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História O cheiro das cores. - Capítulo 1


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Capítulo 1 - A escola.


Alex.

Era meu primeiro dia de aula no nono ano. Sentia-me confiante, mesmo diante dos novos desafios: outra cidade, nova escola; muitos lugares para conhecer, muitas vozes e rostos para desbravar.

Assim que entrei na sala de aula, alguém comentou:

- Olha ele é cego! Coitadinho!

Eu estava acustumado a ouvir este tipo de comentário.

A professora de geografia tinha uma voz, agradável. Pediu que contassemos detalhes sobre as nossas férias.

O primeiro foi Maicon um garoto com uma voz agradável e rouca:

- Joguei videogame, dormi e acordei tarde, malhei na academia, fui a o cinema e zoei com meus amigos.

Quando chegou minha vez, contei sobre as trilhas, passeios a cavalo, intercâmbio de férias e a competição de natação no clube.

Assim que terminei, escutei a voz rouca de Maicon falar a um colega:

- Que mentiroso! Esse cego deve ter ficado em casa tateando as paredes a procura do banheiro.

Na minha antiga escola, as pessoas me conheciam desde pequeno. Gostavam da minha companhia, convidavam-me para visitas e passeios e não se emportavam em me ajudar quando eu precisava.

Na escola nova, as coisas não eram assim tão fáceis. Meus colegas reclamavam do barulho que minha máquina de escrever em braile, riam quando eu caía no chão e debochavam da minha aparência.

Um dia, uma colega chamada Celina, se aproximou de mim e me elogiou. Disse que eu era forte e bonito. Acabei acreditando afinal sua voz era cinsera e seu cheiro era agradável como um linda rosa, e eu perguntei se poderia tocar seu rosto para ver sua beleza. Ela estranhou mas e permitio.

Aproximei minhas mãos, e senti o calor de sua respiração, Celina tinha um nariz fino e pele macia. Era bonita! Seus olhos eram bem pequenos e seus cabelos eram ligeiramente andulados.

- Você é ruiva? - arrisquei em perguntar.

- Como vc sabe?

- Por reflexo! Vibração quente, como fogo.

Pode sentila sorrir.

- gostaria de beijalo! - esclamou Celina e com curiosidade eu me aproximei mas me separando com o vazio Celina avia sumido e uma chuva de risadas caio sobre mim, e pude ouvir a voz de Maicon perto de mim liderando as risadas e ofensas,  e com raiva eu me virei em direção a voz e pude sentir uma respiração quente perto do meu rosto e a voz rouca de Maicon sesou:

- seu covarde! - falei ou gritei bem isso não é relevante.

Então saí de lá indo a o pátio da escola, onde chorei com saudades da minha antiga vida, mas o inspetor não quis saber, e me puxou para o ginásio:

- Está muito enganado se pensa que vai matar aula.

A chegar a quadra, fui colocado a o lado de um garoto gordo do oitavo ano chamado Daniel.

- oque está acontecendo? - indaguei confuso.

- uma partida de futebol. - respondeu com cautela ele tinha uma voz fina e afeminada.

O Maicon é o melhor jogador da escola poriso todas as meninas gostam dele.

Eu pude sentir quando Maicon passou por mim com a respiração afegante. Alguns segundos depois, ouvi o barulho da bola na rede interna do gol e todos gritaram e comemoram.

- Quem fez o gol?

- Ora quem... - falou Daniel.

Eu a sabia.


Notas Finais


E aí?


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