História O começo - Capítulo 12


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Categorias Choque de Cultura
Personagens Julinho da Van, Maurílio dos Anjos, Renan, Rogerinho do Ingá
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Palavras 1.537
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Dessa vez eu não vou falar que esse capitulo tá ruim e que vou compensar no próximo porque eu já fiz isso duas vezes. Espero muito que gostem desse.
Um recadinho que eu quero dar: a partir da semana que vem eu vou estar de férias, então vou poder dar uma organizada nesse perfil. Vou terminar as outras fics que eu deixei um pouco de lado e vou atualizar essa daqui todo final de semana (provavelmente aos domingos)

Capítulo 12 - Decisões parte I



Enquanto na tela da tv Thiago Silva aparecia chorando sentado em uma bola, na residência do Pechincha o silêncio imperava. Julinho assistia tudo num misto de decepção e desapontamento enquanto Maurílio permanecia adormecido em seu ombro. Já Rogerinho estava num nível de revolta tão grande que não sentia vontade se quer de sair quebrando tudo. Nem isso faria seu ódio diminuir. Apenas tirou a camisa da seleção que usava e jogou no chão, ficando só de casaco. Olhou para o lado e viu Renan vermelho de raiva. Por um momento parou para se perguntar porque o piloto, que costumava sempre ser barulhento até demais não tinha dito nada até então. Se lembrou que tinha ameaçado Renan.
- Você já pode voltar a falar, Renan. Essa droga de jogo já acabou.
-Já não, FINALMENTE- enfatizou Julinho.
-AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA- Renan começou a gritar assustando Rogerinho e Julinho e acordando Maurílio.
-EU SABIA! EU SABIA! EU AVISEI QUE ISSO IA ACONTE...
Antes de terminar a frase Renan tinha se levantado do sofá. Acabou pisando na camisa do Rogerinho e escorregou. Caiu por cima da mesinha de centro onde as garrafas de cachaça do Julinho estavam. 
- AAAAAAAAAAAAAAAA QUE DOR HORRÍVEL! QUE DOR HORRÍVEL!- Renan rolava  de um lado para outro em cima da poça que tinha se formado com a cachaça, seu próprio sangue e estilhaços de vidro. Rogerinho tentou segurá-lo para que parasse, mas espetou seu dedo em um caco. 
- O QUE QUE A GENTE FAZ AGORA? - Maurílio perguntou com os olhos arregalados. chegou até a se questionar se aquilo não era um delírio alcoólico dele, mas cada segundo que passava se parecia cada vez mais assustadoramente real.
- Você que mora aqui e sabe onde ficam as coisas, vai pegar um balde ou uma mangueira. Qualquer coisa que dê para jogar água em Renan. - Rogerinho respondeu tentando ficar calmo.
Maurílio levantou completamente cambaleante, Julinho o seguiu dizendo que iria dar uma ajuda. 
Se passou mais de 20 minutos, e até aquele momento, nenhum dos dois tinha voltado. Rogerinho ia atras deles mesmo não querendo deixar Renan sozinho, mas felizmente alguém que ele achava muito mais inteligente apareceu: Simone.
- Que porra é essa, Rogerinho?
- Acidente! Nem sei como aconteceu, mas aconteceu.
-Tá, e cadê os outros?
- Aqueles dois inúteis saíram para pegar uma mangueira e até agora não voltaram.
Simone simplesmente saiu da casa sem falar mais nada. Rogerinho presumiu que a garota tinha cansado dessa loucura toda e tinha ido para o mais longe possível daquela casa. Mas ele estava errado. A morena voltou em menos de um minuto segurando uma mangueira.
- Tava lá na garagem. - Ela disse já abrindo a água. 
O sangue e os cacos de vidro saíram do corpo do Renan com o banho. A cachaça já tinha sido absorvida pelo seu corpo por causa dos cortes.  O pai de Renanzinho estava completamente embriagado e, pelas contas de Rogerinho, ia permanecer assim por pelo menos uma semana.
os dois ajudaram Renan a se levantar e sentar em uma cadeira. Simone preparou um chá de boldo para limpar seu organismo e depois lhe deu um do seus potes de sorvete para dar uma quebrada no efeito do álcool. Passados mais 10 minutos, Renan já estava bem melhor. Até conseguia entender o que os outros diziam. Para tentar deixar o mais novo amigo menos desanimado, Simone retirou da sua bolsa algo que i Rogerinho não esperava: a foto do Paul McCartney.
- QUE ISSO, SIMONE?!
- A foto do Renan. 
- Eu joguei isso fora. Você sabe muito bem o motivo.
- O que eu sei é que isso era o amuleto da sorte do Renan e depois que você jogou fora a gente perdeu de 7X1 e ele se fudeu todo. Ainda bem que eu consegui encontrar.
- Mas, Simone. Você mesmo disse, esse sujeito usa drogas. A gente não pode abrir espaço para as drogas. A DROGA É UM MAL, SIMONE. A DROGA É UM MAL. SERÁ QUE VOCÊ NÃO VÊ ISSO?! EU SOU COMPLETAMENTE CONTRA AS DROGAS!
- Eu sei, Rogerinho eu também não sou a favor de que os os jovens usem drogas!
- Então por que trouxe isso pra cá de novo?
- Eu sou contra que jovens usem drogas, Rogerinho, mas o Paul já é idoso. Se ele não tivesse fumando maconha e lotando estádios mundo a fora com o showzinho dele, você acha que ele estaria fazendo o que? Provavelmente ia estar ocupando assento preferencial em ônibus lotado. Ou indo pagar conta no banco em horário de pico mesmo tendo o dia todo para fazer isso. 
- Varrendo a calçada ás seis da manhã. Ou parado na porta,  espertando o supermercado abrir num sábado de manhã.- Renan completou e Rogerinho suspirou aliviado por ver o piloto dar sinais de vida.
- Tá bom, tá bom. Vocês até que tem razão, mas não coloca a foto de volta na parede não. Guarda em algum lugar que não dá para ver o tempo todo. Não quero que Renanzinho e nem Maurílio vejam isso. Pode estragar a cabeça deles.
- Enquanto você trata Maurílio como criança ele tá lá se agarrando com o Julinho.-  Renan disse olhando nos olhos de Rogerinho.
- Tu ta maluco, Renan? Maurílio é criança, rapá. Deve ter dormido ou tá conversando com Julinho. Maurílio é inocente.
- Maurílio é inocente, mas Julinho tem lábia.  E tem também aquele corpo lindo, lindíssimo. Completamente sensual com aquela tatuagem duvidosa no braço. Eu tenho certeza, CERTEZA, que Maurílio não tem discernimento suficiente para conseguir frear seus extintos mais selvagens perto daquele homem. Eles devem estar agora mesmo, nesse exato momento, corpos colados um no outro, a  respiração já falhando, num misto de suor, saliva e luxúria. Suas peles friccionando uma na outra, de forma que da até para ouvir o barulho. Tentando, desesperadamente conter seu gemidos. Se entregando, os dois, a todo e qualquer prazer que esse momento possa lhes proporcionar. E proporciona.
Rogerinho e Simone ouviram tudo aquilo de boca aberta.
- Rapaz, é errado eu me exitar com isso? - Simone perguntou.
- Eu vou atrás de Maurílio! Vigia ele ai para mim, Simone. - Rogerinho saiu apressadamente da sala. 
                                         *30 minutos antes*
- Deixa eu ver onde esta o balde... Tá ali, ali em cima. - Maurílio estava em um pequeno quartinho escuro que ficava no quintal da casa deles. Naquele momento encarava o balde que estava em uma prateleira num lugar um pouco alto. Julinho estava bem atrás dele.
- Deixa que eu pego, dodói. Senão você vai acabar se machucando. 
O carioca se aproximou do corpo do moreno para pegar o balde, mas Maurílio não gostou nem um pouco do comentário. Não entendia porque Julinho tinha a necessidade de sempre lhe colocar como o fraco da história. Os dois se inclinaram no mesmo momento. Por conta de um desequilíbrio dos dois o balde e mais alguns objetos caíram lá de cima. Como Maurílio era o mais próximo da estante, foi o mais atingido. O cinéfilo bambeou e só não caiu porque Julinho conseguiu segurá-lo.  O piloto da Taquara achou que ia receber um sorriso daqueles que gostava muito ou até algo mais em agradecimento ao seu ato heroico, mas Maurílio apenas se afastou dele e olhou com cara de raiva?
- Qual é a sua, hein, cara? O que tu quer? - Perguntou num tom irritado.
- Quero você! - Julinho então agarrou o moreno novamente. Selou seus lábios em um beijo feroz, cheio de urgência, quase que desesperado. Maurílio se afastou dele, em parte para retomar o folego, em parta para raciocinar sobre o ocorrido, mas foi puxado para outro beijo. Se rendeu sem resistência. 
Meia hora depois, estava com suas mãos coladas na porta do quartinho, enquanto Julinho beijava sua nuca e mantinha sua mão por dentro da calça do mais novo, apalpando seu corpo. Os dois foram interrompidos por batidas na porta.
-MAURÍLIO, TU TÁ AÍ IMBECIL?! Dava para perceber que Rogerinho estava completamente puto só pela voz.
-Tô sim, Rogerinho. - Maurílio murchou como um adolescente que é pego pela mãe se masturbando. Automaticamente retirou a mão de Julinho da sua calça e fechou o zíper. O carioca, claro, não gostou nada daquilo, mas Maurílio fez sinal para que ele não fizesse nada.
- O QUE TU AINDA TA FAZENDO AÍ, ANIMAL? JÁ TEM UM TEMPÃO QUE SAIU E ATÉ AGORA NADA.
- É que... é que eu não achei a mangueira, Rogerinho.
- Tem certeza, palestrinha?- Julinho questionou com um sorriso sacana. Maurílio cogitou dar um soco nele, mas por sorte Rogerinho não ouviu nada.
- SIMONE JÁ ACHOU ESSA PORRA! AGORA SAI DAÍ E VOLTA LÁ PRA SALA. A-GO-RA! - Rogerinho voltou para a casa. 
Maurílio abotoou a camisa por cima da calça mesmo e abriu a porta, mas Julinho o impediu de sair segurando em seu braço.
-Pera aí, Maurílio, cê vai sair assim mesmo.
- vou sim.
-Tá de sacanagem, né? Como você tem coragem de me deixar assim?
- Isso nem era para ter acontecido mesmo. Não vale o risco. 
Maurílio deixou o quartinho e Julinho ainda ficou lá por mais algum tempo sem entender o que aconteceu.
 


Notas Finais


A fala do Renan sobre o corpo do Julinho parece muito com a que saiu no Choque lixo dessa semana, mas juro para vocês que é coincidência, tá? Escrevi isso daqui quinta.


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