História O começo de tudo: Flores - Capítulo 4


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Categorias Magnus Chase e os Deuses de Asgard, Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Jason Grace, Leo Valdez, Nico di Angelo, Will Solace
Tags Abo, Fierrochase, Percabeth, Solangelo, Valgrace
Visualizações 81
Palavras 1.613
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Capítulo Quatro


Léo se amaldiçoou internamente por estar tendo uma discussão com Tyler, no meio do corredor lotado da escola e tendo problemas com falta de glicose no organismo. Era um ômega, utilizava muita glicose para produzir energia, além de ajudar na manutenção do cheiro natural... e por ser um ômega em dobro, infelizmente, isso também afetava o controle da própria personalidade. Ao se ver encurralado pelo alfa a qual já havia dispensado, já estava sentindo todo a sua calma e o seu controle habitual se esvaindo...dando lugar a um ser mais impaciente e raivoso. Por instinto, apalpou a área em volta do lugar onde deveria estar o cinto, que era onde geralmente colocava doces como fonte de glicose...não sentiu nada, e daí se lembrou que naquele dia estava usando uma jardineira jeans, e quem estava com seus doces era Nico... e ele não sabia onde o beta estava.

Talvez seu desespero causado pela falta de controle da própria personalidade tenha ficado meio aparente — afinal seus olhos estavam meio arregalados, suas mãos se mexiam mais que o normal e também parecia uma presa atenta, olhando ao redor, claramente em pânico —, já que ouviu muitos cochichos preocupados soarem a sua volta, no corredor.

Tentando ter o máximo de calma que lhe restava, respirou fundo e olhou para Tyler com o olhar mais sucinto possível.

— Tyler, me deixe ir, por favor — pediu.

— Lá vem você de novo com as suas desculpas, não é mesmo Valdez? — disse o alfa rispidamente, claramente impaciente. Ele focou seus olhos em Léo. Foi quando o menor percebeu que ele estava...exalando a aura alfa que tinha, no objetivo de amedronta-lo. E estava funcionando, mesmo que não quisesse, sempre funcionaria... a biologia não mudaria a seu favor. — Então você acha que pode se aproveitar das pessoas e ignorar elas depois? E ainda sair agindo como se fosse o maioral? Tsc, você é apenas um ômega, pior ainda, vale por dois ômegas...deveria colocar-se no seu lugar, pessoas do seu tipo biológico só têm as seguintes funções: serem submissos e comidos. Simples, não é mesmo? E ainda assim, parece que nem algo tão básico você é capaz de compreender e fazer.

— Por favor, Tyler — insistiu suplicante, praticamente ignorando todas as ofensas que lhe foram dirigidas. Léo já previa seu sistema não sendo capaz de administrar os odores por falta de glicose, consequentemente ele iria liberar mais cheiro e.…aquele corredor tinha uma quantidade perigosa o suficiente de alfas para aquele possível cenário. Não tinha tempo para se preocupar com seu orgulho ou coisas assim, apenas com a saúde. O ômega calculou que levaria cerca de...20 minutos. Aquilo era o suficiente para acabar a briga e ir até o quarto, na área dos dormitórios? Pensava que talvez tivesse uma chance... se não demorasse tanto. — Me deixe ir, é sério. Amanhã eu falo com você... se quiser eu até prometo falar com você, só me deixe ir agora!!

O moreno tivera que fazer muito esforço para sua voz não sair trêmula. Ele estava com medo do que poderia acontecer caso desse errado...aqueles alfas em volta e com ele não conseguindo controlar o cheiro...os pensamentos que tinha eram o suficiente para que ficasse seriamente preocupado. Seu estado piorou quando viu o olhar intenso e assustador que Tyler havia lhe lançado, acompanhando de um sorriso de escárnio.

Oh, não dessa vez... dessa vez você fica e me escuta.

Léo começou a ter pensamentos que poderiam ser considerados errados. Desejava que Percy estivesse ali, se ao menos tivesse um amigo alfa por perto... talvez o Jackson pudesses bater de frente. Sabia que era egoísta, o de olhos verdes tinha outros problemas e, mesmo assim, estava lá desejando que se arriscasse por ele simplesmente porque era incapaz de lidar sozinho; começou a se envergonhar quando percebeu que deseja que até Nico estivesse lá. Aquilo foi o ápice de tudo. Como poderia desejar um egoísmo daqueles? O Di Angelo era alguém importante para ele e mesmo assim.... E ele poderia ter lábia e tudo mais, mas era um beta... era impossível que batesse de frente com uma alfa. Se sentiu extremamente culpado por conta daqueles dois pedidos silenciosos, os quais logo desconsiderou.

Quando Tyler olhou para Léo e viu aquele olhar... como se o moreno estivesse vendo um monstro repugnante, como se o Valdez quisesse se livrar dele... uma raiva imensa o invadiu. Sua aura foi liberta de forma não controlada, fazendo com que alguns alfas ficassem atentos e os ômegas ficassem incomodados e até mesmo fracos, alguns tendo que serem apoiados para se manterem de pé sobre as pernas bambas. Léo não foi uma exceção, percebera isso assim que percebeu que já estava caído no chão, a cabeça baixa escondendo o rosto estampado pelo medo, os braços que teimavam em tremer o sustentando.

Por que ninguém o ajudava? Se fossem betas e ômegas, até entenderia... mas tinha alfas ali. Por que ninguém fazia nada? Aqueles pensamentos tomaram conta da sua mente. Foi quando percebeu... não faziam nada porque não o consideravam alguém significante o bastante para arriscar-se. E aquela percepção o perfurou como uma faca. As pessoas ali não tinham nada com ele que fosse tão forte a ponto de se envolver numa briga por ele. Não eram como Percy, não eram como Nico... eram apenas conhecidos... apenas aquilo e nada mais.

Sua visão estava tomada por tons frios de roxo e azul escuro, sabia que era efeito da aura, mas ainda o causava desespero. E sua audição estava tão aguçada que podia ouvir perfeitamente os passos de Tyler, eram lentos..., porém arrepiantes e aterrorizantes. A visão estava embaçada e ele sentia um gosto salgado na boca...poderia estar chorando? Esse pensamento o fez ter vontade de rir da própria desgraça. Claro que choraria... era só isso o que ele poderia fazer naquele momento. Não tinha a força de um alfa, nem a resistência contra os outros tipos de um beta... era apenas um ser fraco, provavelmente um esquilo seria considerado mais importante que ele, um ômega qualquer.

 Sentiu dedos frios tocarem seu queixo e o forçar, com brutalidade, a levantar a cabeça. Seus olhos castanhos se encontraram com os azuis... e eles estavam escuros, escurecidos pela raiva e o desejo. Léo riu amargamente, coisa que deixou Tyler confuso.

“— Você sabe que está fadado, não sabe, criança? — Hefés, uma de suas mães uma vez lhe dissera. O rosto tão calmo, e as palavras tão frias... Hefés era uma escultura de gelo em tamanho natural. O som de seu martelo batendo contra o metal ainda era presente na mente de Léo. Mesmo naquele momento, Hefés não considerou o filho mais importantes que as suas criações. Nunca sequer o considerou digno o suficiente para dizer seu nome, sempre era “garoto” ou “criança”.  — É um ômega, nasceu para ter uma vida desgraçada... e você vai aceitar isso, não vai lutar contra, até porque é incapaz. Olhe para você, é uma desgraça multiplicada por duas... não lhe existe salvação. É apenas um ser defeituoso. É por isso que odeio humanos... não sou capaz de conserta-los quando veem defeituosos”

 — E-Eu... — gaguejou, forçando a voz a sair. Por mais que estivesse com medo, não pôde deixar de olhar com fúria para o alfa a sua frente, sem saber se estava com mais raiva dele, da mãe, da vida ou de si próprio. Abriu a boca, sugando o ar para dentro, antes de voltar a falar com os dentes semicerrados, as lágrimas já não lhe importavam mais. — Odeio ter nascido...

O Valdez fechou os olhos com força. Sempre estava sorridente, parecendo não se afetar por ser logo um ômega, ainda mais um em dobro...  Mas toda aquela injustiça realmente mexia com ele. E aquele era o pior momento possível para ter nascido como havia nascido.

Esperou algo, talvez uma dor no rosto. Era um alfa horrível, e estava descontrolado, não seria uma surpresa que tentasse o bater. Talvez ele realmente poderia ter o atingido, se não tivesse sentido mãos o puxarem pela cintura, tão forte e rapidamente que nem teve tempo de perceber o que estava acontecendo. Antes que percebesse, sentiu outra aura alfa tomar conta do lugar, batalhando contra a de Tyler... e ouviu rosnados. Sentiu ser colocado no chão com cuidado. Se forçou a abrir os olhos. Inicialmente viu apenas as pernas de algum desconhecido e um pouco demais de Tyler um pouco mais distante, mas quando se forçou a erguer os olhos... era o mesmo que ficara encarando a mesa onde estava na sala de aula.

O loiro a sua frente, lhe deu um breve olhar preocupado. Parecia mais interessado em checar o estado do ômega do que se preocupar com os rosnados de Tyler, coisa que muito provavelmente feriu o orgulho do de cabelos escuros. O Valdez tentou captar o máximo de informações visuais que conseguia. Loiro, olhos azuis, cicatriz na boca...alfa, era esse o máximo. Nem as feições distinguia direito.

“— Mi Hijo, lembre-se de ser educado sempre, sim? — A voz doce de uma de suas mães, Esperanza Valdez, preencheu os seus ouvidos. Uma lembrança passada, mas ainda muito vívida. Sentiu o peito doer de saudade, culpa e tristeza. — Nunca se esqueça de agradecer a àqueles que fizeram algo por você. Não faça só por educação, faça porque é o certo... mostrar que reconheceu o esforço e a atitude daquela pessoa. Você fará isso, certo? Prometa-me, Léo”

“Prometa-me, Léo” aquelas palavras o atingiram com força. Não sabia porque tivera tais lembranças logo ali, mas havia feito uma promessa e não iria desonra-la. Sorriu com todas as forças restantes, seu corpo já estava exausto por ter sofrido tanta pressão de um alfa.

Gracias por su determinación — murmurou, a voz fraca, antes de desmaiar por completo.

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Sim, Hefés é o feminino que achei para Hefesto ;-;
Como já tinha mencionado, aqui Léo tem duas mães, então transformei Hefesto em mulher.


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