História O Conde (História original) - Capítulo 6


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Novela, Romance, Vampirismo, Vampiro
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Palavras 1.380
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sadomasoquismo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Será que Flavius tem um coração dentro de seu peito ou
será que ali no âmago de seu ser só há um reflexo do que um dia ele foi?

Capítulo 6 - Circunstâncias reveladoras


 _Isso é um absurdo! _Disse Aline ao telefone. _Vou arrumar um advogado para te defender e vamos ver se você pode ou não pode deixar esse fim de mundo!

_Enquanto isso eu estou correndo perigo na companhia de você sabe quem. Nem consigo imaginar o que vai acontecer quando ela souber o que eu falei para o delegado. Aí sim as coisas vão ficar feias, pois eu nem terei emprego e nem um lugar para morar. Vou arrumar outro lugar para ficar ainda hoje.

_Pede ajuda ao Conde.

_Não, isso eu não vou fazer. Vou desligar porque ela pode acordar a qualquer momento e eu não quero que ela escute nossa conversa. Beijos!

_Qualquer coisa é só ligar. Vou ver se consigo logo um advogado os dessa cidade devem ser todos comprados.

_Não duvido disso!

_Beijos! _Disse Aline desligando.

Fui até o quarto de Rita e ela ainda dormia. O braço perfurado pela mordida estava sem curativo e eu pude ver direito a marca dos dentes sobre a pele. Senti raiva por ter sido obrigada a ficar naquela cidade morta e na casa da pessoa que eu acreditava ter me atacado.

Ao lado do telefone de Rita estava sua agenda telefônica e eu sabia que ela ainda tinha o habito antigo de anotar o número de seus contatos naquele caderninho, assim como minha avó fazia. Folheei as páginas envelhecidas e encontrei o número do Conde e o fotografei com meu celular. Desci até o primeiro andar da casa e liguei para Flavius.

_Preciso falar com você. _Disse assim que fui atendida.

_Quem está falando?

_Sou eu Ana, enfermeira de Rita. Podemos nos encontrar?

_Claro! Onde?

_Não pude deixar a cidade e estou aqui na casa de Rita.

_Estarei aí em no máximo dez minutos.

_Obrigada!

Desliguei o telefone e fui para a varanda esperar por ele. Não demorou muito e o carro do Conde parava ao lado da calçada. Segui até o veículo e antes que ele saísse eu entrei.

Contei tudo que havia acontecido, sem mencionar meus sonhos. Contei que eu suspeitava de que Rita havia me mordido e que eu tinha procurado a policia e acabei ficando em uma situação muito difícil de resolver, pois como eu poderia permanecer na casa daquela mulher.

_Vou resolver isso para você.

_Você não sabe o quanto me sinto grata. Estou sem lugar nessa casa e nessa cidade.

_Sei como se sente, mas não se preocupe, mandarei meu advogado resolver isso para você, mas em troca eu quero um favor.

_Favor? _Engoli em seco. _Que favor?

_Eu e Zoe faremos um jantar para oficializar nossa união e gostaria que fosse para cuidar de Minerva, como convidada, mas também para cuidar para que ela não se comporte mal em público. Minha filha está doente e teima que vê fantasmas...

Flavius parou de contar sobre o estado da saúde da menina e me olhou esperando uma resposta.

_Tudo bem, eu posso cuidar de Minerva.

_Depois da cerimônia ela voltará para a casa de Valentina e sua vida voltará a ser como era antes.

_Assim eu espero, mas não posso ficar aqui até chegar esse dia e ter que ver Rita e o delegado...

_Não se preocupe! Cuidarei de tudo.

_Obrigada!

Desci do carro e o Conde deixou o local.

Entrei na casa e fui ver se Rita já havia acordado e ela permanecia “Apagada” como antes. Fui ver mais de perto e notei que havia algo de errado, tomei o pulso de Rita e mal pude perceber sua pulsação.

 

Agora eu estava presa em um quarto na clínica particular do doutor Davatz e o Conde veio para ver Rita. Ele passou a mão pelos cabelos brancos da velha e sorriu tristemente.

_Eu estou aqui. _Disse ele ao ouvido dela. _Seja forte como você sempre foi e tudo ficará bem.

Rita dormia e não poderia responder nada. Então Flavius resolveu lembrar algumas histórias da infância de Rita, coisas que ela certamente contou a ele. Casos que mostravam o quanto ela era forte e guerreira. Foi assim que descobri o grau de amizade entre o Conde e Rita e eu havia dito a ele que suspeitava dela.

_Pena que não teremos tempo para mudar as coisas.

Flavius segurou a mão de Rita e a beijou como um filho beija a mão de sua mãe no leito de morte.

_Eu sinto muito Conde, não sabia que...

_Somos mais que amigos Ana. Rita me manteve vivo por muito tempo e eu teria que fazer um sacrifício gigantesco se fosse pagar o que ela fez por mim. Nem todo o dinheiro do mundo pagaria o que devo a ela, nem se eu desse a ela minha vida eu não conseguiria pagá-la.

Senti muita vergonha de ter pedido ajuda a ele para escapar da loucura de Rita.

Ele sentou-se na cadeira ao lado da cama e permaneceu em silêncio.

Esperei ansiosa a chegada do doutor Silas Davatz, só ele poderia quebrar aquele silêncio medonho que se abateu sobre nós.

 

_A anemia dela tem piorado a cada exame. _Eu disse ao Conde por telefone.

_Quer sair um pouco? Eu posso cuidar de Rita para você descansar.

_Quero sim! Na verdade eu adoraria poder ir até minha casa, mas o delegado me faria passar vergonha novamente.

_Eu já cuidei disto, você pode ir onde bem quiser. Eu esqueci de avisá-la.

_Que alívio! Nem sei como agradecer...

Caminhei até a cama para cobrir os pés de Rita e sentei ao lado da cama. Ainda não tinha compreendido o que aconteceu para ela ficar tão mal de uma hora para outra e o doutor Davatz só dava satisfações ao Conde, eu só estava ali para medicá-la, trocá-la e fazer companhia.

_Estarei aí em poucos minutos. _Disse Flavius desligando.

Fui para o corredor. Ligaria para Aline para contar a ela que eu logo voltaria para casa e nós comemoraríamos minha volta curtindo a noite em alguma boate longe da cidade monótona e desagradável onde eu me encontrava. Como era de se esperar ela recebeu a notícia com muita satisfação e pensou em mil coisas para fazermos juntas.

Voltei para o quarto para esperar Flavius e ele logo chegou. O rosto estava sério e cansado devido aos momentos difíceis que passava, mas ele estava ali para ajudar a velha amiga e se não fosse por nós dois ela estaria sozinha.

_Não vou ficar muito tempo fora por causa da Minerva, sei que ela precisa de você...

_Ela está com Valentina.

_Mesmo assim eu não vou demorar.

_Tudo bem!

Antes de qualquer coisa fui até a casa de Rita. Tinha que encontrar a prótese que ela usou para me ferir e poder esfregá-la na cara do delegado Vladmir. Com cuidado para não deixar nada fora do lugar, eu fiz uma busca pelo quarto e depois em outros pontos da casa que pudessem servir para esconder alguma coisa e não encontrei nada que pudesse provar a culpa de Rita.

Frustrada, fui tomar um banho e fazer minhas malas novamente. Pediria ao Conde para conseguir outra acompanhante para Rita e deixaria aquele fim de mundo de uma vez por todas. Não voltaria nem a passeio.

Descansei um pouco e retornei a clínica Davatz quando começava a anoitecer. O Conde estava sentado em um banco na recepção e eu fui até onde ele estava e me sentei ao seu lado pensando em como dar inicio a nossa conversa sobre outra pessoa para ficar em meu lugar.

_O doutor Davatz está com Rita?

_Não, estou aqui fora esperando pelo advogado dela.

_Mas para quê? _Senti meu coração acelerar por causa do que o Conde acabava de falar.

_Rita morreu. _Disse sem cerimônias.

_Morreu?

_Desidratação e outras complicações por causa da idade.

Por um momento pensei que Vladmir havia procurado por ela por causa de minhas acusações. Juro que não foi por maldade, mais eu fiquei aliviada com a morte dela, isso nos pouparia de muitos transtornos.

_Agora você está sem emprego.

_Eu já estava, eu já havia pedido demissão, por isso eu estava indo embora da cidade. Lembra?

_Mas se quiser pode ficar para cuidar de Minerva junto comigo. E não se esqueça do nosso acordo.

_Claro!_Bufei lembrando-me do nosso acordo. _Acho que posso ficar até o dia do seu jantar, como eu havia prometido.

_Ótimo! _Disse Flavius sem emoção alguma.


Notas Finais


Beijos de sangue!
Baris <3


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