História O Chefão - Capítulo 23


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Categorias MasterChef Brasil
Personagens Henrique Fogaça, Paola Carosella
Tags Farosella, Henriquefogaca, Masterchefbr, Ochefão, Paolacarosella
Visualizações 119
Palavras 1.325
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 23 - Sutilezas


Fanfic / Fanfiction O Chefão - Capítulo 23 - Sutilezas

Henrique não era bom em seguir o roteiro.

No dia seguinte, fomos para o escritório juntos, como havia se tornando costume. Só que dessa vez, subimos lado a lado para o escritório. Eu estava consciente da mão dele em minhas costas quando saímos do elevador.

Ainda que fosse confortável e natural ele me tocar, fazer isso no ambiente de trabalho parecia estranho. E não era nada demais, de qualquer jeito. Na verdade, nessa manhã, discutimos o fato de evitar exibições públicas de carinho até depois de eu falar com Jacquin. Então, eu tinha certeza de que Henrique não estava encostando em mim intencionalmente.

Eu devia ao chef certo respeito e queria deixá-lo saber o que estava acontecendo entre mim e Henrique. O plano era que eu conversaria com Jacquin essa manhã, eu esperava que Rosangela não tivesse falado nada, assim como pedimos durante o jantar, e então eu e Henrique sairíamos para almoçar sozinhos. Poderíamos ser amigáveis, de maneira mais íntima que em um relacionamento típico chefe-empregado, mas não haveria demonstração pública de afeto. Ou assim pensei.

Depois de me instalar, Marcelo me encontrou na sala de descanso preparando um cereal para o café da manhã.

- Bom dia, gata.

- Oi, Marcelo. - Disse enquanto mexia o cereal.

- Quando você vai me deixar fazer café da manhã para você?

Estendi a tigela para ele.

- Quer mexer meu cereal?

- Na minha casa. Na manhã seguinte. Faço ovos mexidos.

- Acho que você precisa melhorar suas cantadas.

Marcelo inclinou o quadril contra o balcão, junto a mim.

- Ah, é? Me diga do que você gosta. Vou melhorar.

- Bem, para começar, não gosto que assuma que quero transar com você. Então, começar com uma cantada sobre a manhã seguinte é definitivamente péssimo.

- Então, qual é uma boa chegada?

- Que tal algo real? Sobre algo que você gosta da pessoa.

Os olhos de Marcelo caíram sobre os meus seios.

- Posso fazer isso.

Revirei os olhos.

- Não. Assim, não. Um elogio de que não seja de natureza sexual.

- Isso não me deixa com muitas partes do corpo. - Ele me olhou de cima a baixo, se afastou do balcão e ajeitou sua postura. - Seu esmalte sempre combina com sua roupa. Eu gosto disso.

- Eu nunca uso esmalte. - Sorri. - Mas está melhorando, mostre que você presta atenção aos detalhes, não o faz parecer um pervertido.

- Consegui. Então, vou deixar passar que realmente quero chupá-los.

Claro, Henrique entrou bem naquele momento. Por sua expressão imaginei que havia pego pelo menos a última parte da frase de Marcelo. Realmente quero chupá-los.

- Marcelo… - Alertou Henrique.

Marcelo levantou as mãos para se render.

- Eu sei, eu sei… sem confraternização.

Henrique pegou duas garrafas de água da geladeira.

- Na verdade, estamos reescrevendo essa política.

- É mesmo? Já mencionei o quanto amo trabalhar aqui? - Disse Marcelo.

Os olhos de Henrique semicerraram para Marcelo enquanto caminhava até mim, oferecendo uma garrafa de água gelada. Peguei, mas Henrique não soltou e falou com Marcelo enquanto olhava para mim.

- Se você gosta tanto de trabalhar aqui, talvez devesse passar mais tempo trabalhando e menos tempo assediando as mulheres que namoram.

- Que namoram…? Quem está namorando? - Murmurou Marcelo.

Em vez de responder à pergunta, Henrique se inclinou e me beijou nos lábios. Com um sorriso atrevido, acrescentou:

- Almoço ao meio-dia, lindinha?

Sutilezas e demonstrações públicas de afeto.

~

Pensei que Rô seria a pessoa que não aceitaria bem a notícia. Eu não esperava que fosse Jacquin.

- Isso me coloca em uma posição desconfortável, você percebe? - Ele me olhou sério.

- Eu... sinto muito. Não pretendia que algo acontecesse entre nós. Na verdade, era a última coisa que eu queria que acontecesse em meu novo emprego. Eu realmente gosto de trabalhar aqui. Gosto de trabalhar com você.

Jacquin suspirou.

- Estou no Sal Gastronomia há anos. Comecei onde você está e trabalhei para chegar até aqui. Henrique é um homem inteligente. Tenho certeza que você sabe disso. Ele questiona tudo e é determinado na gestão de cada parte desse negócio, tanto no escritório, quanto nas cozinhas. Demorou um tempo para eu conseguir um relacionamento de confiança com ele. Não quero que você enfraqueça isso.

Fiquei chocada.

- Não vou. Não faria isso.

Ele franziu a testa.

- Espero que não.

Nós nos encaramos seriamente.

- Rô sabe?

- Sabe, sim.

Depois de alguns segundos, Jacquin assentiu, com hesitação.

- Aprecio que você tenha falado comigo, pelo menos.

- Claro.

Ele voltou a mexer no computador, sinalizando que a conversa havia acabado.

- Por que não termina o cardápio do evento do próximo fim de semana? Podemos discutir durante o almoço.

De jeito nenhum eu mencionaria que já tinha planos com o chefe. Eu cancelaria.

Minha mensagem contando para Henrique que as coisas não tinham ido tão bem quanto eu esperava com Jacquin ficou sem resposta, assim como a seguinte, em que informei que precisava cancelar o almoço. Eu podia ver que tinha sido lida, mas nem um rápido “tá” eu recebi. Imaginei que ele deveria estar ocupado e foquei em terminar o trabalho.

Estava claro que prejudicaria meu relacionamento com meu chefe, Jacquin, e levaria um tempo para repará-la. Embora trabalhássemos juntos durante o almoço e boa parte da tarde, as coisas entre mim e ele pareciam tensas. Era como se ele tivesse erguido um muro de profissionalismo que não existia antes. Esperava que o tempo derrubasse aquele muro, uma vez que ele percebesse que eu não tinha intenção de prejudicá-lo de nenhuma maneira.

Enquanto arrumamos a papelada espalhada pela mesa, Jacquin disse:

- Vou mandar esse cardápio para Henrique dar uma olhada.

Assenti.

Pouco antes de sair do escritório, ele acrescentou:

- Gostaria de manter a comunicação de maneira direta no futuro. Também falei com Henrique sobre isso de manhã.

Assenti com a cabeça de novo.

Embora eu achasse desnecessário, não podia culpá-lo por se sentir daquele jeito. Fiquei curiosa em saber como havia sido a conversa com Henrique mais cedo. Normalmente, eu ouvia ou via Henrique pelo escritório algumas vezes durante o dia. Mas as persianas e porta da sala estavam fechadas todas as vezes que passei por lá hoje. A ausência dele era perceptível, e no fim do dia, comecei a me sentir ansiosa.

Esperei até que o escritório começasse a esvaziar - depois que Jacquin, especificamente, foi embora - antes de fazer outra visita à sala do chefe. Assim que virei o corredor, a porta de Henrique se abriu, e ele saiu com uma mulher. Nunca a tinha visto no escritório. Ela era atraente, com o cabelo loiro preso em um rabo de cavalo que combinada com seu visual casual de negócios. Eles apertaram as mãos, e eu assumi que tinha sido uma espécie de reunião… Até que ela colocou a outra mão em cima das mãos juntas. Era um gesto pequeno, porém íntimo. Ela disse algo que não pude ouvir, e senti como se estivesse me intrometendo enquanto caminhava até eles, mas não consegui retornar.

Os dois me olharam, percebendo ao mesmo tempo que havia alguém no corredor. Meu coração começou a bater um pouco mais rápido.

- Oi… hummm… pensei em falar com você antes de ir embora, já que não o vi durante o dia todo.

A mulher olhou para mim e para ele.

- É melhor eu correr. Foi bom vê-lo de novo.

Henrique assentiu.

Estranhamente, me senti ainda mais desconfortável depois que a mulher partiu. No entanto, na batalha interna entre desconfortável e curiosa, a curiosidade ganhou. 

- Quem era? - Perguntei, tentando parecer natural.

Em vez de responder, Henrique falou bruscamente:

- Tenho muito trabalho ainda.

Minha inquietação aumentou.

- Certo. Falo com você amanhã, então? Acho?

Ele não olhou para mim enquanto assentia, e estremeci com o som da porta do escritório batendo atrás dele. 

Que merda estava acontecendo?

Senti um aperto na boca do estômago. Fosse o que fosse, estava prestes a me machucar.


Notas Finais


Cadê as teorias gente??? Quero ler


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