História O Conde (História original) - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Novela, Romance, Vampirismo, Vampiro
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Palavras 1.110
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sadomasoquismo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Espero que gostem do novo capítulo.

Capítulo 3 - Meu depoimento


Nas primeiras horas do dia o doutor Davatz veio ver Rita, por ser albino, ele gostava de resolver tudo o mais cedo possível ou o mais tarde possível evitando ficar exposto ao fraco sol da cidade. Ele não demorou mais que meia hora e deixou algumas receitas novas. Rita voltaria a tomar sulfato ferroso e sua dieta alimentar seria mais rigorosa para ver se sua anemia, que era pequena, mas constante, era controlada.

Irritada com a visita do médico, Rita foi até a cozinha passar a nova dieta para a cozinheira. Estar doente e limitada era algo que afetava muito o humor dela e sempre que Davatz ia vê-la ela ficava chata e resmungava o resto do dia.

Com a receita em mãos eu fui para a farmácia, precisava sair daquela casa um pouco o clima por lá estava pesado depois dos últimos acontecimentos. Segui pela praça com os olhos grudados na imensa estátua do antepassado do delegado Vladmir que ficava no centro da praça principal.

Fiquei surpresa quando vi que o Conde Buzila deixava a delegacia, acompanhado por um homem de terno preto, talvez seu advogado. Os dois entraram em um carro e deixaram o local. O delegado estava realmente desconfiado de que o Conde tinha feito alguma coisa e o chamou para depor. Minhas surpresas não terminaram por ali, enquanto eu seguia meu caminho o delegado veio até mim.

_Bom dia! _Disse ele de forma amistosa.

Confesso que me senti muito mal por ser abordada por ele. E além do mais eu não sabia de nada e ele perderia tempo falando comigo.

_Bom dia delegado.

_Podemos nos falar?

_Claro que sim! _Como eu diria não a ele.

Seguimos para a delegacia. A sala do delegado não passava de um cubículo com uma mesa duas cadeiras e um arquivo de metal pintado de azul.

_Senti-se Ana. _Disse ele me apontando uma cadeira. _Aqui podemos nos falar com tranquilidade e de forma extra oficial. Ninguém saberá de nada que for dito aqui. Preciso clarear alguns detalhes e acho que com a colaboração de todos poderei esclarecer o que aconteceu.

_Mas eu não sei de nada. Não tenho nada para dizer.

_Tem sim! Você estava com Rita quando Abigail foi visitá-la? O que elas conversaram?

_Apenas fofocaram sobre o Conde Buzila, mas foi coisas sem importância sobre a vida amorosa dele e sobre ele viver em sua casa.

O delegado cruzou os braços, talvez pensasse que eu estivesse mentindo.

_E o “Conde”, o que ele foi fazer na...

_Na casa de Rita? Eu não sei! Eu não participei da conversa deles e não fico escutando os assuntos da minha patroa.

Vladmir recostou-se na cadeira.  

_Você acha que eles fizeram alguma coisa com Abigail? _Perguntei depois de um tempo em silêncio.

_Você acha?

_Não! _Disse sem pestanejar. _Fofocas sobre relacionamentos frustrados não é motivo para afogar uma idosa. Pelo menos não para mim!

Eu estava bastante ansiosa, não queria comprometer minha patroa dizendo ao delegado que o Conde falou de retaliação quando conversaram. Rita me parecia inocente, mesmo tendo ficado surpresa com a frieza dela em relação a morte de Abigail eu acreditava que ela não poderia ter feito nada à sua vizinha. Também não estenderia aquela visita à delegacia eu queria sair dali, queria que ele parasse de me encarar fazendo com que eu me sentisse culpada de algo que eu não tinha feito.

_Pode ir. Obrigado por sua ajuda.

_Obrigada!

Aliviada de não ter que dizer mais nada eu deixei a delegacia o mais rápido possível, passei na farmácia comprei o que eu tinha que comprar e segui para a casa de Rita.

Estava cada vez mais convencida de que a briga na mansão, depois da reunião, havia deixado ressentimentos entre o Conde e o delegado, ou talvez os ressentimentos entre eles fossem antigos, por causa do que Xênia havia feito.

_Quer uma carona?

Virei o rosto para ver quem falava comigo.

O Conde Flavius vinha em seu carro me acompanhando devagar. Pensei em dizer não, mas algo me fez mover na direção do carro e eu acabei aceitando. Talvez tivesse sido péssima ideia aceitar carona dele o delegado poderia pensar que eu estava envolvida no que tinha acontecido e eu estaria encrencada.

_Perdoe-me pela curiosidade, mas eu o vi saindo da delegacia. Você foi chamado por causa de Abigail? _Perguntei sem ter outra coisa para falar com ele perdendo a oportunidade de ficar calada.

_Sim! Fui até lá dizer onde eu estava, o que fui falar com Rita... Essas coisas básicas, mas eu não tenho nenhum envolvimento com o incidente daquela Senhora e Vladmir vai ficar me devendo um pedido de desculpas. Tenho um álibi que pode provar onde eu estava. O delegado não gosta de mim e quer tumultuar minha vida.

_Também penso isso. _Disse sem pensar.

O Conde tirou os olhos da rua e me encarou com um sorriso nos lábios. Aqueles lábios, que haviam tocado a pele do meu pescoço durante meus sonhos, eram lindos demais! Desviei o olhar para a rua em busca de identificar para onde o Conde estava me levando, pois de uma coisa eu tinha certeza, não estávamos indo para a casa de Rita.

_Vou até em casa para ver como está Minerva. Na verdade vou até a casa onde Valentina está morando agora. Você já deve ter ficado sabendo o que aconteceu. _Disse ele ao perceber que eu não estava reconhecendo o caminho.

_Eu fiquei sabendo que vocês se separaram. Ela não vai achar ruim eu estar com você?

_Ela me odeia e pouco se importa com quem eu ando. _Disse ele rindo.

_Acho melhor eu continuar o caminho sozinha. Não quero me envolver em nenhum tipo de confusão.

_Levo você até em casa. Só pensei que Minerva ficaria feliz em te ver.

Ele deu a volta com o carro e seguimos para meu destino.

_Porque Minerva ficaria feliz em me ver?

_Ela gostou muito de você.

_Jura? _Eu ri sem saber o que dizer. _Qualquer dia farei uma visita a ela.

_Ela vai gostar muito de sua visita!

O Conde parou o carro em frente a casa de Rita e me esperou entrar para depois deixar o local. Minha patroa estava sentando no sofá e olhou para mim com um sorriso no rosto.

_Ele já conquistou você?

_Ele quem? _Perguntei me fazendo de boba.

_O Conde Buzila.

Eu ri das ideias de Rita.

_Foi só uma carona.

_Ele é cativante! _Suspirou Rita bestamente.

Não acreditei no que acabava de ver, minha patroa suspirou pelo Conde como se fosse uma adolescente apaixonada e eu não pude me conter dando uma gargalhada. Rita não se incomodou com minha reação e riu também.


Notas Finais


Até a próxima!
Baris


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