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História O Colégio Interno - Capítulo 5


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Notas do Autor


Me desculpem os erros. Boa leitura :)

Capítulo 5 - Você está bem?


Fanfic / Fanfiction O Colégio Interno - Capítulo 5 - Você está bem?

Fiquei olhando aquele local e notei alguns olhares em mim. Todos andavam uniformizados e aquilo fazia meus olhos sangrarem... 

Meu pai começou à caminhar e Sarah me encorajou a ir junto. Peguei minha mala e fui levando comigo. Estava estampado na cara de todo mundo. "Aluna nova?" "Gente, uma garota nova". Pela mor de deus, parece que nunca viram alguém na vida.

Entramos na escola e tudo parecia dez vezes maior. Olhei cada canto analisando tudo. Grupinhos de meninas eram vistos cochichando em um canto. Os meninos cutucavam alguns dos seus amigos e apontavam para mim. Revirei meus olhos, coloquei meu capuz e coloquei minha mão livre no bolso da blusa. 

Andei tanto que já me perdi aqui dentro. Paramos em uma espécie de recepção e eu olhei em volta novamente. Havia alguns quadros nas paredes, professores, alunos bla bla bla. 

— Senhor Collins? — escuto uma voz de mulher e viro meu rosto. Morena, magra, alta mas levo em consideração o salto. Uma roupa social na parte de cima e uma saia justa que ia até seu joelho na parte de baixo. Quem precisa de regras não é mesmo? 

— Diretora Smith. — disse meu pai cumprimentando ela. 

— Por favor, entrem. — nos deu passagem e nós entramos. 

Sua sala era grande. Um tom leve avermelhado deixava o lugar mais bonito. 

— Você deve ser Julliana. — disse me olhando. 

— Jully. — digo forçando um sorriso. 

— Filha tire o capuz. — revirei os olhos discretamente e retirei meu capuz. 

— Pode se sentar Julliana. — apontou para um cadeira e eu me sentei. — Bem, fico feliz que o senhor tenha escolhido nossa escola para o melhor aprendizado da sua filha. Temos à melhor rede de ensino e disso os senhores devem saber. 

— Sim, faz um tempo que venho pesquisando. — disse meu pai e eu não ousei olhar para ele. — Também tem vários cursos que agregam no ensino deles. — assentiu à diretora. 

— Bem, quero deixar vocês que são os pais dela...

— É... — Sarah cortou ela. Sabia o que ela ia falar, por isso tomei à frente.

— São meus pais sim! — digo olhando à diretora. 

— Pois bem. — pegou uns papéis. — Quero deixar vocês por dentro de todo o ensino. As notas e desenvolvimento de sua filha são enviados semanalmente para vocês por email. Ela só poderá voltar para casa no final de semana, mas tem a opção de ficar aqui caso queira. 

— Os materiais dela... — disse meu pai e ela sorriu.

— Tudo é incluso com à mensalidade. Sua filha tem total acesso à todos os livros das aulas, serão entregue no quarto dela. 

Ela continuou falando mais um monte de baboseira. Parei de prestar atenção e fiquei procurando ponta dupla no meu cabelo. 

— Acho que ao todo é isso. — à diretora disse se levantando. — Seja muito bem vinda a escola Julliana, tenho certeza de que vai adorar. 

— Não tenho dúvidas disso. — abri um sorri e voltei à ficar séria como forma de deboche.

— Aqui está seu quarto. — me entregou um papel e eu li. Setor B, quarto 25. — Foi escolhida uma pessoa para fazer um pequeno tour pela escola com você. — tudo o que eu menos queria. 

— Bem, obrigada novamente diretora Smith. — disse meu pai sorridente. 

— Magina, foi um prazer. — abriu à porta. — Julliana, pode deixar sua mala e se despedir dos seus pais. Levamos até o seu quarto. — só assenti e caminhamos para fora da escola.

[...]

Sarah e meu pai pararam ao lado do carro e ficaram me olhando.

— Bem Jully, espero que goste da sua pequena estadia aí. — disse Sarah e eu acabei rindo. — Nos vemos logo. — nos abraçamos e ela entrou no carro. 

— Acho que é isso né. — digo olhando para o meu pai. — Conseguiu se livrar da sua filha. 

— Sabe que eu jamais queria isso. — cruzei os braços olhando em volta. — Estou fazendo isso pelo seu bem.

— Meu bem? — olhei ele. — Alguma vez já me perguntou o que me fazia bem? 

— Suas festas te faziam bem. — revirei os olhos. 

— Meus momentos com você me faziam bem senhor Collins... Algum momento me perguntou sem estar bravo o porquê de tudo isso? 

— Me falaria se perguntasse? — suspirei encarando o chão. 

— Sinto falta dela todos os dias pai. Vou em festas porque se eu ficar naquele quarto é capaz de desidratar de tanto chorar. Fico bebendo porque sou capaz de enlouquecer se deixar os pensamentos me dominar... Você se distanciou sem motivo nenhum. — senti meus olhos ardarem com vontade de chorar mas segurei firme. — Pode querer o meu bem, mas tudo que fez nesses últimos anos foi me machucar.

— Jully... 

— Não precisa vir me buscar no final de semana, vou ficar aqui. Tenha uma boa estadia. — virei meu corpo e sai andando em direção à escola novamente. No olhei para trás e passei à mão no rosto limpando às lágrimas que caíram..

Não prestei atenção e acabei esbarrando em alguém. Uma coisa acertou em cheio no meu pé e eu mordi os lábios me segurando para não xingar meio mundo. 

— Me desculpe, você está bem? — segui à voz da pessoa e vi um garoto. Seus cabelos tinham um tom castanho médio, olhos escuros e pele levemente bronzeada. Seu uniforme estava bem ajustado e seu perfume era gostoso... 

— Não, acho que perdi um dedo. — ele deu risada e eu encarei ele. — Qual à graça? — pergunto seca e ele fica sério. 

— Nenhuma, foi mal. — se agachou e pegou o livro. — Aluna nova? — assenti. — Me chamo Thomas, estou no terceiro ano. 

— Ah. — assenti lentamente. 

— Não vai me falar seu nome? 

— Deveria? — arqueio uma sobrancelha. 

— Bem, fazer amizade aqui não é fácil, tem sorte de ter trombado comigo. — segurei o riso.

— Quase perdi um dedo por um livro de... — levantei seu livro vendo à matéria. — Química, e chama isso de sorte? 

— Sorte não ter perdido um dedo. — abriu um sorriso e eu quase dei um soco nele. — Gostei do seu estilo, bem... Seu estilo.

— Nem sabe do meu estilo. — cruzei os braços. 

— Estou conhecendo agora. — piscou e escutamos um sinal. — Preciso ir, foi um prazer te conhecer... — esperou eu dizer meu nome.

— Beth. — digo com um sorriso falso.

— Foi um prazer Beth. — saiu andando em uma direção. 

— Igualmente... — olhei ele andando. — Palhaço! — dei risada sozinha e voltei à andar. 

— Hey! — me viro ao escutar um grito. — Você é a Julliana né? — uma garota loira se aproximou sorridente. Uniformizada pra váriar. 

— Sim, você é? 

— Me chamo Emilly Armand. Mas pode me chamar de Lia. — assenti. — Sou responsável por te acompanhar em um tour hoje. O que dou graças à deus, ia ter avaliação de química e eu nem estudei. — acabei rindo porque ela fez uma voz engraçada.

— Tudo bem. — começamos à caminhar. 

— A diretora te passou às regras? — perguntou enquanto caminhava.

— Deve ter passado, mas estava em outro mundo. — rimos. — E me chame de Jully, sinto que estão bravos comigo quando me chamam de Julliana. 

— Jully, fofo. — sorriu. — Bem, podemos ir? — assenti. 

Começamos à caminhar e graças à deus estavam todos em aula. A escola era bem dividida, alunos do primeiro, segundo, terceiro... Fora o ensino fundamental que ficava em outro prédio ao lado, mas esse não preciso conhecer. 

Já vi coisas sobre colégios internos, e tudo o que Lia me disse era quase igual. Tem o dormitório dos meninos, que fica separado do das meninas. Tem uma quadra de basquete e uma área grande para futebol de campo. Tem às líderes de torcida, que são às populares do lugar. Fora isso, aqui tem oficinas como artes, dança, canto, luta... Tem um ginásio com piscina, mas isso são para os alunos atletas. 

Os lugares das oficinas ficam no segundo andar é tudo bem legal até. A sala de música é enorme e contém instrumentos diversos. A de dança também é um grande espaço com um espelho enorme, e todos seguem essa linha. 

Também tem uma biblioteca que é imensa, tudo aqui é enorme senhor. Tem de tudo aqui, desde livros para ler em lazer, até livros sobre estudo das matérias. 

Depois de tudo isso ela me mostrou os dormitórios, eles ficam no terceiro e último andar da escola. O espaço é bem grande e o dormitório dos meninos fica na direção contrária da nossa. Lia me deu um alerta sobre isso. Se me pegam nesse corredor dos meninos é advertência grave, é terminantemente proibido! 

— Qual o seu quarto? Não perguntei à diretora. — peguei o papel no meu bolso. 

— Setor B, quarto 25. — forcei um sorriso e ela abriu um enorme. 

— Seremos colegas de quarto. — me abraçou saltitante e eu fiquei parada. — Desculpa, é que minha colega de quarto saiu da escola semana passada. — assenti. — Vem! — pegou na minha mão e saiu me puxando. 

Notei que os quartos tinham um bom espaçamento entre um e outro. Também notei que algumas portas eram decoradas, achei brega. 

Lia parou em uma porta e ficou me olhando.

— Bem vinda ao seu novo quarto. — me encorajou a abrir e eu levei à mão na maçaneta.

Entrei no quarto e fiquei surpresa com o que vi... É tudo muito, claro? 

— A decoração ainda é da última moradora, queria esperar a minha nova colega de quarto. — olhei para trás. — Acho que pela sua cara não deve gostar de rosa. 

— Não desse jeito. — rimos. Olhei que em uma das camas haviam dois uniformes. — Meu uniforme? — pergunto me aproximando. 

— Sim, mandam dois porque não sabem sua numeração ainda. Depois você passa e recebe mais três. — assenti. — Você quer conhecer o resto da escola entes de explorar o quarto? 

— Pode ser. — deixei o uniforme e sai do quarto.



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