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História O Colar de Pérolas de Marilyn Monroe (Imagine Johnny) - Capítulo 2


Escrita por: bellarabella

Notas do Autor


Olá!
Gente, sei que prometi que ia subir esse segundo capítulo na semana passada ainda, mas eu não consegui nem respirar direito, quem dirá revisar esse cap! :( Mas, espero que a espera valha a pena!
Vamos lá!

Capítulo 2 - Segunda Parte.


Era a terceira vez que eu procurava  ‘Jacob Lee’, na barra de pesquisas do Google e nada levava ao rosto que eu havia conhecido há duas noites atrás. Alguns cantores e atores coreanos e coreanos-americanos apareciam, mas nenhum tinha aqueles olhos de doce de leite. Tentei então, ‘Jacob Lee Samsung’. Novamente, nada apareceu. 

Disquei o número de Mark e aguardei. Ele atendeu no segundo toque, como sempre. 

‘Yep! E aí, arrematou algum velho babão naquele Leilão? Fiquei preocupado com a sua falta de notícias.’ 

‘Mark… preciso que você descubra quem é uma pessoa.’ 

‘Hmmmm… Então você arrematou alguém, mas não foi um velho babão, certo?’ ele disse, rindo do outro lado. 

‘Sim, foi isso. Jacob Lee. Filho do diretor executivo da Samsung.’ Mark assoviou e eu pude ouvir seus dedos digitando freneticamente no teclado. 

‘Oh, oh.’ ele respondeu. 

‘Qual foi?’ 

‘O diretor executivo da Samsung é Lee Sanghoon… mas não consta em lugar nenhum que ele tenha filhos, muito menos um chamado Jacob Lee.’ 

Eu ouvia as palavras de Mark, atônita. Por que ele precisaria mentir a sua verdadeira identidade?

‘Tudo bem, você ainda tem em mãos a lista de convidados que você alterou? Eu me lembro que o nome dele estava escrito acima do meu, mas não sei exatamente se o Lee era com dois ‘e’ ou com um ‘i’, vai que ele é chinês e não coreano…’ 

‘Lee com os dois ‘e’, estou vendo aqui. É escrito igual ao meu. Ele podia até ser meu primo!’ 

Enquanto Mark dava um risinho, eu estava sem respirar. Eu, uma enganadora profissional, tinha sido enganada?! 

‘Escuta Mark, você precisa descobrir quem é esse cara. Invade as câmeras de segurança do lugar, faça sua mágica. Eu preciso saber quem é ele e como ele pode ser tão rico, se não se trata do filho do diretor da Samsung.’

‘Como seu cúmplice e hacker favorito, posso perguntar o por quê está tão desesperada em encontrá-lo?’ 

Pensei nos meus motivos para querer encontrar Jacob Lee, ou quem quer que fosse aquele homem. Ele tinha me levado do inferno ao céu 3 vezes, com uma gravata cobrindo meus olhos! Esse era a porra do motivo! Suspirei no telefone, enquanto eu ouvia os dedos de Mark digitando do outro lado da linha. 

‘Só ache ele, tudo bem? Nos falamos sobre o seu pagamento depois.'

O hacker estalou os lábios.

‘Retorno quando tiver alguma coisa.’ 

‘Obrigada Mark.’ 

Deixei meu corpo cair sobre a cama e fiquei encarando o teto. Por que alguém precisa usar um nome falso para entrar em uma festa, afinal? Se a pessoa no caso, sou eu, é porque eu preciso de um nome frio para não receber a Polícia no meu apartamento. E afinal, era tudo muito estranho… Ele tinha sido adicionado à lista um pouco antes de mim, estava usando um nome falso e parecia conhecer algumas pessoas ali. Além de tudo, ele era muito rico! Afinal, quem gasta 450 mil dólares num colar de pérolas, só para vê-lo no corpo nu de uma mulher que acabou de conhecer? 

A possibilidade me atinge como um tapa na cara. E se ‘Jacob Lee’ fosse um golpista como eu?

Me endireitei na cama, com os olhos arregalados e com uma sensação incômoda, que as pessoas que eram ludibriadas por mim deviam sentir. Apanhei meu celular de novo, olhando para a tela escura, como se a minha concentração fosse o suficiente para Mark me mandar qualquer coisa naquele momento. Quase arremessei o celular longe, assim que a tela brilhou e o aparelho vibrou, com o número de Mark chamando. 

‘A-alô?’ 

‘Yup. Consegui acesso às câmeras do local. O homem que estava conversando com você se trata de John Suh. E essa é a única informação que eu tenho do cara. Usei um algoritmo de reconhecimento para tentar descobrir quem era o cara, por meio da filmagem ruim da câmera. Mas, impossível descobrir quem é ele e o que faz. Ele não consta nem no sistema de multas de trânsito…’ 

‘John Suh...' saboreei aquele nome no meu cérebro, pensando em letra por letra. Pensando bem, esse nome combinava muito mais com ele, de fato. 

‘Ou seja, John Suh precisa se esconder muito bem. Por que será?’

‘Quem sabe, ele seja nosso parceiro de profissão… Aliás, uma pergunta, que está me deixando curioso… você seguiu todo o ritual que faz normalmente, com ele?” 

‘Não. Porque eu estava ocupadíssima com a minha sanidade mental ameaçada, enquanto os dedos e a língua dele viajavam por dentro de mim!” foi o que eu respondi mentalmente. Só de pensar naquilo, meus pés já estavam se contraindo. 

‘Não. Não aconteceu nada demais. E se ele era um golpista, também não me levou nada. Acabamos dormindo.’ 

Mark gargalhou do outro lado. 

‘Você perdeu a mão, ao ver que a boca dele não tinha a mesma textura de um papiro velho?’

‘Obrigada pela ajuda, Mark. Me avise se descobrir mais alguma coisa.’ 

Quando desliguei, ele ainda estava rindo. 


 

Eu estou sentado no banco do carro, decidindo se eu dava a partida, ou não, em direção ao endereço que eu colocara no GPS. Minha mão estava sobre o botão de ignição e o meu pé já se preparava para acelerar, mas minha responsabilidade versus o meu desejo, travavam uma batalha interna, que parecia que ia demorar. Esfreguei o rosto com as mãos, tentando clarear as ideias. Meu celular vibrou novamente sobre o banco do passageiro. Eu não precisava conferir o remetente, para saber que provavelmente era Barlow, cobrando novidades sobre o caso. Eu estava ignorando propositalmente as mensagens dele, e ele parecia saber disso. Olhei para o endereço no GPS novamente. 

‘Foda-se’. Foi o que eu pensei, quando apertei o botão de partida e baixei o câmbio para a opção Ride. 

O prédio de tijolos avermelhados ficava há três quadras do Humboldt Park. Era um apartamento simples para uma golpista milionária, mas penso que era esse justamente o objetivo. Ele parecia ser morada de estudantes, como ela era, em meio à sua vida dupla de enganar homens ricos e ser uma Universitária normal. Fechei o carro e me dirigi até a entrada do edifício. Duas meninas estavam saindo do prédio, rindo escandalosamente. Assim que me viram, as duas pararam e ficaram me encarando, atravancando a passagem da porta para o hall. Abri meu melhor sorriso para as duas.

‘Oi. Será que podem me informar qual é o apartamento da _______?’

As duas se entreolharam, sem dizer nada. 

‘E quem é você?’ a mais alta que tinha o rosto, os cabelos e o senso de moda de uma boneca Barbie, foi quem perguntou. 

‘Ela anunciou uma lente 300mm no site de anúncios da UofC, e eu vim buscá-la.’  Ter pesquisado à fundo o nome de _____ nos grupos da Universidade, teve suas vantagens, afinal. Ela vivia vendendo vários itens estranhos nos grupos de Venda e Troca, provavelmente todos espólios dos homens que ela enganava. 

‘Décimo andar, 1012.’ a Barbie me respondeu. 

‘Obrigado.’ eu respondi polidamente, sob o olhar atento das garotas. Elas me mediram de cima à baixo, enquanto me davam passagem para dentro do hall de entrada e provavelmente ainda estavam olhando quando apertei o botão do elevador e esperei. Consegui ouvir suas risadinhas e passos apressados quando a seta apontada para baixo, me informou que o elevador já estava chegando ao térreo. Uma dúvida sobre o quão grande era a loucura que eu estava cometendo, surgiu novamente na minha cabeça. E assim como eu estava fazendo com as mensagens e ligações de Barlow, eu a ignorei. 

Adentrei o elevador, apertando o número dez que já estava com os cantos apagados. As portas metálicas se fecharam e de repente, a dúvida não era mais tão ‘ignorável’ assim. Fechei as mãos em punho, pensando se eu deveria apertar o T de ‘térreo’ novamente ou não. Assim que as portas se abriram novamente no décimo andar, eu ainda não tinha tomado uma decisão. Ir embora, entregar todas as provas à Barlow e perder aquela mulher para sempre para a MCC?  Ou fingir para Barlow que a pista era falsa e que se trata de uma quadrilha impossível de rastrear, fazendo minha reputação cair um pouquinho no ranking de investigação particular? Um barulho no corredor me sobressaltou, me fazendo sair do elevador. A porta 1012 era logo à frente. As portas do elevador se fecharam atrás de mim, e eu engoli à seco. Dei mais dois passos à frente da porta de mogno com as bordas lascadas e o número desgastado sobre a madeira. Atrás dela, a mulher que não saía da minha cabeça nos últimos dois dias estava, talvez planejando um próximo golpe. Talvez a porcaria do Jacob Lee só tenha sido um golpe que terminou bem demais. Passei os dedos sobre os cabelos, e deixei meu punho levantado em frente à porta, sem saber se batê-lo ali seria uma boa ideia. Meu corpo se moveu involuntariamente e quando dei por mim, tinha batido na porta dela três vezes. Ouvi passos arrastados vindos de trás do mogno, sentindo meu coração batendo forte, ansioso. Ouvi uma chave girar e uma fresta se abrir. Os olhos castanhos dela me olharam arregalados, e ela colocou a mão em frente à boca para reprimir um grito. 

‘Você!’ ela sussurrou incriminadoramente. ‘John Suh!’

Ok, ela havia descoberto minha identidade. Isso era digno de elogios, não deve ter sido uma tarefa fácil. 

‘Olá, _______. Será que podemos conversar?’ 

 


 

John Suh, ou seja lá qual for a porra do nome dele, estava sentado no meu sofá com as pernas cruzadas tranquilamente, me chamando pelo meu nome verdadeiro. Como foi que isso aconteceu, exatamente? Era o que eu tentava descobrir. 

‘Como descobriu meu nome e o meu endereço? Sabe que eu posso chamar a Polícia por perseguição, não sabe?’ 

‘Não consigo imaginar por quê você iria querer chamar a Polícia até aqui. Fazendo o que faz para viver, eu não acharia uma boa ideia.’  ele me advertiu, levantando uma sobrancelha. 

‘E sobre o que está falando?’ eu dobrei a aposta, tentando descobrir o quanto ele sabia. Cruzei meus braços em frente ao corpo, tentando disfarçar minhas mãos que estavam tremendo. 

Ele sorriu daquele jeito antes de começar a falar. 

‘A Polícia de Chicago está à procura de uma golpista que enganou o Senador Thompson há duas semanas atrás, prometendo um final feliz depois de uma noite de coquetéis, mas que só deu prejuízo. Quase R$1mi em bens subtraídos. Mais sete homens prestaram queixas à Polícia, com roubos feitos sob as mesmas circunstâncias. Não sei se para sua sorte ou azar… eu sou o homem que pode levar esse seu rostinho bonito até o Sargento Barlow, responsável pela investigação.’

Arregalei os olhos, sentindo meu maxilar se deslocar para baixo. 

‘V-você é da Polícia?’ eu disse, com o olhar preso na janela e pensando se era um bom negócio tentar escalar os dez andares para baixo. 

‘Não. Sou um detetive particular contratado pela Polícia. Normalmente eles me chamam quando são incompetentes demais para desmantelar casos simples.’ ele disse, dando de ombros. Tinha a mesma postura confiante demais do outro dia, e eu achava isso ridiculamente atraente. 

‘E como descobriu onde eu moro e quem eu sou, eu…’ coloquei a mão na cabeça, percebendo que ainda usava a toalha de banho na cabeça. Eu havia acabado de sair do banho e vestia só um pijama velho, bem diferente do vestido esmeralda ostensivo do outro dia. 

‘Se eu não descobrisse, não seria um bom detetive, seria?’ ele disse, como se estivesse explicando algo óbvio à uma criança. Eu cerrei os olhos para ele. 

‘Então… você já sabia quem eu era naquele leilão?’ ele me olhou em silêncio por um tempo, assentindo. Depois, os olhos até então confiantes, se desviaram dos meus. 

‘Como… como me reconheceu? Eu… sempre…’ 

‘Seus disfarces são ótimos, é verdade. A Polícia sozinha não conseguiu relacionar as oito mulheres diferentes que apareciam nas câmeras de segurança junto com os homens roubados. Eles pensavam até mesmo que você sozinha, se tratava de uma quadrilha.’ ele riu e se levantou do sofá, caminhando até mim. ‘Eu devo ter conseguido deixar claro, que eu sou um ótimo apreciador do corpo feminino, e por isso nada passa despercebido aos meus olhos, principalmente quando eu encontro um… tão... ‘ ele ficou quieto por um pouco, pensando no que me diria. ‘chamativo como o seu. Descobri que era você, em todas as filmagens, pela manchinha que fica abaixo da sua clavícula esquerda. Foi assim que eu soube quem era você no Leilão.’ 

A minha mancha! Era uma mancha pequenininha de nascença, logo em cima do meu colo. John Suh, era mesmo um detetive dos bons...
Eu suspirei, colocando uma das mãos sobre o rosto. Pronto, esse era o meu fim. Eu só tinha que pensar rápido em um jeito de não envolver Mark nisso, e…

‘A questão é que… ‘ John voltou a falar, com os olhos de mel me encarando. ‘ a situação fugiu do meu controle. Eu estava decidido a te fazer me seduzir, te levar pra aquele quarto de hotel e te gravar me dopando e roubando. Eu só não imaginei que… eu ia ficar tão… magnetizado por você. É, acho que essa é a palavra certa. Porque a partir do momento que eu te vi desejando aquele colar de pérolas, te ver vestindo ele… e mais nada, virou o meu novo plano. Esqueci que você era um alvo de investigação. Joguei meus métodos e o meu foco no lixo. E depois daquela noite, os dois últimos dias estão sendo uma tortura sem fim, porque eu simplesmente não consigo parar de pensar em você, no seu gosto e em tudo!’ eu o ouvia de olhos arregalados. O maldito se sentia igual à mim! Eu o interrompi, tentando deixar minha voz estável. 

‘Tá. E por ter gostado tanto assim de vendar meus olhos e me fazer gozar muito, você se sentiu na obrigação de vir se apresentar como o cara que vai me colocar atrás das grades, apesar de tudo. É isso?’ eu mantinha meus braços fechados ao redor do corpo, e eu tentava manter meu olhar vidrado no dele, sem demonstrar fraqueza nenhuma. A verdade é que encarar John Suh tão de perto, depois de saber tudo o que ele é capaz de fazer, estava deixando meus joelhos trêmulos. Ver os olhos e os lábios dele sob a luz diurna e tê-lo aqui dentro da minha casa, postado em toda a sua glória, bem no meio da minha sala, também não ajudava em nada. 

‘Não.’ ele disse simplesmente, com a voz baixa. 

‘Não o que?’

‘Eu vim aqui… porque eu precisava te ver de novo. Foi a maior loucura e irresponsabilidade que eu já cometi...' ele esfregou as mãos no rosto e depois passou-as no cabelo. Ele estava desesperado. Uma ideia passou pela minha mente, e eu precisava tentá-la. Me aproximei do corpo dele, me livrando da toalha que estava sobre a minha cabeça. Meus cabelos molhados caíram sobre os meus ombros, e eu me livrei dela, jogando-a em qualquer canto. Fiz uma das minhas mãos subir pela camisa verde escura que ele usava, e abri o primeiro botão da gola. Os olhos dele acompanhavam cada movimento dos meus dedos, e eu conseguia sentir o seu coração batendo acelerado sob o peito. Entrelacei minha mão livre com a outra, que já contornava o seu pescoço e na ponta dos pés, para compensar a diferença drástica de altura entre nós eu aproximei meus lábios do pescoço dele. Eu havia esquecido que John/Jacob tinha um cheiro refrescante. A pele dele era quente e macia ao toque dos meus lábios. 

‘Então… você veio terminar o que nós começamos no Ritz, huh? Que eu me lembre… a única a gozar muito… fui eu.’  Eu conseguia sentir todos os músculos dele enrijecerem contra o meu corpo. Sabia que estava no caminho certo. ‘Você quer gozar, John Suh? É por isso que veio atrás de mim?’

A respiração dele estava pesada e os braços pendiam enrijecidos ao lado do corpo dele. Eu desci minhas mãos da nuca para os seus braços e por fim, para a suas mãos. Entrelacei as minhas nas dele, guiando-as até a minha cintura. Ele me agarrou como se eu fosse um travesseiro. 

‘Eu quero muito, muito, muito te ajudar com isso.' eu sussurrei, mantendo meus olhos presos nos olhos cor de mel dele. ‘Mas, precisamos fazer um acordo.’

‘Um acordo?’ ele respondeu, com a voz baixa. 

‘Jogar apenas seu foco e seus métodos no lixo não são suficientes. Você vai me prometer abandonar toda a investigação e dar uma desculpinha esfarrapada para o tal Sargento Barlow sobre mim. Afinal… se eu for presa… como vamos poder terminar o que começamos?’

Ele fechou os olhos momentaneamente e eu sorri. Tinha finalmente reassumido o controle da situação. Era com isso que eu ganhava a vida, caramba! Fazendo homens caírem aos meus pés e prometerem mundos e fundos, com apenas um olhar, um toque. Assim que os olhos dele reabriram, ele também sorria e não tinha mais o olhar desesperado de antes. 

‘Temos um acordo. Se você me fizer gozar a ponto de eu perder as forças, como eu consegui fazer com você…’ Grrrr, que raiva desse sorrisinho confiante. ‘Eu esqueço essa investigação, apago todos os seus dados do meu sistema e a gente nunca mais vai se ver.’

‘Você é bem espertinho, hein? Você sai ganhando nas duas situações. Se… se você gozar até perder as forças, “Ponto para o John Suh”. Se eu não conseguir te deixar assim, você me manda pra cadeia e novamente “Ponto para o John Suh.”’ eu suspirei.

Um risinho rouco escapou pelos lábios dele.

‘Você fala como se não estivesse afim disso, né?’

‘E como sabe que eu estou tão afim disso, quanto você?’

Ele passou a língua por dentro da bochecha e o seu olhar era intenso.

‘Eu já disse que sou um observador nato. Mas, nesse caso… eu nem preciso ser o melhor detetive de Chicago pra saber disso. O que tem debaixo da sua camiseta já denuncia, sem eu precisar me esforçar.’

Olhei para baixo, para constatar que eu não estava usando sutiã e que realmente, os sinais de que eu estava maluca por aquele homem estavam bem eretos e visíveis. Engoli à seco. John voltou a dar um riso rouco e de repente, seus braços já estavam em volta de mim e os seus lábios já estavam colados e moldados aos meus. Por efeito do champagne aquele dia, eu não conseguia sentir o gosto real dele, e incrivelmente, sóbria e ansiosa como estava, eu mal pude acreditar em como o gosto da boca dele podia ser melhor ainda. A língua dele invadiu a minha boca com delicadeza e eu entrelacei a minha à ela. As mãos dele percorreram as minhas costas, os dedos massageando o vale que separava a minha lombar. Minha pele se arrepiou da cabeça aos pés. Ele interrompeu nosso beijo, para me fitar com os olhos ardentes.

‘O que eu mais adoro em você, é o jeito como você corresponde à mim… é… delicioso.’ 

Ele voltou a me beijar, com mais intensidade, fazendo até mesmo nossos dentes se chocarem levemente. Eu voltei a subir minhas mãos sobre a sua camisa, decidida a fazer todos aqueles botões se abrirem. Ele percebeu minha vontade e se afastando do beijo, sozinho ele abriu a camisa com voracidade, fazendo pelo menos uns dois botões saírem voando. Mas, o peitoral e o abdômen dele estavam bem ali à minha frente, expostos em uma perfeição quase divina. Ele se livrou do que restou da camisa verde musgo, jogando-a no chão. Uma das suas mãos agarrou meu maxilar, enquanto ele voltava a colar nossos lábios e a outra desceu até a barra da minha camiseta, levantando-a, enquanto as pontas dos seus dedos faziam uma expedição pela minha pele nua, abaixo do tecido. 

Era oficial, eu já havia perdido o controle novamente. Ou talvez, quando se tratava de Jacob Lee ou John Suh, eu nunca o tivesse, nem por um segundo. E o pior, isso não era assustador de forma nenhuma. Eu gostava de não ter ideia de quais seriam seus próximos movimentos em relação à mim. Isso me excitava. 

As mãos dele conseguiram levantar minha camiseta até o ponto, onde eu não tive outra opção a não ser arrancá-la pela cabeça. Ele me içou com os seus braços fortes, me obrigando a abraçar o corpo dele com as minhas coxas. Ele deu passos errantes até que as minhas costas pudessem se encostar, eretas, sobre a parede mais próxima. Pela primeira vez eu sabia o que era ser mais alta do que ele e a visão dos seus olhos, de cima, me fez suspirar. Com os lábios contorcidos em um sorriso mínimo, ele desceu-os do meu pescoço até o meu colo. Eu respirei fundo, antecipando qual seria a próxima ação que ele tomaria. Quando eu senti novamente o toque da sua língua úmida e morna sobre a minha pele, o primeiro gemido escapou dos meus lábios quase automaticamente. Ele envolveu um dos meus seios com a boca, enquanto o meu braço procurava inutilmente uma superfície para se agarrar, na parede lisa. Decidi então, entrelaçar meus dedos no seu cabelo escuro e macio. Eu estava mais do que certa no outro dia. Eles eram perfeitos para agarrar e puxar com leveza. Ouvi-o suspirar contra o meu peito, assim que eu fiz isso. Um sorriso satisfeito se abriu nos meus lábios. Ele se afastou dali, ofegante. 

‘O-onde fica a cama?’ ele me abaixou até o chão novamente. Eu agarrei o braço dele sem dizer nada, levando-o até a terceira porta à direita da sala, onde meu quarto ficava. Não me importei se a cama ainda estava desarrumada, com os lençóis revirados. Eles ficariam ainda piores. 

Joguei o corpo dele sobre o colchão, subindo nas coxas dele, apertando-as entre as minhas. Desci o abdômen dele com a ponta das unhas, sentindo cada poro dele se arrepiar com o meu toque. Ele tinha uma trilha de pêlos que descia do umbigo até o infinito e além por baixo das calças. Sem pensar duas vezes, agarrei a sua ereção com uma das mãos, por cima do tecido grosso do jeans preto que ele usava. Ele jogou a cabeça para trás, suspirando alto. Eu mordi o lábio, descendo e subindo a minha mão ali, estreitando o aperto dos meus dedos. Com a outra mão, eu voltei a agarrar seus cabelos, trazendo seu rosto próximo ao meu. Eu mordi o lábio inferior dele, enquanto eu sentia uma das suas mãos agarrar minha bunda, antes de estalar um tapa ali. Eu fui tomada pela surpresa e gemi baixinho. Ele colocou as duas mãos sobre a minha cintura, me fazendo sentar sobre a sua coxa direita. 

‘Sabe o que tem de fazer, não sabe?’  ele sussurrou. 

Eu assenti, enquanto sentia os lábios dele se aproximarem do meu pescoço novamente. Seus dedos subiram até as pontas do meu cabelo úmido, se enrolando ali. Eu respirei fundo, começando um movimento de vai e vem sobre a sua coxa tesa. O tecido da minha calcinha e do shorts de pijama, entrando em atrito com o jeans dele, sobre a minha parte mais sensível, me deixou com frio na barriga. Os beijos quentes e lascivos de John no meu pescoço, misturados à aquele estímulo gostoso, me fizeram sussurrar o nome dele, involuntariamente.

‘John…’ 

Ele riu sobre a minha pele. 

‘O que foi, ______?’ 

________. Ninguém jamais me chamou de _____ daquele jeito. Como se o meu nome fosse uma superfície frágil, onde você deve tocar com cuidado. Eu pensei que seria impossível ouvir meu apelido nos lábios de outra pessoa, a partir desse instante. 

‘Eu…’ A verdade é que eu não queria dizer nada. Só queria deixar o nome dele escapar dos meus lábios com a mesma intensidade que o meu saiu dos dele. Eu queria dar à John a mesma sensação de frio na barriga e cabeça vazia que eu estava tendo. Queria que ele se sentisse tão bem quanto eu me sentia. Ele estreitou o aperto na minha cintura, me guiando nos movimentos sobre a sua coxa, me fazendo arfar. ‘Johnny…’ 

Eu o chamei de Johnny num momento de completa falta de controle mental. Meus olhos se abriram em direção aos dele, e ele sorria. Ele havia gostado. 

Ele me levantou, o suficiente para rolar o corpo sobre o meu, em cima da cama, trocando nossas posições. Ele beijou meus lábios com vontade, levando a mão até a barra do meu shorts do pijama, forçando-o para baixo. O dejavú da outra noite me abateu. Eu levantei meu quadril levemente, para facilitar o trabalho dele. Ele puxou além do shorts, minha calcinha também. Alguém estava impaciente.

Eu não perdi tempo em abrir a fivela do cinto dele, desajeitadamente e  depois, o botão da sua calça. Assim que já tinha se livrado das minhas roupas, ele me ajudou na missão de me fazer livrá-lo das dele. Ele puxou o zíper da calça e puxou o cós para baixo, terminando de baixar o tecido pelas pernas, usando os tornozelos. Ele se atrapalhou para tirar as botas de cano baixo dos pés, o que me fez rir. 

‘Está ansioso, Johnny?’ Os olhos dele se abriram, junto com os lábios, surpresos. 

‘Do que me chamou?’ 

‘Johnny.’ eu respondi, baixinho, temendo que eu tivesse estragado tudo com aquele apelido inventado improvisadamente. 

‘É assim que eu quero que me chame daqui pra frente. Só assim.’  Ele abriu minhas pernas com delicadeza, se colocando no meio delas. Eu conseguia sentir a ereção dele contra o meu clítoris, por baixo do tecido leve da boxer preta que ele usava. 

‘Pode parar de me torturar assim?’ eu perguntei, angustiada, enquanto ele se preocupava em me analisar com os olhos de mel, intensa e profundamente. 

‘Como eu posso parar?’ ele perguntou, com um riso rouco. 

‘Você sabe, John...’ ele diminuiu o sorriso. ’ny'. eu acrescentei rapidamente, fazendo-o sorrir de novo. 

‘Quero que você peça, quero que diga o que quer, com esses lábios lindos.’ Ele desceu sua mão pelo meu abdômen contraído até alcançar a minha virilha. Como ele podia esperar que eu soubesse responder qualquer pergunta na minha vida, com o toque daqueles dedos bem ali?

‘Eu… eu…’ a ponta do seus dedos alcançou meu clítoris, fazendo uma massagem lenta em círculos. Meu cérebro se acendeu um pouco, só porque eu queria provocá-lo do mesmo jeito que ele estava fazendo comigo. Eu abri meus olhos, que estava fechados por conta do torpor, e encarei os dele, bem de perto. Tentei manter a voz firme. 

‘Eu quero… te fazer gozar muito. Quero você em mim, agora. É isso o que eu quero, Johnny.’ 

Eu mal havia terminado de falar e ele já havia baixado a borda da sua cueca para baixo e se livrava dela. Senti meu estômago se contrair, pensando em como seria senti-lo. Se apenas com a droga da língua e dos dedos, ele era capaz de me deixar de joelhos, o que ele podia fazer com…

Ele se posicionou em mim, penetrando-me aos poucos. Os quadril dele se chocava com a parte interna das minhas coxas a cada vez que ele se empurrava para dentro por mais um pouco. Eu arquejei, sentindo meu corpo se flexionando para abrigá-lo inteiramente. Johnny não era só um cara grande na altura e na largura, e eu me dei conta disso, ao perceber o quanto ele havia conseguido me preencher. 

‘Tudo bem?’ ele sussurrou. Eu assenti, sem dizer nada. Me ajeitei sob o corpo dele, esperando a primeira estocada, tentando relaxar todos os meus músculos. E ela veio, arrancando um gemido sôfrego do fundo da minha garganta. Ele subiu uma das mãos até o meu seio, apertando-o de um jeito que não melhorava minha situação. Eu sentia que podia cair em loucura, em qualquer segundo. Agarrei os cabelos dele na nuca, como uma resposta silenciosa à pergunta dele. Eu ouvi um rosnado baixo escapar dos lábios dele, enquanto ele começou a se movimentar dentro de mim, para frente e para trás. Eu não conseguia formular nenhuma frase concreta naquela situação, e por isso apenas palavrões ditos de forma ininteligível eram as únicas coisas que saíam da minha boca, a cada vez que o corpo dele se chocava contra o meu, preenchendo-me por inteiro. 

‘Precisa confiar em mim de novo.’ Ele disse depois de dar um gemido lânguido ao me penetrar novamente. Eu encarei os olhos dele sobre mim. Johnny estava num estado de torpor e os lábios dele estavam úmidos e entreabertos. A visão mais bonita e excitante que eu já tive na vida. Eu assenti, incapaz de conseguir falar nem mesmo um ‘sim’. A mão que estava no meu seio subiu pelo meu colo até o pescoço, e ele fechou os dedos em volta dele, primeiro suavemente e depois com força, enquanto  aumentava a velocidade e a força do movimento das suas estocadas. Eu sentia vontade de gemer alto e não conseguia, por conta da sua mão, que bloqueava minhas cordas vocais e as vias aéreas. Quando achei que fosse desmaiar de prazer, ele me soltou do aperto, com um sorriso nos lábios. 

‘Você gostou disso?’ ele perguntou, sem interromper seu movimento. Eu sentia meus olhos molhados e precisei piscar algumas vezes para conseguir focar em seu rosto novamente. Eu pensei na sensação de agonia misturada ao prazer que eu estava sentindo e mesmo parecendo estranho demais, era delicioso. 

‘G-gostei.’ 

Ele sorriu, beijando os meus lábios com calma, enquanto movia os quadris para dentro e para fora. Ele levantou um dos meus tornozelos, alcançando um ângulo diferente. Senti minha espinha arrepiar. Ele tinha achado o maldito lugar. Pelo jeito como os meus olhos se arregalaram e eu agarrei o colchão ao meu lado, ele percebeu. Suas mãos se voltaram ao meu pescoço, apertando delicadamente. Ele aumentou a velocidade novamente, e eu podia ouvir o barulho dos nossos corpos se chocando. Era inebriante, delicioso, eu podia ouvir aquele som para sempre. Assim que eu senti meus pés se contraírem e meu estômago se contorcer, eu avisei à ele, com a voz fraca por conta do seu aperto em volta do meu pescoço:

‘Eu… eu vou…’ ele lançou seus lábios sobre os meus novamente, sussurrando com seu hálito quente sobre eles. 

‘Espere por mim, ____, eu estou quase lá.’  ele pediu, com a voz suplicante. Ele se apoiou no colchão com um dos cotovelos, juntando as nossas testas, sem soltar a outra mão da minha jugular. Seus movimentos ficaram ainda mais rápidos, enquanto nossos gemidos com vozes roucas ricocheteavam pelas paredes do meu quarto. Novamente, meus olhos liberaram lágrimas de prazer, quando o orgasmo me atingiu em cheio. John havia chego lá também. Consegui sentir seu líquido me preenchendo, enquanto ele deitava o corpo exausto sobre o meu. Estávamos úmidos de suor, ofegantes. Minhas pernas jaziam abertas e amolecidas em volta do corpo dele, mas eu não queria desfazer aquele abraço. Queria manter Johnny e o seu coração acelerado perto do meu. Queria o cheiro do corpo dele próximo do meu nariz, queria o seu cabelo macio envolvido nos meus dedos. Queria continuar a senti-lo dentro de mim, como se ele tivesse sido moldado perfeitamente para isso. 

Eu concluí, sem saber se isso era bom ou ruim, que eu estava completamente entregue à John Suh. De corpo, alma e mente. Eu, que estava acostumada a deixar os outros entregues à mim, oferecendo seus mundos e fundos. De repente, eu me dei conta que eu não estava ali só porque queria me ver livre da Polícia. Eu fiz aquilo porque queria fazer. Porque eu queria Johnny. 

Ele não se moveu nem um centímetro de cima de mim. Eu soltei o agarro dos seus cabelos, para acariciá-los, fazendo um cheiro doce de côco invadir minhas narinas. Ele subiu o rosto na direção do meu, apoiando seu queixo no meu colo. 

‘Acho que… temos um impasse no nosso acordo.’ ele disse, com a respiração ainda levemente esparsa. 

Senti minha pele se arrepiar, e engoli à seco. Eu não havia conseguido fazê-lo se sentir tão bem quanto eu. Era o meu fim, ele ia me denunciar e eu estaria ferrada para sempre e…

‘Eu prometi que nunca mais iríamos nos ver. Mas, essa é uma promessa que eu não quero cumprir, ____.’ 

Eu soltei a respiração que eu mantive presa sem perceber, em alívio. Eu dei um riso baixo, vendo-o me encarar com aqueles olhos lindos e intensos, com um sorriso mínimo nos lábios. 

‘Então… você está abandonando a investigação? Não vai me entregar?’ 

‘Se você me prometer algo.’ 

‘Mais promessas, Johnny?’ 

Ele riu, beijando minha pele. 

‘Desista da sua carreira de golpista e fique comigo.’ 

‘F-ficar contigo?’

Ele assentiu, com os olhos bem abertos, como se fosse um menino prometendo ser obediente. Meu coração se acelerou um pouco. 

‘Johnny…’

‘Deve ter percebido que… eu posso te dar uma vida confortável. Bem confortável. Você não precisaria seduzir nenhum cara velho e nojento nunca mais.’ 

Eu acariciei o rosto dele com calma. 

‘Não acha que é meio precipitado, me pedir algo assim, nessa situação?’ 

‘E quando é o momento?’

Eu sorri, encarando os olhos grandes e lindos dele.

‘Eu espero um primeiro encontro muito legal, antes de conseguir decidir se quero voltar a enganar homens ricos com mil e uma identidades ou te fazer gozar muito pelos próximos tempos.’ 

Ambos rimos. A droga do gozar muito, seria a nossa piada. Ele desceu uma das mãos até a minha, entrelaçando nossos dedos. 

‘Então é só isso? Um primeiro encontro?’

‘Digamos que não tivemos um primeiro encontro muito… convencional não é? E de verdade, acho que nunca tive um.’ 

Ele ficou ali me encarando um pouco, antes de se afastar do meu corpo, se levantando sobre o colchão. As proporções do corpo dele eram perfeitas. Acho que se eu  me esforçasse um pouco mais, podia desenhar o Homem Vitruviano sobre ele, mentalmente. 

‘Vou cumprir a primeira parte do nosso acordo, _____. Você precisa ficar bem quieta.’ 

Eu assenti, me sentando na cama, cruzando as pernas. Ele pegou o celular que estava caído entre o montinho que as suas calças faziam no chão. Discou um número e sentou-se na beirada da cama, com o telefone no ouvido. 

‘Sargento Barlow? John falando… Senhor, tenho más notícias. A pista que eu segui no Leilão era falsa. Os malditos russos, donos da quadrilha, já fugiram com os milhões de dólares à essas horas. Passei esses dias tentando descobrir e rastrear… mas acho que não cabe mais em minha jurisdição.’ 

Eu coloquei as mãos na boca, tampando uma risada. Johnny se virou para mim, sorrindo e dando uma piscadela. 

“Com certeza, senhor. Chegando em casa, eu te mando todos os relatórios da minha minuciosa investigação…’ ele revirou os olhos, fazendo uma careta. 'Espero que eu não seja mais inútil aos serviços da Polícia… Isso é ótimo, obrigado Senhor. Até.’ 

Ele desligou a ligação, largando o celular no colchão e vindo até mim. 

‘Sua vez, de cumprir o acordo.’

Eu balancei a cabeça, negando. 

‘Até que você me leve para um encontro… não posso prometer nada.’ 

‘Então vamos agora!’ 

‘Não! Você está com uma camisa arruinada, e se saírmos agora vai ser algo improvisado demais. Não quero isso.’

‘Então… amanhã?’

Revirei os olhos. 

‘Amanhã, Johnny. Trate de selar o seu cavalo branco, por favor.’ 

Ele deu um sorriso largo, beijando meus lábios mais uma vez. 

 


Notas Finais


Todos vivos? HAHAHAHAHA
Quando eu disse que essa era a história mais diferente e gráfica que eu já havia escrito, eu não menti, não é? Espero que esse novo gênero, que ~talvez~ se faça um pouco mais presente por aqui, tenha agradado à todos. Me contem aqui nos comentários o que vocês acharam, ok?
Nos vemos na próxima história! <3


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