História O Conde (História original) - Capítulo 5


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Novela, Romance, Vampirismo, Vampiro
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Palavras 1.723
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sadomasoquismo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Que segredos escondem a cidade do Conde Flavius?
Que segredos o Conde guarda no interior de sua alma, se é que ele tem uma!
Boa leitura!

Capítulo 5 - Diagnóstico bizarro


Esperei o ônibus parar na praça e Aline desceu olhando em volta. Ela ergueu os olhos e encarou a estátua gigantesca, no centro da praça.

_Qual filme de terror está sendo gravado aqui? _Perguntou rindo.

_”Pesadelos de Ana”. _Respondi abraçando minha amiga.

_Sonhou com ele novamente?

_Sim! E desta vez ele mordeu meu pé.

Aline, no automático, olhou para meu pé.

_Mordeu mesmo! _Disse ela boquiaberta. _Ele tem fetiche com pé?

_Vou te contar tudo, mas primeiro vamos sair da praça e ir para um lugar onde possamos beber.

Depois de uns goles e de ter escutado toda a minha história, Aline não sabia se ria do meu sonho ou ficava preocupada com o que havia acontecido.

_E agora?

_Não sei!

_Eu preferia ser mordida por ele a ser ferida por Rita. _Disse Aline virando um copo de cerveja.

_Concordo com você. _Respondi rindo da minha própria desgraça.

_Essa velha é louca! Conte ao delegado, talvez ela tenha matado a vizinha só por ela ter falado mal do Conde que ela tanto adora e te mordeu porque ele te deu carona.

_Tolice! Ela não tem força para matar uma pessoa! Só se ela dopou a... Nossa! Rita tem muitos remédios e certamente Abigail também tinha. O delegado sabe disso e é claro que isso vai aparecer nos exames do corpo, mas ele não sabe do meu ferimento.

_Vamos falar com ele imediatamente.

Aline foi pagar a conta e seguimos para a delegacia.

O delegado nos recebeu em sua salinha e eu contei tudo o que tinha acontecido e ele me escutou paciente.

_Eu nem preciso de bafômetro para saber que vocês beberam antes de vir aqui dar estas declarações e será por isso que não farei nada, por enquanto, mas ficarei de olho.

O delegado olhou para o meu pé. Ele não estava nada surpreso.

_O senhor já viu este tipo de perfurações, não é?

_Sim, não posso dizer quem as fez, mas já vi muitas vezes aqui nesta cidade.

_É obra de gente, não é?

_É obra de animal.

_Animal? Que animal? Porque Rita tentou esconder a dela?

_É animal. _Reforçou o delegado.

_Você disse “quem as fez”, então como pode ser um animal?

_É eu disse. _O delegado tirou um cartão da gaveta e me entregou. _Esse médico é muito bom! Ele cuida da insanidade de Xênia e de Minerva. Por que não vai falar com ele sobre o que te aconteceu? Será bem melhor que tomar um porre.

Joguei o cartão sobre a mesa.

_Eu não sou louca!

_Tenha um bom dia. _Disse o delegado dando o assunto por encerrado.

Aline segurou meu braço e me puxou para fora da sala antes que eu fosse presa por desacato.

_Animal! Este delegado está pensando que eu sou o quê? Por acaso eu sou uma alcoólatra louca e mentirosa?

_É o que você está parecendo neste exato momento. _Riu Aline.

_Muito engraçado!

_Vamos pegar um táxi e daremos uma volta na cidade vizinha. Vamos dançar, jogar, beber e comer. Hoje é sua folga e você está livre. Depois você resolve o que fazer do seu trabalho como enfermeira de velha louca.

_É isso mesmo! Vamos curtir e aproveitar para falar com alguém mais entendido de mordida.

 

_É mordida humana. _Disse Beto colocando o copo de cerveja sobre a mesa. _Veja a marca dos outros dentes. Só que esta pessoa tem caninos grandes e eles te feriram mais que os outros dentes.

_Acho que o Conde te mordeu mesmo! _Riu Aline sem perder a oportunidade de fazer graça.

_Você tem certeza Beto?

_Quem aqui é “quase” formado em odontologia?

_Você. _Respondi sabendo que nem precisava.

_Pois eu digo que é mordida de gente. Seu parceiro deve ser sadista e mordeu seu pé enquanto você dormia usando algum tipo de prótese dentária.

_Fetiche de vampiro. _Disse Aline rindo.

_Claro que foi ela. E eu não tenho “parceiro”. Ela se feriu e depois fez o mesmo comigo. Rita usa dentadura e deve esconder a prótese lá no quarto dela.

_Nesse caso é melhor você deixar seu emprego. Vai que essa velha resolve fazer coisa pior e morde seu pescoço abrindo uma artéria...

_Pedirei demissão pela manhã Beto.

_Então vamos beber, porque foi para isso que nós viemos até aqui.

Ficamos até tarde na boate, não queria passar mais nenhuma noite na casa de Rita e de lá seguimos para um motel na beira da estrada e descansamos até o dia clarear. Assim que o sol nasceu retornamos para a cidade.

 

Rita observava enquanto eu fazia minhas malas.

_Espero que você consiga resolver seus problemas o mais rápido possível!

_Também espero Dona Rita e torço para que consiga logo alguém para lhe fazer companhia.

 _Estou pensando em vender a casa e ir para uma casa de repouso.

_É uma pena! Se eu pudesse ficar mais...

_Não se culpe Ana! A vida é assim mesmo e também eu acho que não terei mais tanto tempo assim de vida. _Rita sorriu partindo meu coração. _Vou ligar para o Conde e avisar que você está partindo.

_Para que a senhora vai ligar para ele?

_Talvez ele queira se despedir de você.

_Eu não tenho nada com o Conde, porque ele iria querer se despedir de mim?

_Ele precisa saber. Tudo que acontece aqui sempre chega aos ouvidos dele. O Conde fica bravo quando as coisas não estão de acordo com o bem de todos...

_Pare com isso Rita! Ele não é o “Senhor destas Terras”. Flavius não passa de um homem mimado...

_Não diga isso! _Rita engoliu em seco.

_Não sei o que a senhora pensa sobre o modo como vivem aqui, mas eu te digo que é errado. Vocês não são propriedade do Conde Straus e nem do Conde Buzila! Essa “coisa” de conde nem faz sentido no mundo de hoje.

Rita me encarou com seriedade e por um momento eu cheguei a pensar que ela reagiria ao que eu acabara de dizer, mas ela simplesmente deu as costas para mim e foi para o quarto, sentou ao lado de seu telefone e discou um número, o do Conde. Bufei irritada com a cabeça dura daquela mulher, peguei minha bolsa e deixei a casa dela seguindo para a praça onde Aline esperava por mim.

_É o melhor a ser feito! _Disse Aline quando me aproximei.

_Claro que sim! Posso conseguir outro trabalho...

O carro de Flavius parou no local onde o ônibus pararia para o embarque e desembarque dos passageiros, ao lado dele, no banco do carona estava Minerva. Ela abriu um sorriso meigo e apertou seus olhinhos derretendo meu coração.

_Veja quem está aqui filha!

_É a Ana!

Minerva desceu do carro e foi me abraçar. Rita realmente avisou a ele o que estava acontecendo e ele veio conferir pessoalmente, mas eu acreditava que eu era livre para ir e vir quando bem quisesse.

_Estamos voltando da consulta dela. Não disse antes, mas Minerva está se tratando. _O Conde saiu do carro e parou ao meu lado. _Ela queria te ver, mas você não pode ir vê-la, sorte que acabamos nos encontrando.

Minerva olhou para minha bolsa.

_Você vai embora?

_Sim Minerva! Eu preciso ir.

Aline pigarreou ao perceber que eu amolecia diante da menina.

Neste momento o celular do Conde tocou e ele se afastou para atender.

_Você vai deixar a Rita sozinha? E se ela sentir medo à noite?

_Não se preocupe Minerva. Se ela ficar com medo é só deixar a luz acessa e tudo vai ficar bem.

_Eu já tentei isso e não adianta nada. _Disse ela tristemente.

Flavius se juntou a nós.

_Vamos Minerva que a sua mãe já está preocupada com nossa demora.

_Adeus Ana! _Disse a menina dando a mão a seu pai.

_Adeus Minerva... Adeus Conde!

Ele olhou para mim e sorriu.

_Boa viagem para vocês! Espero vê-la novamente Ana.

O Conde e Minerva partiram ruma à casa de Valentina e eu confesso que fiquei um pouco abalada, na verdade triste por causa de Minerva. Ela era ainda tão pequena...

_Ai meu Deus! Como eu faço para ganhar uma mordida de um homem desses? _Disse Aline com um sorriso brincalhão nos lábios.

_Deita e sonha, foi assim que eu ganhei a minha, mas não se esqueça de levar a Rita para dormir contigo.

_Acho que ele gostou de você.

_Com base em que você concluiu isso?

_Você acha que ele se daria o trabalho de parar só porque a menina queria ver você?

_Não sei! Não faço ideia do que passa na cabeça desse povo esquisito que vive aqui.

            O ônibus se aproximou e veio entrando no acostamento junto ao meio fio quando o delegado apareceu com seus dois assistentes.

            _Bom dia! _Disse ele olhando para minha bolsa.

            _Bom dia delegado.

            Aline parou ao lado da porta do ônibus e esperou por mim.

            _Para onde você está indo?

            _Vou voltar para minha casa, não posso continuar aqui...

            _Você não pode ir durante as investigações sobre a morte de Abigail.

            _Como assim? Eu nem conhecia aquela mulher e nem sabia onde ela morava até o dia que ela morreu!

            _Sinto muito, mas você tem que ficar.

            _Não acredito!

            _E como está seu pé?

            _Está do mesmo jeito! _Respondi bruscamente.

            _Vamos Ana, o motorista não pode ficar aqui o dia todo. _Disse Aline já no primeiro degrau do ônibus.

            _Ela não pode embarcar, pode seguir viagem motorista. _Disse o delegado mostrando seu distintivo. _Boa viagem Aline e espero não ter que lhe chamar para depor.

            _Não se preocupe Aline, eu vou ficar bem! _Disse mais para meu alivio do que para o dela.

            _Me liga!

            _Vou ligar.

            Aline sentou junto à janela e permaneceu de olho em mim até o ônibus partir.

            O delegado colocou as mãos na cintura e riu.

            _Pensou que poderia deixar a cidade depois das acusações que fez ontem? Rita é uma mulher importante e...

            _Eu sou a vítima aqui! Alguém me atacou enquanto eu dormia, é apenas uma mordida, mas mesmo assim eu fui atacada e você me trata como se eu fosse suspeita.

            Os dois policiais que acompanhavam o delegado pareciam apenas esperarem a ordem de prisão para me levarem para a viatura, mas isso não aconteceu. O delegado deu as costas para mim e seguiu para a viatura. Sem saber o que fazer eu peguei minha bolsa e voltei para a casa de Rita.


Notas Finais


Beijos e mordidas vampirescas
Baris! <3


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