História O Chefão - Adaptação Bellarke - Capítulo 1


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Categorias The 100
Personagens Bellamy Blake, Clarke Griffin, Echo, Emori, John Murphy, Lincoln, Octavia Blake, Raven Reyes, Roan
Tags Becho, Bellarke, Romance, The 100
Visualizações 17
Palavras 2.129
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Vamos começaaaar!

Capítulo 1 - Restaurante


CLARKE

Que desperdício de pernas lisas e depiladas.

_ Raven? É a Clarke. Onde você se meteu? Preciso de você. Estou no pior encontro da minha vida. Estou quase dormindo. Já pensei em bater com a cabeça na mesa algumas vezes para me manter acordada. A menos que você queira me ver sangrando e machucada, preciso que me ligue fingindo uma emergência. Me liga de volta. Por favor.

Finalizando a chamada, bufei, frustrada do lado de fora do banheiro feminino, no corredor escuro que havia nos fundos do restaurante.

Uma voz firme atrás de mim me surpreendeu:

_A menos que, além de chato, ele também seja um idiota, vai saber.

_O quê? - questionei.

Quando me virei, dei de cara com um homem encostado na parede. Seus olhos estavam apontados para baixo, conferindo uma mensagem de texto em seu celular. Ele continuou sem levantar o olhar.

_É um dos foras mais antigos... a ligação de emergência. Você poderia ao menos se esforçar um pouco mais. Leva cerca de dois meses para conseguir uma reserva neste lugar e não é barato, linda.

_Talvez ele devesse se esforçar mais. Está com um furo gigante na jaqueta, debaixo do braço, e não fez nada além de falar sobre a mãe a noite toda.

_Já considerou o fato de que sua atitude esnobe pode deixá-lo nervoso?

Meus olhos quase saltaram do meu rosto.

_Vamos falar sobre atitudes esnobes? Você ouve minha ligação, me dá opiniões não solicitadas... e tudo isso enquanto olha para o celular. Nem fez contato visual comigo enquanto estava falando.

Os dedos do idiota pararam no meio da mensagem. Então, eu o observei enquanto ele levantava a cabeça, os olhos seguiam um caminho lento que começou em meus tornozelos, subiram por minhas pernas nuas e continuaram na barra da saia antes de seguir por meu quadril, finalmente repousando alguns segundos em meus seios antes de encontrar meur rosto

_Sim, isso aí. Aqui em cima. Estes são meus olhos.

À medida que ele se afastou da parede e ficou em pé, a pouca claridade que incidia no corredor refletiu sobre ele, iluminando seu rosto. Pude vê-lo com clareza pela primeira vez.

Sério? Não era o que eu esperava. Com essa voz rouca, profunda e cheio de atitude, supus que encontraria alguémm mais velho, provavelmente usando um terno horrível. Mas o cara era lindo. Jovem e lindo. Vestido todo de preto – simples, mas havia certa elegância em sua aparência. Os cabelos negros estavam despenteados daquele jeito sexy de quem não dá a mínima, mas ainda pareciam perfeitos.

Feições masculinas fortes: maxilar quadrado e protuberante, com uma barba por fazer na pele bronzeada, o nariz reto proeminente e olhos grandes e sexys, sonolentos, cor de chocolate. E que me encaravam sem parar.

Sem deixar de me olhar, ele levantou os braços pela lateral do corpo e os colocou acima da cabeça.

_Quer conferir se não vou assaltar você antes de decidir se sou digno de conversar?

Tudo bem, ele era lindo, mas, definitivamente, um idiota.

_Não é necessário. Sua atitude já deixou bem claro, sei que não vai fazer isso.

Abaixando os braços, ele riu.

_Como quiser. Tente aproveitar o resto da noite, linda.

Bufei, mas olhei aquele idiota bonito uma última vez antes de voltar para meu encontro.

Wells estava sentado, com as mãos cruzadas, quando voltei para a mesa.

_Desculpe - eu disse - A fila estava grande.

_Isso me lembrou de uma história engraçada. Uma vez, eu estava em um restaurante com minha mãe e quando ela foi usar o banheiro feminino...

Sua voz desapareceu enquanto eu olhava para o celular desejando que tocasse. Maldita seja, Raven. Onde você está quando eu realmente preciso de você? Por volta da metade da história – pelo menos acho que era a metade – notei o idiota do banheiro passando pela mesa. Ele sorriu para mim depois de dar uma olhada em meu acompanhante sem noção e em minha expressão desinteressada. Curiosa, eu o segui com os olhos para ver com quem estava.

Era de se imaginar.

Loira oxigenada, bonita de um jeito sacana, com os peitos saltando para fora do decote do vestido curto. Ela arregalou os olhos quando seu acompanhante voltou. E eu... revirei os meus. No entanto, não consegui deixar de olhar para a mesa deles de tempos em tempos.

Quando as saladas chegaram, Wells estava falando sobre a recente cirurgia de apêndice de sua mãe, e eu fiquei particularmente entediada. Talvez meus olhos tenham se demorado um pouco mais que o necessário na outra mesa, pois o cara do banheiro me pegou olhando para ele. Do outro lado do restaurante, ele piscou, arqueou uma sobrancelha e inclinou o copo em minha direção.

Idiota.

Uma vez que fui pega, por que me preocupar em esconder que estava olhando? Com certeza, ele era mais interessante que o cara que me acompanhava. E ele também não ficou com vergonha de me encarar.

Quando um garçom parou em sua mesa, vi que apontou em minha direção e falou alguma coisa. Wells ainda estava contando uma história sobre sua querida mamãe quando olhei para conferir o que o cara atraente do outro lado do salão estaria apontando. Assim que me virei, percebi que o idiota e a acompanhante estavam de pé. Lendo seus lábios, entendi o que ele estava falando... acho que algo sobre se juntar a uma velha amiga. Então, de repente, eles estavam caminhando em direção a nossa mesa.

Ele vai dizer algo a Wells sobre o que ouviu?

_Clarke. É você?

O que é isso?

_Hummm... sim.

_Uau, quanto tempo! - Ele passou a mão no peito - Sou eu, Bellamy.

Antes que eu entendesse o que estava acontecendo, o idiota - que, aparentemente, se chamava Bellamy - se inclinou e me puxou para um abraço de urso. Enquanto eu estava em seus braços, ele sussurrou:

_Entre na brincadeira. Vamos deixar sua noite mais animada, linda.

Pasma, eu só pude olhar quando ele voltou sua atenção para Martin e estendeu a mão.

_Sou Bellamy Blake. Clarke e eu nos conhecemos há muito tempo.

_Wells Jaha -  Meu acompanhante cumprimentou.

_Wells, você se importa se nos juntarmos? Faz muitos anos que não vejo a Docinho. Adoraria matar as saudades. Você não se importa, não é?

Embora tenha perguntado, Bellamy, definitivamente, não esperou pela resposta. Em vez disso, puxou uma cadeira para sua acompanhante e a apresentou.

_Esta é Bridget...

Ele olhou para ela como se pedisse ajuda, e a moça terminou a apresentação:

_McDermott. Bridget McDermott - Sorriu, sem se intimidar pela nova dinâmica de encontro de casais nem pela óbvia incapacidade de Bellamy lembrar seu sobrenome.

Wells, por outro lado, pareceu desapontado com o fato de agora sermos um quarteto, embora eu estivesse certa de que ele nunca reclamaria. Ele olhou para Bellamy, que estava se sentando.

_Docinho?

_Era como costumávamos chamá-la. Por causa da barra de chocolate Clarke’s, com recheio de manteiga de amendoim. Meu doce favorito.

Uma vez que Bellamy e Bridget estavam sentados, houve um silêncio constrangedor. Surpreendentemente, foi Wells quem o quebrou:

_E como vocês dois se conheceram?

Embora meu acompanhante tenha feito a pergunta olhando para nós dois, eu queria deixar claro para Bellamy que era ele quem estava na berlinda. Foi ele quem decidiu começar esse joguinho.

_Vou deixar que Bellamy conte sobre como nos conhecemos. Na verdade, é uma história bem engraçada.

Coloquei os cotovelos sobre a mesa, cruzei as mãos e apoiei a cabeça sobre elas, voltando toda a atenção para Bellamy enquanto piscava com um sorriso malicioso.

Ele não se intimidou e não levou mais de alguns segundos para inventar uma história.

_Bem, não foi como nos conhecemos que foi engraçado. Na verdade, foi o que aconteceu depois. Meus pais se separaram quando eu estava na oitava série e tive que mudar para uma escola nova. Fiquei muito infeliz até conhecer a Clrake, no ônibus, na primeira semana. Ela era linda, e percebi que eu não tinha amigos em volta para me zoarem se a chamasse para sair e ela dissesse não. Eu a convidei para o baile da oitava série. Fiquei chocado quando ela aceitou - Ele sorriu - De toda forma, eu era jovem, possuía um nível saudável de testosterona e coloquei na cabeça que ela seria a garota em quem daria meu primeiro beijo. Todos os meus amigos da antiga escola já haviam beijado e, por isso, achei que era minha vez. Então, quando o baile estava acabando, levei a Docinho para fora do ginásio decorado com balões e crepom para conseguir um pouco de privacidade. Claro, como era minha primeira vez, eu não tinha ideia do que esperar. Mas fui em frente, direto no alvo, e comecei a chupar o rosto dela - Bellamy fez uma pausa e piscou para mim - Contei certo até aqui, não é, Docinho? - Não consegui respondê-lo. Eu estava muito atordoada ouvindo a história. Mas, novamente, meu silêncio não pareceu incomodá-lo, porque ele foi em frente com aquela narrativa extraordinária - Bom, é aqui que a história fica boa. Como eu disse, não tinha experiência, mas fui com tudo, lábios, dentes, língua. Depois de um minuto, o beijo parecia muito molhado e eu estava tão empolgado que continuei. Por fim, quando estávamos precisando de ar, já que eu quase engoli o rosto dela, percebi o motivo de estar parecendo tão molhado. Clarke teve uma hemorragia nasal no meio do beijo, e nossos rostos estavam cobertos de sangue.

Wells e Bridget riram, mas eu fiquei sem reação.

Bellamy estendeu a mão e tocou meu braço.

_Vamos, Docinho. Não fique envergonhada. Esses foram alguns dos bons momentos que tivemos. Lembra?

_Quanto tempo vocês ficaram juntos? — perguntou Wells.

Quando Bellamy estava prestes a responder, me aproximei e toquei seu braço da mesma maneira condescendente com que ele tocou o meu.

_Foi pouco. Nos separamos logo após aquele outro incidente.

Bridget bateu palmas e pulou sentada na cadeira como uma criança animada.

_Quero ouvir!

_Pensando bem, não tenho certeza de que deveria contar a respeito disso - refleti - É o primeiro encontro de vocês?

Bridget assentiu.

_Bem, não quero que você presuma que Bellamy ainda tem o mesmo problema. Faz muito tempo desde o incidentezinho - Eu me inclinei na direção dela e sussurrei - Eles adquirem mais controle à medida que envelhecem. Normalmente.

Em vez de ficar chateado, Bellamy parecia satisfeito com a história. Orgulhoso. Na verdade, o resto da noite transcorreu praticamente da mesma maneira. Bellamy contou mentiras elaboradas sobre nossa adolescência, sem medo de se envergonhar no processo, e continuou divertindo todo mundo.

Acrescentei detalhes quando não estava muito chocada com as porcarias que ele inventava.

Odiava admitir, mas estava começando a gostar do idiota, mesmo com as histórias sobre o nariz sangrento e o “infeliz incidente com o enchimento de sutiã”. No fim da noite, pedi café para não termos que ir embora – que mudança desde nossa conversa no corredor do banheiro.

Fora do restaurante, Wells, Bellamy e eu entregamos nossos tickets ao manobrista. Eu preferia controlar o começo e o fim de um primeiro encontro, então combinei de me encontrar com Wells direto no restaurante. Claro que Bridget estava de carona com Bellamy, como em um encontro normal. E ela estava praticamente se esfregando por toda a lateral do corpo dele, se agarrando ao braço enquanto esperávamos os carros.

Quando meu Audi vermelho apareceu primeiro, não tinha certeza de como me despedir de... bem... nenhum deles.

Peguei as chaves e me demorei com a porta aberta.

_Belo carro, Docinho - Bellamy sorriu - Melhor que aquele pedaço de lixo que você dirigia na época, hein?

Eu ri.

_Acho que sim.

Wells deu um passo à frente.

_Foi um prazer conhecer você, Clarke. Espero que possamos repetir a dose.

Em vez de esperar que ele me beijasse, eu o abracei.

_Obrigada pelo jantar, Wells. Foi ótimo.

Quando me afastei, Bellamy deu um passo à frente, me puxando para um abraço. Diferentemente do cumprimento amigável que ofereci a Wells... Ai, com ele foi tão bom.

Então, Bellamy fez a coisa mais estranha: enrolou meu longo cabelo em sua mão algumas vezes e o segurou, usando-o para puxar minha cabeça para trás. Seus olhos encararam meus lábios quando olhei para ele e, por um breve segundo, pensei que ele poderia me beijar.

Mas ele se inclinou e beijou minha testa.

_Vejo você na reunião do ano que vem?

Assenti, quase sem equilíbrio.

_Hum... com certeza - Olhei para Bridget depois que ele me soltou - Prazer em conhecê-la, Bridget.

Sem vontade, entrei no carro. Sentindo como se alguém estivesse me olhando, ergui o olhar enquanto colocava o cinto de segurança. Bellamy me observou com atenção. Era como se ele quisesse dizer algo, mas, depois de uns instantes, seria estranho ficar sentada ali esperando.

Respirando fundo, fui embora com um último aceno, questionando por que eu sentia como se deixasse algo importante para trás.



Notas Finais


Beijinhos


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