História O começo de tudo: Flores - Capítulo 1


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Categorias Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Jason Grace, Leo Valdez, Nico di Angelo, Will Solace
Tags Abo Universe, Solangelo, Valgrace
Visualizações 75
Palavras 3.110
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Capítulo Um


Nico abriu os olhos negros aos poucos, resmungou algo incompreensível e se cobriu com o cobertor, a claridade da luz que entrava pela janela era realmente insuportável. Se perguntou sobre como diabos havia dormido sem fechar a merda da cortina, mas logo concluiu que seria melhor ele parar de drama porque isso não mudaria o fato de que o Sol aparentemente foi até a sua janela lhe dar “bom dia”, até porque considerava impossível tanta claridade assim de um astro que estava tão longe. Portanto logo tratou se se sentar na cama — ainda que com muito esforço —, passou a mão direita em um dos olhos e bocejou. Não se lembrava como havia ido parar na cama, já que até onde se lembrava estava no quarto de Percy, um amigo de infância que tinha — não sabia como aquela amizade nada normal durara tanto tempo, mas inacreditavelmente havia durado.

 Como de costume, logo dirigiu seus olhos para a outra cama do lado oposto ao seu do quarto, afinal dividia o espaço com um colega de dormitório. Não pôde deixar de se sentir aliviado ao ver uma silhueta delicada coberta por um lençol extremamente fino — seu colega tirava calor de onde não tinha — e um amontoado de cachos por fora do tecido. Léo tinha o costume de sair e acabar passando a noite em outros quartos, claro que não apenas para passar a noite. E esse hábito incomodava seriamente Nico. Não porque estava com ciúmes ou porque era intrometido, mas porque sabia a razão exata para aquilo. Também sabia que o Valdez não gostava de fazer aquilo, o que deixava o Di Angelo realmente frustrado com a situação. Então realmente ficou aliviado ao ver ele ali, e não, quem sabe, apenas na cantina.

Levantou-se, calçando desajeitadamente as chinelas felpudas — não estava com energia para dar “tanto” de si naquela tarefa —, olhando para o relógio acima da porta do quarto dos dois, podia ver as horas: 7:50. Inicialmente ficou relativamente assustado e desesperado, ele tinha se atrasado para as aulas? Mas aí se tocou que era Sábado e que só estava no dormitório da escola porque não tinha casa para onde voltar durante os finais de semana e os feriados. Na verdade, fisicamente falando ele tinha sim, mas nunca se sentiu à vontade naquele lugar onde só tinha alguns empregados de expressões vazias e um pai mais vazio ainda.

Resolveu parar de pensar naquelas coisas, já que não seria de ajuda alguma. Com isso, resolveu estudar. Com Léo dormindo não tinha mais nada para fazer. Além do moreno, só tinha Percy, e tinha certeza de que ele estava com Annabeth e não fazia questão de interromper o momento dos dois.

Mais para as dez, Nico se amaldiçoou por ter deixado a gramática cair. De todos os livros possíveis, ele tinha logo que deixar aquele tijolo cair — quantas páginas aquilo tinha, 600?. Beleza, eu sou realmente ótimo em deixar um amigo dormir em paz, pensou consigo mesmo.

— Vejo que acordou, Angel — Uma voz sonolenta disse. Logo se virou na direção dela, acabando por se deparar com Léo acordado. Claro que seria ele, era a única pessoa possível para estar naquele quarto além de ser o único ser a lhe chamar de “Angel”. Como estava sentado na cama, o lençol tinha caído até a cintura revelando que não estava com camisa. Não era surpresa aquilo, o calor daquela criatura era realmente anormal. Ele sorriu. — Deveria ter descansado mais. Ontem, quando cheguei, você parecia calmo dormindo... raramente parece calmo enquanto dorme.

— Desculpa, eu te acordei, né? — perguntou Nico, se sentindo relativamente culpado por tê-lo acordado do sono e ignorando a outra parte das falas do amigo. Não queria que Léo ficasse se preocupando com ele naquele nível, o moreno já tinha muitos problemas. — Da próxima vez eu tomo mais cuidado — prometeu.

O Valdez olhou para a gramática caída no chão com um ar divertido, antes de sorrir para o de cabelos pretos.

— Não, foi até bom. Sabe como é, não foi exatamente um sonho de princesa num parque da Disney — disse em um tom brincalhão. Logo percebeu que a expressão do Di Angelo não era nada “divertida”. — Ah, Angel, você se preocupa demais! Apenas um pesadelo, okay?


— Nós dois sabemos que na sua vida não existe um “apenas”. Nunca é no nível natural das coisas.

— Tá, talvez você tenha razão — admitiu suspirando e fingindo estar aborrecido. Logo sorriu de novo, parecendo se lembrar de alguma coisa. Ou de alguém. —Mas então...?

Então o quê? — perguntou, claramente confuso com o rumo da conversa. Léo tinha aquela mania sem sentido de, de repente, mudar de assunto como se fosse algo bastante natural.

— Já checou a porta?

Ah, sim, tinha aquilo. Havia um tempinho que toda vez que checava a porta, tinha flores lá. Inicialmente pensou que fossem para Léo, já que ele era extremamente fácil de se interagir, além de ser um ômega — diferentemente de Nico, que era apenas um beta —, não era novidade ter alguns alfas dispostos a fazê-lo deles ou algum beta querendo uma chance. Mas não, a pessoa não tinha escrito nada, claramente para não que desse como reconhecer a letra — seja lá quem fosse a pessoa, Nico tinha que admitir que era inteligente e cuidadosa —, mas a embalagem do buquê sempre tinha um anjo, o que era uma óbvia referência ao sobre dele, “Di Angelo”. Depois começou a pensar que duraria pouco, que era apenas a consequência de algum jogo de verdade ou desafio ou a prenda de alguma aposta idiota, mas já fazia um mês desde então. Nico não era tão ignorante aos fatos, era claro que alguém tinha aquele interesse nele. Principalmente porque as flores sempre tinham significados. Sabia disso porque Léo conhecia linguagem das flores, e sempre que traduzia o “presente”, acabava com um Nico corado e fingindo não estar afetado com a resposta. Até o momento, o rapaz só achava que era um beta. Afinal era impossível um alfa ou um ômega estar tão interessado assim num beta, que sempre era visto por eles como segunda opção.

— Ah, ainda não. Vou checar o buquê do Beta Misterioso.

— Como tem tanta certeza que é um beta? — perguntou Léo vestindo uma camisa vermelha.  Foi só aí que Nico percebeu que estava de jeans. Quem diabos dormia de jeans? Aquilo era estranho, o Valdez ou ficava apenas de cueca, ou vestia uma bermuda leve. Resolveu ignorar aquele detalhe. — Pode ser um ômega ou um alfa.

Tsc, até parece que eles se importariam com alguém do meu tipo, um beta...  — resmungou institivamente. Logo arregalou os olhos e começou a explicar nervosamente, como se tivesse dito algo pecaminoso que necessitasse de justificativa. — Claro que você é uma exceção, Léo. Não tem como você se comparar com aqueles seres egocêntricos. Não estou falando que por você ser um ômega que...

— Calma, Angel! — riu o Valdez, colocando as mãos para o alto. — Eu já entendi. Mas considere essa opção, porque se na hora for realmente um deles, como irá reagir?

Nico arregalou os olhos. Não tinha pensado naquela possibilidade. Estava muito acostumado a ter pessoas o querendo apenas como segunda opção. Era sempre assim. Um ômega ou um alfa frustrado por não ter conseguido quem queria, e iria atrás de um beta para descontar os sentimentos que tinha. Apenas usando o corpo deles para se aliviarem, nunca querendo dar mais. O Di Angelo já foi segunda opção algumas vezes, poucas, mas o suficiente para concluir que não existia alfa ou ômega que prestasse — tirando Percy, que era alfa, e Léo, que era ômega. Nunca consideravam um beta como primeira opção, já que não tinha aparência e o cheiro agradável de um ômega ou o poder e a aura de um alfa. Então Nico sempre se contentou com a ideia de acabar solteiro ou com outro beta. Mas era incapaz de se enxergar com um ômega ou um alfa. E como poderia? Passou a vida inteira sem ser realmente desejado a sério por nenhum deles, por que seria logo naquele momento?

— Não irei reagir — disse convicto. O Valdez o olhou confuso. — Não tem como eu reagir de algo que não vai acontecer, Léo.

O moreno suspirou e afundou o rosto no travesseiro, claramente cansado da teimosia excessiva do amigo. O Di Angelo continuou mantendo a pose orgulhosa enquanto via o Valdez afastar o rosto do travesseiro e olhar com uma expressão de “ah, cara, você cansa muito”.

— Tá, tá. Tanto faz. Mas depois não diga que eu não avisei, Angel!

O Di Angelo revirou os olhos pretos.

— Já disse que não vai acontecer, portanto não vou reclamar de algo inexistente.

Se virou e caminhou em direção a porta, olhou para o chão e deixou um leve — quase imperceptível — sorriso escapar ao ver o buquê, o pegou e logo voltou para o quarto, fechando a porta atrás de si logo depois. Admitia que ficou surpreso ao olha-lo. Eram flores realmente bonitas, logo as reconheceu como...

— Oh, são lótus!  — exclamou Léo animado, como se tivesse lido sua mente. Nico o olhou, claramente esperando que traduzisse aquilo. — Acho que combina perfeitamente como o Admirador Misterioso. A flor de Lótus simboliza mistério, espiritualidade, verdade, proteção e amor. Também tem a coisa do ciclo de vida eterna, e tudo mais. Mistério e amor num só significado! Combina totalmente! Esse ômega sabe das coisas!
 

O de cabelos franziu o cenho.

— Por que tem tanta certeza de que é um ômega?

— Por que tem tanta certeza de que é um beta?

Nico bufou e se dirigiu até o vaso vazio. Todo dia trocava as flores, já que não podia ficar com várias. Percy disse que o namorado do primo de Annabeth trabalhava numa floricultura, e que não seria problema enviar para o local, já que recentemente haviam se instalado ali perto. Então ia para lá mesmo. O tal “namorado do primo da Annabeth” se tratava de um beta com língua afiada, cabelos verdes e roupas estilosas. Por conta do crachá que usava, sabia que se seu sobrenome era Fierro, só depois descobriu que o nome mesmo era Alex. Também já acabou se encontrando com o primo da Chase, já que afinal de contas era normal um namorado visitar o outro. Também era um beta, só que loiro e com olhos cinzas — aquilo era característica dos Chase? —, e se chamava Magnus. Para resumir: era o oposto de Alex.

— Se não me engano, Alex disse que queria rosas, né? — perguntou o Di Angelo. Como as do dia anterior foram rosas brancas, então teria que envia-las. — Falou algo sobre comprarem muito rosas, então não tinha como ter estoque suficiente. Será que ela aceita sem ser vermelha?

— Acho que sim — disse Léo, dando de ombros. — Ainda são rosas. E hoje é uma garota?

— Ah, sim. Eu meio que tive que sair enquanto estudava, para ir comprar algumas coisas — apontou com o queixo para umas sacolas em cima da cômoda. Teve que comprar mais lápis, borrachas e canetas, aproveitou para comprar doces também, já que ômegas precisavam muito de glicose. E Léo tinha certa condições que o exigia consumir o dobro de glicose. — Acabei me encontrando com ela, estava comprando ovos. Disse algo sobre Magnus estar muito “reclamão” em relação aos ciúmes dela ultimamente e queria ver se o “adestrava “com bolo.

— Que exagero! Aposto que ela disse “acalmar”.

— Não, foi adestrar mesmo.

Os dois se encararam por um tempo antes de rir. Não era tão difícil imaginar a Fierro falando algo daquele gênero, afinal. Nico terminou de ajeitar as flores — sempre demorava muito, já que tomava um cuidado extremo, porque as considerava importantes, eram os sentimentos de alguém, afinal.

— Nunca pensei que toda aquela história de “conquistar pelo estômago” fosse estilo de Alex — comentou Léo, este que já se encontrava com seis comprimidos na palma da mão e um caixinha de remédios próximos aos pés, na cama. — Ãhn, Angel...

O de cabelos negros entendeu, assentiu e apenas saiu do quarto. Léo era um caso especial na biologia. Era filho de duas mulheres ômegas, coisa que até então deveria ser impossível. Mas foi possível por intervenção do governo que queria fazer “experimentos”, o que deu certo já que o Valdez tinha nascido com o DNA das mães mesmo. Claro que tinha vindo com alguns problemas. Não era só um ômega normal, era um ômega me dobro. Tudo que os do mesmo tipo dele tinham normalmente, ele sentia em dobro. Como seu cheiro já era chamativo por ser ômega, em dobro então ficaria muito perigoso e correria sérios riscos. Então a escapatória foi tomar remédios para diminuir o cheiro. Ômegas normais quando tomavam aquele remédio, era apenas três pílulas e o cheiro sumia por completo, mas Léo tomava seis e não sumia, apenas ficava no “normal”. E como tomar mais do que aquilo seria arriscado, acabava por se contentar com aquilo mesmo. Basicamente, era o resultado de um experimento governamental para possíveis problemas futuros com a separação de classes, como foi o caso das mães dele.

Léo se sentia meio desconfortável com toda aquela situação, então não gostava de fazer com alguém o olhando. Nico entendia perfeitamente e sempre dava espaço enquanto ele o fazia. Aliás, era por isso que o Valdez estava proibido de dividir dormitório com alfa. Seria arriscado demais, não poderiam garantir a sua segurança. E como Léo já conhecia o Di Angelo, que era um beta — e betas não eram afetados nem por alfas, muito menos por ômegas —, acabou que ficaram no mesmo quarto.

A porta foi aberta atrás de si revelando um moreno extremamente sem-graça.

— Me desculpa por te expulsar do próprio quarto sempre que vou...

— Esquece, não é nada demais — disse entrando novamente. Seus olhos se focaram nas flores em cima da cômoda, dentro do vaso.

— Quer muito saber quem é, né? — murmurou o Valdez, fechando a porta depois dele mesmo entrar no cômodo. Nico assentiu. — Pena que ele não dá mais nenhum sinal, nem mesmo a letra...

— Ei, Léo...

— Sim, Angel?

— Por que nunca tentou se relacionar seriamente? Um beta, talvez. Mesmo que fosse um alfa, se você o escolhesse, eu estaria disposto a tentar ser mais amigável...por você, sei que não escolheria alguém horrível, então...

— Angel, não sou alguém para se namorar — disse seriamente. — Não há como ter uma relação com um ômega “deformado” como eu. Olhe para mim: além de ômega, nem ao menos sou um ômega normal. Quem iria conseguir lidar com um ômega com dobro de cheiro e o dobro de necessidades? Até com açúcar eu tenho problemas! Ômegas naturalmente necessitam mais de glicose do que betas e alfas, agora sendo um “multiplicado” preciso mais ainda! Quão estúpido é isso? Não posso sair sem levar doces comigo, porque senão pode acarretar problemas! — suspirou apertando a ponte do nariz. — Por hora, vou apenas me contentar em saciar minhas necessidades como um ômega...um ômega “dobrado”.

Ah, sim. Precisava de tudo com medida dobrada, incluindo relações físicas. E lá estava a razão de Léo estar sempre no quarto de outros. Não era porque se sentia bem com aquilo, na verdade odiava tudo isso, mas era uma necessidade que tinha por conta da sua condição biológica.

— Eles estão se aproveitando de você — murmurou Nico, apertando os punhos com força. Não aceitava a ideia de alguém tão bom como o Valdez estar sendo usado para alívio sexual, apenas porque era um “ômega com condições incríveis sexualmente falando”.  — Estão o usando, aqueles...

— Sim — cortou-o o outro, num tom extremamente tranquilo. O Di Angelo queria retrucar, e por isso levantou a cabeça. Se surpreender com o olhar sério do amigo. — E eu também estou fazendo o mesmo. Não é como se eu planejasse uma relação com algum deles... só quero tirar essa necessidade ardente e pronto. Com eles é o mesmo, só que as necessidades não são tão “letais” quanto as minhas. Não somos tão diferentes assim, Angel. É uma troca justa, não acha?

— Não acho — disse rispidamente. — Eles se sentem bem o tocando e toda essas coisas, mas você não.

Léo não fez questão de responder as palavras do amigo, apenas pegou um casaco de tecido fino — afinal, para o Valdez, o dia continuava anormalmente quente — que tinha pendurado na cadeira e o vestiu. Se virou para o Di Angelo e sorriu como se nada demais tivesse acontecido ali.

— Vou falar com Percy, ele estava com dificuldades com ciências e Annabeth já tinha prometido ajudar Píper em história — anunciou tranquilamente, com a mão já na maçaneta. — Nada de bagunça no nosso quarto, viu mocinho?

— Desse jeito faz parecer que sou uma criança — resmungou enquanto revirava os olhos.

— Não, eu falo isso por você ser um adolescente. Está na fase onde os pirralhos ficam hormonais, né?

— Você também é um! — reclamou meio corado, enquanto jogava um travesseiro que, infelizmente para Nico, o Valdez pegou aos risos antes de atingir o rosto dele. — Tsc... estou enferrujando na minha habilidade de “atirar”.

— Não, você não está. Eu que sou incrivelmente bom com reflexos — se gabou dando um sorriso convencido, o de cabelos negros revirou as orbes ônix. Continuando na brincadeira, Léo complementou: — Mas você dá um ar mais preocupante — comentou, ao ver a carranca no rosto pálido do outro, riu novamente. — Ai, nossa, para que isso? Vai ficar com...

— Okay, mamãe, já pode ir. Seu filho vai se comportar — interrompeu-o em um tom sarcástico enquanto revirar novamente os olhos e cruzava os braços.

— Tá bem, não tá mais aqui quem falou! — disse jogando o travesseiro de volta para a cama do outro. Suspirou e sorriu. — Aproveita o tempo em que a “mamãe” vai estar fora para sabe quem é o Ômega Admirador!
 

— É beta — corrigiu-o.

— Não, não... — negou Léo. E então deu um daqueles sorrisos travessos de aparência élfica, basicamente nada confiáveis. Parecia que estava prestes a assaltar uma loja de conveniência ou algo do tipo. — É ômega.

E com isso, fechou a porta do quarto tendo a última palavra como sua. Deixando um beta de cabelos negros encarando o vaso de flores, com o rosto apoiado em uma das mãos e um dos cotovelos nas pernas que estavam em “pose de índio”. Soprou para cima sua franja que atrapalhava na visão. Até cortaria, mas não gostava de ir ao cabelereiro e Léo se negava a cortar para ele. Ficava dizendo que se o fizesse, tiraria todo o estilo “emo” dele, que fazia parte da “essência” dele.

— Ei, Admirador Secreto — falou com as flores, já que para ele, elas eram a única pista ou prova de que aquela pessoa existia. —, espero que não pense que vou me contentar em ficar nesse segredo por mais um tempo... um mês já deu. Portanto me aguarde, que eu vou fazer questão de descobrir quem você é.

 


 

 

 



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