História O Colecionador de Problemas - chanbaek ; pcy x bbh - Capítulo 9


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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol
Tags Baekhyun, Baekyeol, Byun Baekhyun, Chanbaek, Chanyeol, Exo, Hot, Lemon, Park Chanyeol, Slash, Smut, Yaoi
Visualizações 70
Palavras 1.392
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Sugestão de trilha sonora: Nothing Else Matters - Metallica

Boa leitura ♡

Capítulo 9 - Duas sentenças


Fanfic / Fanfiction O Colecionador de Problemas - chanbaek ; pcy x bbh - Capítulo 9 - Duas sentenças

 5:38 a.m.

Baekhyun

Eu jamais imaginaria que os dois melhores dias da minha vida seriam na casa de alguém como Park Chanyeol. Foram dois dias em que eu pude estudar em paz e ter aulas de química exclusivas, jogar videogame, assistir filmes e comer comidas gostosas, assim, tudo junto. Tudo perfeito. E foi por essa perfeição toda que ao acordar hoje, quase às seis horas da manhã com meu pai chamando minha mãe de "piranha desempregada", percebi que nem tudo que é bom dura pra sempre. Bem contra gosto, enquanto meus pais discutiam por algum deles ter perdido a conta de água do mês, levantei da cama e fiz tudo que deveria, desde estender o lençol até ir à cozinha comer alguma coisa, afinal era impossível que esses dois não tenham feito comida enquanto estive fora (e, na verdade, descobri que era possível sim, já que nada encontrei além de pães dormidos e algumas goiabas a beira do vencimento as quais usei pra fazer um suco).

Depois de vestir minha camisa preta de botões devidamente passada, meus jeans detonados e meus coturnos há muito desbotados devido ao uso constante, dou uma olhada na minha imagem no espelho do meu quarto. O frio da manhã se fazia presente, então acabei optando por colocar um casaco jeans por cima da camisa de mesma cor. Ao me convencer de que estou "ok", vou para a sala procurar alguns livros para finalmente sair daquele pequeno inferno que era minha casa e ir para um maior, que era a minha escola. Olho rapidamente o horário no meu celular quando chego perto da porta para ir embora e vejo que ainda são seis e dez, bem mais cedo do que estou acostumado a sair. Encontro meu pai sentado na sua poltrona como sempre, tomando um copo de café preto que sei que logo será substituído pela bebida mais forte que tiver na cozinha, já que estava de folga e não precisava se dar ao "sofrimento" de ir trabalhar sem ingerir uma gota de álcool. Ele evitava beber na minha frente, como se sentisse algum tipo de culpa, de uma maneira totalmente hipócrita considerando o péssimo pai que ele era.

— Já está pronto, campeão? — meu pai questiona, por incrível que pareça, percebendo que eu havia me arrumado mais cedo que o normal. Não que houvesse algum motivo além da vontade de sair logo de casa antes que minha mãe saísse do banho reclamando de qualquer coisa sem cabimento.

— Sim, estou — respondo tentando transparecer naturalidade, apesar de não ter muita credibilidade na minha atuação.

— Quer uma carona até a escola? — ele oferece, soando bizarro aos meus ouvidos. Meu pai de fato nunca se importara se eu ia pra escola a pé ou não, o que significava que algo (muito ruim ou muito bom) iria acontecer.

— Bebeu? — pergunto para ele, apesar de saber só pelo tom de voz que ele não havia bebido nada além do café preto que habitava o copo em sua mão.

— Não, Baekhyun — ele ri soprado, aparentando estar chateado, mas sei que ele provavelmente não liga pra isso. — Posso ser um bêbado fodido, mas é justamente por isso que não tenho dinheiro pra pagar uma multa de trânsito caso a polícia me pegue levando meu filho menor de idade pra escola enquanto estou alcoolizado. Quer ou não a carona?

— Certo. Então... Hm... Quero?

— Espere no carro, vou estar lá em cinco minutos.

|×|

O rádio tocava baixo Nothing Else Matters, do Metallica. Assim como eu, meu pai sempre fora amante da música ocidental, variando do indie e do folk ao rock e o punk, apesar de ambos termos uma leve aversão ao pop dance. Ao menos alguns costumes e gostos eu deveria ter herdado do meu pai, e agradeço aos céus por estes serem o bom gosto musical, o jeito na cozinha e a paixão por carros retrô. Meus dedos batucavam no ritmo da música o lado de fora da porta do Impala vinho de meu pai, ao passo em que ritmava nasalmente acompanhando a voz de James Hetfield.

Meu pai puxa seu maço da Marlboro de dentro de seu bolso, acendendo-o no primeiro sinal vermelho em que paramos com seu isqueiro azul marinho. Apesar de nunca ter me interessado por cigarros, respiro fundo ao passo em que ele libera a primeira nuvem de fumaça, inalando o cheiro amargo e sentindo-o arder em meu peito. Nada muito diferente do que eu sentia diariamente em toda e qualquer situação da minha vida — uma queimação amarga e sufocante nos meus pulmões, ressaltando apenas o quanto eu sou fraco demais pra sobreviver nesse mundo de merda.

E na minha vida de merda.

— Então, solta o verbo, meu velho — peço, buscando entender o real motivo de ele me oferecer uma carona.

— Não entendi, Baekhyun — ele responde, tragando demoradamente o seu cigarro em seguida.

— Você sabe — falo dando uma risada sem graça, desacreditando que ele não tenha entendido. — Jamais se preocupa em estar perto de mim exceto quando há algo pra acontecer.

O sinal finalmente fica verde e ele volta a colocar a lata velha pra rodar, fazendo o motor roncar alto. Desvio o olhar para o lado de fora do carro, vendo a Universidade Nacional de Seul. Parando pra pensar um pouco, aquela era a faculdade mais próxima da minha escola. Será que Chanyeol era tão inteligente para conseguir uma bolsa num local tão difícil e avançado? Até onde eu pude analisar Chanyeol não aparentava ter dinheiro suficiente pra pagar as mensalidades daquele lugar. Claro que eu não me importava com isso, pois se ele não poderia pagar, eu muito menos.

Sou tirado de meus devaneios quando meu pai breca repentinamente, parando em frente à cafeteria em que eu e Chanyeol costumávamos nos encontrar pra estudar química e conversar. Franzo a testa tentando entender porque meu pai parou ali, ao invés de me levar direto para a escola.

Meu pai diz um “vamos”, então saímos do carro e entramos no local, logo buscando um lugar para sentar. Meu coração acelera ao ver que ali, na última mesa da lanchonete, vestindo um casaco jeans branco leve, camiseta polo azul marinho com os botões abertos, uma touca preta simples e seus típicos óculos arredondados na cor dourada, estava Park Chanyeol. Meu coração quase pula pela boca quando vejo meu pai se direcionar até a mesa ao lado. Um tanto desnorteado, acabo esbarrando em uma garota de longos cabelos castanhos. A mesma usa uma touca vermelha com um pompom no topo, sobretudo rosa bebê e um vestido listrado em preto e branco, combinando com os baixos saltos de couro nas mesmas cores.

— Ah, perdão — exclamo, dando um sorriso envergonhado ao notar que quase a derrubei. A mesma retribui o sorriso, dizendo um simpático "não tem problema" antes de dar dois tapinhas em consolo no meu ombro.

A morena segue seu caminho, o qual acompanho um tanto vagarosamente tendo em vista que temos o mesmo rumo e ela está à minha frente. Percebo que Chanyeol levanta o olhar quando ela se aproxima animada cumprimentando-o. O mais alto sai de sua cadeira e se curva, dando um de seus belos sorrisos. É neste exato momento que Chanyeol percebe a minha presença, primeiramente mostrando um semblante assustado, mas ao primeiro sinal de distração da garota ele abre um largo sorriso pra mim, silabando um “oi, Baek” e se sentando em seguida. Retribuo a atitude quando percebo que estou a tempo demais parado no meio da cafeteria.

— Venha, Baekhyun — meu pai me chama, então caminho rapidamente até onde ele está.

De repente, duas sentenças liberadas ao vento frio daquela manhã são capazes de mudar o nosso relacionamento e os nossos futuros inteiros.

— Filho, eu e sua mãe vamos nos divorciar — a voz grave de meu pai parece um tanto frenética com a confissão ㅡ, e você vai morar comigo em Daegu na casa que sua avó deixou de herança.

— Chanyeol, consegui o estágio pra você em um dos hospitais do meu pai — ouço a voz aguda da moça de rosa na mesa ao lado ㅡ, mas você vai ter que deixar Seul e se transferir pra outra faculdade.

E nesse instante descobrimos que nossos destinos iam para lados opostos.


Notas Finais


Oi meus amores <3 Primeiro, desculpa a demora toda pra postar. Estava corrigindo minhas outras fanfics e não tive tempo pra essa minha queridinha :(
Mas agora estou conseguindo deixar tudinho em ordem, então já estou voltando a atualizar :))
Obrigada por lerem até aqui e por terem tanta paciência com a minha pessoa.
E obrigada por estarem dando visibilidade pra O Colecionador de Problemas, vocês são incríveis ♥


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