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História O Colégio Interno - Capítulo 4


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Capítulo 4 - Não diga isso!


Fanfic / Fanfiction O Colégio Interno - Capítulo 4 - Não diga isso!

Um dia depois no colégio... (Narradora) 

Ontem não teve aula, o que resultou na liberação dos alunos por um dia - coisa rara de se acontecer -. Talvez beber muito não tenha sido à melhor das ideias...  

Com a mão na cabeça ele acorda com o maldito despertador. Seu colega de quarto - e melhor amigo - despertou junto.

— Não sei porque diabos invento de beber. — disse se jogando na cama novamente.

— Que horas você chegou ontem que eu nem vi? — perguntou seu amigo. Ele não foi à festa, uma pessoa com as ideias no lugar. 

— Não faço a mínima da ideia. — os dois riram. — Mas cara uma menina de ontem... — cobriu o rosto com o travesseiro. 

— Até quando sua imagem nesse colégio vai ser mantida em? — perguntou seu amigo se levantando. 

— Você não está entendendo, eu transei. — após ouvir isso, seu amigo parou na porta do banheiro e se virou rapidamente. 

— Ficou maluco? — gritou. — Luca você sabe o tanto de gente que circula nessas festas...

— Aí relaxa cara, foi à primeira e única vez, me deixei levar. — se levantou e seu amigo negou passando a mão no rosto. — Nem lembro mais do rosto dela, e certeza que ela nem lembra do meu. 

— Um dia que liberam e você faz merda. — ele riu. — Não tem graça Luca! 

— Thomas entra logo nesse banheiro. — seu amigo viu algo e se aproximou. — O que? — Luca passou a mão no rosto preocupado.

— Você está com um chupão enorme no pescoço. — Luca correu até o espelho...

— Ai merda! — olhou o tamanho do problema. Na hora ele nem havia sentido, mas agora o roxo em sua pele branca ficou forte. — A gola do uniforme cobre. — disse passando o dedo sobre. 

Lembranças do beijo da garota voltaram na sua cabeça e ele acabou sorrindo.

— Você olha pro limite e caga pra ele né? — disse Thomas arrancando um sorriso do amigo. — Vou tomar meu banho que ganho mais. — entrou no banheiro e Luca se jogou na cama.

A sensação de que nunca mais verá a garota é até confortante, mas chega à ser ruim. Não foi só um momento... Foi O momento. 

Mas o destino gosta de brincar com às pessoas. E o caminho deles irá se cruzar mais breve do que imaginam. 

Jully

Acordada com alguém esmurrando minha porta. Me lavantei meio zonza e levei a mão na cabeça ao sentir aquela dor horrível. Abri à porta com os olhos quase fechados. 

— Você tem uma hora para se arrumar. — só escutei a voz brava do meu pai. — Não me faz te levar desse jeito no primeiro dia. — fechei à porta irritada e fui me olhar no espelho. 

— Jesus, estou péssima. — tirei o cabelo do meu rosto. Estava parecendo um panda pelo rímel borrado. Procurei uma roupa no guarda roupa e fui até o banheiro.

As vezes é melhor parar de reclamações e aceitar que o resto da sua vida acabou. Talvez eu apronte até ser expulsa? Talvez. Mas às vezes ir para um lugar onde ninguém te conhece pode ser bom. Embora ser à novata deve ser horrível... O merda! 

Liguei o chuveiro e deixei a água me molhar por completo. Tive um vaga lembrança (sonho) da noite anterior... Eu e o menino do bar. Foi estranho porque seu rosto parecia estar com um borrão. Única coisa que me lembro é que tem olhos verdes... Agora de resto, só sua pegada mesmo. 

Lavei meus cabelos rapidamente e depois sai do banheiro. Enrolei uma toalha no cabelo e coloquei minha roupa. Apenas uma calça legging preta, uma blusa de frio cinza que ficava extremamente larga em mim e um tênis preto. 

Limpei os vestígios de maquiagem e vi pelo espelho que tinha uma mala atrás de mim. Posso ter passado da conta, mas tenho certeza que não fiz nenhuma mala. Balancei à cabeça e voltei a retirar à maquiagem. Estou com preguiça de passar qualquer coisa então vou assim mesmo. 

Tomei um remédio para dor de cabeça e depois retirei a toalha do meu cabelo. Penteei meu cabelo e escutei a porta ser aberta. Olhei pelo espelho e vi Sarah, minha madastra. 

— Dormiu bem? — fechou à porta e se aproximou. 

— Acho que sim. — voltei a pentear meu cabelo. 

— Olha, tomei à liberdade de fazer sua mala, levei em consideração às roupas que via você usando mais. — assenti. Sarah é uma boa mulher. Tive sorte em ter uma madrasta como ela. Geralmente algumas querem tomar o lugar de sua mãe, mas ela não é assim. Já ouvi uma conversa dela com o meu pai onde disse que sonha em ainda ser mãe. 

Ela me considera como filha, já até me chamou sem querer de "filha". Foi tão no automático que ela nem percebeu, eu preferi não comentar. Ela consegue ser mais carinhosa que o meu próprio pai. Pergunta como foi meu dia, se dormi bem, se estava namorando... Mas nunca consegui dar tanta liberdade para ela. 

— Tentei falar com o seu pai. — suspirou. — Ainda acho demais te mandar para um colégio interno. — me virei cruzando os braços.

— É assim que ele resolve os preblemas dele, se livrando. — encarei o chão. — Sarah você é uma ótima madastra. Mas parece que meu pai já não liga pra mim... Me tornei um peso desde que minha mãe se foi.

— Não diga isso. — se aproximou levantando meu rosto. — Seu pai te ama, mas... Desaprendeu à demonstrar isso. — neguei. 

— Talvez seja melhor eu ir mesmo, menos uma dor de cabeça na vida dele. — caminhei até minha mala. Coloquei ela na cama e abri só para ver. — Você não colocou meu perfume aqui? — olhei ela que negou. 

— Na verdade fiquei em dúvida de dois, aí deixei quieto. — riu fraco. Peguei meu perfume e coloquei na mala. De resto notei que estava tudo certo. — Queria te dar algo... — fechei à mala e me virei. 

— O que? — me estendeu uma caixinha. Abri e havia uma pequena correntinha. 

— Sempre deixei claro que jamais roubaria o lugar da sua mãe... Mas quero que saiba que te considero minha filha, e vou senti sua falta. — olhei aquela correntinha. Sorri quando vi a minha imagem com à dela gravada...

— É linda. — sorriu.

— Vira ela. — apontou para a correntinha. Virei ela e senti um pequeno aperto no coração. Havia uma foto minha com à minha mãe... Devia ter meus 11 anos. Senti às lágrimas brotarem e abracei ela. 

— Obrigada! — digo chorando. 

— Magina. — me abraçou. — Você tem um futuro gigante pela frente... Seja lá o que for fazer estarei te olhando, rindo ou chorando. — acabei rindo. 

— É, talvez será chorando de desgosto. — me separo rindo e limpo o rosto. — Me ajuda? — estiquei a correntinha. Lavantei meu cabelo úmido e ela colocou para mim. Me olhei no espelho e passei o dedo sobre ela. 

— Vamos? — perguntou pegando a mala e eu assenti. Peguei só meu gloss de morango e coloquei no bolso da blusa 

Desci às escadas correndo e esperei Sarah com à mala. Meu pai estava do lado de fora olhando à hora no relógio de pulso. 

Sarah passou com a mala e eu fechei à porta. Entrei no carro sem falar nada e encostei a cabeça no banco fechando os olhos.

[...]

Só abri os olhos novamente quando senti o carro parar novamente. Olhei pela janela e vi a imensidão da escola. Que lugar grande... 

Desci do carro e abracei meus cotovelos nervosa. Aí que sensação de que vou vomitar... 



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