História O Círculo Negro - Capítulo 2


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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Potter, Andromeda Tonks, Argo Filch, Arthur Weasley, Astoria Greengrass, Blásio Zabini, Carlinhos Weasley, Cho Chang, Colin Creevey, Córmaco Mclaggen, Cornélio Fudge, Dama Cinzenta, Daphne Greengrass, Dênis Creevey, Dino Thomas, Dolores Umbridge, Dominique Weasley, Draco Malfoy, Duda Dursley, Edgar Bones, Fenrir Greyback, Fleur Delacour, Fred Weasley Ii, Frei Gorducho, Gellert Grindelwald, Gilderoy Lockhart, Gina Weasley, Gregory Goyle, Gui Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Horácio Slughorn, Hugo Weasley, Jorge Weasley, Katie Bell, Kingsley Shacklebolt, Lilá Brown, Lílian L. Potter, Lino Jordan, Lorcan Scamander, Louis Weasley, Lucius Malfoy, Lucy Weasley, Luna Lovegood, Lysander Scamander, Marcus Flint, Minerva Mcgonagall, Molly Weasley, Molly Weasley II, Mundungo Fletcher, Murta Que Geme, Narcissa Black Malfoy, Neville Longbottom, Nick Quase Sem-Cabeça, Olívio Wood, Padma Patil, Pansy Parkinson, Parvati Patil, Percy Weasley, Personagens Originais, Petunia Dursley, Pirraça, Pomona Sprout, Poppy Pomfrey (Madame Pomfrey), Quirinus Quirrell, Regulus Black, Rita Skeeter, Rodolfo Lestrange, Rolanda Hooch, Rolf Scamander, Ronald Weasley, Rose Weasley, Rúbeo Hagrid, Scorpius Malfoy, Sibila Trelawney, Simas Finnigan, Ted Lupin, Theodore Nott, Tiago S. Potter, Valter Dursley, Victoire Weasley, Viktor Krum, Vincent Crabbe, Yaxley, Zacharias Smith
Tags Brutus, Damon, Daren, Dark, Diogo, Draco, Drarry, Harry, Irmandade Renascentista, Jeddy, Magia, Maria, Salma, Scorbus, Xavier, Yaoi
Visualizações 136
Palavras 1.518
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Fluffy, Harem, Hentai, Lemon, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 2 - Capítulo 2: "Ex-Rivais"


Fanfic / Fanfiction O Círculo Negro - Capítulo 2 - Capítulo 2: "Ex-Rivais"

2019

Harry Potter

Chefe do Gabinete das Leis Mágicas. Menino-Que-Sobreviveu. Salvador do mundo bruxo.




O sorriso impertinente de Malfoy o deixava irado.



O homem de rosto fino e barba rala o encarava com certo deboche. Draco Malfoy ainda era um bom motivo para explosões de humor por parte de Harry. O salvador do mundo bruxo xingava Ron de todos os nomes possíveis, tal qual havia passado o trabalho de conversar com Malfoy sobre os acontecimentos das últimas duas semanas. O homem era um forte suspeito dado ao histórico da última guerra, contudo, era quase irônico ele ser suspeito e ao mesmo tempo vítima dos acontecimentos. Se perguntava o que o Ministério queria tirar de Malfoy, além daquela fé cega de que Harry conseguiria algo além de respostas debochadas e sorrisos ladinos.



— E então? — a voz arrastada, similar a um sibilado perigoso de uma cascavel fez Harry olhar para a papelada, adquirindo um ar profissional e neutro, que quase desabou quando escutou o riso cristalino de Malfoy.



— Suspeito número vinte e cinco. Draco Abraxas Malfoy. — disse. O pequeno gravador começou a rodar a fita. Draco e Harry olharam ao mesmo tempo para o objeto. Malfoy riu em escárnio.



— Vinte e cinco? Quantos suspeitos, Sr. Potter. — Harry ajeitou os óculos, repetindo para si mesmo que não deveria se deixar abalar por Malfoy e suas falas venenosas. E que nada daquilo deveria terminar em uma batalha mágica no corredor do Departamento.



— Sr. Malfoy, tem algum envolvimento com a fuga de Azkaban no dia treze de Abril de 2019? — perguntou com a voz quase mecanizada. Draco abriu um sorrisinho, se ajeitando na cadeira. Parecia se divertir com a situação, mesmo sob os lençóis de estar sendo acusado de um crime terrível e que não acontecia desde 1996. Draco fitou o homem de modo profundo. Ambos, ex-inimigos de escola, estavam frente a frente na sala branca. Harry usava um uniforme do Ministério e Draco uma capa, além de um robe, ambos totalmente branco, quase o deixando invisível na sala. Estava voltando da Clínica onde trabalhava. Harry olhou com profundo desgosto para a aparência dele, que mais parecia um fantasma. Draco compartilhava de uma opinião semelhante sobre as roupas de Harry, que eram compostas por um robe de couro preto com detalhes roxos. Totalmente fora de moda, pensava o medibruxo. — O Senhor Malfoy pode fazer a gentileza de responder a pergunta?



— Estamos sendo profissionais? Certo... — olhou novamente para o gravador, passando a língua pelos lábios e umidecendo-os. Voltou a encarar Harry, que agora tinha os braços cruzados e parecia querer transmitir algum tipo de áurea "alfa". — Não tenho nenhum envolvimento com a fuga. — piscou inocente e Harry suspirou, voltando seu olhar para a papelada.



— Onde esteve no dia treze? — perguntou. Draco fez um careta.



— Onde você esteve? — respondeu com outra questão. Harry franziu a testa, ato este que demonstrava total impaciência. Coçou a barba rala no rosto, sinal de quem estava a algum tempo sem se olhar no espelho. Draco se perguntou se ao menos o homem tomou banho.



— Eu faço as perguntas. — disse e Malfoy mordeu os lábios, erguendo uma sombrancelha.



— Certo, o Sr. Potter quer ser o Auror malvado. Eu entendo. — disse Draco sem ser atingido. Harry tinha o começo de um brilho impaciente nos olhos. — No dia treze, eu estava atendendo Olívio Wood, deve conhecê-lo. Jogador de Quadribol famoso. — tagarelou sem importância, olhando as unhas de modo distraído. — O pobrezinho fraturou a perna em um treino de seu time. Precisava de sessões de fisioterapia especiais para se recuperar rapidamente, pois a temporada de jogos está por ai. Eu o atendia uma vez por semana, dependendo da disposição do mesmo, duas vezes. Pela vitória do time dele na semana passada, creio que meu tratamento trouxe o efeito desejado.



Harry respirou fundo e ignorou o segundo sentido na frase maliciosa, enquanto via Malfoy se escorar na mesa e chegar mais perto. Afastou-se instantaneamente e encostou as costas na cadeira. Espantou imagens caóticas de sua mente e tossiu desconfortável, vendo o maldito Malfoy o encarar de modo quase vergonhoso e fazer um movimento com a cabeça semelhante a uma cobra, como se estivesse pronto para dar o bote.



Harry mataria Ron por fazê-lo passar por aquela situação.



— Qual é a sua ligação com Theodoro Nott? — perguntou. Draco ficou sério, como se lembrar daquele nome lhe trouxesse memórias que o machucavam. Afastou-se da mesa, ficando com o corpo ereto. De repente, aquela sessão não parecia tão divertida para ele. Harry ficou satisfeito em ter surtido algum efeito negativo no maldito.



— Éramos colegas de casa. Ambos da Sonserina. Conversávamos sobre livros, conhecimento mágico... nada demais. — respondeu. Harry notou a mudanças brusca de humor do homem. — Nott era inteligente, ganancioso... nossas conversas me davam certa esperança de que nem todos que eu conhecia eram imbecis.



— Mantêm contato com o mesmo?



— Não mantenho contato nem mesmo com os meus pais, Potter. — respondeu ríspido. Harry encarou o gravador, pensando sobre isso. A guerra havia atingido em cheio Malfoy, apesar do mesmo ter se reerguido da melhor forma que conseguisse. — Eu não entendo a veracidade dessa conversa, acha que iria ajudar Nott a sair de Azkaban? Eu tenho cara de idiota?



— Bem... — Harry não perdeu tempo em dar um sorriso. Draco se levantou bruscamente, batendo as mãos na mesa.



— Minha esposa foi assassinada, Potter! — gritou. A máscara de Malfoy havia caído. Harry se levantou, ficando frente a frente com o homem. — Assassinada por esses doentes que fugiram de Azkaban! Meu filho tem apenas 12 anos e está sofrendo a perda da mãe! Eu estou sofrendo!



— Eu sinto por-



— Não! Você não sente! É um maldito boneco do Ministério! Acha que, apesar de Astória ter sido assassinada, ainda estou do lado deles! Acha que ajudei-os apenas por ter uma maldita marca no braço que todos os dias tento esquecer! — socou a mesa e Harry se aproximou, pegando os pulsos de Malfoy. O gravador desligou em um instante. — Me solte! Eu vou-



— Vai o quê? Contar para o seu pai? — perguntou debochado. Draco se soltou com brutalidade, vendo Harry se aproximar. — Eu estou trabalhando nesse caso a 6 dias. Eu não vejo meus filhos a exatos 3 dias. Minha filha pergunta por mim, meus filhos perguntam por mim. — falou e Draco agora acariciava os pulsos com um rosto enojado. — Eu estou no meu limite, Malfoy! Eu sinto por Astória! Talvez você não saiba, mas vejo meu filho do meio sussurrando de madrugada e eu sei que ele está sussurrando para o seu filho sabe-se lá como, de que tudo vai ficar bem e que eu vou resolver isso logo. E eu tenho que me certificar de que eles estão protegidos! De que seu filho está protegido e de que ele não tenha o mesmo fim da mãe! Então, me faça o grande favor de não dizer que eu não entendo uma perda, pois eu entendo! Eu perdir muito durante a minha vida. E eu estou pouco me lixando para a marca no seu braço, pois eu sou o único que sabe o quanto você a repudia!



Draco ficou em silêncio. Abaixou a cabeça e riu levemente. Uma risada de esespero, que Harry se lembrava ter escutado em seu sexto ano apenas. Os dois ficaram assim por algum tempo, até Malfoy erguer os olhos e encarar o ex-rival.



— Eu não tenho qualquer envolvimento com a fuga dele ou de qualquer prisioneiro. Eu vivi minha vida, cada dia de uma vez, tentando esquecer a existência da guerra e desses crápulas de Voldemort. Eu- — se interrompeu e não falou mais nada, engasgando-se com as palavras. Harry assentiu e se afastou, indo para a mesa e empilhando a papelada de modo lento. O bruxo ergueu os olhos verdes para Malfoy, que ainda estava parado no mesmo lugar, parecendo arrasado com tudo e ainda segurando o pulso. Talvez o que ele tenha feito esforço para esquecer, estivesse voltando a sua vida. Com certeza. O assassinato de Astória Malfoy foi cruél e inesperado, como uma vingança. Harry tinha pena do pequeno Scorpius Malfoy, que aparentava ser forte, pois estava carregando nas costas o pai destruído e com medo de ter uma vida comum, pois alguém poderia decidir continuar a vingança apenas pelo peso do sobrenome do menino. 


Potter suspirou.



— Se estiver bem, você e Scorpius são bem vindos em minha casa. Albus está com saudades do amigo. — disse e Draco apenas assentiu, respirando fundo e tentando retornar a sua pose poderosa e inabalável. — Malfoy, eu realmente sinto por Astória.



— Eu também sinto, Potter. — murmurou e sorriu de canto, dessa vez não um de seus sorrisos maliciosos ou debochados. Era um triste, cheio de significados. Harry devolveu o gesto com um aceno da cabeça, entendendo que aquela frase não era restrita apenas para a morte da esposa. Deu uma última olhada no ex-rival, vendo-o fechar os olhos e respirar pelo nariz, soltando pela boca. 


Se retirou da sala, pensando sobre como Draco, que antes tinha tudo, se sentia agora que não possuía nada.





Notas Finais


Esse aqui foi mais curto, só para apresentar um novo problema: a fuga de Azkaban. O que acham que Theodoro Nott tem como papel? E o que acharam da primeira conversa da fanfic entre Harry e Draco?

And, eu quero agradecer aos favoritos e comentários. Vou responder todos assim que conseguir definir a atualização de outra fanfic minha. Anyway, obrigada por ler e até o próximo!


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