História O combate final de Sailor Moon - Capítulo 8


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Categorias Sailor Moon
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Palavras 1.689
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 8 - Assuntos de família. Uma má notícia


Sol. Pássaros. Tranquilidade. Usagi caminhava novamente pela floresta onde encontrou em sonhos Queen Serenity... Desta vez não seria diferente. Foi quando se aproximou da mesma queda de água que Queen Serenity sussurrou o nome de Usagi. Quando esta se aproximou da desastrada rapariga falou-lhe apressadamente:

- Usagi reúne todas as Sailor Senshi hoje à tarde no templo da Rei, tenho novidades nada agradáveis... – fez uma pausa olhando para a expressão confusa da rapariga à sua frente, continuando – Não posso adiantar mais nada para já. Espero por vocês.

E de repente, a mãe do passado de Usagi desvaneceu-se por entre a ligeira bruma que assolava o sítio... Usagi reparou na melancolia da canção entoada pela água, na tristeza do piar dos pássaros e até na agressividade do vento... Sim... Mesmo em sonhos tudo indicava uma mudança para o pior, e também ela conseguia sentir que tudo estava a mudar. Tinha de se preparar e de enfrentar o pior. Mas não sabia como. Lentamente começou a despertar para o mundo real. Começou por ouvir os já rotineiros ruídos matinais. O seu pai a descarregar o autoclismo, o carteiro que tocava à campaínha para entregar as cartas, a sua mãe a cantar enquanto preparava o pequeno-almoço, os pássaros chilreantes que tinham um ninho num ramo que ficava perto da janela do seu quarto... De facto eram os ruídos de sempre. Porém, a rotina havia sido quebrada, e Usagi apercebeu-se disso quando ouviu uma voz muito perto dela:

- Acorda Usa! Se dormires demasiado perdes o pequeno-almoço!

Uns fascinantes olhos azuis fitavam-na. Mamoru-Chiba estava no seu quarto, a dar-lhe a sua versão de bons dias. Usagi sorriu quando ouviu a voz dele, e estremunhada respondeu:

- Era mais romântico se me trouxesses o pequeno-almoço à cama! – brincou ela.

- Eu tinha pensado em fazer isso... Mas a tua mãe já se tinha adiantado! – informou Mamoru enquanto apontava para um tabuleiro cuidadosamente preparado com as mais variadas coisas, pousado na secretária.

- Aquilo é tudo para mim?! – exclamou quando viu a comida que se apresentava à sua frente.

O tabuleiro rosa continha precisamente uma torrada, um sumo de laranja natural, uma grande fatia de bolo de chocolate, outra fatia anormalmente grande de um bolo coberto de morango e chantilly, um copo de leite, uma fatia de melancia, uma maçã e para finalizar, uma fumegante chávena de café.

- Bem... A tua mãe disse que era melhor teres forças! – riu Mamoru.

Usagi lembrou o dia em que a mãe descobriu que era uma guerreira navegante. Foi enquanto conversava com as suas amigas, não se apercebendo que a sua mãe estava em casa a ouvir a conversa. Esta mostrou-se um pouco chocada de início. Usagi contou-lhe as difíceis batalhas que travou com os monstros e com aquilo que ela lhe chamava de os Grandes: Metaria, Wiseman, Pharaoh 90, Apsu, Queen Nehellenia e Chaos. A mãe compreendeu a missão da filha, e não conseguiu esconder o choque de saber que no fundo não era a sua verdadeira mãe. Porém deu-lhe apoio como era o seu papel. E Usagi agradeceu.

- Ela preocupa-se demais comigo! Mas já que me preparou tudo isto é melhor não desanimá-la! – brincou a rapariga, comendo apenas a torrada e o bolo de chantilly com morangos, bebendo o copo de leite e o café de seguida.

Mamoru observava pacientemente enquanto ela comia. Por fim, quando Usagi acabou, este disse-lhe:

- Usagi... Estive quase a perder-te naquela batalha. Este inimigo é extremamente poderoso, impiedoso e totalmente imprevisível. Não iria suportar perder-te. Temos de fazer algo!

Usagi ponderou a resposta por uns momentos:

- Mamoru... Hoje à tarde a Queen Serenity vai falar connosco. Ela pediu-me para reunir todas as Sailor Senshi no templo. Tu e o Alexander fazem parte desta luta por isso vão também. Ela poderá dizer-nos melhor que ninguém como podemos agir... E Mamoru... – Usagi calou-se e o casal olhou-se olhos nos olhos. Por fim Usagi falou – Obrigado por me amares e por me quereres proteger.

E dito isto beijou-o intensamente como se não houvesse amanhã. Porém o beijo foi interrompido por uma voz:

- Vocês não têm vergonha de fazer isso em frente a menores? Eu posso ter 16 anos mas ainda sou menor!

Usagi e Mamoru ficaram embasbacados a olhar para a porta. Uma Chibiusa de 16 anos estava à porta a olhar para eles...

Algures na cidade de Tokyo, outro casal acordava também.

Cathy abriu lentamente os olhos e olhou para o seu lado. Alexander já desperto olhava para ela.

- Dormiste bem? – perguntou o noivo de Cathy.

- Sim claro! Ainda estou um pouco cansada, mas é normal visto a exaustão quer física quer psicológica a que fomos sujeitos.

- Tens razão. Aquele inimigo era tão frio, tão insensível, tão...sombriamente desumano... Ele queria que alguém morresse, independentemente do sofrimento que essa morte poderia causar...

Midnight, que estava no chão deitado, emitiu um som como que a concordar.

- Nem me fales. Só de pensar que te perdi durante uns minutos... – Cathy estremeceu e sentiu um arrepio gelado. – Nunca me abandones por favor! Eu não suporto viver sem ti. Ontem o meu coração gelou quando te vi tocar naquele feixe de luz.

- Cathy, por favor. Eu estou aqui agora! Não é necessário preocupares-te! Estaremos juntos. Para sempre.

Cathy nada disse durante alguns segundos. Travava um duelo mental Quis fazer-lhe aquela pergunta mas não sabia se queria ouvir a resposta. Por fim decidiu-se a perguntar. Era algo que ela tinha de saber.

- Alexander... Porque é que te sacrificaste? Eu ia sacrificar-me... Porque me ias deixar em sofrimento toda a vida?

Alexander pensou no que ia dizer. Estava à espera da pergunta. Disse firmemente:

- Cathy... A Sailor Moon é demasiado importante para morrer. E eu não iria fazer nada sem ti. Tu podias conhecer outra pessoa. Apaixonar-te outra vez. Mas eu não ia permitir que morresses. Isso não. Amo-te demasiado para isso.

Preparando-se para lhe responder, Cathy foi impedida pelo seu noivo quando este lhe pousou dois dedos nos seus lábios. Ternamente os lábios de ambos juntaram-se e lentamente beijaram-se.

Midnight emitiu mais um som, levantou-se e foi para outra divisão. Tinha a sensação que as coisas se iam tornar privadas. E como ele tinha razão.

Algum tempo mais tarde, Cathy veio à cozinha envolta num robe rosa. Por baixo, a lingerie escondia o seu corpo. Pensou no que poderia fazer para o pequeno almoço quando tocaram à campainha. Dirigiu-se à porta, apertando bem o robe para não causar má impressão. Quando abriu, um paquete com um tabuleiro na mão sorriu-lhe.

- Mandaram entregar isto aqui senhora! – estendendo o tabuleiro a Cathy, o paquete despediu-se novamente de uma confusa Cathy.

Com o tabuleiro na mão, Cathy olhou pela primeira vez para o conteúdo. Duas enormes taças com morangos e um jarro com um conteúdo quente e viscoso. Bastou a Cathy cheirar para perceber o que era. Chocolate derretido.

Ainda com o tabuleiro na mão, dirigiu-se ao quarto e encarando Alexander perguntou:

- Sabes alguma coisa disto? Disseram que mandaram entregar aqui.

Alexander revirou os olhos e respondeu em tom de brincadeira:

- Eu? Não sei de nada!

Cathy reparou num cartão em tom de creme que estava no tabuleiro, meio escondido por um guardanapo.

Abrindo-o, Cathy leu e releu:

Para o início de um longo futuro. Porque te amo. Porque te quero.

Assinado: O teu mais que tudo.

A rapariga corou e olhou para Alexander que tinha começado a rir.

- Ah! Malandro!

Cathy correu em direcção a Alexander.

Midnight mais uma vez emitiu um ruído e dirigiu-se para a outra ponta do apartamento.

- Chibiusa o que estás aqui a fazer? – perguntou Usagi visivelmente envergonhada.

- A minha mãe mandou-me... Ordens da Queen Serenity. Disseram que precisavam da minha ajuda. E cá estou eu! Ainda por cima mais velha!

- E estás a pensar em ficar aonde minha menina? – quis saber Usagi.

- Olha lá cara de lua, tu és a minha mãe por isso vou ficar aqui contigo. E não há sequer hipótese de reclamar. São ordens da Queen Serenity que por sinal é tua mãe. Por isso ou aceitas ou reclamas com ela. A escolha é tua. – disse Chibiusa.

Usagi ficou impressionada com o tom de desafio de Chibiusa. Afinal esta já não era uma rapariga de 12 anos terrestres. Tinha crescido. Agora com 16 era uma mulherzinha! E estava linda, deslumbrante. As suas curvas eram perfeitas. Os seios saltavam à vista devido ao seu decote um pouco grande. O seu cabelo era parecido com o da Black lady, mas um pouco mais curto. Chibiusa tornara-se numa mulher linda.

Usagi não respondeu. Em vez disso olhou para Mamoru e sorriu. Foi quando se lembrou que tinha de avisar todas as outras guerreiras da reunião. Pegando no seu comunicador, depressa as avisou as. Todas responderam afirmativamente. A navegante regida por Marte, como não poderia deixar de ser, espicaçou Usagi:

- Tem de ser sempre aqui no templo não é Usagi? Claro que sim. A Rei tem sempre que vos aturar e de limpar tudo no fim.

- Rei, são ordens da Queen Serenity. Não impliques comigo!

- Calma burrinha. Só estava a espicaçar-te. Fogo, já não está cá quem falou.

- Pelos vistos vocês continuam as mesmas não é? - perguntou Chibiusa.

- Elas nunca hão-de mudar! - respondeu Mamoru enquanto ria.

- Ai vocês vão-se juntar para me chatear?

- Deixa Mamoru! Ela não consegue aceitar que tenho um corpo melhor que o dela!

- CHIBIUSA!

À tarde, todas as navegantes, Alexander, Mamoru, Arthemis e Luna reuniram-se no templo de Rei. Juntaram-se num círculo. Concentraram-se...

Um clarão de luz inundou a sala onde estavam. Como um anjo descido do céu, Queen Serenity apareceu. Graciosa como sempre, com o porte de uma verdadeira rainha. Falou-lhes num tom nada próprio de si. Era assustado.

- Meninas… Alexander, Mamoru, Artemis, Luna – começou, enquanto percorria os presentes com o olhar – Tentarei ser breve. Primeiro as más notícias. As Sailor Stars... Bem... Não há uma boa forma de o dizer a não ser sendo directa. As Sailor Stars foram encontradas mortas, bem como a sua princesa. Decapitadas...

 



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