1. Spirit Fanfics >
  2. O Clube do Terror >
  3. Marionetes

História O Clube do Terror - Capítulo 30


Escrita por:


Capítulo 30 - Marionetes


23 de julho de 2002

Sexta feira

 

08: 00h

 

 

Os garotos do clube, exceto o Uchiha, sentam à mesa oficial do clube. Através da vidraçaria se discerne pessoas indo e vindo na rua. Enquanto se nutriam, o loiro contou aos outros dois sobre o que testemunhou junto da Hyuuga na estufa abandonada. No final, Naruto coloca no meio da mesa o celular repassando a filmagem do álbum o qual devolveu no último fim da tarde. Shikamaru terminando de assistir o vídeo, impressionado fita o Uzumaki:

—Então já temos mais um caso?

—Na verdade, não sei ao certo, as marionetes não nos seguiram. —Morde um pão de queijo e presunto, depois de engolir, afunda-se em pensamentos:

—Elas só saíram da estufa por que eu e Hinata tiramos algo que pertencia a elas.

—Alguém tentou proteger as pessoas fechando a entrada do muro. —Chouji comenta abrindo seu pão no meio e enfiando nele uma presuntada a mais:

—Disse que a entrada está tampada com cimento.

—Eu também acho que alguém fez isso para proteger os curiosos que passarem por ali. —Naruto enche sua boca outra vez.

O Nara bufa:

—Proteção inútil, você e Hinata conseguiram passar.

—Como é que é? —o Uzumaki irrita-se.

—Somos baixinhos comparados aos adultos. —O Akimichi intui consertar o que foi dito por Shikamaru:

—Se não protegeu crianças das marionetes, qualquer outra pessoa pode entrar lá.

—Hinata e eu somos incríveis, formamos uma bela dupla, tô certo.  —Naruto de pálpebras cerradas cruza os braços, e mantendo seus azuis ocultos, comenta:

—Terei que avisar ao Sasori, ele costuma andar por ali, espero que acredite em mim.

—Quem é Sasori? —Chouji ergue as sobrancelhas.

—Não se lembra? É o neto da vovó.

—Ela menciona muito o neto, mas não pronuncia o nome dele com freqüência. —Shikamaru destaca. 

O loiro detalha sobre o Akasun:

—Ele é um garoto ruivo de olhos vermelhos, faria sucesso no colégio Hashirama, pois é tão fechado quanto o Uchiha. Até mais, por que o Uchiha ao menos demonstra aborrecimento e raiva. Sasori é tão expressivo quanto um boneco de plástico.

Chouji termina sua refeição matinal. Passa as mãos na barriga:

—Yooo, o que faremos sobre o assunto?

—Encontrar algum onmyoji disponível para purificar a estufa. Essas marionetes são do tipo norowakan. —Disse o Nara.

—Que é isso? —o Uzumaki desconhece a palavra.

—Norowakan é o espírito que assombra o lugar onde morreu, apenas.

—As garotas gravaram a explicação de Tahuro sobre esse tipo de espírito na matéria do elevador assombrado. —Chouji complementa.

—Então é isso, estranho, o espírito de cada marionete morreu naquele lugar. —Naruto come seu último pedaço de pão, segura seu copo de suco de laranja:

—Todos eles morreram em um acidente, talvez.

—Talvez não sejam “eles”, e sim “ele”, ou “ela”. Pode ser só um espírito assombrando o lugar e que tem o poder de controlar as marionetes.

—Como o espírito do elevador controlando os manequins. —Chouji enfatiza.

Shikamaru afirma balançando a cabeça.

—Eu tenho que ver a matéria sobre o elevador. —Naruto ganha vontade.

—Espere o Uchiha terminar a narração, ele virá até nós mais tarde trazer a matéria finalizada.

O Uzumaki revira os olhos e pragueja em murmúrios:

—Cadê as garotas?

—Saíram para visitar o onmyoji no hospital. —Responde Chouji.

—Ah é, me disseram que ele sofreu as queimaduras. Alguém descobriu quem começou o incêndio?

—Até agora...—O Nara meneia, levanta-se:

—Leve o Chouji até a estufa para filmar o lugar assombrado. Irei atrás de algum sacerdote disponível.

—Yeahs, vamos lá Chouji!

—Yo!

 

 

***

***

 

08: 30h

 

 

O Akimichi veste sua camisa grande, verde de mangas curtas, desabotoada no peito e sob ela, uma camisa sem mangas branca com listras cinza deitadas na horizontal. Short preto e de bolsos grandes. Nos pés, suas crocs. O Uzumaki está com seu visual de fotografo, como no dia que investigou o caso de Amaru Kizuna. Os dois adentram no jardim dos fundos da hospedaria. Naruto cumprimenta a doce velhinha abaixada entre as famílias de tulipas:

Good morning vovó.

—Bom dia menininhos hihihi —levanta-se segurando uma combinação de flores na mão direita:

—Farei buquês para distribuir pros hóspedes. Querem me ajudar?

—Estamos ocupados agora. —Lamentou Naruto. E quis saber:

—Seu neto apareceu por aqui?

—Ele não pode vir, está dodói, mas nada que uma sopa especial da vovó aqui não resolva.

—Acha que ficará melhor essa semana? Preciso falar com ele.

—Uh, que legal, quer ser amiguinho dele, bem, quando meu netinho melhorar o aviso, mas se tiver apressado passo recado.

—Não, tudo bem, eu gostaria de falar pessoalmente. Vem Chouji. —Caminha em direção ao portão da cerca.

—Aonde vão? —Chiyo repara na câmera carregada pelo Akimichi.

—Passear, quero que meu amigo filme os sapos vermelhos que encontrei ontem. —Naruto mente.

—Cuidado, se um sapo mijar nos seus olhos causa cegueira. —Informa preocupada.

Thank you pelo aviso!

 

***

***

 

08: 40h

 

 

Chouji vai filmando as costas do Uzumaki, e começa a alternar entre a região posterior do loiro e o mato, de vez em quando se via uma espécie de sapo saltar e logo sumir no verde escuro.

 

Video -on-

 

Naruto para de guiar o amigo e aponta para uma trilha de tábuas e pedras grandes:

—Coloquei isso ontem quando vim devolver o álbum. Para não termos que nos esticar tanto para pisar nas raízes. 

—Bem pensado.

Vão pisando nas tábuas e pedras. Chegando do outro lado, Chouji enfia a mão na água da fonte e passa na testa.

—De quem é essa fonte?

—Acho que de algum vizinho. —Naruto encara o muro.

—O que colocou para subirmos o muro? —ativa o zoom na câmera focando nos tijolos antigos.

Naruto caminha pra trás de uma árvore e de lá sai com uma escada dupla de madeira.

—Ontem procurei algo no qual a gente pudesse subir. E encontrei essa escada quase toda afundada num lamaçal. Deve ser da pessoa que tampou a entrada do muro com cimento.

—Ela quis esconder a escada.

—Ou se esqueceu. Ou de alguém que ficou curioso pra saber o que tinha lá dentro e ficou assustado, na hora da fuga desistiu de levar a escada.

Naruto abre o objeto, e permite que o Akimichi suba. O gordo respira fundo, e posiciona bem a câmera.

—Acha que seja Sasori? —Chouji avança nos degraus.

—Ele disse que não tinha nada por aqui, apenas sapos, acho que ele não sabe da existência da estufa.

—Ou ele mentiu, para protegê-lo.

—Huum...

—Sabe onde ele mora?

—Não.

—Teremos que esperar ele voltar. —Chega ao topo da escada e filma por cima do muro:

—É como você falou. 

—Dá zoom em tudo que conseguir filmar. 

—Tô fazendo.

A filmagem passa pelo mato alto próximo das paredes atijoladas, e foca no volume menor de mato que começa da entrada fechada por cimento à porta da estufa. Está uma calmaria. Duas borboletas passam diante da lente da câmera. E é só elas saírem de vista que a imagem capta a presença de alguém perto da estufa.

—Quem é? —sussurra Chouji.

—Falou algo?

—Estou filmando alguém.

—Quem?

—É uma menina branca, branca não de cor bege, mas branca como giz. Ela tem cabelo comprido e cinza, as pontas são onduladas...e um quimono preto comprido. Ela...ela não tem nariz.

—Ela está fazendo alguma coisa?

—Só olhando pra câmera, os olhos dela são pretos e pequenos. Parece uma boneca, não há dúvidas, é uma marionete, não é?

—Por tudo que já falou dela, não tenho duvidas que seja.

—Ela não é assustadora. AH!

Uma mão salta sobre o pescoço do Akimichi, ele cai pra trás, o que a câmera filma são imagens balançantes do céu e depois o solo.

—Tira de mim, tira de mim...—Chouji com as duas mãos tenta retirar os dedos que apertam seu pescoço.

Naruto pega um alicate de seu cinto de utilidades e começa a esmagar os dedos da mão. O braço é feito com material de cerâmica e com pregas metálicas. É completamente oco por dentro.

—O...o que...—Sentando Chouji tenta compreender, fita os pedaços do braço espalhados no chão, entre suas pernas abertas.

—Ela foi posta de vigia.

—Naruto!

 

O Akimichi cata a câmera e filma o que enxerga de perigoso.

A marionete está com a cabeça em cima do muro, pondo um braço pra fora, ela permanece imóvel, apenas observando-os.

—Não vai atacar enquanto não nos aproximarmos. —Naruto mantém uma distância segura da escada.

—Eu não estou com medo dela agora.

—O pescoço ainda está doendo?

—Não...eu só estava com a mão nele por que pensava como uma mão pequena tem tanta força. Agora lembro que é coisa de espírito. Mas aí, o que faremos?

—Hum...

Naruto pega dentro do bolso do colete a foto do álbum, estende na direção da boneca, ela mira a fotografia e estica o braço. Ele devagar sobe e entrega na mão dela.

A boneca desce de frente, a câmera é passada pro Uzumaki e ele a filma.

Ela atravessa o mato alto sem dar as costas pra eles e quando chega ao mato baixo, anda de frente pra direção da estufa. Na porta, torna-se imóvel olhando na direção da câmera.

—Acho que ela nos chama. —Naruto senta no muro.

—Ela tentou me matar.

—Ela não tentará mais, eu devolvi a foto, foi uma que havia caído do álbum que é precioso pras marionetes.

—...

Perante a hesitação do Akimichi, o Uzumaki reforça:

—Ela estaria enviando outro braço pra nos atacar agora. Comigo devolvendo a foto, ela sabe que fui eu quem devolveu o álbum.

O Akimichi sobe, e alcançando o topo do muro ao lado do Uzumaki, pega a câmera de volta.

—Vamos aguardar uns minutos aqui no muro, se ela não fizer nada...nós descemos.

—Tudo bem, vou jogar a escada pro lado de dentro. —O Uzumaki pena pra colher o objeto, faz toda uma manobra pra manter o equilíbrio.

O tempo passa e a boneca se mantém quieta observando-os.

—Acho que agora podemos ir, eu vou primeiro.

Naruto salta, e estende os braços pra aparar o equipamento de filmagem. Chouji o passa, e em seguida, pula gemendo um pouco pela dor de ter aterrissado seus joelhos junto com as mãos.

O Uzumaki se aproxima da boneca sem temê-la, o Akimichi apressa os passos pra filmá-lo de perto.

Ela é baixinha, chega à altura do peito do loiro. Ela aponta pra porta, a ombreira está jogada no chão.

—Ah, eu quebrei, sinto muito. —Naruto sorrir coçando a cabeça.

A boneca entra na estufa sumindo na escuridão do espaço. E pouco tempo posterior ressurge na porta trazendo um objeto quase maior que ela.

—Parece pesado, e ela consegue trazer com o único braço. —Chouji se impressiona:

—O que é isso?

—É um fonógrafo. —Naruto sorrir:

—É uma versão mais antiga de um gravador de som.  

A boneca senta no chão e gira a manivela do aparelho, os dois garotos se abaixam, a câmera é posta próxima do objeto antigo:

 

Há dez anos o circoSubarashī mokutekichi” perdeu espaço para oimperial japanese troupe” que fez sucesso mundo afora e logo tornou esquecíveis as atrações do primeiro circo. O último espetáculo do Subarashi Mokutekichi não conseguiu reunir nem metade do que costumava atrair no inicio da década. Com isso, alguns deles se dispersaram, enquanto uns se juntaram ao circo mais famoso do ano, outros não escolheram um destino ainda. Quem está em condição mais difícil são as aberrações da equipe, parece que ser a estrela de um show de horrores não é o suficiente pra alguém querer contratar ou hospedar uma aberração por caridade. Fabuloso destino? Esse é o significado do nome do circo, mas parece que eles não tiveram um destino tão fabuloso.

 

No final da narração inúmeras risadas de uma platéia ressoam.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...