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História O clube dos renegados - Imagine Verkwan - Capítulo 34


Escrita por:


Notas do Autor


VOLTEI!!!
Fiquei uma semana (ou mais) sem postar, mas isto foi bom para mim e, creio eu, para vocês tmabém. Neste meo tempo li um livro e, bem creio ser consequência de minha leitura que eu tenha sentido que minha escrita hoje foi melhor do que nos dias anteriores aos quais não tinha mais livros para ler.
Enfim, segunda minhas aulas começam e, mesmo que já estaja acabando a fanfic (creio eu ter mais uns 6 capítulos... mais uns 3 especiais que farei como despedida) espero que saibam que será mais dificil atualizar a partir de agora.
Enfim, tenho mais nada a dizer, apenas boa leitura!

Capítulo 34 - Um Vernon preocupado


Fanfic / Fanfiction O clube dos renegados - Imagine Verkwan - Capítulo 34 - Um Vernon preocupado

HANSOL VERNON CHWE POV’s

 

26 de dezembro de 2018,

16 horas e 53 minutos.

Sabe aqueles dias em que o mundo parece conspirar contra você? Pois é, não creio que este seja meu dia, mas tenho certeza que quer testar minhas paciências.

Bem, tudo começou há cerca de uma hora (na verdade, há quase um mês, mas esta parte não é comigo), quando estava passeando no parque com Dino. Mais cedo, hoje ainda, Seungkwan havia me mandado uma mensagem de que estaria ocupado durante a tarde fazendo os exames anuais que sempre faz no hospital, portanto eu não o veria hoje.

Ao que parece isto não ocorreu, de fato.

Bem, após terminarmos de tomar nosso café da manhã (sim, no horário do almoço) decidimos dar uma volta pelo parque enquanto conversávamos. Evitei de ficar falando muito sobre Seungkwan, já que meu amigo não gosta, portanto, a conversa foi toda voltada sobre a data de divulgação dos aprovados na minha universidade no ano de 2019 e o quanto estamos ansiosos para saber se meu amigo é um dos felizardos – não que este comentário seja importante, mas senti a necessidade de ressaltar – e foi então que encontramos conhecidos.

De pé, em frente a uma árvore grande e ao lado de um banco vazio, estava Joshua, um dos meus amigos renegados. Não é meu melhor amigo de lá, mas devo admitir que jogar e conversar com ele é muito bom, ainda mais por poder falar na minha língua de origem. Enfim, voltando ao assunto! Joshua estava com alguém ao qual reconheci conforme nos aproximávamos. Yoo Jeonghan, um dos melhores amigos do meu namorado.

Claro que, de súbito, tive o impulso de ir até eles para os cumprimentar e conversar por um momento. E assim o fiz. Puxei Dino comigo, animado para formarmos um grupo, porém, conforme me aproximava, percebi que a cena em que se encontravam não era a cena que eu esperava. Quero dizer, Jeonghan parecia estar brigando com Joshua que, por sua vez, tentava acalmá-lo e impedir que continuasse com suas explosões em público, corado com a situação.

Eu nunca imaginei que veria Jeonghan explosivo assim com Joshua, afinal, Jeonghan, pelo que percebi, sempre foi muito controlado. Não é à toa que o chamam de princesa, afinal, ele possui modos. Mas uma princesa nunca teria um ataque de nervos em uma praça pública sem motivos, e só quando me aproximei o suficiente para ouvi-lo foi que entendi seus atos.

-... como você pôde deixá-los fazer isto? Eu realmente não consigo acreditar em você. –Ouvi o mais velho gritar. –Quero dizer, se você ao menos... se você tivesse me avisado. –Então sua voz vacilou por um momento. –Isto é inaceitável! Como pôde deixar Seungkwan e seu amigo fazerem algo tão imprudente assim? Eu devia estar lá! Isto se trata de mim e de todo o tempo que perdi com pesquisas e análises... eu deveria estar no lugar deles!

Na hora me senti afobado por ouvir as palavras “Seungkwan” e “imprudente” em uma única frase. Seungkwan nunca é imprudente, então se alguma imprudência veio dele, quer dizer que o negócio é sério.

-Hannie, por favor, me excuta. –O moreno tentou, aos prantos. –Já disse, eu não podia fazer nada e você... você perderia o controle assim como está fazendo aqui. –Jeonghan fez menção de voltar aos seus ataques, mas Joshua não deixou. –Esta missão deles já não era algo fácil, mas se você estivesse lá e não conseguisse se controlar, tudo iria por água abaixo. –Então ele voltou a se afobar com a expressão que possuía o colega. –Não pense que fomos mal com você. Pelo contrário. Nós pensamos tanto em você, afinal, você poderia se machucar.

A resposta de Joshua não me acalmou nem um pouco. Na verdade, fiquei mais preocupado ainda. Acabei optando por caminhar mais devagar, para ouvir com atenção o que tinham para dizer.

-Me machucar? Eu devia é machucar essa sua carinha de anjo caído, meu bem, por ter me enganado dessa maneira. –O mais velho respondeu, ainda irritado, mas um pouco mais controlado. –De qualquer maneira, vou chamar um táxi agora mesmo para nós. Preciso ir no hospital ver Seungkwan. –Ele pegou o celular e mexeu nele de uma maneira que não pude ver o que fazia. –Aliás, agora que sei o que aconteceu, preciso ver aquele desgraçado do Chwe Bonhwa o mais rápido possível para vomitar nele tudo o que guardei durante o tempo em que minha irmã esteve desaparecida. Quem sabe não consigo descobrir onde ela está? Eu preciso ver a Jaehwa! Tenho que a encontrar o mais rápido possível.

E foi então que meu mundo desmoronou. Nem precisava ouvir mais para saber que ele havia feito algo perigoso na presença do meu padrasto, provavelmente algo para o desmascarar ou atiça-lo. Talvez os dois.

Mas claro que meu psicológico necessitava de mais informações. Dino tentou me acalmar, mas eu o ignorei completamente. Corri até os dois que estavam discutindo e fiz com que contassem tudo o que eu não sabia. Acabei descobrindo que Seungkwan possuía um plano com o detetive Chwe e seu professor na universidade desde o início do mês; que o tal professor era um cúmplice do desgraçado e que o fazia para sobreviver; que Mingyu, Seungkwan e o professor acabaram de se submeter ao tal plano e, com medo, mas esperança, foram bem-sucedidos.

Acho que não preciso contar mais detalhes do que aconteceu depois, afinal, todos sabemos o que aconteceu. Portanto, contarei o resto a partir do momento atual em que me encontro enfurnado em um táxi, ao qual aproveitei para pegar com Joshua e Jeonghan.

E sabe por que o universo está testando minhas paciências? Porque, exatamente hoje, o trânsito está horrível. Há muitas pessoas voltando para suas casas ou saindo de suas casas. E para melhorar tudo, todas as vezes em que podemos passar pelos semáforos eles se fecham. ELES SE FECHAM BEM NA NOSSA VEZ.

“Aish, preciso chegar logo naquele hospital! ”

[...]

17 horas e 21 minutos foi o horário exato em que chegamos no hospital. Após o táxi parar minha porta já estava aberta e eu já estava correndo em direção a entrada do hospital, que estava bloqueada com muitos jornalistas e pessoas de todos os tipos, curiosos com a agitação.

-Aish, como vamos passar por eles? –Me surpreendi com Jeonghan ao meu lado. Olhei para trás e vi Dino correndo em nossa direção enquanto Joshua ainda pagava o motorista. –Mesmo se conseguirmos passar, duvido que os policiais nos deixarão entrar.

Analisei todas as entradas possíveis para nós. Nas duas portas de entrada há policiais barrando os repórteres e as pessoas de entrarem. Fora que há uma placa presa a porta escrita “Entrada proibida por tempo indeterminado”.

Talvez devêssemos avançar pela multidão e tentar a sorte. Quem sabe se chegarmos até as portas não consigo permissão dos policiais, afinal, sou uma vítima e um dos envolvidos. Eles têm que nos deixar passar.

Entretanto, não creio que isso será tão simples assim. Imagino quantas pessoas tenham usado estas palavras como desculpas para fuxicar pelo hospital. Aliás, quem não garante que sou um jornalista usando métodos para conseguir minha reportagem?

-Aish, mas que porra. –Reclamei, passando as mãos pelo cabelo, aflito.

-Hansol... calma... –Dino falou ofegante assim que se aproximou. –Aish, por que tem tanta gente aqui? –Reclamou o mais novo. –Não acredito que a informação espalhou tão rápido assim.

-As pessoas que estavam dentro do hospital devem ter espalhado isso. –Comentei. Joshua havia, finalmente, nos alcançado. –Aigoo, precisamos entrar.

Tentei pensar por mais um momento. Deve haver outra solução.

As portas dos fundos? Saídas de emergência? Não. Com algo tão incrível e novo assim, tenho certeza que muitos já tentaram estas opções. Nunca duvide de um jornalista quando ele quer a melhor matéria para o seu jornal.

Eu poderia entrar em contato com Seungkwan ou Mingyu, mas estou tão furioso com eles que não quero conversa até os encontrar pessoalmente.

Após um longo tempo pensando e sem nenhuma solução, acabei optando pela opção inicial: adentrar o mar de pessoas e tentar a sorte com os tubarões.

Quando estava dando meus primeiros passos em direção ao mutirão, minha atenção foi chamada novamente.

-VERNON! JISOO! –Me virei para a direção em que vinha os gritos (meio fracos para gritos normais) e acabei me deparando com Wonwoo escondido atrás de uma das paredes do hospital, acenando para nós e fazendo um sinal com as mãos em sua direção, assim que o notamos. –VENHAM!

Mas é claro. Wonwoo já está aqui. Devia ter pensado antes em entrar em contato com ele, afinal, seu namorado foi um dos participantes – e diferente do meu namorado, eu não recebi nenhuma informação de todo este fuzuê.

Joshua e eu trocamos olhares por um breve momento, mas logo corremos até nosso amigo, olhando ao redor para evitar que fôssemos notados e seguidos.

-Até que enfim chegaram. –Comentou o moreno, assim que nos aproximamos. –Tentamos falar com vocês mais cedo, mas de vocês, só Jisoo e Jeonghan pareceram receber a mensagem.

Tirei meu celular do bolso da calça e abri a tela inicial para ver se o que dizia era verdade. Fiquei irritado comigo próprio após ver inúmeras ligações de Mingyu, seu pai, Seungkwan, Soonyoung e, até mesmo, Seokmin, o melhor amigo de Seungkwan ao qual não mantenho muito contato.

“Merda de modo silêncio viciante”.

-De qualquer maneira, que bom que chegaram. Se demorassem um pouco mais receio que não seriam capazes de ver toda a situação de uma maneira confortável. –Wonwoo voltou a falar. –De qualquer modo, vamos entrar. –Chamou o moreno.

Sem mais delongas, seguimos nosso amigo renegado, que nos guiava com toda a cautela pelas escadas da saída de incêndios. Enquanto subíamos, Wonwoo passou o tempo todo conversando com Jisoo e Jeonghan sobre algo que eu não notei – e nem fiz questão de notar.

Quanto mais subíamos e mais nos aproximávamos da saída, mais eu parava de ouvir os sons ao meu redor. As batidas do meu coração foram tomando todos e quaisquer sentidos que eu possuía, pouco a pouco. Eu já não via, nem ouvia nada por um momento, sendo guiado apenas pelos sentidos e por minhas pernas que não conseguem mais parar.

Já sinto minhas mãos tremendo e o ar faltando. O que encontrarei assim que adentrarmos, oficialmente, o hospital? Será que a recepção de Wonwoo era apenas para garantir que eu ficaria na presença do meu padrasto mais uma vez? Que olhar, horrendo, ele deve estar fazendo agora? Eu não faço ideia do que fazer e sentir. Toda e qualquer ideia que se passam pela minha mente parecem, simplesmente, medonhas demais para alguém fraco como eu aguentar.

Então, em meio a minha crise, fui tomado por uma mão quente e pequena, que me assustou. Parei por um momento, virando-me olhando devagar para minha mão tremendo ao lado de minha cintura. Dino!

Desviei o olhar para o rosto de meu amigo, que estava a segurar minha mão. Ele sorria para mim, um sorriso triste e preocupado. Estava quase chorando e seu sentimento de compreensão era evidente em seu olhar.

Se minha amizade com Lee Chan não fosse de longa data, talvez eu duvidasse das conclusões que tirei dele com um simples toque e olhar. Felizmente, conheço este cara a tanto tempo que posso jurar saber tudo o que ele sabe, por pura telepatia.

Ele está preocupado e tão ansioso quanto eu, mas ao mesmo tempo se sente, em partes, aliviado e feliz. Tudo acabou, finalmente. Depois de tantas noites de desespero em que passamos juntos em sua casa, ou simplesmente fechados, mantendo contato por celular... depois de tantas tempestades, finalmente o arco-íris virá.

É assustador, mas mudanças e liberdade nunca foi algo fácil. E ele sabe o quão aterrorizado estou, afinal, uma das pessoas mais importantes na minha vida se arriscou por mim. Todas as pessoas importantes na minha vida correram riscos por mim, mas, talvez, tudo finalmente ficará completo. Talvez tudo ficará certo pela primeira vez.

Talvez não seremos mais renegados.

-Eu estou aqui. –Ele sussurrou, para que só eu ouvisse em meio ao eco destas paredes fechadas.

Meu corpo demorou a responder, mas aos poucos foi se acalmando. Minhas mãos tremiam menos e, aos poucos, seu calor foi passando pelo meu corpo.

Não consegui evitar que meus olhos marejassem, mas impedi-os de chorar.

Sorri para meu melhor amigo e apertei sua mão na minha.

-Eu sei. –Foi tudo o que eu disse.

Hesitamos por um momento, esperando que ambos tivéssemos a certeza de que tudo estava certo e que possuíamos energias para prosseguir. Assim que obtivemos certeza, corremos para alcançar os outros – que não haviam notado nossa ausência momentânea.

Cerca de mais três lances de escadas foram necessários para que alcançássemos o andar em que todos estavam. Após alcançar, Wonwoo parou um tempo para respirar. Apesar de querer que fosse mais rápido, devia aceitar os fatos de Wonwoo nunca ter sido alguém esportivo para aguentar tamanho esforço físico como este.

Assim que o moreno descansou por tempo suficiente, abrimos a porta e corremos mais um pouco pelo corredor do hospital, ainda com Wonwoo nos guiando. Os corredores estavam tão lotados quanto o exterior do hospital. Pacientes, familiares, enfermeiras e médicos ocupavam todos os locais possíveis, dificultando nossa passagem e o trabalho dos oficiais.

Demoramos, mas alcançamos a porta da sala em que, ao que parece, todos estavam. Não foi preciso de muita conversa para que os policiais permitissem nossa entrada. Logo, entramos e, sem nem pensar, corri o olhar pela sala, tentando analisar tudo em poucos segundos e encontrar a pessoa que mais desejo neste momento: Seungkwan!

Vi que a maioria dos renegados e envolvidos da Operação Save Vernon estavam aqui: Woozi e Hoshi estavam em um canto, conversando com Mingyu que, ao contrário dos outros, estava animado; no outro canto estavam dois médicos, um com algemas nos pulsos (suponho ser o tal professor Son) enquanto conversavam com o detetive Kim – suas feições extremamente sérias; espalhados pela sala estavam os quatro oficiais que foram designados para o caso, dois deles observavam um outro segurança algemado de perto; por fim, em um canto mais escondido e afastado, estava Seungkwan, que parecia ser consolado e interrogado por seus amigos Minghao e Seokmin. Seungkwan não pareceu me notar, o que foi a oportunidade perfeita para organizar todos os meus sentimentos e pensamentos neste meio tempo.

Tenho certeza de não ter visto Chwe Bonhwa em nenhum canto. Não sei se foi apenas uma análise malfeita, mas me senti aliviado por não me encontrar com este demônio por agora.

Então, ele me encontrou. Os olhos de Seungkwan encontraram os meus, atiçando todos os meus nervos e órgãos internos.

Ele se levantou em um sobressalto e deu um passo à frente, vacilante. Creio que se sente culpado ou envergonhado por não ter me contado nada.

-Hansolie... –Sua voz soou fraca e melodiosa. –Eu... hã, eu... –Então, ao perceber o quão atrapalhado estava, apenas se calou e fixou seus olhos nos pés.

Cerrei meus punhos. Eu estou preparado. Já sei o que direi. Primeiro, vou brigar com ele, jogar em sua cara tudo o que quero e preciso. Vou cuspir minha raiva e toda a verdade sobre si, afinal, ele havia prometido... ele me prometeu que, ao se envolver comigo, estava disposto a não correr nenhum risco, a não fazer nada desnecessário e que pudesse me preocupar. Mas ele não cumpriu como foi prometido.

Como pôde trair minha confiança desta maneira? Eu devo, simplesmente, lhe dar a lição que merece.

Comecei, então, a caminhar em sua direção, enquanto articulava as palavras e o discurso certo na minha mente. Ele vai ver.… ele vai... Aish, quem eu quero enganar?

Assim que o alcancei, meu corpo se moveu antes de mim e mudou todo o caminho que havia traçado no meu mapa mental. Envolvi-o em meus braços num abraço apertado, colocando minha cabeça bem apoiada sobre seu ombro, enquanto o apertava cada vez mais.

Eu preciso senti-lo, preciso saber que está vivo e que está bem e que nada dito foi um delírio da minha mente. Preciso sentir seu calor, seu cheiro, sua respiração ofegante e preocupada roçando meu pescoço enquanto seu coração dança em batidas aceleradas demais no meu peito, seguindo os mesmos compassos aos poucos. Preciso de uma dose de Boo Seungkwan.

-Vernon? –Sua voz ressoou fraca no meu ouvido. Ele não sabe o que dizer. –Você, hã... eu...

-Eu fiquei tão preocupado com você. –Sussurrei, sincero, afastando-o de leve para que pudesse lhe beijar.

Imagino a expressão de mais pura surpresa que ele está fazendo neste momento. Seungkwan nunca foi muito bom em esconder suas expressões e sentimentos.

Após um tempo, não muito curto nem muito lento, encerrei o beijo e voltei a abraça-lo, desta vez com mais força e segurança.

-Realmente, muito preocupado. –Repeti, ainda com minha voz baixa. –Eu devia mata-lo por não cumprir com nosso acordo.

Seungkwan demorou menos tempo do que eu imaginei para processar tudo. Aos poucos, seu corpo foi relaxando. Após ficar totalmente relaxado, recebi seus braços que envolveram minhas costas magras com delicadeza.

-Devia. –Respondeu o mais velho. –Mas você me ama o suficiente para não o fazer.

-Aish. –Resmunguei, divertido. –Eu odeio quando você tem razão de tudo.

A risada singela que Seungkwan deu derreteu todo meu corpo. Que risada deliciosa. Senti falta disto.

Acho que tenho sentido muita falta dele, mesmo tendo passado toda a tarde do dia anterior com ele. Acho que estou com febre teen por Seungkwan.

-Cof cof. –Uma tosse falsa ao nosso lado chamou nossa atenção.

Virei meu rosto, lentamente, na direção da pessoa que havia chamado a atenção. Seungkwan e eu sorríamos feito dois idiotas apaixonados, mas tal sorriso sumiu rapidamente.

O pais de Seungkwan era a pessoa que nos chamava. Não consegui ficar normal diante dele. Bem, eu já o encontrei antes, mas foi apenas uma vez por um breve momento e por um caso especial ao qual o mais velho havia me ajudado.

-Com licença. –Falou o mais velho, com um tom autoritário. –Caso não tenham reparado, estamos em uma sala de hospital cheia de pessoas e oficiais da autoridade. –Então seu olhar afiado se demorou sobre nós dois. –Tais atos... misóginos... não devem ser mostrados na nossa frente.

Demoramos um momento para reparar no que ele estava, de fato falando. Assim que nós nos tocamos, afastamo-nos com um movimento brusco, cada um virando-se para um lado, envergonhados.

Eu nuca havia passado por uma situação tão vergonhosa assim, na frente do meu sogro, antes. Quero dizer, eu nunca tive um sogro antes para passar por uma situação destas.

-Aí, qual ‘é sogrão. –Senti meu corpo sendo puxado por braços fortes e esguios que, depois, reparei ser de Seokmin (e eu não era o único envolto por seu abraço de ombros). –Misoginia? Não exagera né, tio Boo.

O comentário de Seokmin apenas irritou mais o pai de Seungkwan. O mesmo bufou, indignado com as palavras e a falta de educação que Seokmin demonstrou para ele.

-E quem é você? –Ele perguntou irritado.

-Poxa, senhor Boo, você ao menos devia saber o nome do melhor amigo do seu filho. –Seokmin pareceu sinceramente decepcionado com o mais velho. –De qualquer modo, prazer, sou Lee Seokmin. –Ele nos soltou, estendendo a mão para um aperto de mãos com ele. –Como havia dito antes, sou o melhor amigo de Seungkwan.

O senhor Boo hesitou por um momento, demorando seu olhar, cada vez mais feroz, sobre o careca. Ele está, evidentemente, incomodado e demorou muito para aceitar o cumprimento. Seokmin, por outro lado, um palhaço como sempre, não percebeu a situação desconfortável em que estava. Pelo contrário, ele sorria animado, como se estivéssemos em uma espécie de evento musical, ou conhecendo os pais amorosos do amigo.

Pobre Seokmin.

-Bem, já que nos conhecemos oficialmente, acho que eu sou bem-vindo na sua casa a partir de agora. –O amigo voltou a falar. –Aliás, vocês também são bem-vindos na minha casa. –Ele pensou por um momento, sem se tocar da situação. –Será que deveríamos marcar uma espécie de piquenique? Parece divertido, né Kwan?

-Hã... –Seungkwan não sabia o que responder e olhou para seu amigo chinês, procurando por ajuda. O mesmo, porém, apenas balançou a cabeça e deu de ombros, tão perdido quanto o loiro. –Claro! Por que não?

Mas não havia firmeza em suas palavras. Não como ele tentou passar.

Seu pai suspirou uma vez, evidentemente irritado. Ele está tentando controlar seus nervos para não explodir em um momento como estes.

“Ótimo. Que primeira (segunda) impressão maravilhosa você e Seokmin passaram para o sogrão. Parabéns, Hansol, seu idiota! “

-De qualquer modo, não quero os ver com tais atos, tão íntimos, neste recinto novamente. –O médico voltou a dizer, antes de se virar para se afastar. –Entendeu, Seungkwan?

-Com toda a certeza, pai! –Desta vez, sua voz foi mais firme.

-Ótimo. –Por fim, virou-se e se afastou.

Fiquei petrificado por um momento com o que havia acabado de presenciar. Não pensei que seu pai fosse tão rígido assim. Bem, eu devia saber.

Então, senti um cutucão doloroso no meu braço, chamando minha atenção para o careca, ainda ao meu lado.

-Livrei sua barra, hein, Vernon. –Ele disse, baixo, dando uma piscadela em minha direção. –Me agradeça depois.

Após dizer isto, com toda sua força me empurrou, junto de Seungkwan, um para cima do outro. Trombamos, tropeçamos e quase caímos, se não fosse pelo nosso extremo equilíbrio.

Por fim, nos encaramos por um bom tempo, tentando processar toda esta situação estranha e divertida que acabara de ocorrer. Acho que não há respostas nem perguntas para isto. E assim, nós caímos na gargalhada. Uma animação evidente em nossa voz.

Ignorando tudo o que o senhor Boo havia imposto e informado anteriormente, agarrei o rosto de Seungkwan com minhas mãos suaves e carinhosas e o puxei, mais uma vez, para um beijo. Diferente do outro, este demonstrava despreocupação e, de certa forma, felicidade.

 

“Não sei que alivio é este, mas sinto que poderei dormir esta noite.”


Notas Finais


É isto por hoje pessoas. Obrigada por lerem e me desculpem todos os erros.
Tentarei postar mais um capítulo esta semana (não garanto nada).
De qualquer modo, até o próximo capítulo.


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