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História O chefe e sua secretária - Clace - Capítulo 61


Escrita por:


Notas do Autor


eai galera
Mals pela demora

Boa leituraaa

Capítulo 61 - 61


                  {P.V.O. Clary}

Acordei sobresaltada, arfando. Olhei para o lado, me certificando que Jace ainda estava dormindo. Tão lindo... Tão perfeito... Suas mãos possessivas abraçavam minha cintura por trás com afeto. Mesmo em seus sonhos, Jace fazia questão de me proteger, sempre havia sido assim. Ele sempre havia sido incrível e encantador.

Me virei em seus braços, desejando ficar de frente para o amor da minha vida. Um sorriso bobo pairou sobre meus lábios, enquanto o via dormir. O peito nu, subia e descia com a respiração lenta e contínua. Seus lábios, entreabertos, facilitavam a passagem do ar, para seu sono tranquilo. O cabelo loiro estava emaranhado, como fios de ouro. E as pálpebras fechadas, com uma linha de cílios loiros e compridos.

Acariciei levemente sua barba por fazer. Elas pinicaram a ponta dos meus dedos, mas não me impediram de continuar o carinho. Analisava seu rosto calmo, tranquilo, em sono completamente sereno. Deliniei seus lábios, sentindo uma rajada quente de ar de sua respiração, acariciando meu dedo.

Tudo em mim estava calmo. Feliz, um sentimento que eu nunca mais pensei que fosse sentir, não depois da gravidez. Meus olhos marejaram ao sentir a movimentação do bebê. Pisquei várias vezes, tentando espantar as lágrimas em vão. Ela caíram como gotas de um sereno. Leves, sem pressa. Funguei, ainda fitando Jace, e pensando na nossa filha, ou filho.

As pálpebras do meu marido tremelicaram, mostrando que estava semi-desperto. Como uma corrente, ele jogou seu braço por cima de mim, e me deixou ainda mais perto. Sentindo o calor irradiar da sua pele. Seus olhos se abriram, e logo se arregalaram. Ele deitou minha cabeça em seu peito, levando uma mão até os meus cabelos, e beijando o alto da minha cabeça.

-- O que aconteceu, meu amor? - O apelido terno fez eu me aconchegar.

-- Nada. - Funguei.

-- Pode falar para mim. - Ele entrelaçou nossas mãos, e beijou a minha. - Eu estou aqui, com você. Para sempre.

Levantei a cabeça e o encarei. Jace parecia ter muito mais que a sua verdadeira idade. Era mais maduro também. Mais másculo.

-- Apenas percebi que amo nosso pequeno. - Disse baixinho.

-- É um menino? - Ele sussurrou, de volta.

-- Não sei. - Fiz carinho em seu bíceps, traçando círculos invisíveis.

-- Eu quero que seja uma menina. - Ele admitiu.

-- Por que?

-- Não sei. - Ele deu de ombros. - Mas para mim, qualquer um está ótimo. E será muito amado.

Mais uma lágrima inválida escorreu sobre meu rosto.

-- Pai-babão.

-- Eu sou. - Ele disse com orgulho. - E marido-babão também.

Eu fechei os olhos, sentindo a respiração do meu loirinho, (que de "inho" não tinha nada!) e suspirei, me sentindo segura.

Suas mãos passando pelo corpo nu, me despertaram sensações. Ele acariciava meu ventre, e depois descia sua mão, mas não me tocava lá. Ele apenas fazia o caminho de volta. Depois provocava círculos pequenos abaixo dos meus seios. Mas não tocava. Um calor imenso me invadiu. Me deixando muito excitada de repente.

Corando, eu sussurrei no ouvido de Jace.

-- Como eu estou grávida, e você é o pai. Você tem a obrigação de satisfazer meus desejos.

Jace mordiscou o lóbulo da minha orelha.

-- E qual seria, meu amor? Peça, eu te darei qualquer coisa.

O poder de suas palavras me fez incendiar. Arfei quando sua mão pousou sobre meu seio, inchado pela gravidez. E seu polegar começou a fazer círculos deliciosos.

-- Eu te amo. - Ele sussurrou. - Eu te amo muito.

-- Então me ame, Jace. - Ofeguei, baixinho. De volta. - Me ame. Porque eu também amo você.

E aquela foi uma das noites mais apaixonantes da minha vida. Fizemos amor mais uma vez, baixinho, sussurrando palavras de carinho um para o outro.

Aquela noite foi incrível.

***

-- Mas já?! - Max fez um bico.

-- Prometo que voltamos e te visitamos mais vezes! - Disse beijando a cabeça do pequeno Max.

-- Eu vou esperar! - Robert me deu um caloroso abraço, logo depois Maryse.

-- Se precisar de ajuda, por favor, me chame!

-- Chamarei, Mary. - Disse pegando minha mala do chão.

-- Tsc, tsc. - Jace pegou a mala, suavemente da minha mão. - Eu levo isso. Você já leva algo muito importante, também.

Trocamos olhares, e sorrisos.

-- Muito importante! - Max disse e fez carinho na minha barriga. - Toma conta do meu sobrinho, ou sobrinha.

-- Eu vou. - Disse rindo e beijando a cabeça do menino. - Amo você, pestinha.

-- Amo você, também, tia ruiva! - Max respondeu, rindo. E me abraçando.

***

Após Jace se despedir, entramos no carro.

-- Se quiser dormir, amor... - Disse ele. - O aeroporto não fica tão perto.

Arregalei os olhos.

-- O aeroporto?! Meu Deus! Onde vamos?!

Ele sorriu como uma criança que foi pega com a mão no pote de biscoitos. E deu partida no carro.

-- Vai ser outra supresa.

-- Me sinto inútil! Eu só te dou trabalho. - Quando eu vi, o drama já tinha saído. - Desculpa eu...

Jace beijou minha bochecha.

-- Você sabe que é a coisa mais necessária na minha vida. Mas eu repito o quanto quiser ouvir.

Meus olhos se enchem.

Desvio o olhar e pisco rapidamente para afastar as lágrimas intrusas.

-- O que foi? - Disse Jace.

-- Eu sou uma idiota! Sinto vontade de chorar o tempo todo.

-- É a gravidez. Você, pequena, fica mais sensível.

-- Deve ser isso. - Olhei para ele, com uma carranca de brincadeira. - Então o senhor pare de falar coisas bonitinhas! Ok?

Ele riu, assentindo.

-- Sim, senhora Herondale.

Me forcei a não chorar de novo.

-- Eu vou te bater! Chato. - Funguei.

Ele riu.

-- Descanse um pouco. O aeroporto fica meia hora daqui.

-- Não vai me dizer mesmo, onde vamos?!

-- Tsc, tsc.

-- Droga!

Ele riu.

Eu realmente acabei adormecendo.

***

-- Amor... - Senti um leve cutucão no ombro. - Odeio te acordar. Mas preciso. Chegamos.

Abri os olhos, e bocejei, sonolenta no último.

-- Chegamos? - Perguntei. Confusa.

-- Chegamos. - Ele confirmou.

Sai do carro, sentindo o Sol me aquecer. Sorri com isso. Vi Jace já carregando as malas.

-- Não precisa de ajuda?

-- Não, pequena. Obrigado.

Sorri. Que fofo!

***

-- Tudo bem? - Jace perguntou, após eu fechar os olhos, suspirar fundo, e colocar a mão sobre a barriga.

-- Um pouco de enjoô. - Sorri, tranquilizado-o. - Só isso. Estou bem.

-- Quer uma água?

Fiz que não.

-- Certeza?

-- Sim, Jace. - Encostei a cabeça no seu ombro, e senti seus músculos rijos. - Relaxe, amor. Tudo bem.

Ele suspirou, encostando a cabeça na minha, brincando com os meus dedos.

-- E você? Está bem?

-- Estou. - Ele riu fraco.

***

-- Não acredito, Jace! - Resmunguei, com a venda, no táxi.

-- O quê? - Ele riu como uma criança.

-- Não me deixou saber onde estamos, agora não vai me deixar saber onde vamos nesse lugar misterioso?!

-- Eu disse que era surpresa. - Ele cochichou. Minha nuca se arrepiou, senti que ele sorria.

-- Ah, amoooor!

Ele apenas riu novamente.

-- Não, Srta Curiosa.

-- Humpft! - Fiz bico, cruzando os braços.

-- Garanto que não vai ficar com essa cara depois.

Comprimi o sorriso de ansiedade.

***

-- Vai logo! - Disse quando ele me parou.

-- Calma, apressadinha. - Jace gargalhava. - Vou tirar a venda. Mas fique de olhos fechados.

-- Mas...

-- Olhos fechados!

Murmurei um palavrão, e concordei.

Ele riu.

-- E... - O suspense estava me matando. - Agora!

Abri os olhos. Que se encheram de lágrimas quase imediatamente.

-- Jace! - Pulei nele, o abraçando. - Eu nem tenho palavras!

Ele me abraçou de volta.

-- Gostou?

-- Eu... - Me soltei dele, animada. - Amei! Eu amo você!

Demos um beijo rápido.

-- Eu também amo você. - Ele respondeu.

Corri para tocar a campainha como uma criança.

-- Ainda não acredito que estou aqui! - Toquei a campainha duas vezes. - Que saudade da casa dos meus pais!

Senti sua mão acolhedora no meu ombro. Até que eu praticamente dei um salto na direção da minha mãe.

-- Clary?! - Ela me abraçou de volta, supresa. - Filha! Que maravilhoso te encontrar aqui! Jace avisou que vinham...

Me soltei dela, e olhei Jace com divertimento e repreensão. Ele deu de ombros, rindo.

-- Vem cá, meu genro! - Enquanto Luke vinha da cozinha com um sorriso contagiante, minha mãe quase matou Jace sem ar.

-- Também estava com saudades, sogrinha!

Os dois riram enquanto se desvencilhavam.

-- Filha!

-- Pai! - Abracei Luke, que me tirou do chão.

Os dois não perceberam minha gravidez de imediato. Estava com uma blusa leve, de manga longa e larga (garantindo que meus pulsos cicatrizariam muito bem) e minha barriga não aparecesse, para a surpresa.

-- Aliás, parabéns, vovôs! - Eu e Jace sorrimos em conjunto, enquanto Luke voltava para o lado da minha mãe, após ele cumprimentar Jace.

Meus pais se entreolharam confusos.

-- Como?! - Minha mãe exclamou, com os olhos brilhando.

-- Eu estou grávida. - Meu olhos encheram automaticamente.

-- Oh, meu Deus! - Jocelyn me abraçou, forte. Emocionada. - Minha princesa vai ter um filho!

-- Mãe... - Repreendi, emocionada.

-- Desculpe. - Ela me soltou, fungando. - Eu... Oh, Senhor!

-- Parabéns, mamãe! - Luke me abraçou também, depois de cumprimentar Jace.

Enquanto eu abraçava Luke, via minha mãe quase esmagando meu marido, novamente.

-- Esperamos não ser incomodos, pelos dois dias. - Ele deu um sorriso fraco.

-- Dois? - Fiz um bico, agarrada com a minha família.

-- É o que minha folga me permite. - Ele deu de ombros, tímido. - Mas se quiser ficar mais...

Mordi o lábio, olhando para minha família, e Jace.

-- Você decide depois. - Ele deu um sorriso pequeno.

-- Isso! Vamos falar de coisa boa!

Entramos na casa, envoltos por conversas e risadas.

***

-- Mas então, Jocelyn, eu tenho que te perguntar uma coisa: - Jace colocou a caneca com café de volta na mesinha de centro, deitei minha cabeça em seu peito, ele começou a fazer carinho. - A Clary era muito levada?

Arregalei os olhos. Que filho da mãe!

-- Muito. - Minha mãe entregou.

-- Mãe!

-- É verdade! - Ela balançou a cabeça. - O que eu posso fazer?

-- Não contar meu podres para o meu marido?! - Debochei.

Todos riram.

-- Ah, ela gostava de mato. - Minha mãe deu de ombros.

-- Clary odeia mato. - Jace ergueu uma sombrancelha.

-- Ah, mas um dos ex-namorados dela e ela viviam no parque daqui. - Minha mãe franziu o cenho, tomando um gole do café. - Se bem, que vocês viviam juntos em meio mato.

-- Mãe! - Corei violentamente.

Jace desviou o olhar para o meu rosto, entendendo a situação.

-- Ah, sim. - Ele torceu a boca. - Mais algum lugar?

-- Hummm... - Minha mãe pensou. - Ah, além de mato, você passava muito tempo em acampamento.

Senti o olhar de Jace pesar sobre mim.

-- Chega. - Interrompi. - Vamos falar de... Oh, o bebê ou a bebê tem três meses e pouco, voltando para NY eu vou saber o sexo!

Pronto, e assim eu distrai minha mãe pelo resto da tarde. Já Luke e Jace começaram um assunto paralelo.

***

-- Eu não acredito que você transava no meio do mato! - Jace fechou a porta, furioso. - Não acredito!

-- Fala baixo! - Corei. - Meus pais podem ouvir!

-- E eles lá são burros? Com certeza eles pensam que você ficou aproveitando a natureza, enquanto você dav...

-- Chega! - Ri. - Não acredito que está com ciúmes do meu passado!

-- Caso não se lembre, eu gostava de você desde o SEXTO ano!

-- Quem mandou se apaixonar? - Dei um sorriso de canto.

Ele revirou os olhos.

-- Que seja. - Mumurou enquanto tirava a camisa e se jogava de costas na cama, acabado.

-- Não dorme não... - Engatinhei em cima da cama, e por fim, montei no seu abdômen. - Brinca comigo... - Provoquei, enquanto arranhava seu peitoral.

Ele fechou os olhos, suspirando.

-- Pequena, você sabe que eu estou acabado.

-- Não sei... - Comecei me movimentar no seu colo.

-- Que fogo é esse? Pelo anjo. - Ele riu, massageando minhas coxas. - É a gravidez?

-- Deve ser. - Franzi o cenho. Rebolei mais rápido, sentindo seu membro começar a crescer entre as minhas pernas - Dizem que muitas tem muitaaaaaa vontade, e outras não.

-- Graças a Deus eu fui abençoado com você.

Eu ri.

-- Hum? Por favor... - Arranhei seu peitoral de novo.

-- Você quer, faça o trabalho sozinha, madame. - Ele deu um sorriso de canto, malicioso.

-- Bobo. - Corei e mordi o lábio, enquanto abria o botão da sua calça jeans. - Folgado também!

-- Você que me quer, pequena. - Ele se acomodou embaixo de mim. - Eu conseguiria esperar até depois da janta.

-- Vai ser rápido. - Mordi a língua, abaixando a calça do meu marido.

-- E a noite vai ser mais longo. E talvez, no meio dela. - Ele sorriu.

-- Vai aproveitando. - Apoiei um cotovelo de cada lado da sua cabeça. - Depois que eu tiver nosso filho, ou filha, não poderemos fazer nada por 40 dias.

Ele arregalou os olhos.

-- 40 dias?!

-- Uhum... - Comecei a desabotoar minha calça jeans. - 40 dias.

-- Então vamos uma rapidinha agora, um sexo selvagem depois da janta. E fazer amor de madrugada... - Ele me deixou embaixo dele. - Gostei do cronograma.

Eu ri, corada, enquanto seus lábios beijava meu queixo, até o pescoço.

-- Nós vamos visitar o parque, amanhã? - Ele perguntou, enquanto subia meus braços e tirava minha camisa.

-- Por quê?

-- Porquê deu uma vontade de transar no meio do mato... - Eu ri, não comsegui segurar. - É sério. E a experiente pode me dar aulas.

-- Bobo. - Beijei seu pescoço.

-- Gostosa. - Jace lambeu meu colo.

Arrepiei.

Ele voltou e me beijou.

E após dar uma rapidinha, fomos jantar. Fingindo que nada havia acontecido.


Notas Finais


hehehe


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