? Pois bem, aqui vai uma muito boa:

_ Transe comigo no domingo e tome um belo café da manhã na próxima segunda porque a noite você jantará no inferno. – ironizou Daniel.

- Qual é? Vai começar já? – Becca rebate.

- Eu tanto que pedi, lhe falei, para não comentar a fita com a Julia e muito menos assisti-la. E o que encontro na sala? As duas pessoas neste mundo que não queria que visse aquela PORCARIA.

- Eu te disse! Não estava conseguindo dormir! E nem me lembro como fui parar na sala.

Logo os dois começavam a tomar a conversa num tom mais sério.

- E só para lembrar, eu não disse à Julia da fita, e você também não pode sair disparando como se a culpa foi minha.

- Você às vezes sempre foi teimosa.

- Falou o senhor nervosinho.

- Você ainda não me viu nervoso.

- E nem você.

Logo os dois ficam se encarando sem se falar, Trevor só de telespectador esperando uam deixa para falar.

- No que está pensando? – Daniel desafiando a paciência dela.

- Que é agora que eu tento me defender dizendo que aquilo ontem foi uma infelicidade do acaso mas que você não acredita e continua irredutível dizendo que não era para ter visto aquilo ontem como se fosse o desastre do universo, para acrescentar você ainda diz que sou uma irresponsável fogo de palha que bota tudo a perder com meu jeito solta, marrenta e às vezes desbocada de resolver as coisas, e eu imaginando que depois de tudo isso você teria maturidade de reconhecer que nem tudo está ao nosso alcance e que poderia... entender. – Becca disse.

- Entendo muito bem.

- Como uma criança.

- Posso perguntar algo? – Trevor levanta o indicador.

- NÃO! – Os dois dizem alto e em bom tom.

Depois dessa Trevor calou aboca de novo.

- Agora me diz, como vou resolver esse problema sabendo que você está nele? – Daniel a encara.

- Da forma mais simples e eficaz, juntos. – Becca devolve o olhar.

- Pra você atrapalhar de novo?

Becca não gostou nada disso e empurrou ele.

- Quer parar de me condenar?

- Então evite certas curiosidades que não lhe convém.

- Pelo que sei você deixou a fita ao alcance nós, juiz.

- Delegada!

- Irresponsável!

- ESTRESSADA!

- IDIOTA!

- QUEREM CALAR A BOCA VOCÊS DOIS?

Trevor deu um grito que fez os dois pararem no ato, o espinhudo separou os dois quase que empurrando-os.

- Gritar com o outro não vai nos ajudar em nada! E aqui não é o lugar para isso, é um local de trabalho, porra! Todos nós aqui erramos ao ver esta fita, todos nós. Mas, esqueceram do que nos comprometemos a fazer? De desvendar este mistério? Agora não é só por nós, é por sua irmã também, Daniel. Eu lhe ofereci ajuda, e vou continuar com minha apalavra até ao final, mas, se forem para xingar o outro e apontar erros e culpas, fodam-se vocês dois, eu me viro sozinho e vocês dois resolvam seus problemas. E aí, como vai ser? Nós três juntos ou cada um para o seu lado?

Foi como uma ducha de água fria na cabeça dos dois, tanto Daniel quanto Becca ficaram olhando para o outro envergonhados pelas suas próprias ignorâncias e orgulho, procurando alguma forma de retratar isso, fizeram com um silencio da discórdia.

- ... Tem razão, espinhudo. Foi mal. – respira fundo e lamenta. - Não queria ser ignorante com você de novo, Becca. Me desculpe.

Agora Trevor encarou Becca esperando um discurso parecido.

- ... Eu também fui pra frente, fui arrogante e não enxerguei meu erro. Não quero ser grosseira com você de novo, Dan. Me desculpe.

- Temos que focar em como parar a maldição, é nisso que temos que debater e vamos a partir de agora. – Daniel tenta elevar o moral da equipe.

Esse é o espírito! – Trevor concorda.

Assim que se acalmaram, cada qual foi para sua mesa repor a mente no lugar e pensar na melhor estratégia.

- Aproveitando a deixa, me desculpem pela piadinha sem graça na entrada. Não era a intenção. – Trevor também lamentou.

- Tudo bem. – Becca dá de ombro amigo nele.

- Daniel. Quer me contar o que realmente aconteceu ontem à noite? – Trevor perguntou.

Daniel respira fundo e tenta reorganizar os fatos.

- Bom, eu tive um pesadelo, e neste pesadelo tive uma visão de um lugar perto do litoral, num lugar que eu nunca vi, conheci ou estive, e neste lugar estavam dez pessoas, nove mulheres e um homem para tirar uma foto.

- Uma foto? – perguntou Becca.

- E para quê? – Trevor curioso.

- Não sei. – disse Daniel.

- E tinha alguém que chegou a reconhecer nesta foto? – perguntou Becca se aproximando dele.

Logo, Daniel pôs a cabeça para pensar e lembrou de uma mulher em especial.

- A mulher de preto. – disse.

- O quê? – Becca estranhou a resposta.

- Uma mulher que estava vestido de preto, era a mesma mulher que estava no vídeo se penteando em frente ao espelho.

- E qual o nome dela? – perguntou Trevor com a mão engatilhada no teclado.

- ... Eu não sei. – disse Daniel olhando para ele incrédulo.

- Se soubéssemos o nome... – lamentou Trevor coçando a cabeça.

- Mas, por que você teve este sonho? – questionou Becca.

- Eu sei lá, mas foi bem mais forte do que aquele que tive com a Loren...

Logo, o garoto teve um baque na sua cabeça e as lembranças vieram mais à tona.

- Loren...

Relembrou dela no sonho apontando para frente, mas desta vez agora, ela estava apontando para o farol e um nome veio como uma luz naquela névoa cinzenta da montanha. “Ilha Moesko”.

- Ilha Moesko... Ilha Moesko. – repetiu Daniel.

- Ilha Moesko? – Becca o encarou.

- Isso! – disse batendo o punho na mesa. - Ilha Moesko! O nome do lugar é Ilha Moesko!

- Perae. – Trevor já se dirigiu ao teclado.

Trevor foi logo para a pesquisa em seu computador ali na mesa, digitou o tal nome e clicou. Logo perceberam que o lugar existia e nas imagens.

- Farol Ilha Moesko, construído em 1873 e automatizado em 1966. Localizado em Oregon no condado de Lincoln.

Os três foram pesquisando as imagens querendo encontrar alguma pista ou indício de principalmente da foto que Daniel viu em seu sonho, e ele em si estava mais curioso dos três. Até que na quarta fileira de imagens do Google, enfim, foi se encontrado a tal foto.

- ALI! CLICA! – apontou Daniel.

Trevor clicou e abriu outro link. Nela surgiu uma página retratando a história da fundação do farol da Ilha Moesko, e nele a foto dos dez posando para a foto.

- Ali! A mulher de preto! – disse Daniel apontando na tela.

Os três observaram e não tiveram dúvida, era a mulher do vídeo, e desceram os olhos para observar os nomes na legenda embaixo.

- Em ordem da esquerda para direita...

Leram nome por nome até que se notificou o nome da nona pessoa, a tal mulher de preto.

- Anna Morgan. – os três disseram juntos.

Encararam a foto e na mente veio a imagem dela se penteando no espelho e encarando a tela.

- Do jeito que o Yamato nos disse. – sorriu Daniel

- Descobrimos o nome dela. – acrescentou Becca.

- Agora vamos ver quem ela realmente foi. – disse Trevor.

Tirou Ilha Moesko e digitou Anna Morgan. Clicou.

- Anna Morgan era criadora de cavalos juntamente com seu esposo do rancho da família, o Rancho Morgan. Competidora multicampeã de hipismo teve os últimos anos de sua vida entre idas e vindas no Hospital Psiquiátrico do Condado de Eola. – leu Daniel.

- Sofria de alucinações sendo internada várias vezes. – Trevor continuou lendo.

- E cometeu suicídio ao pular de um penhasco. – Becca complementou.

Logo a imagem dela pulando o penhasco reavivou em suas mentes.

- Agora tudo está fazendo sentido. – Becca raciocinou.

- O quebra-cabeça está ganhando forma e as peças estão começando a se encaixar. – Daniel sorriu.

- E isso tudo tem alguma ligação com os cavalos? – perguntou Becca aos dois.

Trevor apagou o nome dela e digitou Ilha Moesko – Cavalos. O resultado do que viram foi estarrecedor.

- ... Minha nossa! – reagiram os três uníssono.

Assim que reagiram desse jeito, Daniel sentiu que era hora de buscar mais informações.

- Temos que nos mexer. Becca, querida. Preciso que você vá a ilha e descubra o que puder no Rancho Morgan. Trevor, se puder ir com ela?

- Com certeza. Irei sim. – Trevor acenou com a cabeça.

- Mas espera, espera. Por que você não vai? – Becca estranhou.

- Vou a outro lugar.

- Aonde precisamente?

- No sanatório da cidade.

- Fazer o que lá?

- Acho que não soube, a namorada do Herbert que foi morto ao mesmo estilo da Sarah, ela se internou lá no lugar.

- E por quê? – Becca estranhando.

- Ela foi encontrada no banheiro masculino escondida num canto chorando muito a morte do seu namorado, mas traumatizada por algo que tinha acontecido a ele. Chegou a ter ataques, foi levada ao hospital e lá começou a agir de forma estranha, ficando louca e pediu para ser internada na ala psiquiátrica. Eu vou lá visitá-la e buscar mais informações.

- Tome cuidado!

- Acredito que ela não é uma ameaça a ponto de me machucar, mas terei sim. Nunca se sabe né.

- Enquanto que a gente for para esses lugares, quem vai ficar no comando da redação? – perguntou Trevor se levantando da mesa.

- O Yan e a namorada dele. – disse Daniel.

- Aff, aqueles dois malas? – reclamou Becca.

- Pelo menos eles também são competentes dentro daqui, porque do lado de fora... – Trevor relevou.

- Esquece isso! – disse Daniel batendo palmas. - Vamos nos centrar nos lugares que vamos.

Logo Daniel coça muito seu braço direito.

- Por que está coçando seu braço? – perguntou Becca.

- Na verdade, uma dor que incomoda.

- Deixa-me ver...

Becca esticou a manga da jaqueta dele e viu algo no braço dele. Uma marca de mão.

- Meu Deus! Que marca é essa?

- Você foi marcado, não foi? – Trevor o encarou.

Logo ele lembrou de ontem no sonho quando um braço esbranquiçado tocou no seu.

- Ontem, no sonho. – Daniel coça de novo. - Senti alguém pegando no meu braço, na hora que iam tirar a foto do pessoal em frente ao farol.

- Quem foi? – perguntou Becca.

- Não vi, só senti. E era um braço gelado, como se tivesse saído do fundo das águas do Norte.

- Isso faz parte da maldição, Trevor? – Becca se virou para Trevor.

- Sim. – diz analisando o braço e a marca. - Meus amigos do Oregon me diziam que o braço marcado era mais do que uma marca, era a presença de algo maligno. Bem perto de você.

Isso fez Daniel respirar fundo e Becca trancar a coluna e não sentir o frio gelado que ameaçava passar por ali.

- Bom, vamos nos organizar e comprar as passagens depois. – disse Daniel.

- E sua irmã? – perguntou Becca.

- Ela fica bem em casa sozinha. Já sabe cuidar de si mesma. 

- Que hora partiremos? – perguntou Trevor.

- Devemos ver um trem-bala que nos leve daqui até Oregon para chegar lá. – disse Becca procurando no celular.

- Ah, mais uma coisa. – relembrou Daniel. - No Rancho Morgan acredito que irão encontrar mais coisas, porque tive imagens na cabeça da fazenda, com cavalos, uma TV no celeiro e muita agitação. Lá teremos mais respostas para esse enigma.

- Tudo bem. Boa sorte lá no sanatório. – cumprimentou Trevor.

- Valeu. E se cuidem ao irem para lá.

- Ta, só não faça amizade com Helena e queira ficar lá também. Estressadinho. – ironizou Becca e rindo.

- Vou lá ver se tem ala para as paranoicas, qualquer coisa te falo. – devolveu Daniel rindo.

Os dois em seguida se beijam.

- Assim que eu gosto. – disse Trevor batendo palmas. - Vamos adiantar o que pudermos para de tarde irmos. Vocês irão na arena de rodeio a noite?

- Se não estivermos cansados, iremos. – disse Daniel.

- Adoro rodeios. – acrescentou Becca.

- Minha irmã também. Ela adora cavalos.

- Posso ir com vocês? – insistiu Trevor.

- Claro.

- Combinado. Primeiro, Rancho Morgan e sanatório, e mais tarde; rodeio.

Os três se cumprimentam e voltam ao trabalho na redação. Na delegacia, Thompson estava tomando café e trabalhando o seu computador quando Fischer chegou:

- Delegado!

- Diga. – disse Thompson digitando.

- Entramos em contato com o jornal de Astoria e fizemos uma investigação sigilosa a respeito daquela mulher, Rachel Keller.

- E...

- Ela trabalhou lá por quase dez anos, desde 2005, porém, depois que ocorreram eventos estranhos envolvendo ela e seu filho eles resolveram sair da cidade.

- Eventos estranhos?

- Sabe senhor, envolvendo a fita.

- Hum, entendi. –disse o encarando. - Sabe me dizer para onde ela foi?

- Não senhor, os funcionários de lá da redação do jornal não souberam dizer e/ou não sabem.

- Ou talvez não queiram comentar no assunto.

- Parece que a tal fita também fez seus estragos aqui na época, um colega de trabalho dela chamado Max Rourke também morreu nas circunstâncias da fita maldita.

- Imagino o porquê de ficarem boca calada.

- Ah, senhor. Eu também mantive contato com a polícia local de onde ocorreu a morte daquele rapaz chamado Herbert Spencer, e tive acesso as fotos no momento de sua morte.

- Qual a novidade? Que a cara dele não estava desfigurada? – perguntou Thompson em tom de ironia.

- ... Hum, é melhor o senhor dar uma olhada.

Thompson se vira curioso, Fischer tira seu celular e mostra uma das fotos, Thompson fica estupefato ao ver algo estranho na foto.

- Mas, o que é isso?

- Eu também me perguntei a mesma coisa.

- É uma pessoa atrás dele? Uma menina?

Só que a imagem atrás de Herbert estava em tonalidade escura, mas o formato da linha imaginária levava a crer que era uma menina.

- Eu quebrei a cabeça para saber se era verdade. Mas tudo diz que sim.

O delegado ficou instigado com esta foto, Fischer ameaçou mostrar as outras, mas Thompson fez sinal com a mão que não. Logo apareceu Aldebarán.

- Comandante? – Fischer pareceu assustado.

Meio que surpresos pela visita do comandante, rápida troca de continências.

- Senhor. Bom dia. – saudou Thompson.

- Bom dia, delegado. – disse Aldebarán.

- Uma visita repentina? Não sabia que o senhor viria.

- Desculpe a visita de surpresa, mas queria saber como anda as investigações sobre a Peste Negra de Seattle.

- Muitas mortes acontecendo, agora em ritmo mais acelerado do que antes. Muitos jovens morrendo, um índice alto, totalmente alarmante.

- Notícias de seu filho?

- Não.

- Vai achá-lo. Tenho certeza.

- Obrigado, comandante.

- Nenhuma notícia nova sobre como parar esta maldição?

- Está sendo uma tarefa ardil, senhor. Consegui até uma cópia da fita, mas nada mais além disso.

- Conseguimos o nome daquela mulher que deflagrou a maldição em Seattle na época. – disse Fischer se intrometendo na conversa.

Logo Aldebarán espichou o olhar para o investigador, Thompson não gostou da intromissão dele. E Fischer nem percebeu a reação do delegado.

- É mesmo? Qual o nome? – perguntou Aldebarán curioso.

- Rachel Keller. – disse Fischer.

- Interessante. – Aldebarán sorriu. - Tiveram indícios se ela está na cidade?

- Não senhor. Apenas especulações, e ela nem mora mais na cidade. – disse Thompson.

- Entendi. –recuou Aldebarán. - Então continuem me informando. Caso novidade me falem.

- Sim senhor. – respondeu Fischer.

Ia saindo, Thompson fez um sinal para Fischer e pediu para não falar mais nisso porque não gostou nada.

- Ah, delegado... – Aldebarán voltando... - O senhor estará na festa de rodeio hoje à noite?

- Sim. Estarei no corpo de serviço hoje na festa.

- Tudo bem. Até mais, delegado. Investigador.

- Tchau senhor.

- Até mais, senhor.

Aldebarán sai. Thompson foi contestar com Fischer.

- Hey, quem lhe pediu para falar sobre aquela mulher?

- Qual o problema, delegado?

- Comentar sobre as investigações, tudo bem. Mas sobre esta mulher não era nem ter mencionado o nome. Não temos nada sobre ela a não ser que ela trabalhou nas duas épocas que a desgraça da fita eclodiu, e Aldebarán é tipo do cara que quer saber tudo até a última gota. Então, ao falar sobre a senhorita Keller, abrimos espaços para ele interrogar tudo que acharmos sobre ela, e não temos nada. Nada!

- Desculpe, delegado. – disse Fischer se sentindo mal por isso.

- Seja esperto, investigador. Ás vezes se fazer de bobo é importante no mundo de hoje.

Fischer compreendeu. Não que fosse uma indireta devido à sua petulância de abordar o assunto da Rachel; mas, mais como um conselho de não sair falando assim de forma espontânea, até porque Aldebarán deu liberdade a Thompson de fazer essas investigações sobre a fita do modo que ele quiser, mas sempre o mantendo informado, até porque pode estar envolvido o filho desaparecido.  



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